Evento sobre acessibilidade no TRT/BA traz fortes lições de cidadania

O evento, o primeiro do gênero realizado pela Justiça do Trabalho da Bahia, marcou as comemorações pelo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Foto: Secom TRT5
O evento, o primeiro do gênero realizado pela Justiça do Trabalho da Bahia, marcou as comemorações pelo Dia Internacional das Pessoas com Deficiência | Foto: Secom TRT5

O maior obstáculo enfrentado por pessoas com deficiência é o preconceito e a ignorância da sociedade. São esses fatores que os levam a se deparar com outros problemas rotineiros, como a falta de adequação da infraestrutura e a dificuldade de integração social. Esse panorama foi descortinado na última terça-feira (3/12), durante o 1º Encontro de Acessibilidade realizado pela Comissão de Acessibilidade do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, na Bahia, um evento que se destacou pela riqueza de conteúdos. A abertura do Encontro, realizado na Sala de Sessões do Pleno, contou com a participação do presidente do TRT5, desembargador Valtércio de Oliveira, que destacou a necessidade de afastar de todos a ideia preconcebida de que deficiências impedem a eficiência. Um dos exemplos claros de que isso não procede é o sucesso do convênio celebrado pelo Tribunal com a Apada – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (em apenas cinco meses, eles digitalizaram cerca de 5 mil processos, eliminando por completo um importante congestionamento no Tribunal).

Banda Batuque de Surdos | Foto: Secom TRT5
Banda Batuque de Surdos | Foto: Secom TRT5

DEPOIMENTOS – Na sequência, foi exibido um vídeo (veja acima) produzido pela Secretaria de Comunicação do TRT5, com  depoimentos de quatro servidores da instituição. Por meio de seus exemplos de vida, demonstraram o quanto pessoas com deficiências podem conquistar o seu espaço na sociedade de maneira efetiva e bem-sucedida, tanto no âmbito do trabalho, como na vida pessoal. Mas sem deixar de trazer à baila também, por outro lado, o quanto a falta de preparo das pessoas e dos ambientes dificulta essa trajetória.Em seguida houve a apresentação da Banda Batuque de Surdos da Apada (foto). Com 10 integrantes, tocando instrumentos de percussão, o grupo encantou a plateia pela tranquilidade na harmonização dos ritmos em sintonia com o que ditava o professor e regente Hilbert Ramos, que explicou: ‘Surdos sentem a vibração da música no peito’. A surpresa do público foi ainda maior quando uma das alunas, Jaiana Cerqueira, de 15 anos, assumiu a regência sem hesitar, mantendo em alta o nível da apresentação.

Desembargadora Graça Boness | Secom TRT5
Desembargadora Graça Boness | Secom TRT5

MERCADO DE TRABALHO – Após um breve intervalo, a desembargadora Maria das Graças Boness (foto) falou sobre a dificuldade de inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Os números que ela trouxe, do IBGE, bem demonstram isso: das 45,6 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, apenas 5% têm a oportunidade de trabalhar regularmente. ‘Além da deficiência em si e todo o preconceito em torno dessa condição, essas pessoas enfrentam a baixa escolaridade, provocada pela dificuldade de acesso às escolas ou até mesmo pela falta de preparo das famílias, que adotam atitudes paternalistas em detrimento do seu desenvolvimento como cidadãos autônomos”, destacou a magistrada.A desembargadora destacou que a partir da  Lei 8.213 de julho de 1991, que estabeleceu cotas para deficientes de 2 a 5% em empresas com mais de 100 empregados, houve alguma melhora, embora  lenta. ‘Em 1993, quando era titular da 7ª Vara de Salvador, fui a primeira juíza do Brasil a julgar um processo envolvendo o cumprimento dessa legislação, pois na época ainda se discutia a competência da Justiça do Trabalho. Era uma ação civil pública contra uma grande rede de supermercados local, que se negava a cumprir a cota. Eu julguei procedente a ação, estabelecendo multa diária, e essa sentença acabou tendo grande impacto. Já no ano seguinte, uma outra rede de supermercado firmou convênio com a Apada para contratação de deficientes sensoriais’, lembrou.

Fundadora de associação para educação de autistas, a Escola Evolução, a desembargadora Graça Boness destacou ainda que a inserção de pessoas com deficiências mentais tem sido ainda mais complexa e, por isso, a instituição tem investido em atividades que os preparem para exercerem algumas funções laborais – padaria, plantio orgânico e instrução para equitação. A participação da magistrada foi encerrada com a apresentação de um vídeo com a canção Stand by me, executada por deficientes do grupo Playing for change, que luta pelo respeito aos direitos dos diferentes.

Levi Wenceslau | Foto: Secom TRT5
Levi Wenceslau | Foto: Secom TRT5

CIDADANIA – O evento prosseguiu com a presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos e membro do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Coede Bahia), Luíza Câmara, que dedica-se há 37 anos à luta pela defesa dos direitos de pessoas que adquiriram ou nasceram com limitações físicas. Ela destacou que antes de tudo eles devem ser vistos como cidadãos, e que o acesso a cidadania deve ser garantido.Depois delas, o escritor tetraplégico Levi Wenceslau deu um bem-humorado depoimento sobre como as pessoas confundem as deficiências, e acabam falando muito alto com quem é cego ou até  tratando como incapacitado mental ou mudo aqueles que têm dificuldades meramente motoras ‘Já aconteceu de se dirigirem ao meu acompanhante para perguntar o meu nome, idade e sobre o que aconteceu comigo’, contou.  Embora não tenha sido nada fácil se acostumar com deficiência adquirida com um acidente de carro, ele acabou enfrentando a sua nova condição de forma criativa, narrando agruras e aventuras em um livro chamado ironicamente de Cadeira Elétrica.

José Márcio Soares Nunes | Foto: Secom TRT5
José Márcio Soares Nunes | Foto: Secom TRT5

A última palestra foi do educador José Márcio Soares Nunes, que destacou o lado pouco efetivo de algumas medidas apresentadas pelos poderes públicas como facilitadoras de acesso. ‘De nada adianta baixar normas, leis protetivas, enquanto não houver a garantia de que vamos encontrar profissionais preparados em áreas básicas, como na saúde e na educação”.Para fechar o evento, os deficientes visuais do Grupo de Teatro Noz Cego apresentou uma esquete intitulada O Outro lado da Página, provando que a arte de representar – incluindo a habilidade de se posicionar corretamente, com segurança e talento, no palco – independe da visão.

Fonte: Secom TRT5 (Valdicéa do Val)

Passo Firme – 04/12/2013

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Supera dor, o preconceito e dá uma lição!

Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal

É com imenso prazer e grande admiração que posto aqui no blog uma matéria sobre a história de vida e superação de Valdete Dias (foto), uma guerreira natural de Piúma-ES que, em 1990, teve as duas pernas amputadas em decorrência de um acidente de ônibus quando estava – acreditem – à caminho da Lua de Mel. A matéria, escrita por Luciana Maximo, foi publicada no último dia 30 de outubro no Jornal Espírito Santo Notícias.

Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Tive a honra de conhecer a Val (como os amigos costumam chamá-la) em novembro de 2011, quando iniciava – ainda temeroso e apreensivo – o meu processo de reabilitação com prótese no Centro Marian Weiss (CMW), em São Paulo, de onde somos pacientes. Acompanhada de uma amiga de mesmo nome, aquela moça me encantou não apenas pela beleza, mas também pela grande história de superação e pelo belo sorriso, marca registrada de sua fisionomia.

O caso dessa piumense arretada nos ensina que, por mais difícil e intransponível um problema possa parecer, temo um Deus que é superior a todos eles e nos auxilia a superar qualquer adversidade! Confira a matéria e veja como a vida pode nos surpreender…

Lázaro Britto

Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Perde as duas pernas na lua de mel, supera a dor, o preconceito e dá uma lição!

Por Luciana Máximo

Ela tinha apenas 21 anos. Estava a caminho da lua de mel em Cabo Frio/RJ, após dois dias do seu casamento na década de 90. Um acidente de ônibus mutilou a jovem que se preparava para começar uma vida repleta de projetos. 23 anos depois, Valdete Dias conta sua história de vida e deixa uma lição de superação e se recusa a culpar Deus e o destino.

“Estava no ônibus a caminho da lua de mel dois dias após o meu casamento. A viagem até Cabo Frio foi interrompida no trevo de Piúma. O veículo capotou e fiquei presa nas ferragens. Tive uma amputação imediata. Oito dias mais tarde, perdi a outra perna, na altura da coxa, devido a uma infecção hospitalar.

Meus planos nunca mudaram, o que mudou completamente foi a vida. Tive que reaprender a andar, fiquei um ano internada por causa da reabilitação. Após sair do hospital, precisei voltar a viver. Eu precisava viver! E era uma nova vida onde eu tinha que adaptar tudo. Três anos após o casamento, chegou meu filho Felipe. O casamento acabou após alguns anos.

Na prática, minha vida se tornou “normal”. Vivo em função das próteses, me aposentei e nunca mais pude trabalhar.

Tive contato com a arte na terapia ocupacional. Sempre fui professora da rede municipal de Piúma, trabalhando com educação infantil. A nova vida fez com que eu me apaixonasse pela arte. Isso me levou a pintar as telas que hoje são o meu sustento. Especializei-me e dou aulas em meu ateliê, em casa. Durante vários anos ministrei cursos na Associação das Famílias de Pescadores de Piúma e hoje, graças a Deus, levo uma rotina normal e sou muito feliz. Para muitos, a vida acaba quando uma tragédia ocorre na vida delas, para mim, foi um recomeço”.

Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

BARREIRAS – Valdete bateu esse papo na praia, tomando água de coco, de bem com a vida. Mas, nem tudo são flores para a artista. O preconceito e a falta de acessibilidade são barreiras que ela precisa transpor diariamente. Segundo ela, não há calçadas adaptadas e os prédios acabam por excluir as pessoas com necessidades especiais, inclusive a Prefeitura e demais órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo.

“Piúma é um problema para quem tem deficiência. Se eu tiver de sair de casa de cadeiras de rodas, não tenho como andar. Os bares não têm rampas, os hotéis não são adaptados. Tenho amigos que gostariam de passar uma temporada aqui, mas não há hotel adaptado. Já fiz uma pesquisa e no momento não tem nada. Para vir à praia é outro problema, não temos um calçadão, rampas. Outro dia uma amiga me perguntou se aqui não tinha a cadeira anfíbia (uma cadeira de rodas para o deficiente entrar na água). Eu disse: ‘aqui não tem nem um calçadão apropriado… quem dirá uma cadeira anfíbia!’”, brincou.

Valdete vai além: “Sem direito de entrar no mar, de curtir um show na orla. Se houver um show não dá para vir, não tem vagas de estacionamentos para pessoas com necessidades especiais, é um problema para estacionar. Eu tenho carro adaptado, posso me locomover para alguns lugares, mas quem não tem, fica impossível. Não tem como andar de cadeira na rua”.

Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

PRECONCEITO É O PIOR – Solteira, a professora afirma que o pior não é conviver com a deficiência e a falta de acessibilidade. Valdete sente na pele o preconceito velado da sociedade. Ela relata uma experiência que mostra o despreparo do ser humano para conviver com as diferenças. Um dia, em um barzinho, um rapaz a paquerava. Ela estava sentada. Quando se levantou e pegou as muletas, ele se transformou, passou a olhá-la de outra forma.

“Sempre tem preconceito. Às vezes as pessoas acham que, por não ter as pernas, sou incapaz de fazer alguma coisa, até mesmo de ter namorados. Outras vezes quando chego a algum lugar as pessoas param, olham, acham que é uma coisa de outro mundo. Quando estou sem as próteses, as pessoas se impressionam mais ainda”, segredou.

A artista deixa uma lição. “Uma coisa eu aprendi: A gente deve sempre olhar para o lado e para trás, porque sempre há alguém em situação pior que a nossa. Muitas das vezes sempre reclamamos que não temos algo. Conheço pessoas que não tem os quatro membros e são felizes. Eu só não tenho dois, eu tenho meus braços, minha cabeça boa. Existem pessoas que não conseguem nem se locomover e também são felizes. Aos acomodados, digo que devem agradecer pelo que tem e não reclamar do que não tem”.

Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente Valdete ministra aulas de pintura em tela e tecido, três horas diárias, na própria casa. Para os interessados, o ateliê fica na Rua Manoel Português, 950, no Centro de Piúma.

Fonte: Espírito Santo Notícias

Passo Firme – 05/11/2013
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Um recomeço de vida! Conheça a bonita história de superação de Kurt Yaeger

O vídeo acima foi sugerido pela leitora do blog Andréa Simões e mostra a história de superação de Kurt Yaeger. Vale a pena conferir!

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

 

“A vida prega muitas partidas mas esta história é a prova que podemos sempre dar a volta. Aqui fica o testemunho de como devemos “arregaçar as mangas” e lutar pelo que queremos da vida, mesmo que não seja pelo percurso mais fácil. Talvez só assim seremos capazes de dar o valor real à vida…”

Leia mais sobre Kurt Yaeger!

Passo Firme – 18/10/2013
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Jovem de 25 anos na Bahia tem doença rara e sem cura que deforma parte do corpo

 

A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas
A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas

Deise dos Santos sofre com inchaços nos pés, na perna e no quadril.’As pessoas me olham com outros olhos’, diz sobre o desafio da superação.

Deise dos Santos, de 25 anos, moradora de Lauro de Freitas, tem uma doença rara, que deforma o corpo e não tem cura. O tratamento da Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas. (veja o vídeo)

“A partir do quadril, o lado direito é maior que o esquerdo. E ele começa a inchar, eu sinto dores demais, e um lado dele é bem maior que o outro”, explica a jovem.

Os pés dela também são desproporcionais ao corpo. Os chinelos são os únicos calçados e têm que ser feitos sob encomenda. Um dos primeiros sintomas da síndrome foi notado no dia do nascimento. Em todo mundo, a estimativa é que existam apenas 200 casos da doença.

O médico ortopedista Marcos Lopes diz que o tratamento é feito de modo conjunto. “Felizmente, é uma síndrome extremamente rara. Não existe tratamento para doença genética, é sempre os sintomáticos. Algumas pessoas antigamente preconizavam amputação do membro, porque é um volume muito grande, causa muita dor e desconforto. Isso não se faz mais. Tem uma cadeia de tratamento, com medicamento, com avaliação ortopédica e com cirurgias corretivas”, relata.

Para Deise dos Santos, tarefas domésticas são desafiantes por conta de dores e inchaços na perna. “Para mim, sempre foi difícil conviver com a doença. As pessoas me olham com outros olhos. Eu tenho vontade de lutar, de conseguir, eu sei que eu vou conseguir”, afirma a jovem sobre a necessidade de superação.

Fonte: G1 Bahia

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Passo Firme – 06/09/2013
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Garoto e golfinho amputados nadam juntos nos EUA

O encontro aconteceu no tanque do Aquário Marinho de Clearwater, nos EUA, no dia 16 de agosto, mas a imagem foi divulgada no último domingo (1º) pela agência Associated Press.
O encontro aconteceu no tanque do Aquário Marinho de Clearwater, nos EUA, no dia 16 de agosto, mas a imagem foi divulgada no último domingo (1º) pela agência Associated Press.

Foi um sonho tornado realidade: Winter, uma golfinho com uma cauda artificial, recebeu no aquário Cieran Kelso, um menino de oito anos que perdera as pernas devido a uma meningite. Os dois brincaram juntos, como a criança sempre quis.

Winter, uma fêmea de golfinho que perdeu a cauda num acidente com uma armadilha para caranguejos, tornou-se na estrela do Aquário Marinho de Clearwater, nos Estados Unidos. O espaço passou, em 2005, por uma grave crise econômico e só a presença de Winter, que passou a usar uma prótese, permitiu quadruplicar o número de visitantes e salvar o aquário.

Nesse mesmo ano de 2005, uma criança perdeu as pernas, no Reino Unido, devido à meningite. Cieran Kelso era ainda bebé, mas já adorava nadar. O pai, com a ajuda da madrasta, conseguiu confecionar umas barbatanas que podem ser acopladas às próteses, permitindo ao menino continuar a nadar.

Separados por um oceano, a golfinho e o humano nadaram juntos (veja o vídeo) no último dia 16 de agosto (mas só recentemente Associated Press divulgou o caso). Cieran Kelso adora cetáceos desde que viu, há dois anos, o filme “Winter, o Golfinho”, que narra a amizade entre um menino e um golfinho que perdera a cauda numa armadilha para caranguejos. Ao saber desta história, uma agência de viagens da Flórida (EUA) tratou de juntar Winter e Cieran Kelso.

Assim, a 16 de agosto, o menino de oito anos com próteses conseguiu brincar e nadar com um golfinho com próteses.

Fonte: PT Animal | Via Mail Online e Associated Press

Passo Firme – 05/09/2013
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Cão amputado de duas pernas tem recuperação incrível

Dominic foi amputado e, com apenas duas pernas, brinca como qualquer outro | Foto: Divulgação
Dominic foi amputado e, com apenas duas pernas, brinca como qualquer outro | Foto: Divulgação

Aos cinco meses, o cão galgo Dominic (foto) sofreu um acidente de carro e perdeu duas pernas. Teve que amputar.

A família ficou arrasada. Mas ao acordar da cirurgia, Dominic mostrou a todo mundo que ele é muito mais forte do que pensam.

Em pouco tempo, já estava correndo. E quando voltou para casa, reencontrou ainda a namorada no portão.

Encante-se com ele!

Fonte: Blog Patas ao Alto | R7

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Passo Firme – 31/08/2013
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Centro de Reabilitação do HC de Ribeirão Preto oferece próteses e fisioterapia

Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)
Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Trabalho envolve mecânica, ciência e fisiologia e tem um grande objetivo: curar a dor dos mutilados

A vida não acaba para quem perde uma parte do corpo, graças à evolução da tecnologia, que hoje faz próteses cada vez mais eficientes. E também, pelo preparo dos profissionais de saúde.

“A vida fica próxima do normal, principalmente para quem amputa a perna abaixo do joelho”, diz a médica Ana Regina de Souza Bavaresco Barros, do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Um exemplo tocante é o do atleta ribeirão-pretano José Eduardo Carneiro (foto), 26 anos, cuja história emociona até os profissionais de saúde do HC. Em 2006, ele sofreu um acidente de moto e ficou com o pé prensado entre o veículo e a parede.

Para manter o pé, ele passou por dez cirurgias em cinco anos. No final, sem poder pisar, ele fez um pedido aos médicos: queria amputar a perna. “Eu amputei do joelho para baixo e ganhei uma nova vida. Não é o fim do mundo. A medicina está avançada e eu consigo andar normalmente”, afirma.

José Eduardo pratica esportes e já ganhou várias medalhas no arremesso de peso, disco e dardo e conquistou marcas paulistas importantes. “Hoje, faço com a prótese o que não fazia com a perna. Eu treino e meu objetivo é estar entre os convocados dos jogos paralímpicos de 2016”. Com tanta determinação, alguém duvida que ele vá conseguir?

Menino de 13 anos foi atropelado na calçada (Foto: Reprodução EPTV)
Menino de 13 anos foi atropelado na calçada
(Foto: Reprodução EPTV)

O caso de Gustavo

Gustavo Valcris Barbosa, 13 anos, estava de bicicleta quando foi atropelado por um Fusca numa calçada do Ipiranga. Ele perdeu o pé, passou por uma cirurgia e agora, enquanto aguarda a prótese, faz fisioterapia no Centro do HC.

“Sei que posso ter vida normal com a prótese. Eu já experimentei a minha e dá para andar normalmente. Assim que eu receber o novo pé vou voltar para a escola e minha vida vai ser melhor do que era”, diz ele.

Acidente de moto

Flávio Henrique Barbosa Marcório, 26 anos, sofreu um acidente de moto em março de 2011. Ele perdeu a parte inferior da perna. O motoboy já está com a prótese e reaprende a andar no Centro de Reabilitação.

“A dificuldade da prótese é controlar o movimento. Aprender a andar novamente não é fácil. Desde o acidente sinto às vezes uma coceira na canela, mas não desanimei em nenhum momento. Tudo depende da cabeça da gente”, diz ele.

Sara Rangel Fernandes, 31 anos, colocou uma prótese interna porque sofre de artrite reumatoide. Ela está em fase de adaptação e fazendo os exercícios. “O treinamento não é fácil porque dói bastante, mas sei que em breve estarei fazendo tudo normalmente e brincando com meu filho de três anos”.

Com todos estes exemplos, a médica Ana Regina costuma terminar suas aulas com uma frase que faz pensar: “Amputação: final de uma vida e início de uma nova vida”.

Alan Fonteles
Alan Fonteles

Equipamentos devem melhorar com o tempo

As próteses começaram a evoluir a partir da segunda Guerra Mundial quando os soldados perdiam seus membros e voltavam para casa sem um objetivo na vida, sentindo-se excluídos da sociedade. No início, era difícil a adaptação do equipamento que era preso nas pernas por presilhas.

Hoje, é possível ter próteses que proporcionam até recordes de velocidade no atletismo como as usadas pelo medalhista paralímpico, o brasileiro Alan Fonteles Cardoso Oliveira.

A médica Ana Regina acredita que com o tempo a qualidade dos equipamentos oferecidos pelo SUS deve melhorar. “Hoje, o problema está na mídia e nossos amputados têm outra mentalidade. Eles querem praticar esporte, ter uma vida normal e o SUS terá que acompanhar essa evolução. Por enquanto, nos adequamos à política existente”.

A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa
A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa

Moto é maior causa

Cerca de 250 pessoas em média passam por dia pelo Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Eles são vítimas de derrames, acidentes e doenças degenerativas.

“A maioria é vítima de acidente de moto”, diz a médica. Segundo ela, a reabilitação depende de cada paciente. Geralmente eles fazem fisioterapia duas vezes por semana após o pós-operatório. “Tudo depende da liberação médica. Tem pessoa que não volta a andar imediatamente”.

O Centro de Reabilitação possui vários tipos de próteses, todas fornecidas seguindo a tabela do SUS. “É a prótese básica que permite ao paciente andar e voltar a trabalhar. Temos que nos encaixar dentro desta tabela”.

A médica explica que as próteses não causam mais dor durante a adaptação. “O que resta da perna chamamos coto e se a prótese machucar algo está errado. Tem que ter alinhamento biomecânico para o paciente continuar andando. Se tiver algo errado precisamos mudar”, diz.

Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina
Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina

Sandálias que curam lesões e outras saídas

A Central de Reabilitação também tem uma oficina que faz palmilhas, calçados, órteses e outros equipamentos que facilitam a vida de quem tem problemas físicos por causa de doenças.

No local são atendidas 150 pessoas por mês que melhoram a qualidade de vida graças à adaptação de um sapato ou uma cadeira de rodas feita pelos técnicos da oficina sob a supervisão da médica Ana Regina Barros.

“Eu trabalho na confecção das peças e é gratificante pegar um paciente com lesão e ver que o equipamento que eu fiz para ele fez a lesão cicatrizar”, diz Josinaldo Roberto Rodrigues, técnico. Ele se recorda com emoção do caso de uma criança que tinha problemas de visão e uma perna menor que a outra. Ela ia andar e com frequência caía. “Ela tinha seis anos e quando colocou o chinelo ortopédico ficou tão contente porque andava normalmente, que só de lembrar me emociono até hoje”.

Josinaldo também faz as sandálias de Zilda Cândida, 42 anos, que têm problemas na coluna. Ela faz tratamento no HC há 32 anos e antes de usar a sandália passou por 16 cirurgias. “Eu não sinto minha perna da coxa para baixo e quando andava meu pé machucava e infeccionava e eu não podia caminhar. Com as sandálias, meus pés não machucam mais, as feridas acabaram e eu posso andar tranquilamente”.

A oficina também faz manutenção de cadeiras de rodas, com 25 adaptações por mês. “Adaptamos de acordo com a necessidade. Agora estou adaptando uma para um paciente que não tem controle do tronco. Então ele não vai cair”, diz o técnico responsável Andre de Almeida Batista.

Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.
Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.

Repórter do Século deu lição para o Brasil

O jornalista e escritor José Hamilton Ribeiro, nascido em 1932, em Santa Rosa de Viterbo, é um exemplo de que existe vida após a amputação. E vida longa. Em 1968, ele perdeu parte da perna quando pisou em uma mina. Era correspondente de guerra no Vietnã pela revista “Realidade”. Hamilton colocou uma prótese e seguiu. “Este meu pé esquerdo sempre me deu problemas. Não me fará muita falta”, disse na época.

Desde então, José Hamilton trabalha normalmente. E sem pausas. Hoje no Globo Rural, passou pelas principais redações brasileiras. Ganhou sete prêmios Esso e conquistou, por unanimidade, o título de “O Repórter do Século”.

Fonte: A Cidade

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Passo Firme – 25/08/2013
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Atletas paralímpicos brasileiros são homenageados em São Paulo

Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação

Depois de participar dos Mundiais Paralímpicos de natação e de atletismo, boa parte dos atletas da Seleção Brasileira foi recebida nesta quarta-feira (21) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Uma breve cerimônia e homenagem pelo desempenho dos brasileiros marcou a solenidade, realizada no Palácio dos Bandeirantes – sede do governo paulista.

“É uma enorme alegria poder receber os atletas e estar junto com eles. O Time São Paulo foi responsável por grande parte das medalhas conseguidas pelo Brasil. Vocês, atletas, são exemplo. O Comitê Paralímpico Brasileiro pode contar conosco sempre”, disse Alckmin.

O Time São Paulo, ao qual o mandatário paulista se refere, é um grupo de atletas paralímpicos que recebe aporte do governo estadual. Ao todo, 44 atletas são apoiados, espalhados por nove modalidades: atletismo, bocha, paracanoagem, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, remo e vela. Nomes como Daniel Dias e Alan Fonteles, por exemplo, recebem auxílio do programa paulista.

No Mundial Paralímpico de Atletismo, disputado em Lyon (FRA), o Brasil teve a sua melhor performance histórica, ao obter 40 medalhas no total. Foram 16 láureas douradas, dez de prata e outras 14 de bronze. O desempenho rendeu ao país o terceiro lugar no quadro de medalhas.

Já o time que foi ao Mundial Paralímpico de Natação conquistou o sexto posto entre as nações participantes. Foram 26 medalhas, sendo que 11 delas de ouro, nove de prata e outras seis de bronze. Somente Daniel Dias foi responsável por seis medalhas de ouro e outras duas de prata.

O desempenho satisfez o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. Também presente na homenagem, ele ressaltou que o trabalho tem caminhado da forma correta rumo aos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Estamos exatamente onde nós gostaríamos de estar neste momento. São os primeiros Mundiais, ainda há os Mundiais de 2015, e foi um início de ciclo em que os resultados foram muito positivos. Não só mantivemos os atletas que já tínhamos, como houve também a afirmação de alguns e o surgimento de outros novos”, disse Parsons, em rápida entrevista ao L!Net.

Fonte: Terra | Via L!Net

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Passo Firme – 22/08/2013
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Brasil leva 11 ouros no Mundial Paralímpico de Natação em Montreal

Equipe brasileira vibra com o ouro e o recorde americano do revezamento (Foto: Marcelo Régua/CPB)
Equipe brasileira vibra com o ouro e o recorde americano do revezamento (Foto: Marcelo Régua/CPB)

O Brasil encerrou no domingo (18) a sua participação no Mundial Paralímpico de Natação em sexto lugar no quadro geral de medalhas. Os atletas do País subiram ao pódio 26 vezes em Montreal, no Canadá, que recebeu a competição, com 11 medalhas de ouro, nove de prata e seis de bronze.

Daniel Dias foi o maior vencedor do Brasil em Montreal, com seis ouros, além de duas pratas. André Brasil faturou três ouros e também três pratas. As outras medalhas de ouro do Brasil foram conquistadas por Roberto Alcalde e Susana Schnarndorf. O quadro de medalhas foi liderado pela Ucrânia, com 33 ouros, 22 pratas e 29 bronzes.

Principais representantes da natação paralímpica brasileira, Daniel Dias e André Brasil encerraram a participação no Mundial com a conquista de mais uma medalha de ouro cada. Daniel venceu a disputa dos 50 metros livre classe S5 e Andre levou o ouro nos 50 metros livre S10.

No Mundial anterior, em 2010, o Brasil também faturou 26 medalhas, mas 14 de ouro, todas conquistadas por André Brasil e Daniel Dias em provas individuais. Assim, Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, fez um balanço positivo da participação em Montreal.

“Ficamos exatamente onde planejamos terminar esta competição, nos mantendo entre as principais forças da natação mundial. O que mostra que continuamos seguindo o nosso planejamento rumo ao Rio/2016”, afirmou o dirigente, destacando o surgimento de novos nomes na natação paralímpica do Brasil.

“Além da confirmação da força de Andre Brasil e Daniel Dias, a competição no Canadá apresentou novos e jovens medalhistas, como Roberto Alcalde, Talisson Glock e Matheus Rheine, nos deixando animados para o futuro. E ainda tivemos o ouro, muito comemorado da Suzana Schnardorf, que apesar de não ser jovem, está no esporte paralimpico há apenas três anos”, completou.

Fonte: Clic Folha | Via Estadão Conteúdo

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Passo Firme – 21/08/2013
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Menina que perdeu perna em Boston começa a usar prótese

Jane Richard mostra prótese (Foto: Arquivo Pessoal/AP)
Jane Richard mostra prótese (Foto: Arquivo
Pessoal/AP)

Jane Richard (foto), de 7 anos, está se adaptando a perna mecânica. Seu irmão de 8 anos morreu nas explosões na Maratona em abril.

Uma menina de 7 anos que perdeu parte de uma de suas pernas nas explosões ocorridas na Maratona de Boston em abril deste ano está aprendendo a usar uma perna mecânica enquanto sua família ainda vivencia o luto pela morte de seu irmão mais velho, de 8 anos, no mesmo ataque.

A família de Jane Richard divulgou no último dia 16 uma foto da menina utilizando a prótese, e contou que a menina já consegue dançar e “anda com ele com muito orgulho”.

“Enquanto fizemos progressos em nossos ferimentos físicos, a dor emocional parece ser a mesma de quatro meses atrás”, disse a família em um comunicado.

Os pais da menina, Bill e Denise, também ficaram feridos no ataque. Denise perdeu a visão em um olho, e Bill teve perda auditiva. O filho de 11 anos do casal, Henry, não teve ferimentos. Já Martin Richard, de 8 anos, morreu em decorrência da explosão.

“A dor é constante, e mesmo os momentos mais doces podem se tornar terríveis quando nos lembramos: ‘Martin teria adorado isto’”, disse a família.

Denise e Bill Richard com os filhos Martin, Jane e Henry, em foto tirada antes do atentado. Martin (de camiseta azul-marinho), filho de Denise e Bill Richard e irmão de Jane, morreu no atentado (Foto: Reprodução/richardfamilyboston)
Denise e Bill Richard com os filhos Martin, Jane e Henry, em foto tirada antes do atentado. Martin (de camiseta azul-marinho), filho de Denise e Bill Richard e irmão de Jane, morreu no atentado (Foto: Reprodução/richardfamilyboston)

Duas bombas artesanais supostamente fabricadas por Dzhokhar Tsarnaev e seu irmão Tamerlan – de 26 anos, morto posteriormente – explodiram perto da linha de chegada da maratona de Boston, deixando três mortos e 264 feridos.

Os dois irmãos muçulmanos de origem chechena também mataram um policial horas mais tarde, quando tentavam escapar da perseguição. Tsarnaev pode ser condenado à morte, mas se declarou inocente no dia 10 de julho das 30 acusações pelas quais é acusado.

Fonte: G1

Conheça o caso:

AMPUTAÇÕES: OUTRO DRAMA PARA VÍTIMAS DE ATAQUES EM BOSTON

Passo Firme – 20/08/2013
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Amputado por trem, brasileiro de 18 anos quebra recorde na natação e anima para 2016

Talisson, 18 anos, é esperança para Rio 2016 Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação
Talisson, 18 anos, é esperança para Rio 2016
Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação

Talisson Henrique Glock (foto) tem 18 anos, pratica natação há nove, mas só há quatro passou a competir, o que o levou a ser chamado para integrar a Seleção Brasileira dois anos atrás. Todos esses números podem ser redirecionados a apenas um, icônico, para o qual o atleta, vítima de um acidente com um trem na infância, mantém o foco: 2016. O jovem nadador se tornou uma das esperanças para a Paralimpíada do Rio de Janeiro.

O crescimento na carreira ficou evidente na quinta-feira, no Mundial Paralímpico de Montreal, onde conseguiu a medalha de prata nos 200 m medley S6, prova que deve ser sua principal em 2016. Para isso, quebrou o recorde das Américas duas vezes – primeiro nas eliminatórias, depois na final -, com 2min44s85. “Vou continuar treinando para essa prova, que é uma das minhas melhores. A outra é os 100 m costas. Estou entrando para o borboleta também”, disse, animado.

Talisson começou a praticar natação aos 9 anos de idade porque sua mãe, preocupado, não o queria enfurnado dentro de casa após um acidente com um trem em Joinville, cidade onde nasceu e cresceu. O garoto foi atropelado nas proximidades da escola e teve braço e perna direita amputados. Não se sabe ao certo o que aconteceu. “Eu não lembro. Só posso falar o que minha mãe me conta”.

Ela foi alertada do ocorrido por um amigo de Talisson, que o viu preso entre os trilos e o trem ao sair da escola, localizada ao lado da ferrovia. “Quando minha mãe chegou, o trem ainda estava em cima de mim. Passaram oito vagões em cima do meu corpo”, explicou o atleta, que perdeu muito sangue e só não morreu pela rapidez da equipe do PA 24 horas (Pronto Atendimento) da cidade.

Talisson ficou 23 dias internado, e depois, em casa, começou a fazer uma recuperação que definiu como “rápida”. Quanto à natação, o talento apareceu rapidamente também. “Vi que levava jeito e, um ano depois, já estava no Estadual, no Brasileiro”, contou. Atualmente, já não mora mais próximo à ferrovia: faz parte do Time São Paulo, mas treina no Rio de Janeiro. “É meio indefinido”, afirmou, aos risos. O que se espera é que, em 2016, esteja mesmo na cidade carioca para a Paralimpíada, já que alimenta chance de medalha de ouro: “acredito que dê, sim”.

Fonte: Terra

Passo Firme – 19/08/2013
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Cadeirantes na Grécia entram no mar graças a cadeira movida a energia solar

Lefteris Theofilou, que sofre de paraplegia, é ajudado pela mulher, Eleni, de 37 anos, que tem paralisia cerebral. Dispositivo a energia solar ajuda pessoas com deficiência a nadar (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
Lefteris Theofilou, que sofre de paraplegia, é ajudado pela mulher, Eleni, de 37 anos, que tem paralisia cerebral. Dispositivo a energia solar ajuda pessoas com deficiência a nadar (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)

Dispositivo Seatrac permite que pessoas entrem e saiam do mar sozinhas.Equipe tenta vender aparelho a Croácia, França, Emirados Árabes e Israel.

Pessoas com deficiências físicas podem nadar sozinhas na Grécia graças a uma cadeira movida a energia solar desenvolvida por uma equipe de cientistas. O dispositivo Seatrac permite que os indivíduos entrem e saiam da água de forma autônoma, por meio de um trilho que os leva até o mar e os traz de volta à areia.

O aparelho foi criado em 2008 e protegido por leis de patente europeias e americanas. Ele opera sobre um mecanismo de controle fixo, que permite que até 30 cadeiras de rodas sejam movidas diariamente para dentro e fora do mar.

Atualmente, 11 dispositivos Seatrac estão instalados na Grécia, um país com milhares de ilhas e uma das maiores costas do mundo. Os pesquisadores tentam agora expandir o negócio: o produto já foi exportado para o Chipre, e há negociações com países como Croácia, França, Emirados Árabes Unidos e Israel.

Os criadores do dispositivo também se beneficiaram do clima da Grécia, onde faz sol quase o ano todo, mas ainda há pouca acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, o Seatrac pode ser configurado facilmente em praias sem rede elétrica e desinstalado ao fim da temporada, sem danos para o meio ambiente.

A equipe espera que o aparelho impulsione o turismo no Mediterrâneo, o setor mais lucrativo da região. Os cientistas lamentam, porém, a falta de apoio das autoridades locais, que compraram o dispositivo por R$ 90.810 cada, e são responsáveis pela manutenção após o primeiro ano de uso.

Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, entra no mar com a ajuda do Seatrac, dispositivo movido a energia solar que permite que pessoas com deficiência entrem e saiam do mar de forma autônoma, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
Lefteris Theofilou, de 52 anos, que sofre de paraplegia, entra no mar com a ajuda do Seatrac, dispositivo movido a energia solar que permite que pessoas com deficiência entrem e saiam do mar de forma autônoma, em praia de Alepochori, no oeste de Atenas, no dia 12 de julho (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)

Paralisado da cintura para baixo, o mecânico Lefteris Theofilou (foto), de 52 anos, passou quase metade da vida ligado a uma cadeira de rodas. Ele lembra como se fosse um sonho a primeira vez que a cadeira movida a energia solar lhe permitiu nadar sozinho no mar grego, em uma noite quente de verão.

Ele se sentou na cadeira e, ao apartar um botão, subiu nela sem ajuda e andou 20 metros pela costa até a água.

“Temos milhares de praias, as mais belas do mundo, e ainda assim não somos capazes de nadar nelas? Isso faz você se sentir livre e capaz de coisas que não poderia imaginar que faria em seu próprio país”, disse. “Esses caras criaram uma coisa incrível, e ainda tropeçamos em problemas do Estado. Esse é o desleixo do Terceiro Mundo”, afirmou Theofilou.

O engenheiro Ignatios Fotiou, um dos inventores do Seatrac, comparou a falta de apoio do governo à “construção de um apartamento de cobertura sem um edifício embaixo dele”.

Em uma praia movimentada na cidade costeira de Alepochori, perto de Atenas, vandalismo e roubos de painéis solares são comuns. Se alguma coisa quebra, os moradores dizem que pode levar dias para o município corrigir o problema, o que às vezes é adiado ainda mais por trabalhadores em greve. Muitas vezes, adolescentes também usam a máquina como trampolim de mergulho.

A grega Matoula Kastrioti observa praia em Alepochori, no dia 12 de julho (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
A grega Matoula Kastrioti observa praia em Alepochori, no dia 12 de julho (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)

O grego Minas Georgakis – cuja mulher, Matoula Kastrioti (foto), de 46 anos, sofre de esclerose múltipla e está em uma cadeira de rodas – disse que precisou tomar o assunto nas próprias mãos, porque a ajuda da administração local “simplesmente não existe”.

Com pranchas de madeira, ele construiu uma rampa adicional para permitir o acesso ao Seatrac, já que as cadeiras de roda convencionais não podem ser conduzidas sobre a areia. Mesmo assim, o caminho que leva até o dispositivo é frequentemente bloqueado por motocicletas estacionadas e lixo não recolhido.

Matoula Kastrioti, de 46 anos, que sofre de esclerose múltipla, entra no mar em praia em Alepochori, a oeste de Atenas, com ajuda de aparelho movido a energia solar que vai até a água (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)
Matoula Kastrioti, de 46 anos, que sofre de esclerose múltipla, entra no mar em praia em Alepochori, a oeste de Atenas, com ajuda de aparelho movido a energia solar que vai até a água (Foto: Yorgos Karahalis/Reuters)

Veja como funciona o dispositivo:

Fonte: Bem Estar / Via Agência Reuters

Passo Firme – 13/08/2013
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Vídeo: Lutador amputado vence em estréia no WSOF

Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA
Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA

Lutador com amputação congênita no antebraço esquerdo, Nick Newell mostrou para o mundo que suas limitações físicas não são impeditivos para atuar em alto nível no MMA profissional e mantém-se invicto na carreira com 10 vitórias consecutivas.

O profissional americano de 27 anos enfrentou no último sábado (10) Keon Candwell pelo evento WSOF 4, promoção em franca ascensão que busca fazer frente ao UFC com grandes atletas de alto nível em seus espetáculos.

Nick mostrou por mais uma vez que é capaz de atuar como profissional independentemente de sua amputação, mostrando-se invejável em sua técnica e preparo físico como atleta, finalizando seu adversário.

Assista abaixo a luta:

Fonte: MMA Space

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“LUTAR COM UM BRAÇO É ALGO MALUCO”, DIZ PRESIDENTE DO UFC

Passo Firme – 12/08/2013
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“É difícil, precisa ter força de vontade”, diz ciclista durante teste de prótese

David durante treinamento com a prótese. Luz verde acesa (ao lado da prótese) indica que o jovem acionou a mão biônica. Foto: Clínica Conforpés
David durante treinamento com a prótese. Luz verde acesa (ao lado da prótese) indica que o jovem acionou a mão biônica. Foto: Clínica Conforpés

Crime na Av. Paulista ficou conhecido pela frieza. Polícia diz que motorista lançou braço amputado em córrego

Após pouco mais de quatro meses, o ciclista David Santos Sousa, de 21 anos, que teve o braço amputado em um acidente na avenida Paulista , já faz os primeiros movimentos com sua prótese mecânica. “É difícil, precisa ter muita força de vontade”, disse David ao iG, em entrevista exclusiva, nesta terça-feira. A declaração foi dada durante uma das sessões de treinamento em uma clínica especializada de Sorobaba (SP).

Desde o último dia 15, David enfrenta um novo desafio. Já com domínio completo da mão biônica, o jovem treinou pela primeira vez o controle do cotovelo. Ambas as partes são controladas por impulsos cerebrais. “Foi fantástico. Vi que ele ainda vai fazer muita coisa na vida”, disse a mãe Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, que presenciou a cena orgulhosa. Veja o vídeo:

http://tvig.ig.com.br/id/51e56b7132154c22fe000008.html

Apesar da dificuldade relatada por David, o técnico que acompanha os avanços do jovem garante que ele está se adaptando. “É complicado sim. Mas ele nunca desistiu e registrou avanços muito rápidos”, explicou Anderson Tauzino Nolé. Para utilizar com sucesso o braço mecânico, avaliado em R$ 320 mil, David ainda passará uma semana na clínica Conforpés , no interior do Estado.

Segundo Tauzino, a peça é dividida em dois sistemas (mão e o cotovelo). “Como ele teve o braço amputado acima do cotovelo, a movimentação de dois grupos musculares (do bíceps e tríceps) definirão as novas ações”. Para abrir a mão, David precisa simular a extensão do seu cotovelo. Tal ação acionará uma luz verde, indicando que o sistema da mão foi ativado. Para realizar o movimento de punho (também chamado pinça de força), ele deve flexionar o cotovelo. Veja abaixo em vídeo uma das tentativas de David:

Umas das partes mais complicadas, segundo o próprio David, é realizar a troca para o sistema do cotovelo (vídeo) . “Tem que ser muito rápido e preciso, mas vou me adaptar”, garantiu. Para acionar o segundo sistema, o jovem precisa contrair os dois músculos simultaneamente. “Nisso a luz verde se apaga e indica que o sistema foi trocado”, orienta o técnico, enquanto observa David ensaiar novas tentativas. “Ele é um menino muito especial, não merece o que aconteceu com ele, mas merece a prótese que ganhou.”

A pedido do jovem, o braço mecânico ainda será revestido com uma película com desenhos de tatuagem. Para o empresário Nelson Nolé, dono da clínica, a fase de treinamento deve ser encerrada na próxima terça-feira (23). “A fase final será a fabricação do material digitalizado, quando será feito um molde da outra mão de David”. O molde será então enviado para a Inglaterra e deve demorar até 40 dias para ficar pronto.

RETOMANDO A CONFIANÇA – Para a mãe do ciclista, o recebimento da prótese confirmará a retomada da vida de David. Há pouco tempo, o jovem começou a fazer um curso de brigadista de incêndio (com duração de três meses) e teria o sonho de se tornar técnico de segurança do trabalho.

Desde o acidente, que aconteceu na madrugada de um domingo, no dia 10 de março, a rotina da família mudou. Antônia conta que tinha uma rotina pesada de trabalho, mas abandonou tudo após os dois acidentes que atingiram sua família. Treze dias após o atropelamento de David, seu irmão mais velho também se envolveu em um acidente. Ele ainda se recupera e aguarda fisioterapia.

“Sempre trabalhei demais, deixei eles muito sozinhos por isso. Decidi parar tudo e ajudar na recuperação deles”, explicou. Segundo Antônia, ela chega a até ser repreendida por David pelo excesso de atenção já que ela sempre o acompanha durante os compromissos. “Ele me diz: ‘Mãe, está me atrapalhando com as namoradinhas’. Mas sei que ele ama e precisa do meu apoio.”

Fonte: Último Segundo

Passo Firme – 19/07/2013
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Pato amputado recebe uma perna mecânica impressa em 3D

O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.
O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.

Após o nascimento, os veterinários perceberam que ele possuía um defeito grave na perna, por ter nascido voltada para trás. A perna necessitou ser amputada.

Agora, Buttercup recebeu uma nova perna fabricada com a tecnologia de impressões em 3D. A prótese foi produzida por engenheiros da Novacopy. Em ‘apenas’ 13 horas, o processo de impressão, que utiliza polímeros plásticos, foi concluído.

O pé possui silicones flexíveis que permitem um perfeito andar. O vídeo abaixo mostra o comportamento do pato após receber a prótese:

Fonte: Jornal da Ciência | Portal R7

Passo Firme – 05/07/2013
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