Vídeo mostra enfaixamento correto do coto de amputação

A Associação Portuguesa de Amputados (Andamus), em parceria com os estudantes do Curso de Som e Imagem da Universidade Católica daquele país, elaboraram um conjunto de videos didáticos acerca de diversas temáticas em redor da amputação. Neste primeiro vídeo, um fisioterapeuta explica como deve ser a “bandagem”, ou enfaixamento, do coto de um amputado em nível transfemural (coxa). Dicas simples, mas ainda desconhecidas por muitos amputados. Recomendo!

Fonte: Andamus

Passo Firme – 25/06/2014
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Sem dinheiro para cirurgia, chinês amputa sozinho a perna direita

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução

Confesso que não acreditei na notícia quando a li pela primeira vez! Lembram da “mão biônica made in China“? Conheçam agora a mais nova técnica ‘chinesa’ para amputação de membros…

Um pequeno agricultor de Boading (China), que sofre de gangrena decorrente de embolia, amputou sozinho a própria perna direita por não ter dinheiro para pagar a cirurgia de remoção do membro recomendada pelos médicos.

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post”. Os médicos que o chinês consultou lhe receitaram fortes analgésicos, mas os remédios não fizeram qualquer efeito. Com a saúde deteriorada e sem dinheiro para a amputação, Zheng ouviu dos médicos que só tinha três meses de vida.

O agricultor decidiu reagir. Em uma noite de abril de 2012, ele usou uma serra e uma faca para amputar a perna direita, menos de 14 centímetros abaixo do quadril.

“Usei a faca para cortar a pele a ponto de eu poder ver o osso. Então usei a serra para cortar o osso. Eu tinha um cinto apertando a perna para conter o vazamento de sangue”, disse Zheng ao “Huffington Post”, acrescentando que, durante o doloroso processo, a serra chegou a quebrar uma vez.

O drama do chinês não acabou. Ele precisará amputar a outra perna. Mas, segundo o “Daily Star”, um médico de Xangai se ofereceu para fazer a cirurgia gratuitamente.

A pequena propriedade rural, que garante apenas a alimentação diária da família, está sendo cuidada pela esposa de Zheng. A única filha do casal trocou a escola por um emprego a fim de ajudar os pais.

Fonte: O Globo | Via “Huffington Post”

Passo Firme – 19/10/2013
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Um recomeço de vida! Conheça a bonita história de superação de Kurt Yaeger

O vídeo acima foi sugerido pela leitora do blog Andréa Simões e mostra a história de superação de Kurt Yaeger. Vale a pena conferir!

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

 

“A vida prega muitas partidas mas esta história é a prova que podemos sempre dar a volta. Aqui fica o testemunho de como devemos “arregaçar as mangas” e lutar pelo que queremos da vida, mesmo que não seja pelo percurso mais fácil. Talvez só assim seremos capazes de dar o valor real à vida…”

Leia mais sobre Kurt Yaeger!

Passo Firme – 18/10/2013
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Mulher perde antebraço e ganha direito a indenização de R$ 600 mil

Vítima limpava um maquinário em funcionamento no momento do acidente | Foto: Divulgação
Vítima limpava um maquinário em funcionamento no momento do acidente | Foto: Divulgação

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT/PR) concedeu, no último dia 24 de setembro, direito a indenização de R$ 600 mil a uma mulher de 30 anos que teve o antebraço amputado em um maquinário da empresa Tayson do Brasil, de Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, em 2011. A ação foi movida em maio de 2012. A empresa tem oito dias para recorrer da decisão a partir de terça-feira, segundo o próprio TRT.

A Tyson do Brasil afirmou, em nota, que avalia a possibilidade de recorrer da decisão. Segundo a empresa, “foi apurado internamente que houve ato inseguro por parte da colaboradora, que realizou procedimentos no maquinário em funcionamento”.

A advogada da vítima, Francielle Pasternak Montemezzo, conta, porém, que a mulher limpava as máquinas em funcionamento na fábrica a pedido de superiores quando ocorreu o acidente, em novembro de 2011. A funcionária foi socorrida por outros trabalhadores que estavam na empresa e a levaram, em um carro particular, para um hospital próximo, ainda conforme Francielle. O antebraço direito, no entanto, teve de ser amputado. O dia do acidente não foi informado.

“Há uma norma regulamentadora da Justiça do Trabalho que impede que funcionários limpem os maquinários em movimento. Nesta empresa, isso era recorrente. Ficou comprovado que as condições eram desumanas. Minha cliente trabalhou vários dias por mais de 12 horas no dia, em ambiente isalubre. Ela não tomava as condutas porque queria, tomava porque mandavam”, diz a advogada, que divide os trabalhos do processo com o advogado Saulo Pivetta.

A decisão do TRT/PR também inclui direito a pagamentos de tratamentos estéticos, psicológicos e fisioterapêuticos, além dos R$ 600 mil. Para Francielle, a indenização é inexpressiva, se comparada ao lucro anual da empresa. “O valor, para nós, foi bem ajustado. É uma quantia grande, mas a envolvida é a maior processoradora de carnes do Brasil. O faturamento deles é de R$ 27 bilhões por ano, segundo a Justiça. A indenização concedida pelo TRT equivale a 0,0022% do lucro anual deles. É muito pouco, pelo estrago que o acidente causou”, afirma.

A advogada conta que, desde o dia do acidente, a vítima ainda está sem protése e não sai de casa. Foram duas cirurgias para reparação, mas sem muitos resultados efetivos na rotina da jovem. “O mais triste é que nós não temos ideia do que é perder um braço. Os efeitos colaterais são muito piores do que imaginamos. Ela não pode cortar comidas, varrer a casa, dar banho nos dois filhos pequenos. Fora que ela sente muita dor, sente coceira. É muito complicado”, lamenta.

Fonte: G1 / TRT-PR

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Passo Firme – 27/09/2013
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Pé Diabético provoca 60 mil amputações no Brasil

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação
Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação

O diabetes mal controlado responde por 70% das cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, chegando a quase 60 mil amputações anuais, segundo o Ministério da Saúde.

As lesões que se apresentam nas extremidades inferiores dos doentes diabéticos dão origem a uma entidade clínica chamada “pé diabético”. “Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns”, explicou o angiologista e cirurgião vascular da Santa Casa de Maceió, Jubrant Petruceli (foto abaixo).

“Tais alterações podem causar destruição dos nervos, obstrução das artérias, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer após alguns anos de diabetes mal controlado”, acrescentou Petruceli.

"A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação", alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição
“A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos, perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. A questão é que tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar.

“O problema é que muitas vezes o paciente com diabetes só procura o atendimento em estágio avançado, com a doença já instalada, tornando o tratamento mais difícil. Por isso a prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alertou Jubrant.

PREVENÇÃO – Para prevenir o pé diabético a principal medida é manter os níveis da glicemia controlados, realizar avaliação médica periódica e fazer o exame visual diário dos pés. Neste quesito, o paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. “Se não tiver condições de fazê-lo, diz o angiologista Jubrant Petruceli, será necessário pedir a ajuda a alguém.” Deve-se verificar a existência de frieiras, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. “Em resumo: é preciso manter os pés sempre limpos. Secar bem, principalmente entre os dedos, com toalha macia e não esfregar a pele”, completou.

Outra dica do especialista é manter a pele hidratada ou passar óleo vegetal, mas não se deve passar entre os dedos ou ao redor das unhas. As unhas, inclusive, merecem um capítulo a parte. Antes de cortá-las, o paciente deve lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser informado sobre a doença. Para finalizar, não se devem cortar os calos e nem usar abrasivos.

FALTA DE SENSIBILIDADE – O grande problema do pé diabético é a redução na sensibilidade dos pés, o que leva ao surgimento de ferimentos sem que o paciente perceba, daí a importância de se manter os pés protegidos, não andar descalço de forma a evitar queimaduras na areia da praia, asfalto ou calçada, que podem estar quentes.

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

“Além disso, recomenda-se a evitar o uso de calçados novos por mais de uma hora por dia, pelo menos até que estejam macios. Há, no mercado, calçados apropriados que, no momento, certo devem ser prescritos pelo seu médico”, finalizou Jubrant Petruceli.

Fonte: Primeira Edição

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Passo Firme – 1º/9/2013
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Cão amputado de duas pernas tem recuperação incrível

Dominic foi amputado e, com apenas duas pernas, brinca como qualquer outro | Foto: Divulgação
Dominic foi amputado e, com apenas duas pernas, brinca como qualquer outro | Foto: Divulgação

Aos cinco meses, o cão galgo Dominic (foto) sofreu um acidente de carro e perdeu duas pernas. Teve que amputar.

A família ficou arrasada. Mas ao acordar da cirurgia, Dominic mostrou a todo mundo que ele é muito mais forte do que pensam.

Em pouco tempo, já estava correndo. E quando voltou para casa, reencontrou ainda a namorada no portão.

Encante-se com ele!

Fonte: Blog Patas ao Alto | R7

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Passo Firme – 31/08/2013
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Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 3 – A influência do fator emocional no processo de reabilitação

O apoio emocional por parte da família é essencial para o êxito da recuperação do paciente
O apoio emocional por parte da família é essencial para o êxito da recuperação do paciente

Por Marilda Pires e Simone Bastos (*)

Como dissemos no início (veja a parte 1 do artigo), a dor tem uma memória e sofre grande influência do fator emocional como nos estados de depressão, ansiedade, etc. e pela proximidade das áreas cerebrais. Pesquisadores têm investigado o modo como estes estados alteram ou estimulam o retorno da dor fantasma.

Nesta fase de luto, deve-se dar uma atenção especial ao tratamento
Nesta fase de luto, deve-se dar uma atenção especial ao tratamento

Cabe a observação que ocorre um luto pela perda daquele segmento e nesta fase deve se ter uma atenção especial no tratamento. Tem sido também relacionado que em datas próximas ao evento do acidente ou da doença que levou a amputação com o aparecimento das sensações e de transtornos emocionais, com relatos dos amputados de sentirem novamente dor, câimbras, tristeza, depressão, mal estar e alteração da pressão arterial.

No nosso dia a dia de trabalho como terapeutas ocupacionais, é comum que no momento de receber a prótese, mesmo passando pelas provas na confecção e modelagem para a mesma, ainda não tenha sido superado o conflito da amputação e comumente há a lembrança do trauma novamente, acontecendo um novo luto.

O processo é longo para absorver a tecnologia assistiva, fazer as adaptações pessoais e para o ambiente que ajudarão na realização das atividades de vida diária e Instrumentais, produtivas e de lazer, incorporando a prótese ao seu cotidiano, para que ela faça parte dos seus movimentos e ações de maneira natural.

Para quem se interessou sobre o assunto, segue alguns links de leituras recomendadas:

Amputados de membros superiores e Terapia Ocupacional | por Eliana Queiroz.

A atuação da terapia ocupacional em Traumato-ortopedia, enfatizando as intervenções em casos de amputações e fraturas | por Janne Azevedo.

Membro Fantasma | por Percepto.

Uma Nova Mão para Bruno | por Mariana Fulfaro.

Cérebro “reconhece” nova mão após 35 anos | por Ana Cristina.

Autoconhecimento: Conheça a história de um campeão anônimo | por Mariana Uchôa.

Como dar apoio psicológico a pacientes amputados | por Mariane Boanato.

(*) Autoras:

20130826 - Marilda PiresMarilda Coelho Barçante Pires | Terapeuta Ocupacional do grupo de amputados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidades.

20130826 - Simone BastosSimone Maria de Bastos | Terapeuta Ocupacional pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mottae; coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Funcional da Terapia Ocupacional, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2); e coordenadora nacional do Grupo de Saúde Funcional da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (Abrato).

Leia também:

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 2 – Como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada

Passo Firme – 29/08/2013
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Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 2 – Como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns à vida da pessoa amputada

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia, entre outras.
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia, entre outras.

Por Marilda Pires e Simone Bastos (*)

O que temos identificado durante o atendimento na Terapia Ocupacional com evidências de um bom prognóstico ocupacional demanda além dos componentes físicos, o componente subjetivo, ou seja, como a pessoa amputada reage e enfrenta as novas situações de vida. O tratamento na Terapia Ocupacional dependerá da avaliação e dos objetivos específicos para cada pessoa na modalidade de participação grupal.

O entendimento e a inteligência emocional são fatores fundamentais e fazem toda a diferença para compreensão do amputado dos fatos que antecederam o trauma. O terapeuta ocupacional deve orientá-lo quanto aos procedimentos técnicos que foram realizados e os que podem ainda ser necessários como uma nova avaliação médico cirúrgica em casos como excesso de peles no coto ou algum desconforto, buscando recursos sempre que precisos na equipe multidisciplinar.

As atividades dirigidas e intencionais, através do aprendizado de habilidades contra lateral ao membro amputado e muitas vezes não correspondente ao lado dominante estimulam e permitem o aparecimento de novas redes de conexões de células nervosas. As atividades terapêuticas ocupacionais têm essa propriedade e especificidade de proporcionarem estes mecanismos. Um novo esquema do corpo estará sendo construído pelos procedimentos terapêuticos tendo como objetivos gerais, prevenir efeitos nocioceptivos no membro amputado e tratá-lo promovendo o máximo de sua independência.

Na técnica do espelho de de Ramachandran, o reflexo do membro intacto engana o cérebro para que ele enxergue dois membros saudáveis. Isso permite que ele volte a enviar comandos para esse membro, para que ele se “mexa”, aliviando a dor.
Na técnica do espelho de de Ramachandran, o reflexo do membro intacto engana o cérebro para que ele enxergue dois membros saudáveis. Isso permite que ele volte a enviar comandos para esse membro, para que ele se “mexa”, aliviando a dor.

As atividades da vida diária fazem parte do tratamento na Terapia ocupacional assim como as adaptações necessárias no coto para a alimentação, vestuário, higiene pessoal, cuidados com a cicatriz, enfaixamento e modelagem do coto, cinesioatividade que propiciem as contrações isométricas, relaxante produzido pelo calor úmido no coto, uso de pré-prótese e da prótese com a utilização da técnica do espelho para o tratamento da dor e da imagem corporal e a troca da lateralidade sempre que precisa através do treinamento técnico para as habilidades manuais (coordenação motora fina e de aprendizado motor).

É através do planejamento e organização de etapas terapêuticas, ou seja, desde o tratamento do coto até o treinamento da prótese, que serão contempladas no programa de reabilitação e de protetização onde se pretende que a pessoa amputada tome “posse” do seu corpo e conquiste com propriedade sua independência e autonomia.

Observamos que para alguns amputados existe uma determinação em dizer para eles mesmos que sua perna ou seu braço não estão mais ali. Sabiamente movimentam o coto, fazem massagem ou contraem a musculatura residual do coto como recurso para eliminação das sensações e do membro fantasma. Um simples contato manual já ajuda neste desconforto.

20130827 - Citação Simone Bastos

Nas situações reflexas, de se apoiar na perna ou tentar pegar algo que caiu ou na realização de um jogo, a sensação do membro fantasma pode voltar porque está na memória funcional ainda presente. Dando um exemplo: na quadra de esporte um amputado de membro inferior procura onde está seu outro pé de sapato. Para alguns, esta sensação permanece e, se não incomodar, pode facilitar a coordenação da marcha com a prótese, da marcha com o andador ou com as muletas canadenses, assim como no uso de uma prótese mioelétrica ou biônica de membros superiores.

Quando solicitamos que pense no membro perdido ao dar o passo, colocando “o calcanhar” no início da marcha com a prótese ou sem ela, “andar como se estivesse com a sua perna”, tem possibilitado um caminhar mais leve e coordenado. Dessa forma promove menor esforço físico e menor consumo energético para a locomoção. Pensar nos alcances e padrões manuais também favorece o mecanismo de acionamento dos eletrodos e a coordenação das próteses de membros superiores.

Amanhã: A influência do fator emocional no processo de reabilitação

Leia também:

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

(*) Autoras:

20130826 - Marilda Pires Marilda Coelho Barçante Pires | Terapeuta Ocupacional do grupo de amputados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidades.

20130826 - Simone BastosSimone Maria de Bastos | Terapeuta Ocupacional pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mottae; coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Funcional da Terapia Ocupacional, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2); e coordenadora nacional do Grupo de Saúde Funcional da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (Abrato).

Passo Firme – 28/08/2013
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Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

dor fantasma

Entre as pessoas amputadas fala-se muito em “dor fantasma”, “sensação fantasma” e “membro fantasma”. Tratam-se dos mesmos fenômenos ou cada manifestação possui suas especificidades e formas de tratamento? Eles são benéficos ou prejudiciais no processo de reabilitação do amputado? E como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos, interferindo positivamente no processo de reabilitação da pessoa amputada?

Estas perguntam começam a ser respondidas a partir de hoje através da série especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma: o que são, quando acontecem e como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada”, em três partes. Eles foram extraídos de um artigo escrito pelas terapeutas ocupacional Marilda Coelho Pires, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e Simone Bastos, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2), em colaboração ao Blog Passo Firme. Vale a leitura e a reflexão!

20130827 - Dor Fantasma

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

Por Marilda Pires e Simone Bastos (*)

A dor fantasma, as sensações fantasmas e o membro fantasma são sintomas geralmente presentes após a perda parcial ou total de um segmento do corpo.

A dor fantasma pode aparecer no pós-operatório imediato, durante o período da internação, sendo esta referente ao trauma cirúrgico, ocorrendo em 80% dos casos. Também decorre de um processo inflamatório, infeccioso, por gangrena ou alterações circulatória ou venosa, anteriores a amputação, que causaram muita dor ao membro.

A sensação da dor fantasma pode se assemelhar com a dor sentida no membro antes da amputação. Geralmente há um registro da memória da dor e esta pode permanecer por algum tempo ou desaparecer completamente. É comum que reapareça quando existe algum acontecimento que lembre a época do trauma ou da perda física.

20130827 - Sensação Fantasma

O membro fantasma pode ser definido como uma experiência de uma pessoa possuir um membro ausente que se comporta similarmente ao membro real.

Já a sensação do membro fantasma é uma experiência vivida pela maioria dos amputados. Com o tratamento tende a desaparecer, levando em média de três a quatro meses para a remissão (abrandamento ou diminuição) dos sintomas. Em algumas situações, porém, a sensação do membro fantasma pode persistir por longa data.

20130827 - Membro Fantasma

Relacionam-se ao membro ausente vários tipos de sensações (Rohlfs, Zazá, 2000, apud Demidoff et al., 2007) e as principais delas são descritas como: dor fantasma, dormência, queimação, câimbras, pontadas, ilusão vivida do movimento ou a sensação da existência do membro fantasma. (Giraux e Sirigu, 2003 apud Demidoff et al., 2007) Estas sensações fazem parte da fisiologia das células cerebrais que ainda estão se reestruturando nas novas conexões no cérebro.

Amanhã: Como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada

(*) Autoras:

20130826 - Marilda PiresMarilda Coelho Barçante Pires | Terapeuta Ocupacional do grupo de amputados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidades.

20130826 - Simone BastosSimone Maria de Bastos | Terapeuta Ocupacional pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mottae; coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Funcional da Terapia Ocupacional, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2); e coordenadora nacional do Grupo de Saúde Funcional da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (Abrato).

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Passo Firme – 27/08/2013
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Amputações por acidente de trânsito dobram em SP

A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa
A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa

Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.

Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.

Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.

Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias, segundo o coordenador. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.

Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explica.

Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. Além dos impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação, conclui o especialista.

Fonte: Hospital das Clínicas | Secretaria de Saúde de SP

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Passo Firme – 16/07/2013
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Pato amputado recebe uma perna mecânica impressa em 3D

O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.
O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.

Após o nascimento, os veterinários perceberam que ele possuía um defeito grave na perna, por ter nascido voltada para trás. A perna necessitou ser amputada.

Agora, Buttercup recebeu uma nova perna fabricada com a tecnologia de impressões em 3D. A prótese foi produzida por engenheiros da Novacopy. Em ‘apenas’ 13 horas, o processo de impressão, que utiliza polímeros plásticos, foi concluído.

O pé possui silicones flexíveis que permitem um perfeito andar. O vídeo abaixo mostra o comportamento do pato após receber a prótese:

Fonte: Jornal da Ciência | Portal R7

Passo Firme – 05/07/2013
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Amputação e Reimplante: membro amputado deve ser cuidado rapidamente, diz especialista

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Procedimento tem grande chances de sucesso, por isso o membro amputado deve ser cuidado rapidamente

Por Dr. Rames Mattar*

A amputação acidental de um membro – como um corte violento, um acidente de trabalho ou um arrancamento – causa um susto muito grande por seu impacto visual, mas com calma e agilidade a situação pode se tornar menos definitiva do que parece. Se a parte separada do corpo for cuidada e levada rapidamente, junto à pessoa acidentada, a um centro especializado, as chances de um reimplante com sucesso são muito grandes.

O reimplante é um procedimento cirúrgico de reconstrução e religamento das artérias, veias e das demais estruturas de um segmento amputado, de forma completa. Seu objetivo não é apenas restabelecer a perfusão sanguínea, mas sobretudo obter o retorno da função dessa extremidade.

Para tanto, assim que ocorre a amputação, é muito importante que o membro amputado seja cuidado o mais rapidamente possível. O ideal é lavá-lo com solução antiséptica, envolvê-lo em compressa estéril embebida em soro fisiológico e depois colocá-lo em um saco plástico estéril dentro de um recipiente com gelo, sem contato direto para que não haja queimadura da pele.

Como nem sempre as pessoas contam com soluções antisépticas à mão, pode-se colocar o membro amputado sob água corrente apenas para tirar a sujeira mais grosseira e depois colocá-lo dentro de um saco limpo, para então posicioná-lo em um recipiente com gelo. Depois disso, o ideal é chegar em pouco tempo a um hospital ou posto de saúde. Caso não seja possível realizar o procedimento de reimplante ali, será possível pelo menos o acondicionamento correto da parte amputada.

“Qualquer segmento corpóreo que seja amputado traumaticamente poder ser reimplantado desde que tenha uma artéria e uma veia reparável para que se recupere o fluxo sanguíneo”, afirma o cirurgião ortopédico do Einstein, Dr. Rames Mattar.

“Os resultados funcionais desse procedimento são muito melhores do que as próteses disponíveis ainda hoje, por isso deve-se sempre tentar o reimplante”, alerta.

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Quanto tempo o reimplante consegue esperar?

O tempo de isquemia, ou seja, que a parte amputada pode ficar sem circulação sanguínea, é de no máximo 6 horas, desde que ela esteja mantida em hipotermia a 4 graus (no gelo, por exemplo). Depois desse tempo, ela entra em metabolismo sem oxigênio e produz ácido lático e uma série de outros catabólitos. Se for reimplantada, pode trazer risco à vida do indivíduo.

De qualquer forma, porém, decidir se o membro pode ou não ser reimplantado cabe apenas à equipe médica. Portanto, caso um trauma com amputação aconteça, siga as instruções acima e procure rapidamente um hospital.

Nas amputações de dedo ou ao nível da mão, por exemplo, a quantidade de tecido sem sangue arterial é pequena e a quantidade de substancias tóxicas geradas não é suficiente para trazer risco de vida ao paciente. “Existem casos em que o reimplante foi realizado em mais de cinquenta horas após a amputação”, conta o Dr. Mattar.

Por isso o mais importante é manter o membro amputado bem acondicionado, limpo, em ambiente estéril e hipotermia. “Nestas condições, é muito difícil que o reimplante não possa ser realizado. Um problema, porém, é que no Brasil existem poucas equipes treinadas para este procedimento”, afirma.

RISCO DE VIDA – Mesmo com as dicas acima, é muito importante saber que o reimplante, que é um procedimento demorado, só é indicado se o paciente não estiver correndo risco de vida por outras lesões.

“Em eventos traumáticos, muitas vezes o paciente chega ao hospital com outras complicações, mais graves, que oferecem risco imediato a sua vida. Só realizamos a cirurgia de reimplante se o paciente não estiver correndo este risco. A prioridade é sempre salvar a vida do indivíduo antes de qualquer coisa”, explica o cirurgião.

O reimplante de membros inferiores, por exemplo, acontecem com menor frequência se comparado ao de membros superiores. Justamente porque a energia liberada pelo trauma costuma ser tão grande que o paciente chega ao hospital com lesões abdominais, por exemplo, que oferecem maior risco de vida e, portanto, é tratada com prioridade.

SENSIBILIDADE – Quando um reimplante é realizado, todas as estruturas são reparadas, inclusive os nervos periféricos. Portanto, além da função, a sensibilidade também é reparada, mesmo que o resultado não seja perfeito.

É claro que, apesar da tentativas, a reparação da anatomia da forma exata que era antes do trauma nem sempre é possível. “O membro pode ficar encurtado, ganhar uma forma um pouco diferente e sem a sensibilidade completa. Mesmo assim, os resultados são superiores às próteses, que não oferecem nenhuma sensibilidade”, alerta o médico.

Quanto ao retorno da funcionalidade, alguns fatores podem influenciar, como a idade do paciente (quanto mais jovem, melhor o resultado funcional), a motivação, a ocupação e o tempo de isquemia.

* Cirurgião ortopédico do Einstein

Fonte: Hospital Albert Einstein

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Passo Firme – 04/06/2013
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Tecnologia aumenta inclusão de portadores de deficiência

Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma
Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma

Novidades que facilitam a vida e aumentam a independência foram apresentadas na segunda maior feira de acessibilidade do mundo

Cadeira de rodas para terrenos acidentados, aparelho auditivo com bluetooth e um aplicativo que dá voz a quem perdeu essa habilidade por conta de um acidente ou já nasceu sem ela. Estas foram algumas das novidades apresentadas na 12ª edição da Reatech, a segunda maior feira de acessibilidade do mundo, encerrada no último dia 22 de abril, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, o evento mostrou a profissionais e gestores de saúde e ao público em geral, tecnologias e novas propostas para aumentar a inclusão de portadores das mais variadas deficiências.

Um dos principais destaques da feira foi a cadeira de rodas apresentada pela empresa brasileira Vemex. Batizada de Strix, ela foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados – isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras.

João Horta, 29, estudante de engenharia mecânica e um dos idealizadores do projeto, conta que o diferencial está no sistema de amortecimento da cadeira.

“O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era pra prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento”, explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

Outra tecnologia que agradou aos visitantes foi um aparelho auditivo com conectividade bluetooth. Com ele, o usuário não precisa mais se preocupar com os ruídos externos ao atender ao celular ou assistir a um filme: ele se conecta diretamente a celular, TV e outros aparelhos e, caso solicitado, isola qualquer outro som ambiente, atendendo justamente a uma das maiores reclamações dos deficientes auditivos.

“Dependendo do tipo do aparelho usado, os pacientes tinham dificuldades para escutar a voz de alguém ao telefone e, muitas vezes, a proximidade do aparelho auditivo com o telefone gerava microfonia, como um apito forte no ouvido”, esclarece a fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, Elisabetta Radini.

Fonte: IG Saúde

Passo Firme – 26/04/2013
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Você sabia que não-amputados também sentem membro fantasma?

Perna mecânica: a sensação de um "membro fantasma" é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados, e não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.
Perna mecânica: a sensação de um “membro fantasma” é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados, e não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.

Resultados de estudo mostram que o fato do cérebro ter ou não visto uma mão não tem nenhuma importância na criação da sensação física deste membro

Cientistas sabiam que, muitas vezes, pessoas amputadas têm a impressão de sentir um membro fantasma, mas um estudo sueco publicado nesta quinta-feira mostra que pessoas não-amputadas também podem experimentar esta sensação.

“Nossos resultados mostram que o fato do cérebro ter ou não visto uma mão não tem nenhuma importância na criação da sensação física desta mão”, explicou à AFP o principal autor do estudo, Arvid Guterstam, do Instituto Karolinska de Estocolmo.

Sua equipe realizou 11 experimentos diferentes durante os quais, cobaias, que ignoravam a finalidade do estudo, tinham a ilusão de ter um braço a menos. Este membro foi tornado invisível por um painel.

Em um dos experimentos, cada participante permanecia sentado em uma mesa, com o braço direito invisível para eles, escondido atrás de um painel. Suas mãos foram colocadas na mesa, uma escondida pelo painel, a outra em seu campo de visão.

Um pesquisador acariciava simultaneamente com uma escova a mão direita escondida, e o local onde esta mão deveria estar sobre a mesa.

“Nós descobrimos que a maioria dos participantes em menos de um minuto transferiu para o espaço à frente de seus olhos (onde sua mão direita deveria se encontrar) a sensação de toque e tinham a sensação de ter uma mão invisível neste lugar”, explicou Guterstam.

“Pesquisas anteriores mostraram que não podemos identificar como nossa própria mão objetos materiais, como um bloco de madeira, por isso ficamos muito surpresos em perceber que o cérebro pode aceitar uma mão invisível como parte do corpo”, acrescentou.

Dos 234 voluntários, 74% experimentaram sensações fantasmas durante as experiências, indicou o pesquisador.

A sensação de um “membro fantasma” é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados. Ela não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.

A equipe de Guterstam espera que o estudo abra caminho para futuras pesquisas sobre a sensação de dor criada pelos amputados.

Os resultados do estudo foram publicados nesta quinta-feira nos Estados Unidos pelo Journal of Cognitive Neuroscience.

Fonte: Exame \ Via AFP

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Passo Firme – 24/04/2013
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Jovem recupera movimentos do braço com prótese biônica

Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick Foto: Getty Images
Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick
Foto: Getty Images

Braço biônico controlável via iPhone foi patrocinado pela Mercedes

O jovem Patrick Kane apresentou recentemente seu braço biônico, que permite uma variedade de movimentos bastante específicos – como apertar e segurar objetos. O britânico de 16 anos perdeu seu braço esquerdo quando ainda era bebê por causa da meningite. Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick.

O braço mecânico pode ser controlado via iPhone ou iPad e possibilita ao jovem a realização de um sonho: participar das aulas de marcenaria na escola. A autonomia da prótese é de um dia, e Patrick precisa retirá-la a cada noite para fazer a recarga. Ele descreve a operação do braço artificial como algo natural, apesar de requerer um longo processo de adaptação.

“Controlar a mão é bastante natural, apesar de levar um tempo um pouco maior para aprender como usar as ‘garras’ automáticas e fazer os gestos”, afirmou Patrick Kane. “São as pequenas coisas que importam, como ser capaz de segurar um copo de vidro ou cortar a comida no meu prato em vez de ter que pedir a alguém para fazer isso por mim.

Patrick perdeu parte de sua perna direita, todos os dedos da mão esquerda e pedaços dos dedos da mão direita após sofrer com uma forma de meningite logo após o nascimento. A prótese, cujo custo é estimado é 30 mil euros, foi desenvolvida pela empresa Touch Bionics e patrocinada pela Mercedes, que optou por não inserir seu logotipo no braço artificial por entender que compartilha o interesse pelo desenvolvimento da tecnologia.

Fonte: Terra / Via Mail Dayli

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Passo Firme – 22/04/2013
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