Um total de 366 milhões de pessoas sofre de diabetes em todo o mundo, e a tendência é para que este número continue a aumentar. Estima-se que a cada 10 segundos morra um doente devido a problemas relacionados com a doença, caracterizada pela não produção de insulina pelo pâncreas e decorrente descontrolo dos níveis de açúcar no sangue. Outro dado alarmante é de que o número de vítimas relacionado com a doença ascenda a 4,6 milhões por ano.
As informações foram divulgadas pela Federação Internacional do Diabetes (IDF) durante o 47.º Congresso da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, realizado na semana passada em Lisboa, Portugal. Os números superaram a expectativa de 300 milhões estimada na edição de 2009 do Atlas de Diabetes da IDF.
Com os dados, o diabetes já é a uma das doenças com maior índice de crescimento nos últimos anos. A vasta maioria dos casos diagnosticados classifica-se como diabetes tipo 2, causada por uma dieta pouca diversificada, obesidade e falta de exercício físico. Este tipo do diabetes provoca inúmeras complicações de saúde relacionadas com a falta de controlo de açúcar no sangue, sendo, em muitos casos, potencialmente fatal.
Atualmente o diabetes é considerado também a principal causa de insuficiência renal, cegueira e amputação de membros inferiores. A monitorização de níveis que lhe estão associados, como a glicose no sangue ou os corpos cetónicos na urina, constituem a principal ferramenta na gestão diária da vida das pessoas com diabetes, permitindo assim traçar diretrizes adequadas para o tratamento.
A cetoacidose diabética é um estado de absoluta ou relativa deficiência de insulina no sangue, existente em quantidades incapazes de permitir a abertura das células à glicose, privando-as do seu normal substrato. Em substituição desta fonte de energia, o organismo socorre-se de corpos cetónicos que se acumulam no sangue, a par da mesma, que não é absorvida pelas células, resultando em hiperglicemia e em consequente acidose metabólica.
A maioria destes episódios é evitável através do controlo da cetonemia, até há pouco tempo feito com recurso a tiras reativas de urina, fornecendo apenas um valor estimado. Hoje, é possível efetuar num único equipamento a verificação dos valores da glicemia e medir também os valores de cetonemia, representando este um dos últimos avanços na área da diabetes.
ONU – O crescimento do diabetes em todo mundo virou pauta prioritária para da próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para acontecer nos dias nesta segunda e terça-feira, dias 19 e 20 de setembro. Após a reunião sobre a AIDS, realizada em 2001, esta será a segunda vez que a ONU reúne-se para tratar especificamente de uma doença, o que atesta a preocupação global sobre o aumento do número de diabéticos em todo o mundo. Os países vão discutir e definir soluções que ajudem a travar a ascensão da doença.
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Passo Firme – 18.09.2011 (Com informações de RCM Pharma e SBD)
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