Vereador alagoano propõe assistência a vítimas de amputação por diabetes

CMMSessão especial foi solicitada pelo vereador Cléber Costa (PT); Alagoas é o Estado do País campeão na amputação de pés de pacientes diabéticos

Alagoas é o Estado da Federação que mais amputa diabéticos. Preocupado com essa constatação, o vereador Cléber Costa (PT) convocou uma audiência pública, que acontece nesta sexta-feira, 1º , às 9h, no plenário da Câmara de Vereadores de Maceió, para propor a criação de um projeto de lei que possa dar assistência a este segmento, como já acontece em São Paulo.

Guilherme Pitta, diretor de Atendimento ao Associado da Associação dos Médicos do Brasil (AMB), recebeu o chamado do parlamentar petista, que também é médico, para informar aos alagoanos sobre os cuidados com o chamado “pé diabético”.

“Essa oportunidade será para ajudar gestores [prefeitos, secretários, médicos e demais envolvidos] para treinarem os médicos da Atenção Básica [Programa de Saúde da Família] e orientarem sobre o problema”, esclareceu Pitta.

Só para se ter uma ideia, no país, em 2012, foram feitas 40 mil cirurgias de amputação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Alagoas, foram mais de mil intervenções. A AMB está preocupada com esse número alarmante até por que, no Estado, apenas 9% da população possui plano de saúde particular, o que sobrecarrega o Sistema.

O propositor da audiência pública, vereador Cléber Costa – que também é médico – atribui a alta quantidade de cirurgias à alta de acesso fácil e rápido a uma assistência médica de qualidade, ausência de um tratamento eficaz e informação sobre o tema. “É por isso que estamos propondo essa audiência para dirimir dúvidas e esclarecer gestores”, pontuou.

Ainda em números do DataSUS, em 2010, foram mais de 42 mil cirurgias de amputações menores e maiores de pé diabético. “É quase um genocídio para a nossa população”, pontuou Guilherme Pitta.

Para auxiliar nas discussões durante a sessão especial, a AMB, em parceria com o Conselho Regional de Medicina (CRM), trazem a Alagoas o responsável pelo coordenador do programa de Pé Diabético carioca, Jackson Caiafa, e ainda o diretor do programa similar em Cuba, dr. Julio Baldomero.

Segundo Pitta, Baldomero e Caiafa vão compartilhar os conhecimentos adquiridos e vivenciados no Rio e em Cuba. “Na verdade, queremos que seja feito um projeto de Lei similar ao que existe em São Paulo para abrigar os pacientes com Pé diabético”, ressaltou.

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, em 2009, o projeto de lei que cria o “Programa Estadual de Saúde do Pé Diabético”. A iniciativa foi de autoria da então deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB) e tem como objetivo tentar reduzir em 85% o número de amputações causadas em decorrência do diabetes.

O programa deve oferecer serviços de podologia e atividades educativas em hospitais da rede estadual de saúde e clínicas conveniadas, além de tratar e diagnosticar os diversos tipos de lesões que podem ocorrer no pé diabético. Acredita-se que 18% das pessoas com diabetes tenham esse tipo de complicação.

Mais de 120 milhões de pessoas no mundo são pessoas com diabetes e estima-se que 20% deles são hospitalizados por causa de problemas nos pés. Somente no Brasil, ocorrem anualmente cerca de 55 mil amputações decorrentes do pé diabético.

Fonte: Primeira Edição

Passo Firme – 1º/3/2013
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