Tecnologia aumenta desempenho de atletas amputados na busca do ouro

Stefanie Reid (foto) e Jonnie Peakcock têm o mesmo objetivo: chegar às Paraolimpíadas de Londres, em 2012, e conquistar uma medalha. Ela perdeu parte da perna ao ser atropelada por uma lancha, aos 16 anos. Ele teve a perna amputada devido a uma meningite, aos cinco anos. Ambos têm em comum a superação e a ajuda da alta tecnologia para aumentar a explosão e a velocidade em que correm.

Oito anos depois do acidente, Stefanie corre nos 100m e 200m rasos na equipe inglesa. Já acostumada com a prótese que usa na perna direita, ela relembra o acidente e o motivo pelo qual foi amputada. “Quando vi a lancha vindo, pensei em mergulhar por baixo para escapar da hélice, e que ficaria bem. Só que eu estava de salva-vidas. Eu fui pega na hélice, que rasgou minha lombar e meus glúteos, e eu também tive um corte no meio do meu pé. A razão do meu pé ter sido amputado é que o cirurgião sabia que eu era atlética e que eu teria muito mais atividade com uma perna artificial do que com o pé que, mesmo recuperado ao máximo, teria apenas 60% da funcionalidade”, afirma.

Terminando a preparação em Manchester para competir na Copa do Mundo Paraolímpica, o último teste antes das Olimpíadas, a atleta foi ao instituto de pesquisa da universidade para analisar o efeito que a lâmina de corrida tem em sua performance através de um sistema que permite rastrear o movimento. “Podemos avaliar dados como velocidade e aceleração, a rapidez com que as articulações abrem e fecham. Podemos prever a atuação de algumas dessas forças, e então vemos como aprimorar o desempenho técnico”, explica o cientista do esporte Conor Osborough.

A lâmina de corrida (foto), feita de fibra de carbono, custa o mesmo que um carro e dura apenas dois anos. Sua complexidade vai muito além da aparência. No início da corrida, a lâmina é passiva e não produz energias. Diferente do pé intacto, que cria energias para o movimento. Quando o atleta ganha impulso e se aproxima da velocidade máxima, a situação se inverte. A prótese trabalha mais ativamente, funcionando como um trampolim: absorve a energia de impacto e libera quando empurra o pé. Portanto, as duas pernas são diferentes no funcionamento e o pé produz menos energia do que o retorno da lâmina.

O segredo para que o corpo entenda as diferentes forças em cada perna está no quadril. Os músculos de cada lado se adaptam e aplicam forças diferentes para pernas diferentes. Stefanie já corre há anos e o seu corpo já está acostumado. Jonnie Peakcock (foto abaixo) corre há sete meses e sua técnica ainda está se desenvolvendo. “Nos sete meses em que uso a lâmina, minha técnica mudou drasticamente. Foi difícil controlar no início, pois ela desviava na corrida, dificultando as coisas. Mas é uma questão de técnica, não há duvida de que é bem diferente e melhor”, acredita.

ESPERANÇA PARA 2012 – Com 17 anos, Jonnie é novato no esporte e ainda não tem vaga garantida para Londres. Para ter chances de participar dos Jogos de 2012, ele tem que diminuir o seu tempo em sua estreia pela equipe, na Copa do Mundo Paraolímpica. “Estou tão empolgado que, se não parar de pensar em como isso é fantástico, na hora da prova vou pensar: ‘Meu deus, estou competindo!’ É muito importante e vai me ajudar se eu me acalmar e relaxar um pouco. Poder usar esse uniforme é fantástico, é demais. Eu não gosto de perder. Se eu entrar em uma prova em que tenho chances de vencer, não ficarei feliz se perder!”, exclama.

Jonnie bateu seu próprio tempo e já sonha alto em participar da competição, em 2012. “Nunca serei feliz se não chegar a Londres. Vai levar mais tempo para eu melhorar minha marca, porque eu baixei mais de um segundo no último ano e não vou repetir o feito no próximo ano”, conclui.

Stefanie, já garantida nas Olimpíadas, não quer decepcionar no ano que vem. “Me saio melhor quando não tenho medo de fracassar, e isso é difícil, especialmente, quando as Olimpíadas são no seu país, porque há muito em jogo caso você fracasse”, avalia. Agora é esperar para ver.

Fonte: SporTV

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Passo Firme – 13.10.2011
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