Sem dinheiro para cirurgia, chinês amputa sozinho a perna direita

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução

Confesso que não acreditei na notícia quando a li pela primeira vez! Lembram da “mão biônica made in China“? Conheçam agora a mais nova técnica ‘chinesa’ para amputação de membros…

Um pequeno agricultor de Boading (China), que sofre de gangrena decorrente de embolia, amputou sozinho a própria perna direita por não ter dinheiro para pagar a cirurgia de remoção do membro recomendada pelos médicos.

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post”. Os médicos que o chinês consultou lhe receitaram fortes analgésicos, mas os remédios não fizeram qualquer efeito. Com a saúde deteriorada e sem dinheiro para a amputação, Zheng ouviu dos médicos que só tinha três meses de vida.

O agricultor decidiu reagir. Em uma noite de abril de 2012, ele usou uma serra e uma faca para amputar a perna direita, menos de 14 centímetros abaixo do quadril.

“Usei a faca para cortar a pele a ponto de eu poder ver o osso. Então usei a serra para cortar o osso. Eu tinha um cinto apertando a perna para conter o vazamento de sangue”, disse Zheng ao “Huffington Post”, acrescentando que, durante o doloroso processo, a serra chegou a quebrar uma vez.

O drama do chinês não acabou. Ele precisará amputar a outra perna. Mas, segundo o “Daily Star”, um médico de Xangai se ofereceu para fazer a cirurgia gratuitamente.

A pequena propriedade rural, que garante apenas a alimentação diária da família, está sendo cuidada pela esposa de Zheng. A única filha do casal trocou a escola por um emprego a fim de ajudar os pais.

Fonte: O Globo | Via “Huffington Post”

Passo Firme – 19/10/2013
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Especialista aponta quais devem ser os rumos da tecnologia assistiva

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Avanços incluem de cadeiras de rodas inteligentes a exoesqueleto robótico

Quando se fala na expressão Design Universal, entende-se que determinado produto, ambiente, ou serviço, por exemplo, pode ser usado pela maior parte das pessoas, independente de idade, habilidade, ou situação. No Brasil, é o Comitê Brasileiro de Acessibilidade, órgão vinculado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é responsável pela criação de normas sobre o assunto. Atualmente, a entidade disponibiliza 16 normas, incluindo acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, por exemplo. Além disso, o comitê prevê requisitos de acessibilidade nos meios de transporte e na prestação de vários tipos de serviços.

Se de um lado é preciso fazer valer uma maior conscientização sobre como a acessibilidade deve ser encarada como requisito obrigatório em qualquer segmento da sociedade, por outro, os avanços da ciência acabam por desempenhar papel fundamental na diminuição das barreiras. A partir dessa premissa, surge uma área que há décadas vem pensando meios e maneiras para garantir o direito de ir e vir de pessoas com deficiência: a tecnologia assistiva.

Conforme destaca o professor José Antônio dos Santos Borges, pesquisador do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a tecnologia assistiva hoje dá suporte a, praticamente, todas as áreas de deficiência. “Isso é feito por meio de sofisticadas técnicas, como a síntese e reconhecimento de voz, inteligência artificial, visão artificial, robótica, mecatrônica e bioengenharia”, ressalta o pesquisador, que, junto à sua equipe, já criou alguns dos mais importantes softwares de acessibilidade do país, como o Dosvox, o MecDaisy e o Motrix.

José ressalta que entre as áreas com maior complexidade, se situam, neste momento, as tecnologias em que a mente atua diretamente como elemento de controle. Em outras palavras, já é realidade o cérebro poder controlar diretamente uma boa gama de dispositivos. Ou seja, por meio do pensamento, o ser humano, sem a necessidade de nenhuma ação mecânica, física, ou sonora, pode comandar um equipamento. O professor cita como exemplo os exoesqueletos, estruturas robotizadas que são “vestidas” por pessoas com deficiência motora grave, permitindo sua locomoção, cujo movimento é controlado diretamente pelo cérebro. “Esse controle ainda é limitado, mas é razoável supor que, em alguns anos, o controle direto pela mente abrirá fronteiras inagináveis para a amplificação do potencial humano”, prevê o especialista.

Um exemplo do desenvolvimento desse tipo de tecnologia no Brasil foi apresentado no programa do Globo Universidade sobre robótica, exibido no dia 11 de maio. O Centro de Robótica de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), vem estudando maneiras de tornar viável exoesqueletos para reabilitação médica de pessoas com deficiência, ou com problemas motores. Os exoesqueletos robóticos estão sendo testados para auxiliar pacientes em tratamentos fisioterápicos, atuando, por exemplo, na reabilitação de membros inferiores em pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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O FUTURO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA – No que tange os avanços tecnológicos na área, o pesquisador aponta como um campo especialmente promissor os de sistemas de locomoção, no qual as cadeiras de rodas se tornam cada vez mais inteligentes, e com formas inovadoras. Esses equipamentos permitem aos cadeirantes, por exemplo, subir escadas, assumir diversos posicionamentos (sentado, em pé, ou deitado); massagear o usuário; ou mesmo ser direcionadas apenas com o pensamento.

“Além disso, carros inteligentes já são capazes de dirigir sem o motorista, e isso é fabuloso para um cego que pode ‘dirigir’ seu carro, ou para uma pessoa sem movimentos físicos que pode controlá-lo sem dificuldade. Esses são apenas pequenos exemplos, pois o computador, com seu potencial de simular a capacidade humana de controlar as coisas, e com um poder de cálculo e memorização extraordinário, é usado a cada dia em ideias inovadoras, que nos surpreendem e trazem novas perspectivas com valor incalculável para quem ganha a habilidade de fazer o que antes não podia”, ressalta José.

Em termos conceituais, para onde está caminhando a tecnologia assistiva? Respondendo a essa pergunta, o pesquisador prevê que no futuro, partes do corpo do ser humano que funcionem precariamente possam ser substituídas por máquinas computadorizadas bem acopladas, sendo, provavelmente, comum a figura do “cyborg”, ou seja, a mistura de homem e máquina.

“Independente dessa possibilidade, que já é real, pois é comum que em pessoas cardíacas o coração já seja controlado através de um pequeno computador, a tecnologia já é usada para várias coisas. Ela pode dar potencial de leitura a quem não pode ler, movimentação para quem não se movimenta, acesso virtual no qual o presencial é impossível, visão e fala artificiais, mesmo que precárias, entre outras coisas. Neste campo, não há limite, ou melhor, o limite é nossa imaginação”, conclui.

Fonte: Globo Ciência

Passo Firme – 03/06/2013
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‘Ela faz coisas que facilitam sua vida’, diz ex-metalúrgico sobre mão biônica

Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.
Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.

Lançada em setembro do ano passado, uma das próteses mais modernas do mercado devolve não só os movimentos, mas também a autoestima dos pacientes.

Já imaginou viver sem o movimento de uma das mãos? Para minimizar a perda física, que também afeta a autoestima e a independência, uma empresa de Leeds, na Inglaterra, investe em tecnologia de ponta. A RSL Steeper criou a mão biônica mais moderna do mercado, que está sendo usada por 300 pessoas pelo mundo.

A Bebionic Three, como é chamada, foi lançada em setembro do ano passado. Cada dedo tem um motor individual, o que permite 14 tipos de movimentos, dos mais delicados e precisos, como segurar um cartão, aos mais vigorosos, como levantar peso. Foram precisos quatro anos de pesquisa para que os cientistas chegassem à última versão da prótese.

A mão biônica é controlada pela contração de dois músculos do braço que ficam logo abaixo do cotovelo. “Temos os sensores que ficam na pele, dentro da manopla. Um é responsável por fechar a mão e outro, por abri-la”, explica o gerente de produtos Bruce Rattray.

Uma das principais preocupações da empresa é evitar cópias. Para isso, a prótese está protegida por quatro patentes e tem uma equipe dedicada de cerca de 40 pessoas para melhorar suas funcionalidades. “Estamos sempre tentando produzir algo mais silencioso, mais rápido, mais forte e mais robusto para o paciente”, destaca o engenheiro mecânico sênior Jake Goodwin. A maioria das sugestões de melhoria parte dos próprios clientes.

Junto com engenheiros, uma dupla fica responsável pela parte eletrônica. Na tela do computador, códigos definem os movimentos da mão e são testados na hora. “Podemos ver as bordas em 3D, assim podemos transferir para o pessoal da mecânica verificar se ela se encaixa antes de construí-la”, diz a chefe de design eletrônico Courtney Medynski.

"Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica", diz Bruce Rattray
“Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica”, diz Bruce Rattray

FUNCIONALIDADES – Para segurar uma bola, o trabalho é mais simples, porque os dedos fecham todos juntos. O difícil é programar os movimentos em que cada dedo tem uma função diferente. Como se trata de um quebra-cabeça que não pode ter erros, as equipes lideradas pelo britânico Dean Kevin trabalham juntas e definem limites. “Temos uma colaboração bem próxima para garantir que o processo de desenvolvimento do produto seja o mais eficiente possível”, aponta o chefe de design de produtos.

A empresa promove reuniões frequentes para acompanhar os avanços da tecnologia. Os funcionários checam se existem novos materiais ou jeito de melhorar o encaixe das peças. O próximo passo é criar uma versão menor, para atender as mulheres de baixa estatura.

Não basta desenhar tudo no computador, é preciso ver se as ideias vão funcionar de fato. “A durabilidade é muito importante para nós e para o usuário final. Ele quer poder confiar totalmente na mão biônica que estiver usando”, avalia Rattray, responsável pelos testes para garantir a eficiência do produto.

Com tudo aprovado, é hora de montar a Bebionic Three, um trabalho completamente artesanal que leva aproximadamente quatro horas e meia. São 240 peças, incluindo parafusos, motores que vêm da Alemanha e outras peças que são fabricadas na própria Grã-Bretanha.

Desde o lançamento, já foram vendidas mais de 300 unidades da prótese, a maioria para os Estados Unidos. Antes de criar expectativa, a empresa alerta que é preciso fazer exames e checar se o paciente tem condições físicas de controlar a prótese que, no Brasil, varia entre US$ 25 e US$ 30 mil, sem incluir atendimento médico e treinamento.

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Bebionic Three ajudou o britânico Nigel Ackland a recuperar a autoestima. Com a prótese, o ex-metalúrgico consegue fazer tanto movimentos simples quanto complexos.

O METALÚRGICO QUE SUPEROU A AMPUTAÇÃO – A mão biônica não serve apenas para suprir a falta física. Os amputados perdem muito mais do que uma parte do corpo e alguns não conseguem retomar a confiança que tinham antes. Foi o que aconteceu com o britânico Nigel Ackland. Em 2006, ele se acidentou na metalúrgica onde trabalhava. Durante seis meses, tentou curar o braço que havia ficado preso dentro da máquina.

Os médicos disseram que ele passaria quase dez anos fazendo cirurgias para garantir apenas movimentos restritos. “Então eu pedi para amputarem. Eu sabia que a tecnologia chegaria lá em algum momento, esperava que chegasse lá para me ajudar e, durante um bom tempo, isso não aconteceu”, relembra o ex-metalúrgico.

Segundo Kevin, é possível reproduzir todos os movimentos de uma mão real. “Isso é uma questão de programação, mas acho que devemos continuar concentrados em quais movimentos são mais importantes para cada paciente. Temos que garantir que os principais movimentos funcionais tenham o máximo de eficiência para aquilo que o paciente quer fazer no dia a dia”, afirma.

Logo depois do acidente, Nigel buscou ajuda do sistema público de saúde britânico, mas percebeu que não teria acesso à tecnologia de ponta. A saída foi recorrer ao próprio bolso. Com a indenização que recebeu da metalúrgica, comprou uma Bebionic quando o produto ainda estava em fase de testes. Aos poucos, ajudou o fabricante a modernizar a prótese para que ela ficasse mais rápida e confortável. “Ela faz coisas que facilitam sua vida”, afirma o britânico.

Aos 53 anos, Nigel também usa a mão biônica para fazer exercícios que fortalecem o antebraço. Tudo sem exageros, para não aumentar demais os músculos, o que o obrigaria a trocar a meia da prótese, como é chamada a parte interna que permite o encaixe no corpo.

Assim como a tecnologia, o apoio da família fez toda a diferença. Foi a esposa Vanessa quem ajudou Nigel a combater a depressão. A mão biônica era o que faltava para devolver a alegria ao casal. Depois do acidente, o britânico aprendeu a dar mais valor a tarefas que a maioria das pessoas nem presta atenção no dia a dia. “São essas pequenas coisas que os seres humanos fazem que ela nos devolve, coisas em que você nem pensa, como vestir as calças”, destaca.

O mercado de próteses não para de crescer e, em 2015, deve chegar ao equivalente a R$ 50 bilhões. Entre os motivos estão o aumento da expectativa de vida, uma população cada vez mais idosa que sofre de problemas de articulação e o avanço dos países emergentes, como o Brasil e a Índia, que têm investido cada vez mais na área da saúde. O maior desafio, no entanto, é o acesso a essa tecnologia, cara demais para a maioria dos pacientes.

Assista aqui a reportagem completa da Globo News sobre o assunto.

Fonte: Globo News

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MÃO BIÔNICA NÃO É BRINQUEDO NÃO

Passo Firme – 27/03/2013
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Mão Biônica não é brinquedo não

Nos anos 80 dois dos brinquedos preferidos da molecada eram a Mão Biônica e a Super-Garra (foto). Na prática era muito desajeitado, e você precisava usar a sua mão biológica para acionar a mecânica, então do ponto de vista funcional não fazia muito sentido, mas era legal. Imaginávamos que no futuro aquilo poderia ser usado como base de um braço mecânico para amputados, ou mesmo para robôs.

O que ninguém imaginava era que em uma geração a tecnologia evoluiria nossos devaneios se tornariam realidade. Que o diga esse cidadão aqui, Nigel Ackland (foto). Ele perdeu o braço em um misturador industrial (não deve ter sido bonito) e, se fosse uma pessoa comum (ou um pirata), estaria usando um gancho. Para sorte dele, foi escolhido para testar a Bebionic, uma prótese biônica que usa tecnologia mioelétrica, sendo controlada pelos sinais musculares no membro amputado.

A mão tem movimentos impressionantemente naturais, e é programada para um monte de atividades cotidianas. No vídeo abaixo Nigel faz o tradicional truque de pegar um ovo, depois aparece catamilhografando um texto e até… usando um mouse. Sim, a diaba da mão tem um programa que reconhece o comando para clique e duplo-clique.

Lindo, não? Agora uma melhor ainda: A Bebionic tem representantes no Brasil: a Conforpés e a Orthogen, ambas de Sorocaba (SP),sendo que a Orthogen representa também as empresas “Endolite” e a “RSL Steeper” , além de possuir uma linha própria de produtos ortopédicos. Não é mais um projeto de pesquisa, é uso real. E entre vários usuários, há o Celso Mascarenhas. Ele usa DUAS próteses. Pior, mesmo (ou talvez por causa delas) com duas mãos biônicas esse filho de uma taturana DESENHA, e melhor do que eu.

Meu lado geek se emociona, tecnologia vai muito além do smartphone da semana, e quem ama tecnologia quer vê-la saindo do gueto, quer ver seu uso disseminado, fazendo parte do dia-a-dia de todo mundo.

Não pesquisei o custo da Bebionic, imagino que seja uma fortuna, mas sinceramente preferia ver meus impostos usados para montar uma fábrica desse negócio do que sendo gastos em subsídio pra Foxconn ou construindo estádio de futebol pra FIFA ganhar dinheiro.

Fonte: Site Meio Bit

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Britânico recebe mão biônica do serviço público de saúde
Mão biônica “Made In China”

Passo Firme – 10.11.2012 (atualizada em 14.11.2012)
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Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados (parte 3)

Os modelos antigos de prótese e órteses mostrados na terceira matéria da série Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados trazem uma riqueza de detalhes tão grande que cada um poderia ser explorado individualmente. Por isso fica a dica: clique sobre a fonte em baixo da imagem e saiba mais sobre a prótese vintage que lhe interessou.

1. Prótese funcional para dedão de pé, 6000 aC

Fonte: womenofhistory.blogspot.com

2. Mão de ferro, de 1580

Fonte: myarmoury.com

3. Kit completo para prótese de braço

Fonte: thenautilus.it

4. Mão de ferro estilo armadura, século 16

Fonte: en.wikipedia.org / via: inwardscreams

5. Órtese de ferro para perna, século 18

Fonte: thenautilus.it

6. Mão de couro, século 19

Fonte: eatonnott.co.uk

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Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados (parte 2)
Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados (parte 1)

Passo Firme – 14.10.2012
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Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados (parte 2)

Modelos retrôs à base de madeira e ferro primavam pela funcionalidade como principal objetivo

Na segunda matéria da série especial Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados, novas fotos de próteses, todas do século 19. Mesmo rudimentares, natural para a época em que foram criadas, confeccionadas e/ou adaptadas, elas sinalizavam a funcionalidade como principal objetivo dos componentes protéticos, produzidos basicamente à base de madeira e ferro fundido.

1. Perna de madeira, século 19

Fonte: ebay.com

2. Perna de madeira e ferro, século 19

Fonte: rádio-guy.net

3. Prótese-órtese de ferro e madeira com pé articulado, século 19

Fonte: rádio-guy.net

4. Braço de madeira feito com cano de espingarda, século 19

Este braço artificial data de meados do século 19 e revela a existência de um projeto de engenhosidade e oportunidade. Ele foi formado a partir do barril de madeira de um rifle ou espingarda. Para ativar o mecanismo de agarrar na ponta da prótese, o usuário pressionava uma alavanca ao lado do braço contra a lateral do próprio corpo.

Fonte: invention.smithsonian.org

5. Mão articulada de madeira, século 19

Uma mulher, provavelmente usava essa mão de meados do século 19. A prótese escorregou sobre o coto de seu braço e foi atado firmemente. A abertura lateral indica que a usuária tinha seu próprio polegar. Os dedos de madeira, embora articulados e flexíveis, não tinham mecanismo de bloqueio que permitisse que a pessoa segurasse um objeto.

Fonte: invention.smithsonian.org

6. Mão articulada de madeira, século 19

Já essa mão foi moldada a partir de madeira compensada. Os dedos articulados eram ativados por um cabo interno que ligavam o dedo polegar ao dedo indicador.

Fonte: invention.smithsonian.org

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Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados – parte 1

Passo Firme – 07.10.2012
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Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados (parte 1)

Como eram alguns braços e pernas mecânicos antes das atuais tecnologias

Hoje fala-se tanto em robótica, tecnologia biônica, nanotecnologia… como sendo o futuro das tecnologias que brevemente estarão equipando as órteses e próteses ortopédicas. Mas como eram os braços e pernas mecânicos antes do advento das tecnologias?

A partir desta semana o Blog Passo Firme estreia Próteses vintage – a ortopedia técnica de séculos passados, uma série especial de três matérias que mostrarão como era a ortopedia técnica de séculos passados. A maioria das imagens é do Museu de Ciência de Londres (Science Museum, London). Vale o passeio e a reflexão: poderia se imaginar usando um dos componentes abaixo?

1. Braço de metal articulado, 1500

Este braço artificial de ferro fundido data de 1500, ano do descobrimento do Brasil. Ligado ao corpo por meio de correias e dobradiças de metal, a prótese permitia certa gama de movimentos. A mão, virada para dentro, possuía uma articulação no pulso que possibilitava o usuário movê-la verticalmente, como se fosse apertar a mão de alguém. Um globo de metal oco funcionava como a articulação do cotovelo substituto

Nesta época, o médico militar francês Ambroise Paré (1510-1590) ganhou experiência como cirurgião privado para generais do exército francês. Ele produziu livros sobre cirurgia em que ele descreveu novas operações e tratamentos. Estes escritos descrevem substitutos artificiais que desenvolveu para substituir membros amputados. Alguns eram simples. Outros foram elaborados com dispositivos altamente mecanizados para simular o movimento natural e função do membro.

Fonte: sciencemuseum.org.uk

2. Braço de ferro, 1560-1600

Nesta prótese para um braço esquerdo, o antebraço e a mão são totalmente articulados. Ela foi adquirida da coleção particular de Noel Hamonic (1850-1928) por Henry Wellcome, em 1928. Quando Hamonic recolheu o braço, ele foi pensado para ter pertencido a Götz von Berlichingen, que viveu entre 1480 e 1562. Berlichingen era um cavaleiro alemão que ficou famoso porque perdeu um braço na batalha de Landshut, em 1503.

Fonte: sciencemuseum.org.uk

3. Perna bota de couro, 1891

Esta perna artificial, que mais parece uma bota de couro atada ao joelho, foi projetada para alguém que teve seu pé direito amputado logo acima da articulação do tornozelo. O pé de madeira e o tornozelo são articulados. A fixação da perna é suportada pela barra de aço forte.

Fonte: sciencemuseum.org.uk

4. Perna mecânica transfemoral, 1918

Fonte: pinterest.com

5. Perna para desarticulação de quadril, 1928

Prótese projetada para alguém com uma desarticulação do quadril, quando a amputação é alta à altura do quadril, envolvendo a remoção da perna e quadril. Observe que a parte interna do encaixe é acolchoada. A prótese é de metal oco e leve e a articulação do joelho bloqueia por meio de um mecanismo de roldana. Esta prótese, montada no Hospital Queen Mary, em Roehampton, Surrey, pode ter sido feita para um paciente que perdeu a perna durante a Primeira Guerra Mundial, conflito onde cerca de 41 mil militares britânicos perderam um ou mais membros.

Fonte: sciencemuseum.org.uk

6. Braço mecânico para alimentação

Este braço protético, à base de aço e couro, foi feito para um amputado abaixo do cotovelo e, como diferencial, possui uma mão removível para acoplagem de garfo e faca para alimentação, para que o usuário possa alimenta-se sem auxílio.

Fonte: madametalbot.com

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Idoso amputado inventa prótese de madeira para trabalhar em sítio
Mão biônica “made in china”

Passo Firme – 30.09.2012
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Mão biônica “made in China”

Um homem chinês biamputado consegue, após oito anos de tentativa, desenvolver próteses de mão com materiais de sucatas

O chinês Dom Jifa (foto), 51 anos, perdeu as duas mãos quando uma bomba caseira explodiu enquanto ele tentava montar uma bomba para pesca no mar de Guanmashan, província de Jilin, no norte da China. Ele não podia pagar pelos braços protéticos no hospital em que foi operado, mas precisava desesperadamente de novas mãos para continuar trabalhando na fazenda da família. Foi quando Dom Jifa teve a ideia de criar suas próprias mãos protéticas. Após oito anos de tentativas e planejamento, ele finalmente conseguiu alcançar a façanha.

“Eu sobrevivi, mas não tinha mãos e eu não podia dar-me ao luxo de comprar as próteses do hospital em que fui operado – assim eu decidi fazer a minha própria prótese”, explicou ele. Dom passou oito anos fazendo protótipos antes de finalmente criar um par de mãos de metal que pode agarrar e segurar, graças a uma série de fios e polias dentro da concha. “Controlo as próteses com movimentos de cotovelos e agora posso trabalhar e me alimentar normalmente como qualquer outra pessoa”, afirmou o homem de lata.

“O único inconveniente é que o aço é muito pesado, o que torna cansativo o uso contínuo das próteses. Além disso, tenho que lidar com o inconveniente do calor e frio excessivos nos extremos do verão e do inverno”, acrescentou Dom.

Agora ele planeja desenvolver o projeto para outras pessoas com deficiência de forma semelhante que, assim como ele, não podem pagar por próteses convencionais. “Eu fiz isso a partir de sucata e mais nada. Não há necessidade de pagar uma fortuna hospitais”, garantiu.

Fonte: Mail Online

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Passo Firme – 22.08.2012
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Não foi a primeira a chegar, mas venceu!

Com o auxílio de a ajuda de uma prótese biônica, paraplégica conclui percurso e ‘vence’ Maratona de Londres

Certamente todos se lembram de Claire Lomas (foto), a paraplégica que no último dia 29 havia completado o primeiro terço da Maratona de Londres após caminhar por uma semana com a ajuda de “calças robóticas”. Pois ela não desistiu e, na última terça-feira (29), conseguiu terminar o percurso completo, tornando-se a primeira paraplégica a realizar este feito. Claire, atualmente com 32 anos, perdeu o movimento das pernas após um acidente com um cavalo em 2007, em que partiu o pescoço, costelas e perfurou o pulmão.

Para se juntar as 36 mil pessoas que participaram da maratona, ela utilizou um equipamento especial chamado ReWalk, um par de pernas biônicas que funcionam através de sensores, ajudando as pessoas que perderam os movimentos dos membros inferiores a manterem-se de pé. Assim, torna-se mais fácil e cômoda a execução de tarefas ‘simples’ do dia a dia, como subir escadas e caminhar. São atadas tiras de segurança, para evitar que a pessoa escorregue.

Mesmo com a engenhosidade do equipamento, há quatro meses Claire Lomas não conseguia dar mais que 30 passos de cada vez. Mesmo assim, não desistiu de seu sonho de superação. De acordo com o site do jornal “The Telegraph”, Claire percorreu cerca de dois quilômetros por dia, durante 16 dias, num percurso de 26,2 milhas (cerca de 40 km), e foi aplaudida pelo marido, pela mãe e pela filha de 13 meses (veja o vídeo).

SOLIDARIEDADE – Durante o percurso, várias celebridades se solidarizaram e manifestaram apoio àquele exemplo de superação, caminhando ao lado de Claire. Além disso, até agora ela já conseguiu arrecadar  cerca de 80 mil libras (equivalente a 100 mil euros) para a Spinal Research, uma instituição de caridade que financia pesquisas médicas em todo o mundo para desenvolver tratamentos contra a paralisia.

Com informações: TVi24 e BBC Brasil

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Paraplégica completa um terço de maratona com ‘calça robótica’

Passo Firme – 10.05.2012
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Paraplégica completa um terço de maratona com ‘calça robótica’

Uma ex-amazona que perdeu o movimento das pernas após um acidente com um cavalo há cinco anos completou no último domingo (29) o primeiro terço da Maratona de Londres após caminhar por uma semana com a ajuda de “calças robóticas”. Claire Lomas (foto), de 32 anos, começou a testar o equipamento especial, chamado ReWalk, há apenas quatro meses, e até algumas semanas atrás conseguia dar apenas 30 passos de cada vez.

Com um progresso rápido, Claire espera terminar em mais duas semanas o percurso de 42 quilômetros da maratona, concluído em pouco mais de duas horas pelos competidores de ponta no domingo passado.

Durante uma competição em maio de 2007, o cavalo que Lomas montava colidiu com uma árvore, deixando-a com fraturas em seu pescoço, na coluna e nas costelas. A fratura na coluna a deixou sem movimentos nas pernas, e os médicos a alertaram que ela nunca mais poderia andar e passaria o resto da vida em uma cadeira de rodas. Mas ela não se deixou abater e diz fazer o possível para recuperar a independência.

‘CALÇAS TROCADAS’ – O equipamento utilizado por Lomas, comparado por ela às “Calças Trocadas” usadas pelo personagem da série Wallace & Gromit (foto) na animação de mesmo nome, custou 43 mil libras (cerca de R$ 132 mil), pagas com a ajuda da família e de amigos. Ela afirma, porém, que o uso de seu equipamento não é tão simples como o usado por Wallace no desenho animado. “Não sentir meu corpo torna tudo mais difícil. Não sei o que meus pés estão fazendo”, disse ela à BBC.

Lomas depende de sensores de movimento para ajudá-la a movimentar e levantar as pernas. Segundo ela, uma das partes mais difíceis foi reaprender a se apoiar novamente sobre os dois pés. “No começo tinha que redescobrir meu balanço”, diz.

Ela está aproveitando sua participação na Maratona de Londres para pedir doações para a organização de pesquisas sobre paralisia Spinal Research. Até a tarde deste domingo, ela já havia arrecadado 42,3 mil libras (R$ 130 mil). “Há muita gente que está em uma situação pior do que a minha e não tem o apoio que eu tive, então quero arrecadar o máximo de doações possível para ajudá-las”, disse.

Fonte: BBC Brasil

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Japoneses criam roupa biônica que aumenta a força muscular

Passo Firme – 02.05.2012
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Japoneses criam roupa biônica que aumenta a força muscular

Idosos, alpinistas e pessoas com deficiencia física são os primeiros usuários

Parece filme de ficção científica, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos da tela: uma pessoa franzina veste um traje especial e ganha força descomunal, a ponto de carregar 110 quilos com a leveza de quem segura uma pluma. Parece ficção, mas é real. Com um conjunto de sensores estrategicamente “costurados”, existe agora uma roupa biônica que promete transformar, por exemplo, idosos e pessoas com deficiência motora em seres humanos que podem viver muito além de seus limites físicos. “Os humanos poderão se transformar em super-homens. E essa é uma realidade que já está à venda”, diz o engenheiro japonês Yoshiyuki Sankai, um dos responsáveis por esse traje especial.

O sonho é antigo. Na década de 60 os americanos já testavam os exoesqueletos, também chamados de “máquinas de vestir”. Chegou a ser desenvolvida uma roupa batizada de Hardiman que prometia aumentar a força dos militares a serviço do Departamento de Defesa dos EUA. O teste deu certo, mas o traje era pesado demais: 680 quilos. Com o passar dos anos, os cientistas descobriram as maravilhas da fibra de carbono e outros materiais que podem ser utilizados na construção de exoesqueletos mais leves e altamente eficazes. Foi assim que a idéia do engenheiro Sankai saiu do papel e ganhou as vitrines japonesas.

O nome de sua invenção é Hybrid Assistant Limb (membro assistente híbrido) – HAL, e trata-se da primeira roupa robótica que realmente funciona. O equipamento pesa 15 quilos e reúne um conjunto de potentes, com cérebros sensoriais em cada um de seus eixos correspondentes às diversas partes do corpo humano (cotovelos, joelhos e ombros, por exemplo). São esses sensores que analisam e calculam quanto de força o corpo de determinada pessoa pode exercer e quanto lhe é necessário emprestar através do Hal para que ele cumpra funções que naturalmente lhe pareciam impossíveis.

“ALFAIATARIA DO TRAJE” – Ao vestir a roupa biônica, os sensores ficam sobre a pele, analisando o funcionamento do organismo. Ao tentar pegar um objeto pesado, por exemplo, os músculos do indivíduo emitem uma fraquíssima corrente elétrica que se dissipa através da pele e é então captada por esses sensores que a transmite a um microcomputador localizado à altura da cintura. Ele, por sua vez, converte os sinais em impulsos elétricos que acionam os motores que ficam nas articulações do traje. É isso que proporciona um aumento de força de quem o está utilizando.

Logicamente, um produto desse tipo não demorou para ser comprado, patenteado e fabricado. Hoje, o Hal pertence à Cyberdyne e seu lançamento foi tão comentado em Tóquio que o garoto-propaganda foi o secretário-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Yoshitsugu Harada. O inventor Sankai convidou o secretário a erguer com uma das mãos quantas sacas de arroz conseguisse Harada não foi capaz de levantar sequer duas ao mesmo tempo, uma vez que cada uma delas pesava mais de dez quilos. Sankai depositou então três sacas no braço de uma pessoa com o mesmo perfil muscular de Harada, mas que estava vestida com a roupa biônica. Trinta quilos pareceram 30 gramas, não se viu derramar uma gota de suor.

BENEFICIADOS – O objetivo dos especialistas japoneses não é o de utilizar o equipamento para fins militares, mas sim para auxiliar pessoas com deficiência física e também idosos naturalmente enfraquecidos. O Japão é um dos países nos quais a população se torna cada vez mais longeva e tal fenômeno leva à expectativa de que o setor de serviços para a terceira idade viva em breve um grande florescimento.

Quanto aos deficientes, sonhos podem se tornar realidade com o Hal. Quem diz isso é o tetraplégico Seiji Uchida, 43 anos, um dos primeiros a experimentar os benefícios da nova roupa. Uchida realizou recentemente o sonho de chegar ao topo dos Alpes suíços montado nas costas do alpinista Ken Noguchi, 33 anos, que se valeu do Hal para carregar o amigo e fez isso com a mesma facilidade com que costuma levar a sua mochila. “Estou tentando criar novas possibilidades para que os incapacitados possam realizar seus sonhos”, diz Uchida. A Cyberdyne produz poucas unidades da super-roupa e, pelo menos por enquanto, somente a aluga a US$ 1 mil por mês. Se a demanda for alta, ela será fabricada em escala industrial e chegará ao mercado ao preço de US$ 19 mil.

Entenda a roupa biônica:

Fonte: IstoÉ Tecnologia

Passo Firme – 14.02.2012
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