Cientistas desenvolvem prótese wireless que funciona com a força do pensamento

O sorriso emocionado de uma pessoa que, pela primeira vez em 15 anos, conseguiu pegar alguma coisa e fazer com ela exatamente o que desejava //Crédito: Reprodução
O sorriso emocionado de uma pessoa que, pela primeira vez em 15 anos, conseguiu pegar alguma coisa e fazer com ela exatamente o que desejava //Crédito: Reprodução

Pesquisadores da Brown University criam interface cérebro-máquina que, mesmo sem o uso de fios, envia sinais eletromagnéticos a um metro de distância

Já faz um tempo que os cientistas, em especial o brasileiro Miguel Nicolelis, criaram dispositivos que permitem que pessoas amputadas movimentem próteses com a força do pensamento. Acontece que esse mecanismo era invariavelmente assim: ou plugado a uma série de fios, ou wireless mas extremamente limitado. Um estudo recém-publicado acaba de juntar o melhor das duas técnicas.

Em um release divulgado pelo National Institutes of Health – órgão do governo americano dedicado a estudos sobre medicina que bancou a pesquisa – uma das coordenadoras da agência, Grace Peng, diz que “para quem perdeu um membro, a reabilitação pode ser demorada e frustrante porque é preciso aprender uma maneira nova de fazer algo que o resto de nós faz sem pensar ativamente a respeito”. O sensor criado por cientistas da Brown University foca exatamente esse aspecto: possibilitar uma recuperação tranquila e que não prejudique a qualidade de vida do paciente.

O pequeno aparelho (ele tem o tamanho de um comprimido) é acoplado à superfície do córtex motor, área do cérebro responsável pela nossa movimentação e coordenação motora. Basta a pessoa pensar no movimento que deseja fazer e a prótese obedece. É disso que a doutora Grace se refere quando fala de “aprender novas maneiras” – normalmente não precisamos raciocinar para levar o braço até os talheres que repousam em cima da mesa.

No vídeo abaixo você confere os pesquisadores falando sobre o estudo. No minuto 1:38 há uma comovente cena em que uma tetraplégica consegue pegar uma garrafa térmica e tomar o café através de um canudinho.

Um dos maiores desafios enfrentados foi o material – ele tinha que ser delicado para não agredir o cérebro, mas ao mesmo tempo deveria ser potente o suficiente para transformar a atividade cerebral em sinais digitais que seriam interpretados por um computador fora do corpo. O sensor é feito de titânio, mas no centro dele há uma rodela de safira, material que facilita a condução de sinais eletromagnéticos, característica essencial tanto para otimizar a transmissão sem fios quanto pra recarregar a bateria do aparelho: por estar dentro da cabeça da pessoa, até a recarga tem que ser feita de maneira wireless.

Em testes realizados com animais (dois porcos e dois macacos) ficou provado que os sinais eram transmitidos a até um metro de distância e que mesmo após um ano de uso o dispositivo ainda funcionava bem.

Fonte: Galileu / Via FastCoExist

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Passo Firme – 21/04/2013
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