C-Leg garante mais mobilidade e segurança no caminhar da pessoa com deficiência

Por Patrícia Canuto

Imaginar uma pessoa que não possui as duas pernas caminhando já não é uma possibilidade remota. A pesquisa e o aprimoramento constante de tecnologias assistivas têm impulsionado o desenvolvimento de equipamentos que surpreendem pelo caráter futurista.

No mundo, mais de 15 mil pessoas contam com um dos mais avançados modelos de prótese de joelho, o C-Leg. Produzido pela Otto Bock, empresa especializada no desenvolvimento e comercialização de órteses e próteses ortopédicas, o C-Leg é uma prótese hidráulica computadorizada especialmente desenvolvida para pessoas que não possuem uma ou ambas as pernas, acima do joelho.

O diferencial está no desempenho da prótese, totalmente controlada por sensores e um microprocessador. O equipamento usa tecnologia sem fio, com bluetooth, que envia mensagens para um computador contendo dados como peso, altura e condição de movimentação. Essas informações são enviadas para a perna eletrônica como uma indicação de como se movimentar. Ou seja, é a perna que se adapta à pessoa, e não o contrário.

Leveza e estabilidade

Muitos usuários de produtos com tecnologia avançadacomo o C-Leg descobrem uma nova realidade após conhecerem as próteses inteligentes. Mais do que uma questão estética, os equipamentos atuais interferem diretamente na qualidade devida da pessoa amputada ou com deficiência. Com o uso de chips, sensores, baterias recarregáveis, eletrodos, válvulas e microprocessadores, muitas pessoas descobrem uma vida ativa, muitas vezes até com a prática deesportes, ou retomam suas atividades anteriores.

Igor Costa tem 24 anos e, há pouco mais de dois anos, só deixa de utilizar o joelho eletrônico C-Leg para mergulhar, esporte que faz parte de sua vida desde os sete anos. “Se pudesse molhar, eu usaria até na água. A prótese me garante uma estabilidade incrível. A diferença principal é a mobilidade para descer rampas e escadas. As próteses comuns não garantem segurança no momento de descida. Geralmente travam demais ou impulsionam o usuário para a frente”, afirma.

Igor é um usuário que pode colocar à prova o desempenho do C-Leg. Jovem e bastante ativo, ele caminha, corre, vai a festas, faz atividades constantes ao ar livre e garante que a sensação é de que a prótese anda sozinha. Porém, leva-se algum tempo para atingir este nível de desenvoltura. O engenheiro biomédico Mario Cesar Alves de Carvalho, diretor da Otto Bock Clinical Center do Rio de Janeiro, garante que, assim como qualquer outra prótese, o C-Leg exige um período de adaptação. Assim que o usuário se adéqua ao joelho eletrônico, o caminhar ganha uma nova perspectiva. Segundo Mario de Carvalho, a prótese analisa os movimentos dos usuários. O microprocessador ajusta os sistemas hidráulicos de acordo com o tipo de atividade exercida pelo usuário e, com simples movimentos, como pisadas ritmadas, pode alterar a programação.

Tecnologia a serviço da qualidade de vida

Todo esse processo parece ficcional. Porém, a ideia que originou o C-Leg não é tão recente ou incomum. O projeto teve origem em 1981, no Canadá, pelas mãos de um protista que desejava atender aos anseios de um paciente com sequelas de poliomielite. Apenas em 1991 a Otto Bock assumiu as pesquisas e desenvolveu a prótese que, desde então, tem sido estudada, aperfeiçoada e comercializada.

Para proteger essa tecnologia e seu usuário, a manutenção do C-Leg não pode ser feita por qualquer pessoa da área protética. “O C-Leg exige manutenção anual. Apenas profissionais da Otto Bock, certificados em próteses computadorizadas e habilitados em C-Leg, podem fazer alterações na prótese, que é protegida por senha. E isso pode ser feito em qualquer centro clínico da empresa pelo mundo. Qualquer alteração na peça fica registrada, o que é uma forma de assegurar o serviço ao usuário e documentar possíveis falhas no equipamento”, afirma Mario Carvalho.

A leveza e a estabilidade do joelho eletrônico também tornam a prótese mais confortável, permitindo novas possibilidades de movimentação e um caminhar mais natural. Para Igor Costa, que teve a perna amputada após ser vítima de uma bala perdida e de erro médico, a nova perna se aproxima bastante dos movimentos do membro original, especialmente se comparada ao modelo que usou nos primeiros dois anos e meio. “Como o C-Leg foi projetado para diminuir o estresse muscular e o gasto energético dos usuários, é notória a economia de energia, o que interfere diretamente na qualidade de vida”, ressalta Mario de Carvalho.

Diferenciais da Prótese C-Leg

  • Sistema de prótese de perna controlado por microprocessador;
  • Adaptação automática, em tempo real, para velocidade, amplitude e frequência do passo;
  • Alto grau de segurança e risco mínimo de queda;
  • Maior proximidade possível ao padrão de marcha natural.

Sobre a Otto Bock

A Otto Bock é uma empresa comprometida com a reabilitação e reintegração social de pessoas com deficiências físicas. A companhia está presente nos cinco continentes e possui trinta filiais espalhadas pelo mundo.

Desde a sua fundação, em 1919, a Otto Bock desenvolve, em parceria com cientistas e institutos de pesquisa internacionais, produtos e sistemas inovadores, funcionais, com alta tecnologia, para pessoas com limitações físicas. Além disso, a empresa contribui no processo de adaptação e inclusão social dos protetizados e promove treinamentos contínuos para o aperfeiçoamento dos profissionais da área.

Fonte: Revista Nacional de Tecnologia Assistiva

Passo Firme – 12.04.2011
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