Doação de prótese resgata alegria de jovem amputado

Aos 14 anos, Thomas Willian da Cruz (foto) teve a perna decepada por trem; aos 18 anos ele volta a sorrir

“Eu consegui realizar um sonho, de ver o meu filho voltar a correr.” O relato é de Lucimara Carneiro, mãe do jovem Thomas Willian da Cruz, de 18 anos, que não escondeu a emoção ao ver o filho receber de uma clínica de Campinas uma prótese de perna. Passo a passo, o jovem, que aprendeu a driblar as dificuldades de se locomover com uma prótese improvisada disse sentir uma “felicidade inexplicável”.

A história de superação de Thomas foi contada em reportagem do Correio, em março. Em 2008, o jovem, então com 14 anos, teve uma perna decepada ao ser atropelado por um trem nos trilhos da Vila Industrial. Desde o acidente, a mãe do jovem, a cozinheira Lucimara, que mora com o marido e mais cinco filhos, iniciou uma busca incessante para poder salvar Thomas. O adolescente ficou 15 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mais três meses se recuperando de três cirurgias na perna direita e outra no pé esquerdo, e um ano em uma cadeira de rodas. Quando finalmente o filho deixou a cadeira de rodas, em 2009, a família não tinha dinheiro para adquirir uma prótese, que custava cerca de R$ 30 mil na época. A compra só foi possível graças à ajuda de familiares e amigos.

Mas com o passar do tempo, o garoto cresceu e a prótese apresentou diversos problemas. O compartimento que é acoplado ao coto da perna, um pouco abaixo do joelho, se quebrou. Para não cair, Thomas improvisou fitas e colocou uma resina para evitar que a peça se quebrasse totalmente. O improviso também gerava dores e o atrito da pele com a prótese causava feridas. Foram três anos de sofrimento, que tiveram um ponto final ontem. Comovidos com a história, representantes da Ortopedia Fübelle, em Campinas, deram de presente ao jovem uma prótese, último lançamento no Brasil.

“Na hora que eu fiquei sabendo (que iria ganhar a prótese) achei que fosse brincadeira. Só Deus mesmo para tocar o coração de um anjo, e ele é um anjo da guarda”, declarou Thomas. O anjo da guarda dele é Alexandre Lapenna de Oliveira, da Fübelle, que acompanhou todo o processo, desde a retirada das primeiras medidas, em março, até a entrega da prótese, realizada ontem, na sede da clínica, na Rua Luzitana. “Nosso diretor ficou muito comovido em ver que um jovem com o potencial do Thomas não conseguia realizar qualquer atividade correspondente a sua idade porque a prótese não o acompanhava”, disse Lapenna. “O mérito de reabilitar pessoas que sofreram algum tipo de trauma violento, deficiência física, mental, visual ou motora, não é apenas concebido através de habilidade, estudo, experiência e dedicação, é acima de tudo dom de Deus”, avalia o sócio-fundador da Fübelle, Walter Mathias de Oliveira.

Thomas ainda ganhou uma oportunidade de emprego e a partir do dia 7 começa a trabalhar no laboratório de órtese e prótese da clínica. “Eu vou agarrar essa oportunidade com unhas e dentes. Eu estou muito feliz, muito feliz”, repetia o jovem, que já contou como irá se deslocar ao trabalho. “Vou fazer questão de ir a pé. Eu gosto de andar”, disse, sem se importar com os 30 minutos de caminhada diária que irá enfrentar. “Quando sofri o acidente eu pensava que a minha vida tinha acabado, mas fui vendo que as coisas não eram assim. É só querer e ter força de vontade. O apoio da minha família foi o que me ajudou. É a melhor do mundo.”

A festa de Thomas continuou em casa e contou com a alegria dos irmãos. “Que da hora”, disse o pequeno Victor, de 6 anos, ao ver a prótese nova. Uma loja de artigos para skatistas, uma das paixões dos irmãos, presenteou o caçula com roupas, tênis e skate, tudo para que ele pudesse andar com o irmão com a nova prótese.

Fonte: RAC

Passo Firme – 28.04.2012
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5 comentários em “Doação de prótese resgata alegria de jovem amputado

  1. Olá…estou lhe mandando essa mensagem devido a amputação da minha perna direita ,(joelho pra baixo) ,peso gentil mente a doação de uma prótese para mim continuar a trabalhar e ter minha alto estima de volta.
    Perdi minha perna no trem voltando do trabalho ,e ainda sim não fui ressarcido pela minha perda ,e devido minha falta de condição peso lhe a sua ajuda.
    Grato Gilberto.

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