“Senhores, nós temos a tecnologia…”

Na abertura do clássico seriado “O Homem de Seis Milhões de Dólares” Steve Austin, astronauta, sofre um acidente testando um protótipo de avião espacial e perde pernas, braço, olho, sendo salvo pela tecnologia biônica experimental. O texto fala em torná-lo melhor, mais forte, mais rápido. Mais tarde ele utiliza seus poderes para enfrentar vilões, com super-força, super-visão e a capacidade de correr em câmera lenta.

A pequena Emma (foto) dificilmente seguirá uma carreira de combate ao crime. Até mesmo uma vida normal era pedir demais, para alguém que nasceu com Artrogripose Múltipla Congênita (AMC) . Essa doença provoca contrações e fraqueza muscular. Com 2 anos ela é incapaz de levantar os braços sozinha.

A AMC não é progressiva, mas isso não servia de consolo. Emma precisava usar um equipamento conhecido como WREX (Wilmington Robotic Exoskeleton). Grande , pesado e caro, fica inclusive em um pedestal, dando mobilidade zero para a menina.

Aí entra em ação o pessoal do Hospital Infantil duPont, mais especificamente da área de pesquisa biomédica. Percebendo que havia uma impressora 3D no laboratório, Tariq Rahman e Whitney Sample, criadores do WREX abriram um Autodesk Inventor da vida e redimensionaram o WREX para o tamanho de Emma, projetando como uma unidade autônoma. Como seria feito em plástico ABS, seria leve o suficiente para não depender de pedestais. Emma teria… mobilidade.

O conceito por trás do WREX é genialmente simples (veja o vídeo acima). Na falta de um Reator de Arco, seria complicado atuchar 20Kg de baterias pra coitada da Emma carregar, e ela iria tropeçar na extensão. Por isso o exoesqueleto utiliza física do tempo de Arquimedes. Alavancas e pontos de apoio permitem a Emma mover seu mundo.

Apesar do custo muito mais baixo, o WREX de Emma é totalmente customizado. Só as poucas partes metálicas são padronizadas. o resto foi feito para ela, mas com o uso de impressora 3D, isso não é problema. Até mesmo quando ela quebra alguma parte do equipamento (e ela é criança, VAI quebrar o brinquedo) a mãe manda uma foto da parte quebrada, o laboratório imprime outra e é só marcar uma visita e consertar a danadinha.

Emma, que normalmente não consegue levantar os braços, com seu exoesqueleto leva uma vida normal, brincando, desenhando, comendo biscoitos e sendo criança.

A mãe diz que quando Emma quer usar o WREX, pede para a mãe pegar seus “braços mágicos”.

Não, pequena Emma. Não é magia, é tecnologia.

Fonte: Site Meio Bit

Passo Firme – 08.08.2012
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