Britânico quase perde a perna por causa de “bactéria carnívora”

Steven Holzman

Segundo médico que tratou o caso, a infecção pode matar se não for diagnosticada e tratada a tempo

Creio que todos ainda lembram a história de Aimee Copeland, uma jovem americana de 24 anos que, em maio do ano passado, foi vítima de um ataque brutal de uma “bactéria carnívora” de pele, contraída em água de rio. A infecção, conhecida como “fasceíte necrosante”, custou-lhe a amputação de uma das pernas, um pé as duas mãos. Pois mais recentemente, um homem britânico – embora tenha tido mais sorte que Aimeé – quase morreu após um pé-de-atleta evoluir para o mesmo problema.

Steven Holzman (foto) ficou mais de dois meses internado tentando tratar a doença, que ameaçava necrosar sua perna. Após várias semanas de internação hospitalar, Steven Holzman conseguiu livrar-se da bactéria, mas ainda tem de andar com a ajuda de muletas e não pode trabalhar.

Inicialmente Holzman tratou o pé-de-atleta com um creme comprado sem receita numa farmácia. No dia seguinte, com o pé inchado, ele teve de ser internado às pressas em um hospital local, onde passou por três operações em quatro dias. Foi ái que veio o diagnóstico: os médicos descobriram que ele havia desenvolvido uma doença conhecida como “fasceíte necrosante”, uma infecção extremamente grave, que necrosou parte de seus tecidos do pé até o quadril.

Eles acreditam que Holzman tenha contraído a rara infecção bacteriana por meio de um pequeno corte em seus dedos enquanto trabalhava como pedreiro, quando mantinha pés sempre úmidos.

Holzman conta que quando as gazes foram retiradas após a primeira operação, havia “um buraco no topo do pé”. “Fiquei absolutamente aterrorizado. Não sabia quando aquilo ia parar, ou se ia parar alguma hora”, disse. A infecção continuou crescendo até chegar ao osso do quadril. “Fui para a minha última operação sabendo que eu podia voltar da sala de cirurgia só com uma perna, em vez de duas”, contou Holzman. “Tenho muita sorte de ter sobrevivido, mas tenho ainda mais sorte de ainda ter minha perna”, afirmou.

Segundo o cirurgião Anthony Armstrong, que tratou de Holzman no Hospital de Wexham Park, no condado de Surrey, a infecção contraída por ele era conhecida no passado como “pé de trincheira”, comum em soldados da Primeira Guerra Mundial submetidos a longa exposição a condições úmidas, frias e insalubres. “Mesmo nos dias de hoje, com a medicina moderna e os cuidados e as técnicas cirúrgicas modernas, os pacientes ainda podem morrer desse problema se ele não for diagnosticado e tratado efetivamente e rapidamente”, afirma.

Aimme Copeland

Sobre a Aimme Copeland (foto), veja aqui como ela superou a “bactéria carnívora”, mesmo perdendo parte de todos os seus membros.

Fonte: BBC Brasil

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Passo Firme – 11.01.2013
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