Índios querem tratar criança com câncer com ritual de cura

Menina de oito anos de idade tem câncer em estágio avançado na perna. Médico que cuida do caso diz que é necessário amputação e quimioterapia.

A família  de uma menina indígena de 8 anos de idade, que tem câncer na perna, e que em razão do avançado estágio da doença precisaria amputar o membro para que o tratamento dê resultado, quer submeter a criança, antes da operação, a um ritual de cura feito pelo rezador de sua aldeia. A informação é do chefe do Distrito de Saúde Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei/MS), Nelson Carmelo.

Segundo Carmelo, a família mora na aldeia Porto Lindo, em Japorã, cidade a 477 quilômetros de Campo Grande. Ele explica que a criança está internada no Hospital Regional da capital desde o dia 25 de junho, fazendo tratamento contra a doença e que, de acordo com os médicos, para que a terapia seja eficaz, a criança teria que amputar a perna atingida pelo câncer.

O chefe do Dsei diz que após ser comunicada sobre a situação, a mãe da menina chegou a aceitar a cirurgia e depois viajou para Japorã. Quando a mulher voltou, tinha mudado de opinião sobre a operação e passou a exigir que antes do procedimento que fosse realizado um ritual típico de sua crença, feito pelo rezador da aldeia.

O médico responsável pelo atendimento a criança, Marcelo Souza, disse que ela está fazendo quimioterapia, mas que somente este tratamento não é suficiente para curá-la da doença.

“A doença está bem avançada. O tumor destruiu quase dois terços do fêmur, ela não anda mais”, afirmou ele. “Sem a cirurgia, não existe chance de cura. Apenas com a quimioterapia não há melhora, e apenas com a cirurgia, também não há cura. Tem que ser o tratamento completo”, explica.

Mobilização – Para atender o pedido da família, a Dsei/MS disponibilizou um carro para trazer de Japorã para Campo Grande o rezador da aldeia. Ele deve chegar nesta quarta-feira (20) a cidade para realizar o ritual.

A expectativa do coordenador da Dsei, é que após o ritual a família autorize a cirurgia. “Sempre tivemos um bom diálogo com eles. Se for conversado, e eles entenderem a gravidade e a necessidade dessa cirurgia, eles devem aceitar”, revelou.

O médico que cuida da menina disse que ela aguenta esperar, mas reiterou que sem a cirurgia não existe cura para a doença. “Respeito a religião, mas dentro da parte médica é isso que tem que ser feito”, concluiu.

Fonte: G1

Passo Firme – 21.07.2011
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