Deslanchou geral!

Ao que parece a tecnologia biônica, presente apenas nos filmes de ficção científica até pouco tempo, veio para ficar e está cada dia mais presente em nossas vidas. Um novo membro biônico é criado para simular movimento natural em pessoas amputadas. A novidade é que a nova prótese motorizada de membros inferiores permite que os amputados andem sem tropeçar e sem arrastar as pernas. Imaginou!?

A nova tecnologia biônica para próteses de membros inferiores desenvolvida na Vanderbilt University, nos Estados Unidos, permite que pessoas amputadas andem sem arrastar as pernas, movimento característico de alguns membros artificiais existentes hoje.

O dispositivo usa os mais recentes avanços tecnológicos em bateria, sensores, computadores e motores elétricos. É a primeira prótese com articulações motorizadas do joelho e do tornozelo que operam em sincronia. Ela vem equipada com sensores que monitoram os movimentos do usuário e microprocessadores que usam estes dados para prever o que a pessoa está tentando fazer e facilitar essa movimentação.

“Quando se está andando, é totalmente diferente da minha prótese atual. Uma perna passiva está sempre um passo atrás de mim. A perna Vanderbilt está atrás apenas de uma fração de segundo”, disse o jovem amputado de 23 anos Craig Hutto (foto), que vem testando o equipamento, resultado de um esforço de pesquisa de sete anos no Vanderbilt Center for Intelligent Mechatronics, dirigido pelo professor de engenharia mecânica Michael Goldfarb.

“Com o nosso modelo mais recente, validamos nossa hipótese de que a tecnologia certa estava disponível para fazer uma prótese de membros inferiores com articulações do joelho e do tornozelo. Nosso dispositivo ilustra o progresso que estamos fazendo na integração homem e máquina”, disse Goldfarb.

Veja o vídeo:

A prótese Vanderbilt é projetada para a vida diária, permitindo ao amputado andar, sentar, levantar, ficar em pé, subir e descer escadas e rampas. Estudos demonstraram que os usuários equipados com o dispositivo caminham naturalmente 25% mais rápido em superfícies de nível do que quando usam próteses de membros inferiores passivas. Isso porque ela exige de 30% a 40% menos energia do próprio amputado para funcionar.

“Subir e descer ladeiras é uma das coisas mais difíceis de fazer com uma perna convencional. Mas este não será um problema com a perna motorizada porque ela sobe e desce ladeiras quase como uma perna natural”, disse Hutto.

Os recentes avanços tecnológicos permitiram que os engenheiros de Vanderbilt produzissem um dispositivo que pesa cerca de quatro quilos – menos que a maioria das pernas humanas – e que pode operar por três dias de atividade normal, ou por 13 a 14 km de caminhada contínua, sem precisar recarregar. Eles também reduziram drasticamente a quantidade de ruído que o último modelo faz, embora seja um pouco mais alto do que gostariam.

Um dos mais recentes recursos que os engenheiros adicionaram é o anti-tropeçar. Se a perna sente que seu usuário está começando a tropeçar, ela vai se levantar para limpar qualquer obstrução e voltar a apoiar o pé no chão.

A fim de incorporar todas as melhorias, o design do hardware da prótese passou por sete versões eletrônicas e a sua placa eletrônica foi refeita 15 vezes. O Center for Intelligent Mechatronics também está desenvolvendo um projeto de prótese antropomórfica para o braço e um exoesqueleto avançado para ajudar na fisioterapia.

Fonte: Isaude.net / Foto: John Russell/Vanderbilt University

Passo Firme – 19.08.2011
Vote no Blog Passo Firme para o Top Blog 2011

Anúncios

2 comentários em “Deslanchou geral!

  1. Olhando para a marcha do paciente, não ví nada q pareça melhor que uma prótese com joelho hidráulico ou pneumático bem adaptada funcionando. Claro que há todo um aparato de mídia e esforço para q verbas apareçam e continuem financiando tais projetos. Sinceramente ainda acho q o caminho para próteses realmente funcionais vai pela simplicidade, individualidade e acesso para muitos. Quanto vai custar mais esse joelho computadorizado??? Um automóvel de luxo tem mais material, mais tecnologia , funciona em condições mais extremas e dura muiiito mais. As vzs custando menos…

    Curtir

    1. Concordo com vc Marcelo… são tantas novidades aparecendo sucessivamente que sequer temos tempo de absorvê-las. Algumas desaparecem com o mesmo imediatismo com que surgiram e outras não vão adiante, infelizmente.

      Na minha opinião, tais tecnologias só cumprirão o propósito quando estiverem disponíveis gratuitamente para a grande massa.

      Abraços

      Curtir

Obrigado por sua colaboração ao #PassoFirme!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s