Pé Diabético provoca 60 mil amputações no Brasil

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação
Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação

O diabetes mal controlado responde por 70% das cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, chegando a quase 60 mil amputações anuais, segundo o Ministério da Saúde.

As lesões que se apresentam nas extremidades inferiores dos doentes diabéticos dão origem a uma entidade clínica chamada “pé diabético”. “Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns”, explicou o angiologista e cirurgião vascular da Santa Casa de Maceió, Jubrant Petruceli (foto abaixo).

“Tais alterações podem causar destruição dos nervos, obstrução das artérias, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer após alguns anos de diabetes mal controlado”, acrescentou Petruceli.

"A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação", alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição
“A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos, perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. A questão é que tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar.

“O problema é que muitas vezes o paciente com diabetes só procura o atendimento em estágio avançado, com a doença já instalada, tornando o tratamento mais difícil. Por isso a prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alertou Jubrant.

PREVENÇÃO – Para prevenir o pé diabético a principal medida é manter os níveis da glicemia controlados, realizar avaliação médica periódica e fazer o exame visual diário dos pés. Neste quesito, o paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. “Se não tiver condições de fazê-lo, diz o angiologista Jubrant Petruceli, será necessário pedir a ajuda a alguém.” Deve-se verificar a existência de frieiras, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. “Em resumo: é preciso manter os pés sempre limpos. Secar bem, principalmente entre os dedos, com toalha macia e não esfregar a pele”, completou.

Outra dica do especialista é manter a pele hidratada ou passar óleo vegetal, mas não se deve passar entre os dedos ou ao redor das unhas. As unhas, inclusive, merecem um capítulo a parte. Antes de cortá-las, o paciente deve lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser informado sobre a doença. Para finalizar, não se devem cortar os calos e nem usar abrasivos.

FALTA DE SENSIBILIDADE – O grande problema do pé diabético é a redução na sensibilidade dos pés, o que leva ao surgimento de ferimentos sem que o paciente perceba, daí a importância de se manter os pés protegidos, não andar descalço de forma a evitar queimaduras na areia da praia, asfalto ou calçada, que podem estar quentes.

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

“Além disso, recomenda-se a evitar o uso de calçados novos por mais de uma hora por dia, pelo menos até que estejam macios. Há, no mercado, calçados apropriados que, no momento, certo devem ser prescritos pelo seu médico”, finalizou Jubrant Petruceli.

Fonte: Primeira Edição

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Passo Firme – 1º/9/2013
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