Estudantes brasileiros levam projeto de prótese ortopédica para feira nos EUA

Projeto dos alunos da Fundação Liberato usa material alternativo e de baixo custo e apresenta maior absorção de impactos.

Dois estudantes da Fundação Liberato, de Novo Hamburgo, vão representar a instituição na Intel International Science and Engineering Fair, em maio, nos Estados Unidos.

O projeto Revo Foot II – Prótese Ortopédica de Baixo Custo para Amputados de Membro Inferior Produzida com Materiais Recicláveis, de Eduardo Trierweiler Boff, 20 anos, e Lucas Strasburg Ferreira, 20 (ambos na foto), foi classificado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – Febrace, que encerrou no último sábado, dia 17, em São Paulo.

Cerca de um milhão de brasileiros aguardavam o recebimento de próteses ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde – SUS em 2009, segundo o Ministério da Saúde. A pesquisa dos estudantes propõe o desenvolvimento de uma prótese que apresente a mesma qualidade das que são importadas, mas a um custo inferior.

O Revo Foot foi projetado em tereftalato de etileno (PET), um material alternativo e de baixo custo. Depois de produzida, a prótese foi analisada conforme testes estabelecidos pela ISO 10328, que regulamenta os procedimentos de ensaio para certificação de próteses ortopédicas. Além disso, foi testada in vivo. O Revo Foot apresenta maior absorção de impactos e resistência do que as próteses feitas de fibra de carbono e seu custo de produção é de, aproximadamente, R$140.

Veja o vídeo:

Fonte: Fundação Liberato

Passo Firme – 22.03.2012
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3 comentários em “Estudantes brasileiros levam projeto de prótese ortopédica para feira nos EUA

  1. Maior absorção de impacto não diz nada. A fibra de carbono tem maior absorção e resposta, devolvendo a energia absorvida em forma de impulsão, chegando a quase 90% segundo informações de alguns fabricantes. O vídeo mostra um paciente andando de bike com uma prótese com liner de silicone, trava distal e um pé que não é de PET…Não desmerecendo o projeto ( ja ví algo semelhante feito de pvc) que é uma iniciativa positiva, esclareço que dificilmente a vida útil de um pé desses se compara a de um pé em fibra de carbono feito com tecnologia correta. Há também o aspecto estético que se aplicado ao pé de PET, encareceria o produto. Custos extras como certificação nas normas vigentes e controle de qualidade ( ISO e Manual de boas praticas de fabricação,etc, exigências da ANVISA) poderiam deixar esse pé com valor inviável pelo que apresenta…
    De qualquer forma parabéns pela iniciativa.

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  2. Olá Moro em Cachoeirinha e minha sogra não tem os dois membros inferiores e faz tudo de cadeira de roda, porem o maior sonho dela é voltar andar.
    Gostaríamos de saber se já estão fabricando no Brasil?
    Segue meu email Paulolopes0@hotmail.com
    Obrigado desde já
    Att
    Paulo Lopees

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