Surfe adaptado transforma deficientes em exemplos de superação

Atletas especiais integram projeto que permite adaptação ao esporte e, sobre as ondas, emocionam campeões durante etapa do Circuito Brasileiro

Além das vitórias de Simão Romão e Juliana Quint, a etapa do Rio de Janeiro do Circuito Brasileiro de Surf, disputada neste final de semana, na praia da Barra da Tijuca, celebrou também a conquista de um grupo especial de atletas sobre as ondas. Apoiados pelo Projeto Adapt Surf, deficientes físicos deram prova de que podem praticar o esporte, apesar de suas limitações, e acabaram elogiados pelos próprios campeões do evento.

Fernanda Tolomei, que nasceu com malformação da mão esquerda, diz que surfar sempre foi algo desafiador por causa de sua condição física. A realização do sonho foi possível quando ela se aliou ao Projeto Adapt Surfe, idealizado por Henrique Saraiva, que permite adaptar o esporte aos deficientes.

“Eu achava que era algo muito difícil, muito distante. Eu até imaginava se um dia eu iria conseguir, mas não tinha essa certeza. A prancha de surfe sempre foi muito difícil, eu teria que levantar com a mão e usaria as duas mãos para me levantar. Minha deficiência era uma situação difícil para eu poder surfar”, firmou Fernanda, que participa do projeto desde janeiro de 2010.

À frente do Adapt Surf, Henrique Saraiva perdeu o movimento da perna direita ao ser baleado em um assalto. Após tornar-se deficiente físico, ele fundou o projeto para ajudar as pessoas. “Depois do acidente o surfe me ajudou muito na reabilitação, tanto na parte social quanto física também. Da mesma forma como alguém me introduziu ao surfe adaptado e eu fui beneficiado por isso, é legal saber que outras pessoas também estão sendo beneficiadas pelo esporte e nós estamos podendo ajudar”, disse.

Fernanda conta que a equipe do projeto a ajudou a encontrar uma solução para que pudesse subir na prancha de surfe. “A gente tentou colocar luvas para facilitar a remada, porque eu tenho muita dificuldade na hora da remanda, na hora de entrar na onda, ou colocar alguma borracha na parte de cima da prancha. Mas a solução foi colocar mais parafina no lado esquerdo da prancha para que eu possa travar minha mãe e subir sem problemas”, explicou.

Na praia da Barra da Tijuca, Fernanda e os outros atletas do projeto acompanharam de perto a final da etapa do Rio de Janeiro do Circuito Brasileiro de Surfe, vencida pelo carioca Simão Romão, no masculino, e pela paulista e Juliana Quint, no feminino. “Eu almejo fazer manobras na minha condição para imitar eles”, revelou Marcelo Cardoso, um dos atletas do Adapt Surf.

Vencedora da etapa sobre Thaís Almeida, Juliana se emocionou com o exemplo de Fernanda e dos participantes do projeto. “É emocionante, superação total, não tem limite para nada, basta ter fé, acreditar no que gosta, e dá tudo certo” disse a surfista. Simão Romão também elogiou a postura dos surfistas especiais. “A garra deles me inspira a buscar minhas coisas também, eu sou fã deles”, afirmou.

Para Fernanda, surfar tornou-se uma inspiração para sua vida. “Quando eu estou com os dois pés na prancha eu sinto a minha base estável, e é assim que a minha vida tem que estar, com alegria, com força, com meu pé lá na frente guiando a minha vida com tudo em paz. O surfe para mim é isso”, concluiu.

Fonte: SporTV

Passo Firme – 06.11.2011
Vote no Blog Passo Firme na segunda fase do TopBlog 2011! Ele está entre os 100 mais votados!

Anúncios

Obrigado por sua colaboração ao #PassoFirme!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s