Evento sobre acessibilidade no TRT/BA traz fortes lições de cidadania

O evento, o primeiro do gênero realizado pela Justiça do Trabalho da Bahia, marcou as comemorações pelo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Foto: Secom TRT5
O evento, o primeiro do gênero realizado pela Justiça do Trabalho da Bahia, marcou as comemorações pelo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Foto: Secom TRT5

O maior obstáculo enfrentado por pessoas com deficiência é o preconceito e a ignorância da sociedade. São esses fatores que os levam a se deparar com outros problemas rotineiros, como a falta de adequação da infraestrutura e a dificuldade de integração social. Esse panorama foi descortinado na última terça-feira (3/12), durante o 1º Encontro de Acessibilidade realizado pela Comissão de Acessibilidade do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, na Bahia, um evento que se destacou pela riqueza de conteúdos. A abertura do Encontro, realizado na Sala de Sessões do Pleno, contou com a participação do presidente do TRT5, desembargador Valtércio de Oliveira, que destacou a necessidade de afastar de todos a ideia preconcebida de que deficiências impedem a eficiência. Um dos exemplos claros de que isso não procede é o sucesso do convênio celebrado pelo Tribunal com a Apada – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (em apenas cinco meses, eles digitalizaram cerca de 5 mil processos, eliminando por completo um importante congestionamento no Tribunal).

Banda Batuque de Surdos | Foto: Secom TRT5
Banda Batuque de Surdos | Foto: Secom TRT5

DEPOIMENTOS – Na sequência, foi exibido um vídeo (veja acima) produzido pela Secretaria de Comunicação do TRT5, com  depoimentos de quatro servidores da instituição. Por meio de seus exemplos de vida, demonstraram o quanto pessoas com deficiências podem conquistar o seu espaço na sociedade de maneira efetiva e bem-sucedida, tanto no âmbito do trabalho, como na vida pessoal. Mas sem deixar de trazer à baila também, por outro lado, o quanto a falta de preparo das pessoas e dos ambientes dificulta essa trajetória.Em seguida houve a apresentação da Banda Batuque de Surdos da Apada (foto). Com 10 integrantes, tocando instrumentos de percussão, o grupo encantou a plateia pela tranquilidade na harmonização dos ritmos em sintonia com o que ditava o professor e regente Hilbert Ramos, que explicou: ‘Surdos sentem a vibração da música no peito’. A surpresa do público foi ainda maior quando uma das alunas, Jaiana Cerqueira, de 15 anos, assumiu a regência sem hesitar, mantendo em alta o nível da apresentação.

Desembargadora Graça Boness | Secom TRT5
Desembargadora Graça Boness | Secom TRT5

MERCADO DE TRABALHO – Após um breve intervalo, a desembargadora Maria das Graças Boness (foto) falou sobre a dificuldade de inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Os números que ela trouxe, do IBGE, bem demonstram isso: das 45,6 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, apenas 5% têm a oportunidade de trabalhar regularmente. ‘Além da deficiência em si e todo o preconceito em torno dessa condição, essas pessoas enfrentam a baixa escolaridade, provocada pela dificuldade de acesso às escolas ou até mesmo pela falta de preparo das famílias, que adotam atitudes paternalistas em detrimento do seu desenvolvimento como cidadãos autônomos”, destacou a magistrada.A desembargadora destacou que a partir da  Lei 8.213 de julho de 1991, que estabeleceu cotas para deficientes de 2 a 5% em empresas com mais de 100 empregados, houve alguma melhora, embora  lenta. ‘Em 1993, quando era titular da 7ª Vara de Salvador, fui a primeira juíza do Brasil a julgar um processo envolvendo o cumprimento dessa legislação, pois na época ainda se discutia a competência da Justiça do Trabalho. Era uma ação civil pública contra uma grande rede de supermercados local, que se negava a cumprir a cota. Eu julguei procedente a ação, estabelecendo multa diária, e essa sentença acabou tendo grande impacto. Já no ano seguinte, uma outra rede de supermercado firmou convênio com a Apada para contratação de deficientes sensoriais’, lembrou.

Fundadora de associação para educação de autistas, a Escola Evolução, a desembargadora Graça Boness destacou ainda que a inserção de pessoas com deficiências mentais tem sido ainda mais complexa e, por isso, a instituição tem investido em atividades que os preparem para exercerem algumas funções laborais – padaria, plantio orgânico e instrução para equitação. A participação da magistrada foi encerrada com a apresentação de um vídeo com a canção Stand by me, executada por deficientes do grupo Playing for change, que luta pelo respeito aos direitos dos diferentes.

Levi Wenceslau | Foto: Secom TRT5
Levi Wenceslau | Foto: Secom TRT5

CIDADANIA – O evento prosseguiu com a presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos e membro do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Coede Bahia), Luíza Câmara, que dedica-se há 37 anos à luta pela defesa dos direitos de pessoas que adquiriram ou nasceram com limitações físicas. Ela destacou que antes de tudo eles devem ser vistos como cidadãos, e que o acesso a cidadania deve ser garantido.Depois delas, o escritor tetraplégico Levi Wenceslau deu um bem-humorado depoimento sobre como as pessoas confundem as deficiências, e acabam falando muito alto com quem é cego ou até  tratando como incapacitado mental ou mudo aqueles que têm dificuldades meramente motoras ‘Já aconteceu de se dirigirem ao meu acompanhante para perguntar o meu nome, idade e sobre o que aconteceu comigo’, contou.  Embora não tenha sido nada fácil se acostumar com deficiência adquirida com um acidente de carro, ele acabou enfrentando a sua nova condição de forma criativa, narrando agruras e aventuras em um livro chamado ironicamente de Cadeira Elétrica.

José Márcio Soares Nunes | Foto: Secom TRT5
José Márcio Soares Nunes | Foto: Secom TRT5

A última palestra foi do educador José Márcio Soares Nunes, que destacou o lado pouco efetivo de algumas medidas apresentadas pelos poderes públicas como facilitadoras de acesso. ‘De nada adianta baixar normas, leis protetivas, enquanto não houver a garantia de que vamos encontrar profissionais preparados em áreas básicas, como na saúde e na educação”.Para fechar o evento, os deficientes visuais do Grupo de Teatro Noz Cego apresentou uma esquete intitulada O Outro lado da Página, provando que a arte de representar – incluindo a habilidade de se posicionar corretamente, com segurança e talento, no palco – independe da visão.

Fonte: Secom TRT5 (Valdicéa do Val)

Passo Firme – 04/12/2013

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Tendências e desafios da acessibilidade é tema de encontro no TRT da Bahia

O evento apresentará ao público formas de como lidar com uma pessoa com deficiência, seja ela auditiva, física, mental ou visual | Foto: Divulgação
O evento apresentará ao público formas de como lidar com uma pessoa com deficiência, seja ela auditiva, física, mental ou visual | Foto: Divulgação

Acessibilidade: Novas tendências e desafios no 3° milênio é o tema do I encontro de Acessibilidade do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT/BA) que ocorrerá no próximo dia 3 de dezembro, das 8h30 às 11h30, no Auditório do Pleno, na sede do Tribunal, em Nazaré. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail capacitacao.cdp@trt5.jus.br até o preenchimento das vagas.

Promovido pela Comissão de Acessibilidade do TRT/BA, o encontro tem como objetivo conscientizar os magistrados, servidores, advogados, estudantes e jurisdicionados da capacidade que as pessoas com deficiência têm para superar as dificuldades, produzindo, cumprindo metas, atendendo advogados e partes.

O evento apresentará ao público formas de como lidar com uma pessoa com deficiência, seja ela auditiva, física, mental ou visual. A escolha de sua realização no dia 3 de dezembro é devido ao fato de ser o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

SENSIBILIZAÇÃO – Na semana anterior ao evento (25 a 29/11) serão realizadas também  ações de conscientização destinadas a eliminar preconceitos, estereótipos e atitudes que possam atentar contra o direito das pessoas, possibilitando uma consciência maior sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia da pessoa com deficiência. A intenção é promover o respeito e a convivência.

Programação do Seminário (3) :

8h30 | Abertura

Com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, desembargador Valtércio Ronaldo de Oliveira Apresentação Acessibilidade no TRT5, vídeo produzido pela Secom/TRT5

9h | Apresentação

O outro lado da página Grupo de Teatro Noz Cego

Palestras

9h30 | Inclusão e acessibilidade

Palestrante: Levi Wenceslau, escritor.

10h | A inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho

Palestrante: Maria das Graças Oliva Boness, desembargadora do TRT5.

10h30 | As novas tendências da acessibilidade e os desafios no 3º milênio

Palestrante: José Márcio Soares Nunes, educador.

11h | Encerramento

Apresentação da Banda Batuque de Surdo, da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada).

Fonte: Secom TRT/BA

Passo Firme – 20/11/2013

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Inscrições para o 2º Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web vão até dia 30/9

As inscrições gratuitas no Todos@web podem ser efetuadas até o dia 30 de setembro de 2013, no site http://premio.w3c.br/inscricoes/. É válido ressaltar que os vencedores de cada categoria receberão R$ 5 mil.
As inscrições gratuitas no Todos@web podem ser efetuadas até o dia 30 de setembro de 2013, no site http://premio.w3c.br/inscricoes/. É válido ressaltar que os vencedores de cada categoria receberão R$ 5 mil.

Vão até o próximo dia 30 de setembro as inscrições para o prêmio Todos@web, que tem como objetivo conscientizar os desenvolvedores sobre a importância de criar páginas acessíveis a todos, homenagear e reconhecer publicamente as ações e autores que tornam a experiência de navegar na web mais inclusiva.

“Quando falamos em acessibilidade, não nos referimos somente às pessoas com deficiências, mas também a quem tenha uma limitação temporária qualquer. Tente usar o mouse ou o celular para navegar pela Web, simulando a sua mão mais hábil ocupada ou imobilizada, por exemplo. O site que essa pessoa deseja acessar também precisa contemplar estas questões“, avalia Reinaldo Ferraz, especialista em desenvolvimento Web do W3C Brasil.

A defesa da acessibilidade na Web é uma das premissas básicas do W3C, que visa a garantir “uma Web para todos, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar, segura e confiável”.

Segundo Reinaldo, hoje, grande parte dos sites não segue os padrões de acessibilidade. “Obviamente, as pessoas com deficiências permanentes são as maiores beneficiadas na padronização de websites acessíveis. No entanto, é importante sensibilizar o desenvolvedor Web para ele compreender que todos nós podemos ter alguma deficiência, em determinada medida: alguns usam óculos, outros não lidam bem com telas sensíveis ao toque etc. Não pensar nessas questões é dificultar o acesso à informação de uma grande parcela da população, já que o censo do IBGE de 2010 mostra que quase 25% da população brasileira declararam ter algum tipo de deficiência”, afirma.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos, residente no Brasil, com situação regular e que possua projetos digitais voltados para a acessibilidade na Web pode se inscrever para o prêmio. As inscrições gratuitas no Todos@web podem ser efetuadas até o dia 30 de setembro de 2013, no site http://premio.w3c.br/inscricoes/. É válido ressaltar que os vencedores de cada categoria (são três: Pessoas/Instituições, Projetos Web e Aplicativos e Tecnologias Assistivas) receberão R$ 5 mil.

O prêmio Todos@web é uma iniciativa do W3C Escritório Brasil, por determinação do Comitê Gestor da Internet, em parceria com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do prêmio.

Fonte: iMasters

Passo Firme – 11/09/2013
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Centro Paraolímpico Brasileiro será instalado em São Paulo

A construção é financiada pelo governo federal e pelo governo do estado de São Paulo | Foto: Divulgação
A construção é financiada pelo governo federal e pelo governo do estado de São Paulo | Foto: Divulgação

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou na ultima quarta-feira (4/9) a assinatura do contrato para as obras do Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, a ser erguido no Parque Fontes do Ipiranga, na zona sul da capital paulista. O centro vai concentrar 15 modalidades e será o principal legado dos Jogos Paraolímpicos de 2016 em termos de infraestrutura esportiva para os esportes adaptados. Também será o principal centro de excelência do Brasil e da América Latina e um dos melhores do mundo.

A assinatura ocorreu na segunda-feira (02.09), no gabinete da secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, responsável pelo desenvolvimento do projeto, e teve a presença de representantes da empreiteira OAS, vencedora da licitação, do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, e dos atletas Maciel Souza e Bruna Satie, da bocha, Silvania Costa e Yohansson Nascimento, do atletismo, e Maurício Pomme, do tênis.

A contratação, no valor global de R$ 264,7 milhões, foi feita pelo Regime Diferenciado de Contratações públicas (RDC), criado pela lei federal 12.462 de 2011 para dar agilidade aos contratos de obras e serviços para a Copa do Mundo FIFA 2014, os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos Rio 2016.

A construção é financiada pelo governo federal e pelo governo do estado de São Paulo. O Centro de Treinamento, uma parceria com o CPB, é parte do Plano Brasil Medalhas, do governo federal, que vai aportar R$ 1 bilhão adicionais ao orçamento do esporte brasileiro entre 2013 e 2016, com a meta de projetar o Brasil entre as maiores potências esportivas do mundo a partir dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. No caso do esporte paraolímpico, o objetivo é que o país se classifique entre os cinco primeiros no quadro de medalhas, depois de ter conquistado o nono lugar nos Jogos de Pequim em 2008 e o sétimo em Londres 2012.

PIONEIRISMO – A instalação em São Paulo, que deve ficar pronta em 2015, é pioneira no país e servirá para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções; treinamento para futuras gerações de atletas de esportes adaptados; preparação física; formação de técnicos, árbitros, gestores e outros profissionais; e desenvolvimento das ciências do esporte, no conceito de atuação interdisciplinar envolvendo medicina, fisioterapia, psicologia, fisiologia, biomecânica, nutrição e metodologia do treinamento, entre outras áreas.

As 15 modalidades previstas são: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, rúgbi, tênis, tênis de mesa, triatlo e voleibol sentado. A concentração de modalidades em um só local é inspirada em países como Ucrânia, China e Coreia do Sul, que adotaram o modelo e obtiveram sucesso na preparação de atletas e seleções.

O centro de treinamento terá instalações esportivas indoor e outdoor, uma área residencial composta por alojamentos, refeitório e lavanderia e o Centro de Medicina e Ciências do Esporte, além de academia, vestiários e outros espaços de apoio.

Fonte: Ministério do Esporte

Passo Firme – 07/09/2013
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Centro de Reabilitação do HC de Ribeirão Preto oferece próteses e fisioterapia

Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)
Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Trabalho envolve mecânica, ciência e fisiologia e tem um grande objetivo: curar a dor dos mutilados

A vida não acaba para quem perde uma parte do corpo, graças à evolução da tecnologia, que hoje faz próteses cada vez mais eficientes. E também, pelo preparo dos profissionais de saúde.

“A vida fica próxima do normal, principalmente para quem amputa a perna abaixo do joelho”, diz a médica Ana Regina de Souza Bavaresco Barros, do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Um exemplo tocante é o do atleta ribeirão-pretano José Eduardo Carneiro (foto), 26 anos, cuja história emociona até os profissionais de saúde do HC. Em 2006, ele sofreu um acidente de moto e ficou com o pé prensado entre o veículo e a parede.

Para manter o pé, ele passou por dez cirurgias em cinco anos. No final, sem poder pisar, ele fez um pedido aos médicos: queria amputar a perna. “Eu amputei do joelho para baixo e ganhei uma nova vida. Não é o fim do mundo. A medicina está avançada e eu consigo andar normalmente”, afirma.

José Eduardo pratica esportes e já ganhou várias medalhas no arremesso de peso, disco e dardo e conquistou marcas paulistas importantes. “Hoje, faço com a prótese o que não fazia com a perna. Eu treino e meu objetivo é estar entre os convocados dos jogos paralímpicos de 2016”. Com tanta determinação, alguém duvida que ele vá conseguir?

Menino de 13 anos foi atropelado na calçada (Foto: Reprodução EPTV)
Menino de 13 anos foi atropelado na calçada
(Foto: Reprodução EPTV)

O caso de Gustavo

Gustavo Valcris Barbosa, 13 anos, estava de bicicleta quando foi atropelado por um Fusca numa calçada do Ipiranga. Ele perdeu o pé, passou por uma cirurgia e agora, enquanto aguarda a prótese, faz fisioterapia no Centro do HC.

“Sei que posso ter vida normal com a prótese. Eu já experimentei a minha e dá para andar normalmente. Assim que eu receber o novo pé vou voltar para a escola e minha vida vai ser melhor do que era”, diz ele.

Acidente de moto

Flávio Henrique Barbosa Marcório, 26 anos, sofreu um acidente de moto em março de 2011. Ele perdeu a parte inferior da perna. O motoboy já está com a prótese e reaprende a andar no Centro de Reabilitação.

“A dificuldade da prótese é controlar o movimento. Aprender a andar novamente não é fácil. Desde o acidente sinto às vezes uma coceira na canela, mas não desanimei em nenhum momento. Tudo depende da cabeça da gente”, diz ele.

Sara Rangel Fernandes, 31 anos, colocou uma prótese interna porque sofre de artrite reumatoide. Ela está em fase de adaptação e fazendo os exercícios. “O treinamento não é fácil porque dói bastante, mas sei que em breve estarei fazendo tudo normalmente e brincando com meu filho de três anos”.

Com todos estes exemplos, a médica Ana Regina costuma terminar suas aulas com uma frase que faz pensar: “Amputação: final de uma vida e início de uma nova vida”.

Alan Fonteles
Alan Fonteles

Equipamentos devem melhorar com o tempo

As próteses começaram a evoluir a partir da segunda Guerra Mundial quando os soldados perdiam seus membros e voltavam para casa sem um objetivo na vida, sentindo-se excluídos da sociedade. No início, era difícil a adaptação do equipamento que era preso nas pernas por presilhas.

Hoje, é possível ter próteses que proporcionam até recordes de velocidade no atletismo como as usadas pelo medalhista paralímpico, o brasileiro Alan Fonteles Cardoso Oliveira.

A médica Ana Regina acredita que com o tempo a qualidade dos equipamentos oferecidos pelo SUS deve melhorar. “Hoje, o problema está na mídia e nossos amputados têm outra mentalidade. Eles querem praticar esporte, ter uma vida normal e o SUS terá que acompanhar essa evolução. Por enquanto, nos adequamos à política existente”.

A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa
A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa

Moto é maior causa

Cerca de 250 pessoas em média passam por dia pelo Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Eles são vítimas de derrames, acidentes e doenças degenerativas.

“A maioria é vítima de acidente de moto”, diz a médica. Segundo ela, a reabilitação depende de cada paciente. Geralmente eles fazem fisioterapia duas vezes por semana após o pós-operatório. “Tudo depende da liberação médica. Tem pessoa que não volta a andar imediatamente”.

O Centro de Reabilitação possui vários tipos de próteses, todas fornecidas seguindo a tabela do SUS. “É a prótese básica que permite ao paciente andar e voltar a trabalhar. Temos que nos encaixar dentro desta tabela”.

A médica explica que as próteses não causam mais dor durante a adaptação. “O que resta da perna chamamos coto e se a prótese machucar algo está errado. Tem que ter alinhamento biomecânico para o paciente continuar andando. Se tiver algo errado precisamos mudar”, diz.

Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina
Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina

Sandálias que curam lesões e outras saídas

A Central de Reabilitação também tem uma oficina que faz palmilhas, calçados, órteses e outros equipamentos que facilitam a vida de quem tem problemas físicos por causa de doenças.

No local são atendidas 150 pessoas por mês que melhoram a qualidade de vida graças à adaptação de um sapato ou uma cadeira de rodas feita pelos técnicos da oficina sob a supervisão da médica Ana Regina Barros.

“Eu trabalho na confecção das peças e é gratificante pegar um paciente com lesão e ver que o equipamento que eu fiz para ele fez a lesão cicatrizar”, diz Josinaldo Roberto Rodrigues, técnico. Ele se recorda com emoção do caso de uma criança que tinha problemas de visão e uma perna menor que a outra. Ela ia andar e com frequência caía. “Ela tinha seis anos e quando colocou o chinelo ortopédico ficou tão contente porque andava normalmente, que só de lembrar me emociono até hoje”.

Josinaldo também faz as sandálias de Zilda Cândida, 42 anos, que têm problemas na coluna. Ela faz tratamento no HC há 32 anos e antes de usar a sandália passou por 16 cirurgias. “Eu não sinto minha perna da coxa para baixo e quando andava meu pé machucava e infeccionava e eu não podia caminhar. Com as sandálias, meus pés não machucam mais, as feridas acabaram e eu posso andar tranquilamente”.

A oficina também faz manutenção de cadeiras de rodas, com 25 adaptações por mês. “Adaptamos de acordo com a necessidade. Agora estou adaptando uma para um paciente que não tem controle do tronco. Então ele não vai cair”, diz o técnico responsável Andre de Almeida Batista.

Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.
Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.

Repórter do Século deu lição para o Brasil

O jornalista e escritor José Hamilton Ribeiro, nascido em 1932, em Santa Rosa de Viterbo, é um exemplo de que existe vida após a amputação. E vida longa. Em 1968, ele perdeu parte da perna quando pisou em uma mina. Era correspondente de guerra no Vietnã pela revista “Realidade”. Hamilton colocou uma prótese e seguiu. “Este meu pé esquerdo sempre me deu problemas. Não me fará muita falta”, disse na época.

Desde então, José Hamilton trabalha normalmente. E sem pausas. Hoje no Globo Rural, passou pelas principais redações brasileiras. Ganhou sete prêmios Esso e conquistou, por unanimidade, o título de “O Repórter do Século”.

Fonte: A Cidade

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Passo Firme – 25/08/2013
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Atletas paralímpicos brasileiros são homenageados em São Paulo

Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação

Depois de participar dos Mundiais Paralímpicos de natação e de atletismo, boa parte dos atletas da Seleção Brasileira foi recebida nesta quarta-feira (21) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Uma breve cerimônia e homenagem pelo desempenho dos brasileiros marcou a solenidade, realizada no Palácio dos Bandeirantes – sede do governo paulista.

“É uma enorme alegria poder receber os atletas e estar junto com eles. O Time São Paulo foi responsável por grande parte das medalhas conseguidas pelo Brasil. Vocês, atletas, são exemplo. O Comitê Paralímpico Brasileiro pode contar conosco sempre”, disse Alckmin.

O Time São Paulo, ao qual o mandatário paulista se refere, é um grupo de atletas paralímpicos que recebe aporte do governo estadual. Ao todo, 44 atletas são apoiados, espalhados por nove modalidades: atletismo, bocha, paracanoagem, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, remo e vela. Nomes como Daniel Dias e Alan Fonteles, por exemplo, recebem auxílio do programa paulista.

No Mundial Paralímpico de Atletismo, disputado em Lyon (FRA), o Brasil teve a sua melhor performance histórica, ao obter 40 medalhas no total. Foram 16 láureas douradas, dez de prata e outras 14 de bronze. O desempenho rendeu ao país o terceiro lugar no quadro de medalhas.

Já o time que foi ao Mundial Paralímpico de Natação conquistou o sexto posto entre as nações participantes. Foram 26 medalhas, sendo que 11 delas de ouro, nove de prata e outras seis de bronze. Somente Daniel Dias foi responsável por seis medalhas de ouro e outras duas de prata.

O desempenho satisfez o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. Também presente na homenagem, ele ressaltou que o trabalho tem caminhado da forma correta rumo aos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Estamos exatamente onde nós gostaríamos de estar neste momento. São os primeiros Mundiais, ainda há os Mundiais de 2015, e foi um início de ciclo em que os resultados foram muito positivos. Não só mantivemos os atletas que já tínhamos, como houve também a afirmação de alguns e o surgimento de outros novos”, disse Parsons, em rápida entrevista ao L!Net.

Fonte: Terra | Via L!Net

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BRASIL LEVA 11 OUROS NO MUNDIAL PARALÍMPICO DE NATAÇÃO EM MONTREAL
AMPUTADO POR TREM, BRASILEIRO DE 18 ANOS QUEBRA RECORDE NA NATAÇÃO E ANIMA PARA 2016

Passo Firme – 22/08/2013
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Amputado por trem, brasileiro de 18 anos quebra recorde na natação e anima para 2016

Talisson, 18 anos, é esperança para Rio 2016 Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação
Talisson, 18 anos, é esperança para Rio 2016
Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação

Talisson Henrique Glock (foto) tem 18 anos, pratica natação há nove, mas só há quatro passou a competir, o que o levou a ser chamado para integrar a Seleção Brasileira dois anos atrás. Todos esses números podem ser redirecionados a apenas um, icônico, para o qual o atleta, vítima de um acidente com um trem na infância, mantém o foco: 2016. O jovem nadador se tornou uma das esperanças para a Paralimpíada do Rio de Janeiro.

O crescimento na carreira ficou evidente na quinta-feira, no Mundial Paralímpico de Montreal, onde conseguiu a medalha de prata nos 200 m medley S6, prova que deve ser sua principal em 2016. Para isso, quebrou o recorde das Américas duas vezes – primeiro nas eliminatórias, depois na final -, com 2min44s85. “Vou continuar treinando para essa prova, que é uma das minhas melhores. A outra é os 100 m costas. Estou entrando para o borboleta também”, disse, animado.

Talisson começou a praticar natação aos 9 anos de idade porque sua mãe, preocupado, não o queria enfurnado dentro de casa após um acidente com um trem em Joinville, cidade onde nasceu e cresceu. O garoto foi atropelado nas proximidades da escola e teve braço e perna direita amputados. Não se sabe ao certo o que aconteceu. “Eu não lembro. Só posso falar o que minha mãe me conta”.

Ela foi alertada do ocorrido por um amigo de Talisson, que o viu preso entre os trilos e o trem ao sair da escola, localizada ao lado da ferrovia. “Quando minha mãe chegou, o trem ainda estava em cima de mim. Passaram oito vagões em cima do meu corpo”, explicou o atleta, que perdeu muito sangue e só não morreu pela rapidez da equipe do PA 24 horas (Pronto Atendimento) da cidade.

Talisson ficou 23 dias internado, e depois, em casa, começou a fazer uma recuperação que definiu como “rápida”. Quanto à natação, o talento apareceu rapidamente também. “Vi que levava jeito e, um ano depois, já estava no Estadual, no Brasileiro”, contou. Atualmente, já não mora mais próximo à ferrovia: faz parte do Time São Paulo, mas treina no Rio de Janeiro. “É meio indefinido”, afirmou, aos risos. O que se espera é que, em 2016, esteja mesmo na cidade carioca para a Paralimpíada, já que alimenta chance de medalha de ouro: “acredito que dê, sim”.

Fonte: Terra

Passo Firme – 19/08/2013
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Vídeo: Lutador amputado vence em estréia no WSOF

Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA
Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA

Lutador com amputação congênita no antebraço esquerdo, Nick Newell mostrou para o mundo que suas limitações físicas não são impeditivos para atuar em alto nível no MMA profissional e mantém-se invicto na carreira com 10 vitórias consecutivas.

O profissional americano de 27 anos enfrentou no último sábado (10) Keon Candwell pelo evento WSOF 4, promoção em franca ascensão que busca fazer frente ao UFC com grandes atletas de alto nível em seus espetáculos.

Nick mostrou por mais uma vez que é capaz de atuar como profissional independentemente de sua amputação, mostrando-se invejável em sua técnica e preparo físico como atleta, finalizando seu adversário.

Assista abaixo a luta:

Fonte: MMA Space

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“LUTAR COM UM BRAÇO É ALGO MALUCO”, DIZ PRESIDENTE DO UFC

Passo Firme – 12/08/2013
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Australianos desenvolvem ‘olho biônico’ que pode ajudar até 85% dos cegos

Protótipo do 'olho biônico' desenvolvido na Universidade Monash: primeiro teste com a tecnologia deve acontecer em 2014 (Divulgação)
Protótipo do ‘olho biônico’ desenvolvido na Universidade Monash: primeiro teste com a tecnologia deve acontecer em 2014 (Divulgação)

Dispositivo é formado por chip implantado no cérebro e óculos com câmera, processador digital e transmissor wireless. Tecnologia deve ajudar pessoas com deficiência visual causada por doenças como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. Primeiro teste em paciente será feito em 2014

Um grupo de cientistas e designers australianos desenvolveu um protótipo de “olho biônico” para devolver a visão a pessoas cegas. Os testes em pacientes começarão no próximo ano. O dispositivo é composto por óculos que captam, com a ajuda de uma câmera digital, a imagem ao redor do indivíduo e enviam esses estímulos visuais a um chip implantado no cérebro. Se os experimentos envolvendo a tecnologia correrem como o esperado, ela terá o potencial de devolver a visão a até 85% das pessoas classificadas como clinicamente cegas (com pouca visão e percepção de luz ou então sem visão alguma).

A tecnologia está sendo desenvolvida por especialistas do Grupo de Visão da Universidade Monash, na Austrália. Em seu site oficial, o grupo informa que o olho biônico está sendo desenvolvido para “pessoas com deficiência visual causada por uma série de condições, como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. Ele também pode ajudar pessoas com danos em seus nervos ópticos ou em seus olhos causados por um trauma ou uma doença.”

Monash University
Monash University

O modelo desse olho biônico é formado por óculos e chip. Na parte da frente dos óculos, há uma câmera digital embutida que capta as imagens. Na parte interna dos óculos, existe um sensor que percebe os movimentos dos olhos e é utilizado para direcionar corretamente a câmera. Na lateral dos óculos, os especialistas inseriram um processador digital que recebe as informações visuais da câmera e as envia a um chip que deve ser inserido na parte de trás do cérebro do paciente. Esse chip, por sua vez, emite sinais elétricos ao córtex visual, que interpreta esses sinais como a visão.

“O que nós acreditamos que o paciente enxergará é uma espécie de imagem de baixa resolução, mas suficiente para identificar, por exemplo, a borda de uma mesa, a silhueta de um ente querido, um degrau na calçada ou algo do tipo”, disse Mark Armstrong, professor da Universidade Monash, ao programa de rádio PM, da Australian Broadcasting Corporation (ABC).

OUTROS TESTES — Em agosto de 2012, essa mesma equipe anunciou a implantação do protótipo do que chamou de “olho pré-biônico”. A abordagem consistiu em implantar eletrodos na retina de uma paciente com retinite pigmentosa degenerativa, um tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. A ideia era a de que os eletrodos enviassem impulsos elétricos para as células nervosas dos olhos e devolvessem parte da visão à paciente. De acordo com o grupo, esse método é adequado a pessoas com retinite pigmentosa e também degeneração macular relacionada à idade.

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Fonte: Veja Ciência

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Passo Firme – 11/06/2013
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Pauê inicia travessia oceânica de 400km

Pauê é o primeiro surfista biamputado do mundo, e divide sua agenda atual entre palestras de incentivo pessoal em grandes empresas, treinos de triathlon, canoagem oceânica e surf.
Pauê é o primeiro surfista biamputado do mundo, e divide sua agenda atual entre palestras de incentivo pessoal em grandes empresas, treinos de triathlon, canoagem oceânica e surf.

Pauê foi o primeiro surfista biamputado do mundo; ele fará parte do Desafio Superágua

Dez dias dentro de um caiaque oceânico remando mais de 400 quilômetros partindo de Parati (RJ) com destino a Santos (SP). Esta será a meta que o paraatleta (biamputado) surfista/campeão de triathlon e canoísta Paulo Eduardo, o Pauê, terá que cumprir desde a última quarta-feira (05) e o dia 15 de junho, no desafio Superágua.

– Os principais objetivos desse projeto (Superágua) serão divulgar a canoagem adaptada e estimular jovens sadios ou com limitações a conhecerem o mundo através da prática do esporte – explicou Pauê, que ainda deu mais detalhes sobre a construção do projeto:

– No final de 2008 fiz a transição da prática do triathlon para a canoagem, trabalhando inicialmente com curtas distâncias. Acabei pegando gosto pelo endurance e fiz, em 2011, uma travessia pelas praias do Guarujá, cerca de 38km, na companhia do Fabio Paiva. Tive mais certeza da capacidade de realizar esse feito depois que dei a volta na Ilha de Santo Amaro, onde percorri 76km em 10h e 45min. Esse foi o “start” para começar a planejar o projeto.

Após a travessia de canoa de Parati até Santos, que será acompanhada por uma equipe de apoio com cinegrafista, médico, marinheiro, gerente geral do projeto, produtor e assistente, o Superágua será transformado em um documentário e material para palestras que serão ministradas nas principais universidades de Educação Física do Estado de São Paulo.

– Hoje eu treino cerca de duas horas diariamente, cerca de 10 a 15km de remada. Uma vez por semana faço um treino longo, cerca de 30 a 40km com duração de quatro a cinco horas. Quero muito poder contar essa história para os outros depois da travessia – revelou Pauê.

pauê

Pauê é o primeiro surfista biamputado do mundo, e divide sua agenda atual entre palestras de incentivo pessoal em grandes empresas, treinos de triathlon, canoagem oceânica e surf. Com uma experiência de nove anos como palestrante, já realizou apresentações em mais de 100 multinacionais.

No lado esportivo como triatleta, Pauê, que é formado em fisioterapia, tem o título de campeão mundial de triathlon (2002), pentacampeão brasileiro de triathlon (2002 a 2006) e tetracampeão internacional de triathlon (2002, 2003, 2006 e 2007) como suas principais conquistas. Como surfista, utilizando sua própria técnica em se equilibrar na prancha de joelhos, Pauê já domou ondas em diversas praias nos quatro cantos do mundo. Desde 2009, dedica-se a modalidade de canoagem oceânica. Fora das águas do mar ou das pistas de corrida, Pauê dedica-se à criação de diversos projetos esportivos com foco em endurance e inclusão social.

Em seu currículo possui também a autoria de sua própria biografia batizada de “Caminhando com as próprias pernas”, publicado em 2008 e o documentário “Pauê – O Passo de Um Vencedor”, filme que registra a vida e os momentos de superação do paraatleta, lançado em maio de 2013.

Fonte: LanceNet

Passo Firme – 07/06/2013
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Kit cirúrgico de amputação do século 19 em exposição nos EUA

Até meados do século XIX, antes de certas descobertas que possibilitarem a realização de grandes cirurgias, as opções limitavam-se a operar com tais equipamentos um paciente acordado, com grande risco de infecção
Até meados do século XIX, antes de certas descobertas que possibilitarem a realização de grandes cirurgias, as opções limitavam-se a operar com tais equipamentos um paciente acordado, com grande risco de infecção

Se você apenas olhasse para a imagem sem saber do que ela se trata, acharia o kit bonito e mesmo elegante – isso até imaginar alguém sendo realmente amputado com essas ferramentas.

Sim, temos que agradecer imensamente pelo desenvolvimento da medicina, especialmente porque essas simples facas (pra quê será que servia aquela curvada?) eram usadas nas pessoas provavelmente sem anestesia – o único jeito de lidar com a dor era desmaiar para ter pelo menos alguns segundos de alívio.

Até meados do século XIX, antes de certas descobertas que possibilitarem a realização de grandes cirurgias, as opções limitavam-se a operar um paciente acordado, com grande risco de infecção (nem precisamos mencionar que eles não tinham antibióticos, outra invenção abençoada de 1929).

Mas, na década de 1840, dentistas americanos se tornaram pioneiros no uso primeiro de óxido nitroso e depois de éter como anestésicos. Este último foi logo adotado na Europa para fins cirúrgicos.

Os instrumentos mostrados acima fazem parte de uma exposição encerrada nesta sexta-feira (31) na Universidade de Drexel (EUA) na Filadélfia, intitulada “A Legacy of Art, Science & Industry: Highlights from the Collections of Drexel University” (em português, “Um legado de arte, ciência e indústria: destaques da coleção da Universidade de Drexel”).

Aproximadamente 90 objetos dos séculos 15 a 20, incluindo pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, livros raros, documentos históricos, cartazes políticos e figurinos históricos também estão na amostra.

“Esta exposição lindamente reúne exemplos de criatividade e habilidade que foram preservados por toda a universidade para as gerações”, disse o Dr. Luther Weldon Brady Jr, presidente honorário da exposição. “Estou emocionado por fazer parte de tornar essa coleção disponível, cumprindo o papel pessoal e histórico das coleções da universidade: iluminar o passado e informar e inspirar as novas gerações”.

Fonte: Hype Science | Via Mundo Estranho

Passo Firme – 31/05/2013
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Mogi das Cruzes sedia VII Copa do Brasil Futebol de Amputados

CBFA

Na próxima quinta-feira (30), até o dia 02 de junho, acontece na cidade de Mogi da Cruzes a VII Copa do Brasil Futebol de Amputados. O evento reúne equipes de vários locais do Brasil e terá o atacante da Seleção Brasileira, Rogério Rodrigues, mais conhecido como Rogerinho R9, jogando pela equipe Smel Mogi.

A Copa é organizada pela Associação Brasileira de Deficientes Físicos (ABDDF), Instituto Só Vida e a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes. “Os melhores jogadores serão escolhidos para disputar a Copa América, que será em setembro, na cidade de Cataguases MG”, afirma Rogerinho.

Uma dificuldade que o jogador driblou foi conseguir que ao menos 7 equipes, das 12 do Brasil, participem do evento. Isso sem falar na alimentação e premiação dos jogadores.

Equipes já confirmadas:

Smel Mogi – Mogi das Cruzes

FA - smel_mogi_campea

ADFEGO – Goiânia

FA - Goiania

AMDA – Minas Gerais

FA-MINAS

Instituto Só Vida – Mogi das Cruzes

fa-instituto

UNI BH – Belo Horizonte

FA - UNIBH

ASSAMA – Maringá PR

FA-ASSAMA

ANDEF – RJ

FA-ANDEF

Fonte: Cosmo Online / Via ABDDF

Passo Firme – 28/05/2013
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Jogador supera amputação e vira exemplo na Áustria

Jogador supera a amputação e pode jogar profissionalmente
Jogador supera a amputação e pode jogar profissionalmente

Martin Hofbauer, de 20 anos, será o primeiro amputado a jogar profissionalmente

Uma doença como o câncer nunca é fácil de se superar, ainda mais quando o obriga a amputar um membro. Fica quase impossível quando se é um jovem, cheio de sonhos e expectativas de se tornar um jogador profissional. Mas o austríaco Martin Hofbauer, de 20 anos, conseguiu. O garoto foi o primeiro jogador da história a jogar utilizando uma prótese no lugar da perna.

Numa decisão nunca antes vista, a Fifa permitiu que o jogador, do UFC Miesenbach, da segunda divisão austríaca, jogasse com o auxílio de sua prótese. Em entrevista ao jornal local Graz Kleine Zeitung, Hofbauer se disse extremamente feliz, pois ele poderá servir de exemplo para outros deficientes físicos não desistirem de seus sonhos de jogarem profissionalmente. Pode-se dizer que Hofbauer é, sim, um verdadeiro campeão.

Fonte: Esporte Interativo / Yahoo

Passo Firme – 13/05/2013

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Brasileiros terminam entre os dez melhores na Maratona de Londres

Ozivam em ação durante os Jogos de Londres-2012
Ozivam em ação durante os Jogos de Londres-2012

Três atletas paralímpicos brasileiros participaram da tradicional Maratona de Londres, realizada na manhã deste domingo, 21, nas ruas da capital inglesa, e concluíram a prova com resultados expressivos.

Ozivam Bonfim foi o melhor brasileiro ao cruzar a linha de chegada após percorrer os 42.195m da corrida em 2h39min23, tempo que o deixou na terceira colocação em sua classe (T44-T46). Na última vez que correra em Londres, na maratona que encerrou os Jogos Paralímpicos de Londres-2012, Ozivam fora dois minutos mais rápido e terminara na quarta colocação.

O atual campeão paralímpico da maratona, o brasileiro Tito Sena, concluiu em 2h42min56 e ficou em quarto na mesma classe neste domingo. Nos Jogos-2012, ele conquistara o ouro com um tempo de 2h30min49, mas o percurso não era o mesmo do percorrido neste domingo.

Já Ezequiel Silva foi o sexto melhor do domingo marcou 2h46min57, também na classe T44-T46

O campeão da prova entre os atletas paralímpicos foi o marroquino El Amin Chentouf, com o tempo de 2h24min00.

Fonte: CPB

Passo Firme – 22/04/2013
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Amputações: outro drama para vítimas de ataques em Boston

Mais de 10 pessoas sofreram amputações pelos ferimentos causados pelo duplo atentado na Maratona de Boston
Mais de 10 pessoas sofreram amputações pelos ferimentos causados pelo duplo atentado na Maratona de Boston

Mais de 10 pessoas sofreram amputações pelos ferimentos causados pelo duplo atentado na Maratona de Boston, outra grande tragédia das explosões que deixaram três mortos. Cem das 183 pessoas hospitalizadas depois do atentado de segunda-feira receberam alta e voltaram para casa. No entanto, mais de dez seguem em estado crítico.

As duas bombas caseiras preparadas com panelas de pressão, que explodiram perto da linha de chegada da Maratona de Boston, continham pregos e pedaços de metal, o que provocou ferimentos muito graves nos membros inferiores das vítimas, que perderam uma ou as duas pernas de maneira imediata.

Jeff Bauman foi um dos atingidos durante o ataque em Boston
Jeff Bauman foi um dos atingidos durante o ataque em Boston

Jeff Bauman Jr. (foto), de 27 anos, passou pela amputação de ambas as pernas por causa do extenso dano vascular e ósseo que sofreu. Entre os casos mais comoventes, está o da família Richard: o pequeno Martin, de 8 anos, é uma das três vítimas fatais, enquanto sua irmã Janey, de 6 anos, sofreu a amputação de uma perna e a mãe Denise teve uma grave lesão cerebral.

Ao receber a avalanche de feridos, os médicos se viram obrigados em certos casos a “completar o que a bomba havia feito e concluir a amputação”, como explicou o dr. George Velhamos, chefe do Departamento de Cirurgias de Emergência do Hospital Geral de Massachusetts. “A maioria tinha 10, 20 30, 40 pedaços de metal incrustados em seus corpos, em geral em suas pernas, e também mais acima, em seus pescoços”, contou.

Nesse hospital, quatro pessoas foram submetidas a amputações, indicou um porta-voz da instituição. No Boston Medical Center, a equipe de cirurgia de emergência teve de praticar cinco amputações, ressaltou nesta quarta o chefe desse departamento, o dr. Peter Burke. “Já vimos ferimentos como esses, mas não tinham sido causados por explosões e nunca em um número tão grande”, afirmou em coletiva de imprensa.

Em relação aos pedaços de metal que os explosivos continham, Burke explicou que sua equipe achou fragmentos de quatro ou cinco centímetros dentro dos corpos das vítimas”.

No Boston Medical Center continuam hospitalizadas 19 pessoas, das quais duas em estado crítico e dez em estado grave, segundo Burke. O médico afirmou que é difícil classificar os tipos de ferimentos, mas explicou que os mais graves são aqueles que colocam em risco a vida dos pacientes por causa da grande perda de sangue ou tecido.

No Brigham and Women’s Hospital, que também recebeu um importante fluxo de feridos, até sete equipes de cirurgiões trabalharam de forma simultânea na noite de segunda-feira e tiveram de realizar uma amputação.

No centro médico Beth Israel Deaconess, duas pessoas tiveram as pernas amputadas, segundo o assessor de imprensa Jerry Berger. Com pessoas ainda lutando por suas vidas e tantos casos de amputações traumáticas, Peter Burke explicou que os médicos de Boston tiveram o cuidado de assistir não apenas os pacientes, mas suas famílias abaladas com a tragédia.

Fonte: AFP

Passo Firme – 19/04/2013
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