Nova abordagem terapêutica promete evitar amputações por neuropatia diabética

Tratamento estimula parceria entre vasos sanguíneos e células de suporte para recuperar danos causados aos nervos pelo diabetes

Uma nova pesquisa indica que vasos sanguíneos e células de suporte parecem ser parceiros fundamentais na reparação dos nervos destruídos pela neuropatia diabética. Desenvolver essa parceria com as células nervosas pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso nos esforços para regenerar nervos danificados.

Cerca de 20% dos diabéticos sofrem neuropatia, um formigamento, ardor ou dormência dolorosos nas mãos e nos pés que reflete os danos nos nervos e que, às vezes, leva a infecções e à amputação de dedos, mãos ou pés. Os tratamentos atuais para a neuropatia diabética focam no alívio dos sintomas, mas não tratam a causa da doença, reparando os danos nos nervos. Pesquisas anteriores mostraram que as extensões longas das células nervosas, conhecidas como axônios, se regeneram lentamente nos diabéticos, segundo o pesquisador Michael Polydefkis.

Buscando as razões por trás desta regeneração lenta, Polydefkis e seus colegas recrutaram 10 pacientes com neuropatia diabética e 10 pessoas saudáveis com idades similares e realizou biópsias da pele da coxa de cada participante com um “punch” minúsculo (de 3 milímetros). Vários meses depois, eles realizaram quatro biópsias de 4 mm do mesmo lugar para ver como os nervos, os vasos sanguíneos e as células de suporte dos nervos, chamadas células de Schwann, foram crescendo novamente no local de cicatrização da biópsia.

Tanto nos pacientes com neuropatia quanto nos indivíduos saudáveis, os resultados mostraram que os primeiros a crescer no local de cicatrização eram os vasos sanguíneos, seguidos logo depois pelas células de Schwann e dos axônios, que pareciam usar os vasos sanguíneos como andaimes. No entanto, todo o processo atrasou significativamente para os pacientes com neuropatia. Não só foi mais lento na regeneração de axônios em comparação com os pacientes saudáveis, como era esperado, mas a taxa de crescimento dos vasos sanguíneos também foi mais lenta e menos células de Schwann acompanharam o crescimento dos axônios na pele que se cicatrizava.

“Nossos resultados sugerem que anormalidades regenerativas associadas com o diabetes são comuns. Eles não estão apenas afetando os nervos, estão também afetando o crescimento dos vasos sanguíneos e a proliferação das células de Schwann”, aponta Polydefkis.

Além disso, segundo ele, as descobertas podem explicar por que os problemas relacionados aos vasos sanguíneos, tais como ataques cardíacos e derrames cerebrais, muitas vezes acompanham o diabetes. A regeneração lenta dos vasos sanguíneos danificados poderia contribuir para estas doenças também.

O pesquisador diz que as descobertas fornecem novos alvos potenciais para o tratamento da neuropatia e de problemas vasculares. Ao promover o crescimento dos vasos sanguíneos e das células de Schwann, os cientistas poderão acelerar a regeneração dos axônios e reparar com êxito nervos danificados e vasos sanguíneos, combatendo potencialmente a neuropatia diabética e as complicações vasculares simultaneamente.

Fonte: Isaude.net

Passo Firme – 21.06.2011
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2 comentários em “Nova abordagem terapêutica promete evitar amputações por neuropatia diabética

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