Atleta biamputado corre 42 km na maratona de Nova York

Com a ajuda de próteses e muito treinamento, o atleta biamputado Robson Santos Almeida tornou-se um grande corredor e coleciona prêmios em atletismo.

A tradicional corrida da São Silvestre, que acontece no último dia do ano, atrai pessoas do mundo todo e pára as ruas da maior cidade da América do Sul. Há categorias e horários diferenciados para atender os diferentes públicos. A Associaçaõ Desportiva para deficientes alimenta os sonhos dos futuros campeões.

Por causa de uma leptospirose, Robson Santos Almeida teve os pés e as mãos amputados. Ele parece ter muita intimidade com as próteses. Para quem não o conhece, fica até difícil de acreditar na sua história de vida. “Quando eu acordei do coma, comecei a esticar as mãos tentando abrir as mãos e senti como se elas estivessem enfaixadas. Eu tentei abrir as mãos e não consegui”, lembra Robson.

Em pouco mais de um ano, a vida dele mudou completamente. Trocou a rotina dos tratamentos em hospitais para a dos treinos em academias. Ele começou a treinar em fevereiro e em cima da sua mesa já tem muitas medalhas e prêmios.

Para participar de maratonas, de corridas, o Robson tem que treinar e muito. Três vezes por semana ele vai para a academia fazer musculação e puxar ferro durante duas horas. “Tem que treinar bastante para o corpo ficar habituado a aquilo que a gente faz todo dia. Quando chega na hora da maratona a gente não tem como ficar com medo nem se afobar”, diz Robson.

O atleta participou da maratona de Nova York, de 42 quilômetros. “Foi um sonho, eu não esperava chegar lá. Foi muito gostoso participar da prova de Nova York”. “O Robson fez em 8 horas e 26 minutos a maratona. E através disso, a gente pode mostrar para a sociedade que esse cara pode tudo. Se pode correr oito horas, ele pode trabalhar oito horas, pode estudar oito horas e ter uma vida normal”, conta Paulo de Almeida, ultramaratonista.

Atletas com deficiência e cadeirantes participam de uma prova especial. O Parque do Ibirapuera, em São Paulo, é um dos locais de treinamento. Uma das turmas é da escola de esporte adaptado da ADD, Associação Desportiva para Deficientes. Uma das maneiras de incentivar as crianças é participar de competições. A última foi a São Silvestrinha no dia 27 de dezembro. “É uma oportunidade bem bacana porque elas estão competindo com outras crianças, sem deficiência. O evento por si só é bastante estimulante para eles”, diz Eliana Miada, fundadora e gestora da ADD.

“Antigamente, minha filha ela era mais fechada e hoje ela sabe que não é só ela que é uma cadeirante. Está se incluindo num mundo em que existem muitas crianças como ela”, diz Cheila Queiroz dos Santos, mãe de Ester, que participou da corrida.

Fonte: Ação

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Passo Firme – 12.01.2012
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