Fora do garrafão, pivô brasileira ataca de modelo e dançarina do ventre

Helena Rebello

Quando está em quadra, Paola Klokler (foto) não economiza na força. Aguenta firme as pancadas que recebe na cadeira de rodas e também dá alguns trancos nas adversárias. Longe do garrafão, a pivô abandona o lado bruto, troca o uniforme pela roupa de odalisca e esbanja delicadeza e sensualidade na dança do ventre. E, entre uma transformação e outra, ainda arruma tempo para trabalhar como modelo fotográfica.

Devido a uma má formação congênita, a paulista nasceu sem a perna esquerda. Desde cedo, o esporte teve papel importante na socialização. Ainda menina, Paola viu um jogo de crianças de basquete de cadeira de rodas e deixou a natação em segundo plano. Há cerca de três anos entrou em um grupo de dança do ventre e descobriu uma nova faceta.

Nos eventos, a atleta dançarina geralmente entra em cena com a prótese. No meio da apresentação, tira a perna mecânica e surpreende o público. Em outros momentos, também dança sentada na cadeira de rodas.

“Desde pequena sempre quis trabalhar com coisas que mexessem com o meu corpo. Sempre quis provar para mim mesma que conseguiria. Nas apresentações, nunca é anunciado que sou deficiente, e ver a cara das pessoas quando tiro a prótese é um barato. Elas não acreditam, falam que é impossível, e eu me divirto. Dançando com prótese tenho um movimento diferente do corpo, mas praticamente ninguém percebe que não tenho uma perna”, explica a atleta.

Entre os estudos, os treinos e os ensaios, a jovem de 20 anos também ataca de modelo fotográfica. Com casting em uma agência brasileira e outra alemã, Paola desfilou recentemente nos corredores da São Paulo Fashion Week. Das passarelas, a paulista consegue tirar lições para levar para a quadra.

“O basquete mexe muito com o tronco, e a dança também. Tudo tem relação com o corpo, o gesto, o olhar. Você tem que se comunicar com olhar, gesto, não pode usar palavra. Ganhei muito domínio de tronco, equilíbrio. Sem dúvidas, um completa o outro”, acrescenta.

O basquete feminino estreou no último domingo (13) nos Jogos Parapan-Americanos. De cara, o time verde e amarelo encarou uma pedreira: o Canadá, adversário da estreia, um dos favoritos ao título.

Fonte: Globo.Com

Passo Firme – 15.11.2011
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