Pé diabético: prevenção e adoção de protocolos médicos reduzem risco de amputações

A amputação de membros é um dos maiores medos dos portadores de diabetes. No mundo existem 120 milhões de pacientes com a doença, desses, 4% a 10% desenvolvem lesões no pé. No Brasil, um estudo realizado em nove capitais encontrou uma prevalência de 7,6% entre pessoas de 30 a 69 anos de idade, sendo que, destas, quase a metade ainda desconhecia ser portadora da doença, e aproximadamente 25% dos diabéticos previamente diagnosticados não realizavam qualquer tipo de tratamento. Além disso, cerca de 60% das amputações ocorrem em pacientes diabéticos e a principal causa é o Pé Diabético.

Estudos revelam que educação, exame regular do pé e categorização do risco podem reduzir a ocorrência de lesões de pé em mais de 50% e a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%. Embora nem todas as alterações do Pé Diabético possam ser prevenidas, é possível reduzir a incidência e risco de morte por meio da prevenção e da adoção de protocolos médicos para o tratamento da patologia. Por isso, o Hospital 9 de Julho criou um setor de atendimento e orientação para o paciente diabético, onde montaram um protocolo que caracteriza a gravidade do problema do pé diabético.

De acordo com o Dr. José Resende Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital 9 de Julho, com isso, a instituição pretende padronizar e sistematizar o curativo de lesões e ulcerações de acordo com procedimentos já existentes. “O protocolo classifica todos os pacientes com grau de risco de acordo com a presença de sintomas e sinais: de baixo a alto risco e doença ativa no pé”, explica.

Esse tipo de tratamento com base na prevenção traz resultados satisfatórios. Segundo o Consenso Internacional sobre Pé Diabético, de maio de 1999, um programa de cuidados dos pés de pacientes diabéticos, incluindo educação, exame regular do pé e categorização do risco pode alcançar uma redução na ocorrência de lesões de pé em mais de 50% dos pacientes. O mesmo documento registra ainda que uma estratégia que inclui prevenção, educação de pacientes e profissionais de saúde, tratamento multidisciplinar de úlcera do pé e monitoração pode reduzir a taxa de amputação de membros inferiores de 49% a 85%.

Para todos os casos, há o acompanhamento anual, mensal ou diário do Centro de Referência, dependendo da complexidade. “Esse serviço conta com uma equipe multiprofissional, que compreende desde ortopedista especialista em pé, oftalmologista, endocrinologista até enfermagem (treinada em educação e cuidados com feridas e “home care”) e fisiatra”, esclarece.

Outra equipe que compreende o tratamento do pé diabético é a da oxigenoterapia hiperbárica (OHB), que emprega um método simples, porém muito eficaz, ideal para a rápida recuperação dos pacientes, sendo o oxigênio, o recurso fundamental para este tratamento. A OHB é uma cápsula em formato de submarino onde o paciente fica confortavelmente deitado dentro enquanto a pressão é elevada, gradualmente, acima do ambiente e é liberado o oxigênio a 100%. O oxigênio atinge a circulação sanguínea e chega a partes do corpo que apresentam alguma deficiência, em sessões que podem durar de 90 a 120 minutos.

No que tange o suporte ao paciente e à família, há a participação do serviço social, para que sejam orientados a assumirem regras de prevenção e cuidados primários que representem controle de glicemia, administração de insulina, dieta, inspeção e cuidados diários com os pés, uso de sapato adequado e pronto tratamento de novas lesões.

A DOENÇA – O Diabetes é uma das maiores causas de morte, além de ser a maior causadora de cegueira, insuficiência renal e amputações não traumáticas, acometendo pacientes, a maioria, na faixa etária dos 45 a 60 anos, ou seja, em idade produtiva.

A prevalência de Diabetes Mellitus está crescendo em uma proporção alarmante no mundo todo, principalmente a do tipo 2, e entre pessoas mais jovens e obesas. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, a epidemia está evoluindo tanto que se esperava um aumento de 7 milhões de casos em 2009 e esse número foi de 10 milhões. Em 2009, os casos de diabetes no mundo chegaram a 285 milhões. Se a progressão continuar nesse ritmo, serão 435 milhões de pessoas com diabetes no mundo em 2030.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes mostram que, no Brasil, existem 10 a 12 milhões de pessoas com diabetes. Estudo do Ministério da Saúde realizado entre 1986 e 1989 mostrou uma prevalência de 7,6% na população entre 30 e 69 anos.

Fonte: CMW

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