Supera dor, o preconceito e dá uma lição!

Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal

É com imenso prazer e grande admiração que posto aqui no blog uma matéria sobre a história de vida e superação de Valdete Dias (foto), uma guerreira natural de Piúma-ES que, em 1990, teve as duas pernas amputadas em decorrência de um acidente de ônibus quando estava – acreditem – à caminho da Lua de Mel. A matéria, escrita por Luciana Maximo, foi publicada no último dia 30 de outubro no Jornal Espírito Santo Notícias.

Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Tive a honra de conhecer a Val (como os amigos costumam chamá-la) em novembro de 2011, quando iniciava – ainda temeroso e apreensivo – o meu processo de reabilitação com prótese no Centro Marian Weiss (CMW), em São Paulo, de onde somos pacientes. Acompanhada de uma amiga de mesmo nome, aquela moça me encantou não apenas pela beleza, mas também pela grande história de superação e pelo belo sorriso, marca registrada de sua fisionomia.

O caso dessa piumense arretada nos ensina que, por mais difícil e intransponível um problema possa parecer, temo um Deus que é superior a todos eles e nos auxilia a superar qualquer adversidade! Confira a matéria e veja como a vida pode nos surpreender…

Lázaro Britto

Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Perde as duas pernas na lua de mel, supera a dor, o preconceito e dá uma lição!

Por Luciana Máximo

Ela tinha apenas 21 anos. Estava a caminho da lua de mel em Cabo Frio/RJ, após dois dias do seu casamento na década de 90. Um acidente de ônibus mutilou a jovem que se preparava para começar uma vida repleta de projetos. 23 anos depois, Valdete Dias conta sua história de vida e deixa uma lição de superação e se recusa a culpar Deus e o destino.

“Estava no ônibus a caminho da lua de mel dois dias após o meu casamento. A viagem até Cabo Frio foi interrompida no trevo de Piúma. O veículo capotou e fiquei presa nas ferragens. Tive uma amputação imediata. Oito dias mais tarde, perdi a outra perna, na altura da coxa, devido a uma infecção hospitalar.

Meus planos nunca mudaram, o que mudou completamente foi a vida. Tive que reaprender a andar, fiquei um ano internada por causa da reabilitação. Após sair do hospital, precisei voltar a viver. Eu precisava viver! E era uma nova vida onde eu tinha que adaptar tudo. Três anos após o casamento, chegou meu filho Felipe. O casamento acabou após alguns anos.

Na prática, minha vida se tornou “normal”. Vivo em função das próteses, me aposentei e nunca mais pude trabalhar.

Tive contato com a arte na terapia ocupacional. Sempre fui professora da rede municipal de Piúma, trabalhando com educação infantil. A nova vida fez com que eu me apaixonasse pela arte. Isso me levou a pintar as telas que hoje são o meu sustento. Especializei-me e dou aulas em meu ateliê, em casa. Durante vários anos ministrei cursos na Associação das Famílias de Pescadores de Piúma e hoje, graças a Deus, levo uma rotina normal e sou muito feliz. Para muitos, a vida acaba quando uma tragédia ocorre na vida delas, para mim, foi um recomeço”.

Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

BARREIRAS – Valdete bateu esse papo na praia, tomando água de coco, de bem com a vida. Mas, nem tudo são flores para a artista. O preconceito e a falta de acessibilidade são barreiras que ela precisa transpor diariamente. Segundo ela, não há calçadas adaptadas e os prédios acabam por excluir as pessoas com necessidades especiais, inclusive a Prefeitura e demais órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo.

“Piúma é um problema para quem tem deficiência. Se eu tiver de sair de casa de cadeiras de rodas, não tenho como andar. Os bares não têm rampas, os hotéis não são adaptados. Tenho amigos que gostariam de passar uma temporada aqui, mas não há hotel adaptado. Já fiz uma pesquisa e no momento não tem nada. Para vir à praia é outro problema, não temos um calçadão, rampas. Outro dia uma amiga me perguntou se aqui não tinha a cadeira anfíbia (uma cadeira de rodas para o deficiente entrar na água). Eu disse: ‘aqui não tem nem um calçadão apropriado… quem dirá uma cadeira anfíbia!’”, brincou.

Valdete vai além: “Sem direito de entrar no mar, de curtir um show na orla. Se houver um show não dá para vir, não tem vagas de estacionamentos para pessoas com necessidades especiais, é um problema para estacionar. Eu tenho carro adaptado, posso me locomover para alguns lugares, mas quem não tem, fica impossível. Não tem como andar de cadeira na rua”.

Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

PRECONCEITO É O PIOR – Solteira, a professora afirma que o pior não é conviver com a deficiência e a falta de acessibilidade. Valdete sente na pele o preconceito velado da sociedade. Ela relata uma experiência que mostra o despreparo do ser humano para conviver com as diferenças. Um dia, em um barzinho, um rapaz a paquerava. Ela estava sentada. Quando se levantou e pegou as muletas, ele se transformou, passou a olhá-la de outra forma.

“Sempre tem preconceito. Às vezes as pessoas acham que, por não ter as pernas, sou incapaz de fazer alguma coisa, até mesmo de ter namorados. Outras vezes quando chego a algum lugar as pessoas param, olham, acham que é uma coisa de outro mundo. Quando estou sem as próteses, as pessoas se impressionam mais ainda”, segredou.

A artista deixa uma lição. “Uma coisa eu aprendi: A gente deve sempre olhar para o lado e para trás, porque sempre há alguém em situação pior que a nossa. Muitas das vezes sempre reclamamos que não temos algo. Conheço pessoas que não tem os quatro membros e são felizes. Eu só não tenho dois, eu tenho meus braços, minha cabeça boa. Existem pessoas que não conseguem nem se locomover e também são felizes. Aos acomodados, digo que devem agradecer pelo que tem e não reclamar do que não tem”.

Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente Valdete ministra aulas de pintura em tela e tecido, três horas diárias, na própria casa. Para os interessados, o ateliê fica na Rua Manoel Português, 950, no Centro de Piúma.

Fonte: Espírito Santo Notícias

Passo Firme – 05/11/2013
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Jovem de 25 anos na Bahia tem doença rara e sem cura que deforma parte do corpo

 

A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas
A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas

Deise dos Santos sofre com inchaços nos pés, na perna e no quadril.’As pessoas me olham com outros olhos’, diz sobre o desafio da superação.

Deise dos Santos, de 25 anos, moradora de Lauro de Freitas, tem uma doença rara, que deforma o corpo e não tem cura. O tratamento da Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas. (veja o vídeo)

“A partir do quadril, o lado direito é maior que o esquerdo. E ele começa a inchar, eu sinto dores demais, e um lado dele é bem maior que o outro”, explica a jovem.

Os pés dela também são desproporcionais ao corpo. Os chinelos são os únicos calçados e têm que ser feitos sob encomenda. Um dos primeiros sintomas da síndrome foi notado no dia do nascimento. Em todo mundo, a estimativa é que existam apenas 200 casos da doença.

O médico ortopedista Marcos Lopes diz que o tratamento é feito de modo conjunto. “Felizmente, é uma síndrome extremamente rara. Não existe tratamento para doença genética, é sempre os sintomáticos. Algumas pessoas antigamente preconizavam amputação do membro, porque é um volume muito grande, causa muita dor e desconforto. Isso não se faz mais. Tem uma cadeia de tratamento, com medicamento, com avaliação ortopédica e com cirurgias corretivas”, relata.

Para Deise dos Santos, tarefas domésticas são desafiantes por conta de dores e inchaços na perna. “Para mim, sempre foi difícil conviver com a doença. As pessoas me olham com outros olhos. Eu tenho vontade de lutar, de conseguir, eu sei que eu vou conseguir”, afirma a jovem sobre a necessidade de superação.

Fonte: G1 Bahia

Leia mais sobre a síndrome rara:

SÍNDROME RARA FAZ JOVEM NO PAQUISTÃO TER CABEÇA E PÉS GIGANTES
O CURIOSO CASO DA MULHER DAS PERNAS GIGANTES
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Passo Firme – 06/09/2013
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Especial Dia das Mães: conheça a ‘maior’ mãe do mundo!

"Meus filhos adoram ter a menor mãe do mundo!" — diz a sorridente senhora Siggins
“Meus filhos adoram ter a menor mãe do mundo!” — diz a sorridente senhora Siggins

A americana Rosemarie Siggins (foto), de 39 anos, é um verdadeiro exemplo de superação. Ela se autointitula a menor mãe do mundo, mas que poderia ser intitulada a ‘maior’. Mas não se trata apenas de conviver com o que seria a pouca altura. Com 76cm, ela não possui a metade de baixo do corpo, que precisou ser removida quando tinha apenas dois anos de idade. A causa do problema foi uma anomalia de nome esquisito: agenesia sacral.

Apesar de todo tipo de dificuldade que se possa imaginar – física e psicológica -, Rosemarie, que mora em Pueblo, no estado do Colorado (EUA), consegue levar uma vida normal, com uma família daquelas de “comercial de margarina”. Ela é casada com Dave Siggins, de 1,80m, e tem dois filhos (Luke, de 13 anos, e Shelby, de 6) que não têm qualquer vergonha da doença da mamãe.

— Meus filhos adoram ter a menor mãe do mundo! — diz a sorridente senhora Siggins.

Rosemary aprendeu a andar com as mãos e, depois, passou a se locomover com um skate. Aos seis anos, ela ganhou próteses para as pernas, mas as achou muito dolorosas, não se adaptou e prefiu ficar somente com seu antigo e fiel “meio de transporte”.

— Eu irritava meu professores deixando minhas “pernas” espalhadas pela escola. Meu skate é muito importante para mim. É a diferença entre se sentir preso ou livre. E as crianças acham legal — declarou a mulher, que leva os dois para a escola todos os dias em um carro especialmente adaptado.

RELACIONAMENTO – Mas nem sempre tudo foi assim, tão bem. Rose passou a adolescência preocupada se iria conseguir arrumar emprego, um namorado e formar sua própria família. Aos 22 anos, porém, ela se formou mecânica e, em 1997, veio o salto definitivo para a felicidade: conheceu Dave Siggins, que trabalhava na loja de peças de carro que ela frequentava regularmente.

— Houve uma atração imediata entre nós dois. Ele me tratou como qualquer outra mulher e me disse que eu era bonita. Oito meses depois, começamos a namorar.

O casal sempre teve uma vida sexual ativa, mas, no início, contentavam-se em não ter filhos, uma vez que a agenesia sacral costuma causar danos ao sistema reprodutivo. Mais tarde, um anos depois de começar a namorar Dave, Rose engravidou e desafiou todos os médicos especialistas.

— Eles me disseram que o bebê poderia esmagar os meus órgãos internos. Um médico chegou a me aconselhar um aborto, mas eu recusei. Sabia que as chances de transmitir minha doença para a criança eram quase nulas. Por sorte, foi uma gravidez fácil e Luke nasceu saudável, de cesariana, em janeiro de 1999 — contou.

A segunda gravidez, no entanto, seis anos depois, foi bem mais difícil. Ainda assim, a menina Shelby também nasceu sem qualquer problema.

— Eu tinha sangramento, problemas respiratórios e dores abdominais. Meu corpo tomou uma surra e, na cesariana, tiveram que retirar meu apêndice e minha vesícula — disse, lembrando, ainda, que, nos últimos anos, já começou a encarar algumas sequelas de sua doença. Rose sente as mãos e os braços cada vez mais desgastados, não pode mais trabalhar como mecânica e está preocupada em ter que usar cadeira de rodas no futuro.

— Em toda a minha vida, desafios foram jogados em cima de mim. Eu sou grata por ter dois filhos fantásticos e um marido amoroso. Mas eu finalmente percebi que não sou uma ‘Super Mulher’ — finalizou.

Fonte: O Dia Online / Via MyShockingStory

Passo Firme – 12/05/2013
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“Beleza e deficiência não são opostos”, afirma ‘fotógrafa da inclusão’

Kica de Castro
Kica de Castro

Quem visitar a 11ª edição da Reatech (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade) nesta quinta-feira (18) no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, não deve deixar de conferir a palestra “O Mito da Beleza & a Deficiência, Tem Alguma Relação?”. A temática, que integra a programação do “IV Seminário: A Sexualidade na Vida da Pessoa com Deficiência”, vai ser abordada na sala 9 da Reatech pela fotógrafa Kika de Castro (foto), proprietária de uma agência de modelos com algum tipo de deficiência.

Ao que parece, os corpos esqueléticos do mundo da moda estão, pouco a pouco, dando espaço a curvas, imperfeições e biótipos cada vez mais diversificados das pessoas com deficiência. Para Kica de Castro, beleza e deficiência não são palavras opostas. “Basta saber explorar o que cada um tem de melhor, seja um sorriso, um olhar, um gesto”, explica a fotógrafa. Para entender melhor esse universo que já pode ser classificado como mercado de trabalho, o Blog Passo Firme conversou com a fotógrafa sobre o assunto.

Publicitária por formação, Kica iniciou-se na fotografia há 13 anos, atuando em casamentos e eventos corporativos e sociais. Em 2002, passou chefiar um setor de fotografia em um centro de reabilitação para pessoas com deficiência física. O que era apenas registro para prontuários médicos se transformou em projeto de resgate da autoestima dos pacientes com a Fototerapia, projeto em que permaneceu até 2007, após iniciar a pós-graduação em fotografia.

No mesmo ano, não perdeu tempo e abriu a agência de modelos para pessoas com deficiência que, graças a Deus, está firme e forte até hoje. Entre os seus trabalhos, destacam-se as exposições fotográficas “ Aparelhos Ortopédicos na Mira da Moda”, “ Toda Nudez vai ser revela” e “Diversidade em Foco”, além do trabalho “Vidas em Cenas”, com curadoria de Antônia Yamashita, da empresa Mãe Especial, e colaboração do fotógrafo Arthur Calasans. Confira!

Maraísa Proença em foto da exposição “Toda Nudez Vai ser Revelada”
Maraísa Proença em foto da exposição “Toda Nudez Vai ser Revelada”

Blog Passo Firme – como surgiu a ideia de fotografar pessoas com deficiência?

Kica – A primeira oportunidade foi em setembro 2002, uma vaga de trabalho para ser chefe de um setor de fotografia em um centro de reabilitação para pessoas com deficiência física. Com o contato direto com esses pacientes, vi que muitos deles tinham baixa autoestima. No ano seguinte, comecei um trabalho de resgate da autoestima, o que chamei de Fototerapia. Ao ver as fotos, as pessoas gostaram do resultado e começam a questionar sobre oportunidades de usar suas imagens no mercado de trabalho. Comecei a pesquisar e descobrir diversos trabalhos na Europa – concurso A Mais Bela Cadeirante, na Alemanha, França e Inglaterra e reality show estilo Big Brother, só com pessoas com algum tipo de deficiência. Passei então a incentivar os pacientes a procurar agências de modelos e de publicidade, mas todas as respostas eram negativas. Vendo os resultados da pesquisa, a vontade de pelo menos ter uma oportunidade e eu acreditando no potencial dessas pessoas, em 2007, resolvi abrir agencia de modelos e batalhar pelos resultados que foram encontrados lá fora.

Blog Passo Firme – Qual a finalidade deste trabalho?

Kica – Fazer o agenciamento de profissionais com alguma deficiência e mostrar que beleza e deficiência não são palavras opostas. Beleza não é uma padronização que foi imposta pela década de 60, que para ser bonito tem que ser magro, alto, de olhos claros… Todo mundo tem um lado belo, basta saber explorar o que cada um tem de melhor, seja um sorriso, um olhar, um gesto. Também, mostrar que para ter inclusão é preciso se falar como um todo e a beleza é um assunto que tem que fazer parte dos debates. Para algumas pessoas com deficiência, uma questão de autoestima, para outras, uma oportunidade no mercado de trabalho.

Blog Passo Firme – Existe mercado para esse tipo de arte no Brasil ou ainda há muito preconceito?

Kica – Infelizmente ainda existe muito preconceito, contra o qual temos que lutar todos os dias aqui na agência. O ponto principal do meu trabalho é não utilizar nenhum tipo de programa para manipulação de imagem. A beleza que ali esta retratada é o natural. Na fotografia, utilizar as técnicas, iluminação, ângulos. O modelo ver a melhor maquiagem, a roupa que vai ser utilizada. Sem contar que a pessoa precisa estar bem interiormente, quando a pessoa se aceita como é, a felicidade é a melhor maquiagem. Juntando tudo isso, com uma dose de criatividade a imagem é a sociedade vem aceitando com arte e reconhecendo a pessoa retratada como uma referencia de beleza.

Blog Passo Firme – O foco dos ensaios é sempre a “sensualidade” da pessoa com deficiência?

Kica – Quem determina o foco é o cliente, a depender da finalidade das fotos. Se o cliente for uma pessoa com deficiência querendo fazer um book, para finalidades particulares, ela define qual o tema dos registros fotográficos. Essas imagens não são divulgadas pela agencia. Os meus clientes que trabalham com moda, gostam de um estilo mais fashion, conceitual, de forma mais séria. O mercado publicitário tem uma variação que comparo com uma peça de teatro, têm produtos que pedem sensualidade, outras um ar angelical, têm outros que pedem um clima dramático… As fotos divulgadas pela agencia, tem como objetivo mostrar a beleza com uma pequena dose de sensualidade, o que chama atenção para o trabalho, deixando de lado a vulgaridade.

Blog Passo Firme – Algum tipo específico de deficiência (paralisados, amputados, cadeirantes, etc.) costuma fotografar melhor, ou isso é irrelevante?

Kica – As pessoas com deficiência entram em contato para fazer books pessoais e outras para fazer o teste do casting. Nesses casos, não existem uma única deficiência que entra em contato, tenho contato com todas as deficiências: físicas, visuais, auditivas e intelectuais. Já o cliente é seletivo, ele escolhe o perfil do modelo: além das características físicas convencionais: loira, morena, negra, magra, plus size (gordinhas)… Ele também determina o tipo de deficiência e que aparelho ortopédico  que tem o perfil da campanha.

Blog Passo Firme –  Quem lhe inspirou para este tipo de trabalho?

Kica – A vontade das pessoas com deficiência em querem ser retratadas, mostrar que elas são pessoas bonitas e que tem capacidade de seguir uma carreira como modelo. Um caminho de  deixar de ser invisíveis para muitas pessoas que olham como “coitadinhos” e até mesmo com preconceito. Como aqui não tinham muitas oportunidades, resolvi procurar os caminhos em conjunto, as pessoas como modelos e eu como agenciadora e fotógrafa.

Blog Passo Firme –  Quais ramos empresariais mais se interessam por esses tipos de fotos? Existe uma explicação para isso?

Kica – Temos clientes na área financeira, tecnológica, educacional, logística e social. A demanda dos serviços é relacionada a moda, estilistas e acessórios como jóias, bolsas… Também tem maquiadores e cabeleireiros que procuram para montar os respectivos portfólios. As pessoas estão tomando consciência que são 45 milhões de consumidores, em território nacional, com algum tipo de deficiência. Esses empresários estão vendo que podem investir nesse mercado e que são pessoas bonitas para as campanhas de marketing.

Priscila Menucci em desfile inclusivo para empresa Perucas Cestari
Priscila Menucci em desfile inclusivo para empresa Perucas Cestari

Blog Passo Firme –  O que mais valoriza em cada ensaio que realiza?

Kica – Valorizo o ser humano que ali esta na frente de uma câmera fotográfica. O politicamente correto é chamar a pessoa pelo nome, respeitar os limites físicos, dar uma pequena pausa entre uma pose e outra, uma troca de figurino e maquiagem. Antes de começar qualquer sessão, os objetivos são falados para no final do trabalho ter o melhor resultado. Transparência sempre.

Serviço:

Quem: Kica de Castro
O quê: Palestra “O Mito da Beleza & a Deficiência, Tem Alguma Relação?”
Quando: quinta-feira (18/4), às 16 horas.
Onde: “IV Seminário: A Sexualidade na Vida da Pessoa com Deficiência” (Sala 9) | Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Centro de Exposições Imigrantes-SP

Contatos:

Kica de Castro
kicadecastro@gmail.com
http://www.kicadecastro.com.br/

Passo Firme – 13/04/2013
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“Não podemos alimentar falsas esperanças”, diz inventor de olho biônico

Inf-Olho-Bionico

Pesquisadores brasileiros ajudaram a criar o primeiro olho biônico, aprovado no mês passado nos EUA, e agora colaboram em outro projeto que usa células-tronco da retina para recuperar a visão.

A revelação é do inventor do olho biônico, o engenheiro biomédico Mark Humayun, 50, que mantém uma parceria de 15 anos com o departamento de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Em entrevista exclusiva à Folha, o professor da Universidade do Sul da Califórnia afirma que seu maior desafio tem sido administrar a expectativa das pessoas sobre a nova tecnologia. “Não podemos alimentar falsas esperanças”, alertou o pesquisador.

Veja um pouco mais sobre o novo olho biônico na matéria abaixo:

O olho biônico Argus II não restaura completamente a visão, mas permite que pessoas com uma doença rara que leva à cegueira (retinose pigmentar) detecte faixas de pedestres, presença de pessoas e grandes números e letras.

Ao menos 60 pessoas na Europa e nos EUA já usam o aparelho, a maioria subsidiada por programas governamentais. A tecnologia aguarda registro da Anvisa para ser comercializada no Brasil.

Mark Humayun

Espécie de Professor Pardal, Humayun (foto) tem cem patentes registradas em seu nome, entre elas bombas de insulina para diabéticos e dispositivos cerebrais.

Folha – O que o inspirou na criação do olho biônico?

Mark Humayun – Minha avó ficou cega por complicações da diabetes e, naquela época, pensei que poderia fazer algo para ajudá-la.

Quando foi isso e quais obstáculos o sr. enfrentou?

Há 25 anos, quando começamos com essa ideia, colocar um computador dentro dos olhos era ficção científica. Nos primeiros anos, havia pouco dinheiro, pouco apoio.

Para mudar isso, passamos a colocar o aparelho por 30, 45 minutos nos olhos de cegos, com anestesia local, e perguntar o que eles estavam vendo. O fato é que puderam ver um eletrodo dentro do olho e, então, acreditamos que poderíamos construir uma retina artificial.

O olho biônico custa US$ 100 mil. O sr. acredita que, com o tempo, ficará mais acessível?

O aparelho possibilita a visão por ao menos dez anos. São US$ 10 mil por ano. Por esse prisma, não é tão caro. Mas acredito que, com melhores técnicas de fabricação, poderemos torná-lo mais barato. Temos que lembrar que foram investidos US$ 200 milhões para desenvolvê-lo. Então, US$ 10 mil dólares por mês não é muito.

O aparelho não restaura completamente a visão. Ele deve ser aprimorado?

Ele permite identificar objetos grandes, como portas, contorno de corpos. Isso é uma grande coisa. Mas os usuários não podem reconhecer um rosto ou ler como nós lemos. A tecnologia deve melhorar cada vez mais.

Ele poderá ser usado em pessoas com outras doenças, como a degeneração macular?

Não temos essa resposta. Teoricamente, só precisamos melhorar a tecnologia.

Em quanto tempo?

O primeiro modelo do aparelho levou 15 anos para ser desenvolvido. O segundo, sete. Estamos aprendendo rápido e, em três ou quatro anos, teremos um novo modelo.

Qual o principal desafio ainda a ser enfrentado?

Administrar a expectativa das pessoas. Todo mundo ouviu sobre o olho biônico e todo mundo quer. Precisamos ser muito claros sobre o perfil de pessoas que serão beneficiadas com ele. Não podemos alimentar falsas esperanças. Ele não pode ser usado em doenças em que o nervo óptico foi lesionado ou em condições em que não há mais células viáveis da retina.

O Brasil teve participação neste projeto?

O Brasil tem um grande papel na pesquisa. Tenho recebido pesquisadores brasileiros no meu laboratório nos EUA, e eles contribuíram muito desde o início.

O sr. desenvolve outra pesquisa, em parceria com a Unifesp, que envolve uso de células-tronco. Do que se trata?

O olho biônico tenta restaurar a visão perdida, já as pesquisas com célula-tronco pretendem recuperar a retina que está morrendo.

São células-tronco que se diferenciam in vitro em células do epitélio pigmentar e são colocadas numa membrana. A hipótese é que colocar essas células debaixo da retina vai dar a nutrição para as outras células se manterem ou melhorarem. Estamos na fase pré-clínica. Os primeiros pacientes precisam ser aprovados pelo FDA. Isso deve acontecer em 2014.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Passo Firme – 17/03/2013
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Após perder antebraço, bancário recupera autoestima na corrida de rua

Por conta de um tumor, o carioca Luciano Lopes Verol (foto) teve que amputar o antebraço. Antes de começar a correr, estava 32kg acima do peso ideal

“Meu nome é Luciano Lopes Verol, tenho 31 anos e sou bancário. Moro no Rio de Janeiro, sou casado com Royane Carvalho Verol, com quem tenho dois filhos que são a razão da minha vida, Luan e Caue. Antes da mudança, eu era uma pessoa totalmente sedentária, com uma alimentação desregrada, e sentia que precisava fazer algo para melhorar minha autoestima e meu corpo, que eu precisava ter uma vida equilibrada em todos os sentidos.

No final de 2009, descobri um câncer em meu antebraço. Com o nome de Rabdomiossarcoma, esse tumor muito agressivo quase me levou à morte. Fiz todo o protocolo de tratamento, que é quimioterapia e radioterapia, porém, não surtiu efeito. Em abril de 2010, tive que amputar meu antebraço. Quando “caiu a ficha” que havia amputado meu antebraço, bateu muito desânimo. Eu achava que não poderia mais correr. Acabei engordando 30kg por conta da quimioterapia e da alimentação totalmente desregrada.

MUDANÇA – Tenho 1,69m de altura e pesava 90 kg antes de correr. Nessa época, era complicado até comprar roupa. Eu sentia que necessitava realmente fazer algo para acabar com aquela forma de viver. Aquele peso todo me fazia muito mal por dentro e por fora. Num certo dia, tentei comprar uma bermuda, e só coube o nº 48. Aquilo me constrangeu de tal forma que minha mudança se iniciou assim que coloquei os pés para fora daquela loja.

Com o incentivo de alguns amigos, em especial o amigo Júnior ‘Bill’ – que me incentivava a correr para perder peso- e minha esposa – que foi uma amiga e meu anjo-, comecei caminhando, e logo depois já estava trotando. Depois fui ao nutricionista para obter uma orientação correta sobre alimentação. Consultar um profissional da área é algo que realmente indico, pois precisamos de profissionais qualificados para isso. Também me matriculei na musculação. Ao mesmo tempo, o “bichinho da corrida” me pegou, entrando realmente no meu cotidiano. A ‘guerra’ pela saúde estava declarada: de um lado, a pessoa altamente sedentária, com 90 kg, e do outro, o sonho de ter uma alimentação saudável e uma vida ativa.

APOIO – Minha esposa e meu amigo Júnior ‘Bill’ sempre me incentivaram. Ele saía para correr comigo. Nas primeiras semanas sofri bastante, pois foi complicado até me reeducar na forma de alimentar. Porém, quando comecei a perder meus primeiros quilos, fiquei motivado e abraçei a ideia de correr. Conheci pessoas e procurei tirar dúvidas que surgiam com meu nutricionista, o que me acrescentou bastante. Hoje, tenho uma alimentação saudável, longe de frituras, gorduras. Nunca imaginei que conseguiria ficar longe da ‘fast-food’ e refrigerante, mas consegui vencer esse lado que somente me fazia mal. O medo também me fez agarrar tudo isso. Tive câncer e nunca mais quero passar por isso de novo. Sofri bastante. Penso em chegar aos 50, 60 anos bem fisicamente e de uma forma saudável, com uma alimentação rica.

Além de fazer fortalecimento muscular, treino seis vezes na semana e corro provas de 5 e 10k, sendo o meu melhor tempo nos 5km de 16min48s e nos 10km, 36min28s. Obtive essas marcas treinando sozinho. Enfim, a lição que tiro hoje é que aprendi a criar novos valores em minha vida. Hoje, amo correr e minha alimentação é excelente. Acordo às 5h30m para treinar feliz e em seguida vou trabalhar. Sou uma pessoa feliz, apesar da minha limitação. A corrida de rua me deu possibilidades incríveis de ter uma qualidade de vida muito melhor. Faço exames semestrais apenas para controle do câncer, e meus exames estão excelentes.

DESAFIO – Quando estava com câncer foi complicado. A todo o momento achava que iria morrer, até por conta do tumor que tinha, pois se tratava de um tumor agressivo demais que leva em muitos caos ao óbito. Numa consulta no Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma médica informou-me que eu tinha 92% de óbito e uma sobrevida de mais dois meses. Receber uma notícia dessas não é fácil para ninguém. Mas me agarrei ao único Médico dos Médicos que realmente pode dar o parecer final, que é Jesus Cristo. Deus não quis que eu fosse e me deu essa oportunidade de reverter toda minha vida. Daí em diante foi só alegria. Perdi 30kg, me apaixonei pela corrida de rua, aprendi a respeitar limites e o meu limite. Porém, nunca desisti e nem pensei em desistir, pois gosto muito da frase ‘missão dada é missão cumprida’. Jamais vou desistir. Hoje, meu único medo de verdade é não conseguir correr abaixo de 15min os 5k e abaixo de 33min os 10k. Essa é minha meta e vou conseguir, pois sou determinado e altamente competitivo comigo mesmo.

LIÇÕES – Não foi fácil ter câncer, amputar um antebraço e me readaptar ao dia a dia. Mas faria tudo de novo, pois a minha vitória veio de uma forma realmente agregadora. Hoje tenho uma vida saudável, alimentação balanceada e fiz vários amigos na corrida. Tenho muito a agradecer ao Isaac, da Speed Assessoria Esportiva, que também sempre acreditou em meu potencial. Sou totalmente grato aos meus filhos, Luan e Caue, e minha esposa, Royane, que em todos os momentos desde a minha doença esteve ao meu lado lutando comigo para que eu conseguisse a vitória. Também agradeço ao amigo Júnior, que sempre pegava no meu pé para que eu o acompanhasse nos treinos. Agradeço demais pela insistência dele. Hoje é ele que tem que me acompanhar (rs).

Espero que todos que neste momento estejam passando por algum tipo de problema, seja ele de saúde ou de qualquer outro tipo, tenham a certeza de que quando buscamos algo, por mais impossível que possa parecer, que o mundo conspira sempre a nosso favor. Acreditem em vocês. Sou a prova viva de que mudanças e metas, quando traçadas com profissionais competentes e determinação pessoal, podem ser alcançadas”.

Fonte: Globo Esporte / Eu Atleta

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Alan Fonteles descarta Olimpíada, mas quer disputar Troféu Brasil

Apesar de ter vencido Oscar Pistorius na final dos 200m da classe T44 dos Jogos Paralímpicos de Londres, o brasileiro Alan Fonteles (foto) não tem intenção de disputar as Olimpíadas, como o sul-africano fez em 2012. Por outro lado, deseja atuar no Troféu Brasil de Atletismo. “Não tenho nenhuma intenção de competir entre os olímpicos, como Pistorius fez. Meu negócio é Paralimpíada”, afirmou o atleta que também disputa os 100m e os 400m.

“Posso correr os 200m abaixo de 21s (seu melhor é 21s45). Eu tenho muito a melhorar: em Londres ganhei o ouro, mas minha largada foi péssima. Quando chegar a um tempo próximo de 20s7 ou 20s8, entro na briga para disputar o Troféu”. O quinto melhor brasileiro na prova este ano é Aílson Feitosa, que cravou 20s62, marca próxima da que o paralímpico mira.

Há um motivo para tamanha obsessão de Alan pelo Troféu, que ainda não tem data confirmada para 2013. As primeiras lembranças do atletismo são justamente de provas da competição, mais notadamente de seu ídolo, o ex-velocista Robson Caetano – medalhista olímpico de bronze em Seul-1988 e Atlanta-1996. “Não é questão de provar nada para ninguém. É sonho de criança”, declarou.

A vitória na Paralimpíada ganhou mais repercussão após declarações injustas de Pistorius e mudou a vida do brasileiro. Enquanto curte férias em seu estado natal, patrocinadores estão no encalço, autoridades o buscam para homenagens e pessoas o abordam nas ruas. Alan curte tudo isso.

Confira a entrevista com Alan Fonteles:

Você disse que pode melhorar bastante nos 200m. E o que mira em outras provas?
Alan: Eu avalio muito minhas corridas com meu técnico (Amauri Veríssimo). Sempre peço para alguém filmar, para avaliar biomecânica e corrigir erros. Tenho muita margem de melhora nos 200m e sobretudo nos 400m. É treinar e aí consigo fazer estragos. Posso corrê-los em 45s.

Por que não tentar vaga em Olimpíada, como fez Pistorius?
Alan: Não é meu foco. Pode acontecer? Não sei. Mas quero só participar do Troféu Brasil. É sonho.

Pistorius fez críticas à regra de altura das próteses logo após sua vitória nos 200m? Ainda magoa?
Alan: Para mim, o Pistorius é página virada. Ele era um ídolo, mas guardei mágoa dele. Não sou robô, sou ser humano. Não tenho nada contra ele, mas fiquei triste por ele não ter me cumprimentado. Foi um ídolo que passou.

Hoje, quase um mês depois, consegue entender por que ele agiu daquela maneira?
Alan: Acabei vendo o outro lado dele. Considerava-o amigo, mas ele quis mexer com meu psicológico, tirar o foco da minha vitória.

Fonte: Terra

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Deficiência física: as limitações estão no pensamento

Passo Firme – 1º.10.2012
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‘Profissão Repórter’ conta histórias de superação

O programa Profissão Repórter da última terça-feira (1º) mostrou emocionantes histórias de recuperação. Os repórteres Victor Ferreira e Felipe Bentivegna acompanharam a trajetória do maestro João Carlos Martins na luta pela recuperação dos movimentos das mãos, que ele perdeu depois de um acidente e complicações. Na casa do maestro, os repórteres registraram as dificuldades do músico para realizar tarefas simples como passar desodorante e se vestir. Cenas emocionantes mostram João Carlos Martins no hospital conseguindo abrir e fechar a mão esquerda logo após uma cirurgia.

Já o repórter Fernando David foi para Niterói (RJ) e conta a história de Carolina Basílio, ex-zagueira da seleção brasileira de futebol, que perdeu as pernas depois de um acidente de moto há dois anos. Ele acompanha o treinamento de Carolina na Associação Fluminense de Reabilitação, onde ela se adapta para se movimentar com próteses nas pernas. A atleta agora se dedica à natação, e está treinando para participar das paraolimpíadas. Caco Barcellos visitou o Instituto Lucy Montoro, que cuida da reabilitação de 1.200 pessoas por mês no estado de São Paulo – a maior parte são vítimas de acidente de trânsito. Para quem não viu, vale [e muito] a pena conferir!

Fonte: Profissão Repórter

Passo Firme – 04.05.2012
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Jiu Jitsu brasileiro motiva sargento amputado dos EUA

O Jiu Jitsu brasileiro não é apenas uma arte marcial típica. Ele combina wrestling e manipulação articular, e aqueles que a praticam dizem que o tamanho não supera a técnica. Mas Tyler Anderson (veja o vídeo) não é também um típico praticante de artes marciais. Para o sargento do Exército dos EUA e amputado recente, aprender esta nova habilidade é apenas um dos muitos desafios de sua vida.

Tyler perdeu parte de sua perna em sua segunda missão no Afeganistão, quando pisou em uma mina e ficou sem parte da perna. O sargento falou que o Jiu-Jitsu ajuda ele a se manter concentrado, falou também que sente um grande receio de não poder fazer as coisas que ele fazia antes do acidente.

Foi então que surgiu pela porta do quarto do hospital, Luis Pantoja, faixa preta, instrutor do Yamazaki Team e do centro de reabilitação Walter Reed, em Washington, e chamou o sargento para ter aulas de Jiu-Jitsu.

No Centro de Reabilitação Walter Reed, o faixa preta dá aulas para soldados americanos que tiveram algum tipo de deficiência e fala da experiência de poder ajudar os ex-soldados amputados. Luis Pantoja disse: “Na verdade eu aprendo muito mais com eles do que eles comigo. O mais legal é ver eles se readaptando aos movimentos à partir de agora e falou também que essa experiência o ajudou a ser um professor melhor”, afirmou.

Fonte: MMA Rio

Passo Firme – 07.04.2012
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A matéria da Mais Feliz sobre Lázaro Britto

A história do jornalista amputado Lázaro Britto, que em março do ano passado criou o Blog Passo Firme para realizar o sonho de ter uma perna mecânica, chamou a atenção da revista Mais Feliz, publicação semanal feminina da Editora Abril publicada no Nordeste.

No dia 14 de dezembro, quando ainda estava em São Paulo finalizando a primeira etapa da protetização no Centro Marian Weiss (CMW), o blogueiro recebeu ligação da jornalista Daniela Abreu querendo saber detalhes de sua história. A indicação para a entrevista partiu do amigo do jornalista Flávio Peralta, do site Amputados Vencedores.

A matéria “Minha filha inspirou minha adaptação!” foi publicada na edição nº 17 da revista, que traz a atriz Dira Paes na capa. O texto, construído em formato de depoimento, relata um resumo da história de Lázaro que, por amor à mulher e à filha, conseguiu vencer o câncer e uma amputação.

O único equívoco da reportagem foi afirmar que o jornalista foi presenteado com a prótese por uma clínica de São Paulo – o CMW – em troca de parceria com o blog, dando a entender que o equipamento protético fora concedido gratuitamente, o que não ocorreu. Nenhuma das propostas recebidas pelo blogueiro envolvia concessão gratuita e sim a confecção da prótese por um valor diferenciado.

Clique na imagem ao lado para ler a materia completa.

Leia também:

Lázaro Britto na revista Mais Feliz

Passo Firme – 20.01.2012
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Lázaro Britto na revista Mais Feliz

A história do jornalista amputado Lázaro Britto, que em março do ano passado criou o Blog Passo Firme para realizar o sonho de ter uma perna mecânica, chamou a atenção da revista Mais Feliz, publicação semanal feminina da Editora Abril publicada no Nordeste.

No dia 14 de dezembro, quando ainda estava em São Paulo finalizando a primeira etapa da protetização no Centro Marian Weiss (CMW), o blogueiro recebeu ligação da jornalista Daniela Abreu querendo saber detalhes de sua história. A indicação para a entrevista partiu do amigo do jornalista Flávio Peralta, do site Amputados Vencedores.

A matéria “Minha filha inspirou minha adaptação!” foi publicada na edição nº 17 da revista (foto), que traz a atriz Dira Paes na capa. O texto, construído em formato de depoimento, relata um resumo da história de Lázaro que, por amor à mulher e à filha, conseguiu vencer o câncer e uma amputação.

O único equívoco da reportagem foi afirmar que o jornalista foi presenteado com a prótese por uma clínica de São Paulo – o CMW – em troca de parceria com o blog, dando a entender que o equipamento protético fora concedido gratuitamente, o que não ocorreu. Nenhuma das propostas recebidas pelo blogueiro envolvia concessão gratuita e sim a confecção da prótese por um valor diferenciado.

MAIS FELIZ – Com preço de R$ 1, a revista feminina Mais Feliz sai com tiragem de 100 mil exemplares e 36 páginas de conteúdo, em média. De acordo com o editorial, a publicação é diferente em partes do Nordeste e criada com cuidado para entregar mais conteúdo para a mulher de cada região.

Passo Firme – 15.01.2012
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Atleta biamputado corre 42 km na maratona de Nova York

Com a ajuda de próteses e muito treinamento, o atleta biamputado Robson Santos Almeida tornou-se um grande corredor e coleciona prêmios em atletismo.

A tradicional corrida da São Silvestre, que acontece no último dia do ano, atrai pessoas do mundo todo e pára as ruas da maior cidade da América do Sul. Há categorias e horários diferenciados para atender os diferentes públicos. A Associaçaõ Desportiva para deficientes alimenta os sonhos dos futuros campeões.

Por causa de uma leptospirose, Robson Santos Almeida teve os pés e as mãos amputados. Ele parece ter muita intimidade com as próteses. Para quem não o conhece, fica até difícil de acreditar na sua história de vida. “Quando eu acordei do coma, comecei a esticar as mãos tentando abrir as mãos e senti como se elas estivessem enfaixadas. Eu tentei abrir as mãos e não consegui”, lembra Robson.

Em pouco mais de um ano, a vida dele mudou completamente. Trocou a rotina dos tratamentos em hospitais para a dos treinos em academias. Ele começou a treinar em fevereiro e em cima da sua mesa já tem muitas medalhas e prêmios.

Para participar de maratonas, de corridas, o Robson tem que treinar e muito. Três vezes por semana ele vai para a academia fazer musculação e puxar ferro durante duas horas. “Tem que treinar bastante para o corpo ficar habituado a aquilo que a gente faz todo dia. Quando chega na hora da maratona a gente não tem como ficar com medo nem se afobar”, diz Robson.

O atleta participou da maratona de Nova York, de 42 quilômetros. “Foi um sonho, eu não esperava chegar lá. Foi muito gostoso participar da prova de Nova York”. “O Robson fez em 8 horas e 26 minutos a maratona. E através disso, a gente pode mostrar para a sociedade que esse cara pode tudo. Se pode correr oito horas, ele pode trabalhar oito horas, pode estudar oito horas e ter uma vida normal”, conta Paulo de Almeida, ultramaratonista.

Atletas com deficiência e cadeirantes participam de uma prova especial. O Parque do Ibirapuera, em São Paulo, é um dos locais de treinamento. Uma das turmas é da escola de esporte adaptado da ADD, Associação Desportiva para Deficientes. Uma das maneiras de incentivar as crianças é participar de competições. A última foi a São Silvestrinha no dia 27 de dezembro. “É uma oportunidade bem bacana porque elas estão competindo com outras crianças, sem deficiência. O evento por si só é bastante estimulante para eles”, diz Eliana Miada, fundadora e gestora da ADD.

“Antigamente, minha filha ela era mais fechada e hoje ela sabe que não é só ela que é uma cadeirante. Está se incluindo num mundo em que existem muitas crianças como ela”, diz Cheila Queiroz dos Santos, mãe de Ester, que participou da corrida.

Fonte: Ação

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Exemplos de vida e superação

Passo Firme – 12.01.2012
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‘O Brasil é o país que tem a lei mais rigorosa para transplantes’, diz médico

“O Brasil é o país que tem a lei mais rigorosa para o diagnóstico de morte encefálica”, afirmou o chefe do Programa de Transplante de Fígado, Ben-Hur Ferraz Neto, em entrevista concedida ao programa Globo Repórter, da Rede Globo, exibido no último dia 11. Além disso, a fila para as cirurgias estão maiores porque o resultado é cada vez melhor. “Hoje, indicamos o transplante para pessoas que há 10 anos não indicaríamos”. Ele disse ainda que o número de doadores no Brasil é de 10,2 por milhão de habitantes. “Na Europa, chega a 18 por milhão”, afirmou.

Veja, no vídeo acima, o último bloco do programa que mostrou os critérios de doação de órgãos no Brasil.

A utilização de doadores cadáveres pode ser vista como a solução mais promissora para o problema da demanda excessiva de órgãos e membros no Brasil. O problema inicial foi o estabelecimento de critérios para caracterizar a morte do indivíduo doador. A mudança do critério cardiorrespiratório para o encefálico possibilitou um grande avanço neste sentido. Os critérios para a caracterização de morte encefálica foram propostos, no Brasil, pelo Conselho Federal de Medicina através da resolução CFM 1480/97. Na doação de órgãos por cadáver muda-se a discussão da origem para a forma de obtenção: doação voluntária, consentimento presumido, manifestação compulsória ou abordagem de mercado.

Em 1997, após uma longa discussão o Congresso Nacional aprovou a nova lei de transplantes (Lei 9434/97), que alterou a forma de obtenção de órgãos para consentimento presumido. A legislação anteriormente vigente – Lei 8489/92 e o Decreto 879/93 – estabelecia o critério da doação voluntária. Em 2001 houve uma nova mudança, através da Lei nº 10.211/2001, que dá plenos poderes para a família doar ou não os órgãos de cadáver, e torna sem efeito todas as manifestações de vontade constantes em documentos  da pessoa falecida.

Ao longo de poucos anos, houve uma mudança muito grande na abordagem desta questão no Brasil. No período de 1968 a 1997 era válida a vontade do individuo, na sua ausência a família poderia se manifestar. A partir de 1997 houve a mudança para a possibilidade da utilização dos cadáveres sem a participação da família, salvo manifestação individual em contrário. Desde março de 2001, apenas a família tem poderes para permitir ou não a doação, sem que haja espaço legal para a manifestação do indivíduo. Recentemente foi apresentada uma proposta inusitada: um projeto de lei, (PL 3857/2004) que propõe a doação compulsória de órgãos de condenados a penas superiores a 30 anos de reclusão.

Passo Firme – 13.11.2011 (Com informações do Globo Repórter)
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Cientista brasileiro estuda interação entre homem e máquina pela força do pensamento

Em 2014, quando todas as atenções do mundo estiverem voltadas para o Brasil, sede da Copa do Mundo, o impossível acontecerá. Um jovem deficiente físico, hoje incapaz de andar, cruzará o gramado sobre as próprias pernas e sem auxílio de ninguém rumo ao círculo central, onde dará, literalmente, o pontapé inicial da partida. Parece cena de filme, mas faz parte dos planos do médico e cientista paulistano Miguel Nicolelis (foto), cujas pesquisas sobre a interação entre corpo humano e máquina o projetam como grande nome da ciência contemporânea.

E não é só. Seus estudos apontam para um futuro fascinante e cheio de esperança, no qual a combinação entre homem e tecnologia se desdobra infinitamente em possibilidades. Por meio do pensamento, as pessoas poderão não apenas recuperar seus movimentos, mas também executar tarefas cotidianas, como dirigir ou usar computador, e até mesmo interagir com pensamentos, emoções e recordações de pessoas que já morreram, pois tudo isso estará gravado num banco de memória.

No último dia 30 de junho o neurocientista Miguel Nicolelis esteve no Brasil para expor as mais recentes descobertas da neurociência, entre elas a possibilidade de uma pessoa tetraplégica recuperar a capacidade de andar. Para o cientista, o que parece ficção hoje pode se tornar realidade em um futuro não muito distante. Ele lançou também o livro Muito além do nosso eu (foto), pela Companhia das Letras, onde apresenta de forma contextualiza suas recentes descobertas na área da neuroengenharia.

“A neurociência pode ser entendida por todo mundo, basta usar a linguagem adequada. É importante que as pessoas entendam o que está acontecendo. Nossas vidas mudarão dramaticamente e esse processo já começou. O que parece uma área abstrata e distante do cotidiano vai alterar muito as nossas vidas nas próximas décadas. Essa é a razão pela qual participo de eventos como o de hoje. Sem dúvida, estamos só arranhando a ponta do iceberg. Basicamente, estamos acelerando o processo e mostrando que possibilidades que pareciam abstratas estão se tornando concretas”, afirma Miguel.

Miguel Nicolelis formou-se em medicina na Universidade de São Paulo em 1984 e quatro anos depois se tornou doutor pela mesma instituição. Em 1989, mudou-se para os Estados Unidos para estudar a fisiologia por trás das interações entre neurônios e desde 1994 comanda laboratório de neuroengenharia na Universidade Duke, em Durham. Integra academias de ciência no Brasil e exterior e hoje atua também no Rio Grande do Norte, onde é diretor do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, entidade da qual é também fundador, cuja missão é estimular a pesquisa científica e o desenvolvimento na região.

ESPERANÇA – Devolver os movimentos aos que perderam o comando sobre braços e pernas é um sonho que está prestes a se tornar realidade por meio de uma das linhas de pesquisa do médico e pesquisador paulistano Miguel Nicolelis. “Isso é algo factível e não é só a gente que acredita nisso. Estados Unidos e Europa também apostam nisso”, revela.

Nesse caso, o deficiente físico reassumirá o domínio dos próprios movimentos com o que Miguel chama de veste robótica: trata-se de uma espécie de exoesqueleto de corpo inteiro, encaixado no usuário e comandado por ele por meio dos pensamentos motores voluntários. Microeletrodos implantados no cérebro registrarão continuamente a atividade elétrica dos neurônios e transmitirão essas informações (via tecnologia sem fio) para unidade de processamento acoplada ao exoesqueleto, que “traduzirá” o comando em movimento.

“Estamos praticamente construindo uma cidade dedicada ao cérebro em Natal, que será modelo para todo o Brasil. Nenhum outro projeto científico brasileiro tem caráter social como o nosso, nem despertou tanto interesse e apoio internacional”, diz ele. Cultura científica em se tratando de neurociência, na visão dele, não falta no país.

No entanto, completa, há carência de dinheiro e também do que chama de “estrutura oficial”: “Sem isso não há como libertar o potencial criativo dos neurocientistas. É muita burocracia, é assustador. Parece que a gente quer construir uma hidrelétrica. O tempo e a energia que gastamos para lutar contra o sistema corroem qualquer iniciativa. A legislação e os processos são de décadas atrás. É preciso mudar já”, propõe enfaticamente Miguel Nicolelis.

É possível pensar na transferência de “dados” de nosso cérebro para outros meios?

Já fazemos isso de maneira limitada, mas no futuro remoto podemos pensar em registrar pensamentos humanos em algum tipo de meio. Ao término da vida, poderá haver um documento, um relato em primeira pessoa, obtido direto do pensamento, como registro de um legado de vida. Já dá para imaginar isso. Vai demorar, mas não é impossível.

Você é médico e trabalha com pesquisas que envolvem física e química. No campo da neurociência as disciplinas tradicionais deixam de ter sentido separadamente?

A neurociência é uma área de convergência multidisciplinar. Talvez seja a maior área de convergência da atualidade. As questões fundamentais da neurociência requerem isso e é justamente essa característica que a faz atraente hoje. Atualmente, nos Estados Unidos, há grande número de físicos que trabalham com neurociência e poucos conseguem emprego nas áreas tradicionais da física.

A relação entre arte e neurociência é instigante, seja pela explicação da beleza pelos circuitos neuronais, seja pela inspiração artística que brota das novas ciências. Como vê a relação entre arte e ciência?

A ciência é uma manifestação artística. Os grandes cientistas se expressam artisticamente e o processo de criação deles tem um quê artístico. As manifestações humanas são muito próximas, as abordagens é que mudam. Tanto é que o pai da neurociência moderna, Santiago Ramón y Cajal, era desenhista. Ele fez ilustrações do sistema nervoso central que ninguém conseguiu reproduzir, e isso, mais do que a prosa dele, foi o que despertou interesse na época.

Em sua estadia no Brasil neurocientista brasileiro conversou também com o Bom Dia Brasil sobre as descobertas da ciência e os estudos sobre os mistérios do cérebro humano. Veja a reportagem do G1:

Leia também: Tecnologias que farão de nós ciborgues da próxima década

Fontes: UOL Divirta-se e Bom Dia Brasil

Passo Firme – 03.06.2011
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Site Amputados Vencedores entrevista autor do blog Passo Firme

“Lázaro Britto dos Santos, tem 30 anos, casado, jornalista, servidor público do TRT da Bahia e autor do blog www.passofirme.wordpress.com, que em menos de três meses de ativação já concorre ao prêmio Top Blog 2011, na categoria saúde. Aos 19 anos viu-se diante de uma doença aterradora: o osteosarcoma na região do joelho em uma de suas pernas (câncer nos ossos). Jovem e cheio de sonhos, Lázaro teve que enfrentar a dura realidade de uma amputação e reconstruir sua vida. É sobre sua superação e vitória que sua entrevista nos revela.”

É desta maneira que o site Amputado Vencedores introduz uma entrevista realizada comigo no início do mês passado. Nela eu falo sobre minha deficiência, dificuldades enfrentadas no período de adaptação à nova realidade e em que sentido tudo que eu vivi até hoje me transformaram naquilo que sou hoje. Gostei do resultado, da edição feita pelo site e indico como mais uma fonte de leitura para quem deseja saber mais sobre mim.

Confira aqui a entrevista completa.

Passo Firme – 1º.6.2010
Aquilo que não te derruba te fortalece.