Terapia Ocupacional gera renda para pessoas com deficiência na Bahia

Caixas para presentes, sabonetes, pinturas em tecido são trabalhos artesanais que já garantem um ganho extra para Diva Leite, 41. Ela vende os produtos na Feira de Irará, município a 137 km de Salvador. A descoberta de suas habilidades artesanais nasceu na oficina “Aprenda, Faça e Venda”, do Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Diva vai ao Cepred uma vez por semana, acompanhando a filha Vitória, de 10 anos. Esse ganho extra é muito importante já que a única renda fixa da família é o BPC (Beneficio da Prestação Continuada) assegurado a todas as pessoas com deficiência, de baixa renda.

Segundo a diretora do Cepred, Normélia Quinto, o trabalho da oficina é muito importante para os pacientes e cuidadores. O principal objetivo é terapêutico, mas o pessoal termina descobrindo habilidades e passa a produzir e vender produtos, usando as diversas técnicas que aprende, explica a terapeuta ocupacional, Célia Cabral, que acompanha os trabalhos. Agora com a aproximação do Natal, o grupo esta produzindo caixas com motivos natalinos, utilizando a técnica de decoupage com tecido e guardanapo. A instrutora Nilza Gomes, com muita paciência, e sob orientação da terapeuta ocupacional, explica cada passo que transforma um simples caixa de MDF num objeto decorativo.

MUDANÇA IMPORTANTE – Além da oportunidade de geração de renda, quem participa da oficina também ressalta a melhoria da auto estima, Marinalva, 50 anos, sofreu um aneursisma cerebral há 20 anos, que a fez perder a sensibilidade do braço esquerdo. Conta que sua vida só começou a mudar há sete anos quando começou a usuária do Cepred, “Isso aqui é minha família”,define. Na oficina ela já aprendeu a fazer muitos trabalhos e tem conseguido vender na Igreja e em lojinhas do bairro;”Essa oficina é uma vida para nós”, resume.

Quem também esta ganhando um dinheiro extra com o aprendizado na oficina do Cepred é Jaqueline Costa, 33 anos. Ela vem de Itapuã com a filha de 15 anos, há sete anos usuária do Cepred. “Tenho feito e vendido sabonetes, pintura em tecidos.Faço e vendo para os vizinhos”, contou.

A oficina é freqüentada predominantemente por mulheres, mas os homens também aprovam a iniciativa.Fernando Sacramento,39 anos, ouvia com atenção e repetia os ensinamentos de Nilza. Ele está acompanhando o padrastro que teve uma perna amputada e é usuário do Cepred. Na opinião de Fernando, além de ocupar o tempo enquanto o paciente esta sendo atendido,”aprendemos a fazer coisas que podem dar um trocado a mais”. A oficina “Aprenda, Faça e Venda” funciona três vezes por semana (segundas, terças e quartas) com 30 pessoas em média por sessão.

Fonte: Sesab

Passo Firme – 14.12.2011
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