Vídeo mostra enfaixamento correto do coto de amputação

A Associação Portuguesa de Amputados (Andamus), em parceria com os estudantes do Curso de Som e Imagem da Universidade Católica daquele país, elaboraram um conjunto de videos didáticos acerca de diversas temáticas em redor da amputação. Neste primeiro vídeo, um fisioterapeuta explica como deve ser a “bandagem”, ou enfaixamento, do coto de um amputado em nível transfemural (coxa). Dicas simples, mas ainda desconhecidas por muitos amputados. Recomendo!

Fonte: Andamus

Passo Firme – 25/06/2014
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Supera dor, o preconceito e dá uma lição!

Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal

É com imenso prazer e grande admiração que posto aqui no blog uma matéria sobre a história de vida e superação de Valdete Dias (foto), uma guerreira natural de Piúma-ES que, em 1990, teve as duas pernas amputadas em decorrência de um acidente de ônibus quando estava – acreditem – à caminho da Lua de Mel. A matéria, escrita por Luciana Maximo, foi publicada no último dia 30 de outubro no Jornal Espírito Santo Notícias.

Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Tive a honra de conhecer a Val (como os amigos costumam chamá-la) em novembro de 2011, quando iniciava – ainda temeroso e apreensivo – o meu processo de reabilitação com prótese no Centro Marian Weiss (CMW), em São Paulo, de onde somos pacientes. Acompanhada de uma amiga de mesmo nome, aquela moça me encantou não apenas pela beleza, mas também pela grande história de superação e pelo belo sorriso, marca registrada de sua fisionomia.

O caso dessa piumense arretada nos ensina que, por mais difícil e intransponível um problema possa parecer, temo um Deus que é superior a todos eles e nos auxilia a superar qualquer adversidade! Confira a matéria e veja como a vida pode nos surpreender…

Lázaro Britto

Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Perde as duas pernas na lua de mel, supera a dor, o preconceito e dá uma lição!

Por Luciana Máximo

Ela tinha apenas 21 anos. Estava a caminho da lua de mel em Cabo Frio/RJ, após dois dias do seu casamento na década de 90. Um acidente de ônibus mutilou a jovem que se preparava para começar uma vida repleta de projetos. 23 anos depois, Valdete Dias conta sua história de vida e deixa uma lição de superação e se recusa a culpar Deus e o destino.

“Estava no ônibus a caminho da lua de mel dois dias após o meu casamento. A viagem até Cabo Frio foi interrompida no trevo de Piúma. O veículo capotou e fiquei presa nas ferragens. Tive uma amputação imediata. Oito dias mais tarde, perdi a outra perna, na altura da coxa, devido a uma infecção hospitalar.

Meus planos nunca mudaram, o que mudou completamente foi a vida. Tive que reaprender a andar, fiquei um ano internada por causa da reabilitação. Após sair do hospital, precisei voltar a viver. Eu precisava viver! E era uma nova vida onde eu tinha que adaptar tudo. Três anos após o casamento, chegou meu filho Felipe. O casamento acabou após alguns anos.

Na prática, minha vida se tornou “normal”. Vivo em função das próteses, me aposentei e nunca mais pude trabalhar.

Tive contato com a arte na terapia ocupacional. Sempre fui professora da rede municipal de Piúma, trabalhando com educação infantil. A nova vida fez com que eu me apaixonasse pela arte. Isso me levou a pintar as telas que hoje são o meu sustento. Especializei-me e dou aulas em meu ateliê, em casa. Durante vários anos ministrei cursos na Associação das Famílias de Pescadores de Piúma e hoje, graças a Deus, levo uma rotina normal e sou muito feliz. Para muitos, a vida acaba quando uma tragédia ocorre na vida delas, para mim, foi um recomeço”.

Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

BARREIRAS – Valdete bateu esse papo na praia, tomando água de coco, de bem com a vida. Mas, nem tudo são flores para a artista. O preconceito e a falta de acessibilidade são barreiras que ela precisa transpor diariamente. Segundo ela, não há calçadas adaptadas e os prédios acabam por excluir as pessoas com necessidades especiais, inclusive a Prefeitura e demais órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo.

“Piúma é um problema para quem tem deficiência. Se eu tiver de sair de casa de cadeiras de rodas, não tenho como andar. Os bares não têm rampas, os hotéis não são adaptados. Tenho amigos que gostariam de passar uma temporada aqui, mas não há hotel adaptado. Já fiz uma pesquisa e no momento não tem nada. Para vir à praia é outro problema, não temos um calçadão, rampas. Outro dia uma amiga me perguntou se aqui não tinha a cadeira anfíbia (uma cadeira de rodas para o deficiente entrar na água). Eu disse: ‘aqui não tem nem um calçadão apropriado… quem dirá uma cadeira anfíbia!’”, brincou.

Valdete vai além: “Sem direito de entrar no mar, de curtir um show na orla. Se houver um show não dá para vir, não tem vagas de estacionamentos para pessoas com necessidades especiais, é um problema para estacionar. Eu tenho carro adaptado, posso me locomover para alguns lugares, mas quem não tem, fica impossível. Não tem como andar de cadeira na rua”.

Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

PRECONCEITO É O PIOR – Solteira, a professora afirma que o pior não é conviver com a deficiência e a falta de acessibilidade. Valdete sente na pele o preconceito velado da sociedade. Ela relata uma experiência que mostra o despreparo do ser humano para conviver com as diferenças. Um dia, em um barzinho, um rapaz a paquerava. Ela estava sentada. Quando se levantou e pegou as muletas, ele se transformou, passou a olhá-la de outra forma.

“Sempre tem preconceito. Às vezes as pessoas acham que, por não ter as pernas, sou incapaz de fazer alguma coisa, até mesmo de ter namorados. Outras vezes quando chego a algum lugar as pessoas param, olham, acham que é uma coisa de outro mundo. Quando estou sem as próteses, as pessoas se impressionam mais ainda”, segredou.

A artista deixa uma lição. “Uma coisa eu aprendi: A gente deve sempre olhar para o lado e para trás, porque sempre há alguém em situação pior que a nossa. Muitas das vezes sempre reclamamos que não temos algo. Conheço pessoas que não tem os quatro membros e são felizes. Eu só não tenho dois, eu tenho meus braços, minha cabeça boa. Existem pessoas que não conseguem nem se locomover e também são felizes. Aos acomodados, digo que devem agradecer pelo que tem e não reclamar do que não tem”.

Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente Valdete ministra aulas de pintura em tela e tecido, três horas diárias, na própria casa. Para os interessados, o ateliê fica na Rua Manoel Português, 950, no Centro de Piúma.

Fonte: Espírito Santo Notícias

Passo Firme – 05/11/2013
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Com dois braços amputados, mulher supera dificuldades com próteses

“Às vezes eu esqueço até que uso prótese. Pego balde de água... Tudo que quero na minha vida é viver, porque eu amo viver”, diz Dona Joselita, vítima de acidente de trabalho | Foto: Reprodução TV Bahia
“Às vezes eu esqueço até que uso prótese. Pego balde de água… Tudo que quero na minha vida é viver, porque eu amo viver”, diz Dona Joselita, vítima de acidente de trabalho | Foto: Reprodução TV Bahia

Baiana trabalhava como doméstica e recebeu descarga elétrica forte.Equipamento é fornecido pelo INSS, saiba como conseguir benefício.

Há mais de 30 anos, Dona Joselita Xavier, de 60 anos, trabalhava como empregada doméstica em uma casa de família em Salvador quando recebeu uma descarga elétrica forte. Seus braços foram atingidos e tiveram que ser amputados. Dona Joselita foi inscrita em um programa do INSS e a cada três anos recebe gratuitamente próteses mecânicas novas (veja o vídeo).

“Às vezes eu esqueço até que uso prótese. Pego balde de água… Tudo que quero na minha vida é viver, porque eu amo viver”, diz.

Até ficar pronta para colocar as próteses, Dona Joselita passou por um longo treinamento. Foram cinco meses aprendendo a levar uma vida independente com o uso dos equipamentos mecânicos feitos com fibras de carbono e titânio. A aposentada consegue abrir portas, segurar canecas e até mesmo retirar documentos da bolsa.

De acordo com o INSS, em 2012, 50 pessoas devem receber próteses de braço e perna na capital baiana. “Os segurados contribuintes, tanto os empregados que têm carteira assinada quanto aqueles que são contribuintes individuais ou autônomos têm direito. Também têm direito os seus dependentes. O aposentado por invalidez também pode ter acesso a esse programa, bem como os portadores de deficiência”, diz João Eduardo Pereira, chefe do setor de saúde do INSS.

A manutenção da prótese também é gratuita. “O direito da troca de graça é um serviço que é vitalício para ele, enquanto ele viver, se precisar trocar, qualquer reparo, manutenção, ou até substituição pelo desgaste do uso, pelo tempo, a gente só faz a avaliação e coloca uma nova prótese”, explica Ângela Dias, do serviço de reabilitação do INSS.

O INSS esclarece dúvidas e fornece informações sobre fornecimento de próteses pelo telefone 135. No site do Ministério da Previdência também é possível encontrar dados sobre o assunto.

Fonte: G1 Bahia

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Representante no INSS explica como adquirir próteses de graça

Como conseguir próteses e aparelhos ortopédicos pelo INSS

Passo Firme – 05/10/2013
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Como conseguir próteses e aparelhos ortopédicos pelo INSS

A solicitação da prótese só pode ser feita em uma agência da Previdência Social, não podendo ser feita pelo PREVFone (135) ou pelo site da Previdência, já que o sistema informatizado do INSS não dispõe dessa opção. | Foto: MP
A solicitação da prótese só pode ser feita em uma agência da Previdência Social, não podendo ser feita pelo PREVFone (135) ou pelo site da Previdência, já que o sistema informatizado do INSS não dispõe dessa opção. | Foto: MP

Você sabia que o  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é obrigado a fornecer perna mecânica, braço mecânico, cadeiras de rodas, muletas e outros tipos de próteses, órteses e demais aparelhos ortopédicos para os segurados e dependentes? A maioria desconhece o próprio direito. E o que é pior: a própria cúpula do INSS também. Isso não é novo e está na Lei nº 8.213/91, nos artigos 89 e 90, bem como no Decreto nº 3048/99. A Lei de Benefícios da Previdência Social e o Regulamento da Previdência Social preveem que o benefício é devido em caráter obrigatório, inclusive aos aposentados e para habilitá-los ou reabilitá-los não apenas profissionalmente, mas também socialmente.

Recentemente, a Justiça de Franca, no interior paulista, condenou o INSS a fornecer uma perna mecânica para um segurado do INSS, que sofreu um acidente de trabalho (veja a notícia). Muitos que ingressam na Justiça para obtenção de próteses ou órteses, ao invés de solicitarem ao INSS, pedem para o Sistema Único de Saúde (SUS), cuja rede rede pública é gerida pelo Município, Estado e/ou União.

Veja também: Representante no INSS explica como adquirir próteses de graça

Ressalta-se que além dos benefícios pagos em dinheiro, o INSS também é obrigado a prestar alguns tipos de serviços para os segurados e seus dependentes. Um desses serviços é a habilitação e a reabilitação profissional, que consiste numa espécie de (re) inserção profissional e social dos segurados e seus dependentes, vitimados por alguma lesão ou sequela. E dentro dessa linha de serviços está o fornecimento de próteses e órteses.

Abre-se um parêntese para diferenciar a prótese da órtese. A prótese substitui uma parte do corpo por uma peça artificial. Ex.: perna mecânica, braço mecânico etc. Segundo os dicionários, órtese é um apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético para obtenção de alguma vantagem mecânica ou ortopédica. São aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso provisório ou não, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. São exemplos de órteses: muletas, andadores, cadeiras de rodas, palmilha ortopédica, tutores, joelheiras, coletes, munhequeiras etc. Observa-se, portanto, que a principal diferença entre uma órtese e uma prótese reside no fato da órtese não substituir o orgão ou membro incapacitado.

INSS pretende aperfeiçoar sistema de perícia (Foto: Jonas de Morais/DL)
INSS pretende aperfeiçoar sistema de perícia (Foto: Jonas de Morais/DL)

QUEM PODE REQUERER: Para pedir a prótese ou órtese ao INSS é necessário que a pessoa seja segurado, isto é, contribuinte da Previdência Social através do chamado “Regime Geral da Previdência Social” (RGPS) ou estar acobertado por ela, o que exclui os servidores públicos estatutários de qualquer esfera (municipal, estadual ou federal), tendo me vista que estes contribuem para os chamados “Regimes Próprios” da Previdência Social (RPPS), geridos em geral pelos respectivos órgãos. Os dependente de segurados do RGPS, bem como os aposentados e pensionistas também têm direito. Além disso, precisa comprovar mediante laudos e/ou relatórios médicos em perícia a necessidade da prótese/órtese.

Infelizmente, a solicitação não pode ser feita por agendamento eletrônico pelo PREVFone (discando 135) ou pelo site da Previdência Social, já que o sistema informatizado do INSS não dispõe dessa opção. Terá que ser feito pessoalmente nas agências. Todavia, embora o pedido possa ser realizado diretamente em qualquer agência do INSS, o cidadão vai se assustar, pois os órgãos diretores da Previdência desconhecem essa possibilidade. Certamente, isso só será possível através de uma ação na Justiça. Em caso de dúvidas, deve-se procurar a ajuda de um especialista.

Fonte: Portal GCN.Net | Via Tiago Faggioni Bachur (Colaboração de Fabrício Barcelos Vieira, advogados e professores de Direito Previdenciário).

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Leia talmbém:

COMO CONSEGUIR PRÓTESES E APARELHOS ORTOPÉDICOS PELO SUS

APOSENTADOS PODEM REQUERER PRÓTESES ORTOPÉDICAS NO INSS

Passo Firme – 02/10/2013
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Centro de Reabilitação do HC de Ribeirão Preto oferece próteses e fisioterapia

Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)
Perda da perna depois de acidente com moto não desanima José Eduardo (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Trabalho envolve mecânica, ciência e fisiologia e tem um grande objetivo: curar a dor dos mutilados

A vida não acaba para quem perde uma parte do corpo, graças à evolução da tecnologia, que hoje faz próteses cada vez mais eficientes. E também, pelo preparo dos profissionais de saúde.

“A vida fica próxima do normal, principalmente para quem amputa a perna abaixo do joelho”, diz a médica Ana Regina de Souza Bavaresco Barros, do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Um exemplo tocante é o do atleta ribeirão-pretano José Eduardo Carneiro (foto), 26 anos, cuja história emociona até os profissionais de saúde do HC. Em 2006, ele sofreu um acidente de moto e ficou com o pé prensado entre o veículo e a parede.

Para manter o pé, ele passou por dez cirurgias em cinco anos. No final, sem poder pisar, ele fez um pedido aos médicos: queria amputar a perna. “Eu amputei do joelho para baixo e ganhei uma nova vida. Não é o fim do mundo. A medicina está avançada e eu consigo andar normalmente”, afirma.

José Eduardo pratica esportes e já ganhou várias medalhas no arremesso de peso, disco e dardo e conquistou marcas paulistas importantes. “Hoje, faço com a prótese o que não fazia com a perna. Eu treino e meu objetivo é estar entre os convocados dos jogos paralímpicos de 2016”. Com tanta determinação, alguém duvida que ele vá conseguir?

Menino de 13 anos foi atropelado na calçada (Foto: Reprodução EPTV)
Menino de 13 anos foi atropelado na calçada
(Foto: Reprodução EPTV)

O caso de Gustavo

Gustavo Valcris Barbosa, 13 anos, estava de bicicleta quando foi atropelado por um Fusca numa calçada do Ipiranga. Ele perdeu o pé, passou por uma cirurgia e agora, enquanto aguarda a prótese, faz fisioterapia no Centro do HC.

“Sei que posso ter vida normal com a prótese. Eu já experimentei a minha e dá para andar normalmente. Assim que eu receber o novo pé vou voltar para a escola e minha vida vai ser melhor do que era”, diz ele.

Acidente de moto

Flávio Henrique Barbosa Marcório, 26 anos, sofreu um acidente de moto em março de 2011. Ele perdeu a parte inferior da perna. O motoboy já está com a prótese e reaprende a andar no Centro de Reabilitação.

“A dificuldade da prótese é controlar o movimento. Aprender a andar novamente não é fácil. Desde o acidente sinto às vezes uma coceira na canela, mas não desanimei em nenhum momento. Tudo depende da cabeça da gente”, diz ele.

Sara Rangel Fernandes, 31 anos, colocou uma prótese interna porque sofre de artrite reumatoide. Ela está em fase de adaptação e fazendo os exercícios. “O treinamento não é fácil porque dói bastante, mas sei que em breve estarei fazendo tudo normalmente e brincando com meu filho de três anos”.

Com todos estes exemplos, a médica Ana Regina costuma terminar suas aulas com uma frase que faz pensar: “Amputação: final de uma vida e início de uma nova vida”.

Alan Fonteles
Alan Fonteles

Equipamentos devem melhorar com o tempo

As próteses começaram a evoluir a partir da segunda Guerra Mundial quando os soldados perdiam seus membros e voltavam para casa sem um objetivo na vida, sentindo-se excluídos da sociedade. No início, era difícil a adaptação do equipamento que era preso nas pernas por presilhas.

Hoje, é possível ter próteses que proporcionam até recordes de velocidade no atletismo como as usadas pelo medalhista paralímpico, o brasileiro Alan Fonteles Cardoso Oliveira.

A médica Ana Regina acredita que com o tempo a qualidade dos equipamentos oferecidos pelo SUS deve melhorar. “Hoje, o problema está na mídia e nossos amputados têm outra mentalidade. Eles querem praticar esporte, ter uma vida normal e o SUS terá que acompanhar essa evolução. Por enquanto, nos adequamos à política existente”.

A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa
A maioria dos casos de amputações acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos, revelou a pesquisa

Moto é maior causa

Cerca de 250 pessoas em média passam por dia pelo Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Eles são vítimas de derrames, acidentes e doenças degenerativas.

“A maioria é vítima de acidente de moto”, diz a médica. Segundo ela, a reabilitação depende de cada paciente. Geralmente eles fazem fisioterapia duas vezes por semana após o pós-operatório. “Tudo depende da liberação médica. Tem pessoa que não volta a andar imediatamente”.

O Centro de Reabilitação possui vários tipos de próteses, todas fornecidas seguindo a tabela do SUS. “É a prótese básica que permite ao paciente andar e voltar a trabalhar. Temos que nos encaixar dentro desta tabela”.

A médica explica que as próteses não causam mais dor durante a adaptação. “O que resta da perna chamamos coto e se a prótese machucar algo está errado. Tem que ter alinhamento biomecânico para o paciente continuar andando. Se tiver algo errado precisamos mudar”, diz.

Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina
Os produtos melhoram a qualidade de vida graças à adaptação feita pelos técnicos da oficina

Sandálias que curam lesões e outras saídas

A Central de Reabilitação também tem uma oficina que faz palmilhas, calçados, órteses e outros equipamentos que facilitam a vida de quem tem problemas físicos por causa de doenças.

No local são atendidas 150 pessoas por mês que melhoram a qualidade de vida graças à adaptação de um sapato ou uma cadeira de rodas feita pelos técnicos da oficina sob a supervisão da médica Ana Regina Barros.

“Eu trabalho na confecção das peças e é gratificante pegar um paciente com lesão e ver que o equipamento que eu fiz para ele fez a lesão cicatrizar”, diz Josinaldo Roberto Rodrigues, técnico. Ele se recorda com emoção do caso de uma criança que tinha problemas de visão e uma perna menor que a outra. Ela ia andar e com frequência caía. “Ela tinha seis anos e quando colocou o chinelo ortopédico ficou tão contente porque andava normalmente, que só de lembrar me emociono até hoje”.

Josinaldo também faz as sandálias de Zilda Cândida, 42 anos, que têm problemas na coluna. Ela faz tratamento no HC há 32 anos e antes de usar a sandália passou por 16 cirurgias. “Eu não sinto minha perna da coxa para baixo e quando andava meu pé machucava e infeccionava e eu não podia caminhar. Com as sandálias, meus pés não machucam mais, as feridas acabaram e eu posso andar tranquilamente”.

A oficina também faz manutenção de cadeiras de rodas, com 25 adaptações por mês. “Adaptamos de acordo com a necessidade. Agora estou adaptando uma para um paciente que não tem controle do tronco. Então ele não vai cair”, diz o técnico responsável Andre de Almeida Batista.

Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.
Desde o acidente, o repórter José Hamilton trabalha normalmente.

Repórter do Século deu lição para o Brasil

O jornalista e escritor José Hamilton Ribeiro, nascido em 1932, em Santa Rosa de Viterbo, é um exemplo de que existe vida após a amputação. E vida longa. Em 1968, ele perdeu parte da perna quando pisou em uma mina. Era correspondente de guerra no Vietnã pela revista “Realidade”. Hamilton colocou uma prótese e seguiu. “Este meu pé esquerdo sempre me deu problemas. Não me fará muita falta”, disse na época.

Desde então, José Hamilton trabalha normalmente. E sem pausas. Hoje no Globo Rural, passou pelas principais redações brasileiras. Ganhou sete prêmios Esso e conquistou, por unanimidade, o título de “O Repórter do Século”.

Fonte: A Cidade

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Passo Firme – 25/08/2013
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Atletas paralímpicos brasileiros são homenageados em São Paulo

Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
Responsáveis por 35 das 66 medalhas conquistadas pelo Brasil no Mundial de Atletismo, na França, e de Natação, no Canadá, neste ano, 17 atletas do Time São Paulo Paralímpico foram recebidos pelo governador paulista Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Edson Lopes Jr./Governo do Estado de São Paulo / Divulgação

Depois de participar dos Mundiais Paralímpicos de natação e de atletismo, boa parte dos atletas da Seleção Brasileira foi recebida nesta quarta-feira (21) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Uma breve cerimônia e homenagem pelo desempenho dos brasileiros marcou a solenidade, realizada no Palácio dos Bandeirantes – sede do governo paulista.

“É uma enorme alegria poder receber os atletas e estar junto com eles. O Time São Paulo foi responsável por grande parte das medalhas conseguidas pelo Brasil. Vocês, atletas, são exemplo. O Comitê Paralímpico Brasileiro pode contar conosco sempre”, disse Alckmin.

O Time São Paulo, ao qual o mandatário paulista se refere, é um grupo de atletas paralímpicos que recebe aporte do governo estadual. Ao todo, 44 atletas são apoiados, espalhados por nove modalidades: atletismo, bocha, paracanoagem, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, remo e vela. Nomes como Daniel Dias e Alan Fonteles, por exemplo, recebem auxílio do programa paulista.

No Mundial Paralímpico de Atletismo, disputado em Lyon (FRA), o Brasil teve a sua melhor performance histórica, ao obter 40 medalhas no total. Foram 16 láureas douradas, dez de prata e outras 14 de bronze. O desempenho rendeu ao país o terceiro lugar no quadro de medalhas.

Já o time que foi ao Mundial Paralímpico de Natação conquistou o sexto posto entre as nações participantes. Foram 26 medalhas, sendo que 11 delas de ouro, nove de prata e outras seis de bronze. Somente Daniel Dias foi responsável por seis medalhas de ouro e outras duas de prata.

O desempenho satisfez o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. Também presente na homenagem, ele ressaltou que o trabalho tem caminhado da forma correta rumo aos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Estamos exatamente onde nós gostaríamos de estar neste momento. São os primeiros Mundiais, ainda há os Mundiais de 2015, e foi um início de ciclo em que os resultados foram muito positivos. Não só mantivemos os atletas que já tínhamos, como houve também a afirmação de alguns e o surgimento de outros novos”, disse Parsons, em rápida entrevista ao L!Net.

Fonte: Terra | Via L!Net

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BRASIL LEVA 11 OUROS NO MUNDIAL PARALÍMPICO DE NATAÇÃO EM MONTREAL
AMPUTADO POR TREM, BRASILEIRO DE 18 ANOS QUEBRA RECORDE NA NATAÇÃO E ANIMA PARA 2016

Passo Firme – 22/08/2013
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Brasil leva 11 ouros no Mundial Paralímpico de Natação em Montreal

Equipe brasileira vibra com o ouro e o recorde americano do revezamento (Foto: Marcelo Régua/CPB)
Equipe brasileira vibra com o ouro e o recorde americano do revezamento (Foto: Marcelo Régua/CPB)

O Brasil encerrou no domingo (18) a sua participação no Mundial Paralímpico de Natação em sexto lugar no quadro geral de medalhas. Os atletas do País subiram ao pódio 26 vezes em Montreal, no Canadá, que recebeu a competição, com 11 medalhas de ouro, nove de prata e seis de bronze.

Daniel Dias foi o maior vencedor do Brasil em Montreal, com seis ouros, além de duas pratas. André Brasil faturou três ouros e também três pratas. As outras medalhas de ouro do Brasil foram conquistadas por Roberto Alcalde e Susana Schnarndorf. O quadro de medalhas foi liderado pela Ucrânia, com 33 ouros, 22 pratas e 29 bronzes.

Principais representantes da natação paralímpica brasileira, Daniel Dias e André Brasil encerraram a participação no Mundial com a conquista de mais uma medalha de ouro cada. Daniel venceu a disputa dos 50 metros livre classe S5 e Andre levou o ouro nos 50 metros livre S10.

No Mundial anterior, em 2010, o Brasil também faturou 26 medalhas, mas 14 de ouro, todas conquistadas por André Brasil e Daniel Dias em provas individuais. Assim, Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, fez um balanço positivo da participação em Montreal.

“Ficamos exatamente onde planejamos terminar esta competição, nos mantendo entre as principais forças da natação mundial. O que mostra que continuamos seguindo o nosso planejamento rumo ao Rio/2016”, afirmou o dirigente, destacando o surgimento de novos nomes na natação paralímpica do Brasil.

“Além da confirmação da força de Andre Brasil e Daniel Dias, a competição no Canadá apresentou novos e jovens medalhistas, como Roberto Alcalde, Talisson Glock e Matheus Rheine, nos deixando animados para o futuro. E ainda tivemos o ouro, muito comemorado da Suzana Schnardorf, que apesar de não ser jovem, está no esporte paralimpico há apenas três anos”, completou.

Fonte: Clic Folha | Via Estadão Conteúdo

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Passo Firme – 21/08/2013
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Um resumo breve e sucinto da função da fisioterapia na reabilitação do amputado

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia

A reabilitação do amputado é formada basicamente de quatro etapas fundamentais: pré-amputação, pós-amputação, pré-protetização e pós-protetização. Conheça as principais técnicas de fisioterapia utilizadas em cada uma dessas fases.

Na pré-amputação a reabilitação consiste na mobilidade no leito, no fortalecimento muscular, em manter ou aumentar a ADM (amplitude de movimentos) e, nos treinos de transferências, trabalhar equilíbrio e marcha.

Na pós-amputação a reabilitação consiste em prevenir contraturas articulares, fortalecer o membro amputado, em fortalecer e mobilizar o membro não afetado e o tronco, em controlar o edema do coto, em estimular independência, e na deambulação com auxiliares de marcha.

Na pré-protetização os objetivos de reabilitação são estimular as habilidades para realização de atividades sem uso de prótese, preparar o coto para ser protetizado, desenvolver programa de alongamento, propriocepção, fortalecimento, equilíbrio, coordenação e deambulação.

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, barras paralelas, cinesioterapia.

Para uma melhor cicatrização são utilizadas a massoterapia, eletroterapia e a hidroterapia.

Para redução do edema é importante a orientação postural, a hidroterapia, a massoterapia e a cinesioterapia.

Em relação ao neuroma, a massoterapia, a eletroterapia (Ultrassom e TENS), a hidroterapia, a percussão, a aplicação de materiais de diferentes texturas são utilizados.

O uso do enfaixamento irá evitar o edema, irá modelar o coto, diminuir as sensações fantasmas, e proteger a pele. Ele deve ser utilizado durantes 24 horas por dia até a protetização, porém deve-se ter cuidado com alergias, isquemia, constrição ou ferimentos.

O enfaixamento transtibial deve ser realizado com o paciente sentado com o coto semifletido, já o transfemural deve ser relizado com o paciente em pé.

Para as dores e sensações fantasmas são utilizados o enfaixamento e a eletroterapia (Ultrassom e TENS).

A cinesioterapia consiste em alongamentos, mobilizações das articulações proximais e no fortalecimento das musculaturas. Nos membros superiores ela é importante para a realização das transferências e para o uso de muletas. No tronco ela objetiva evitar desvios posturais e desequilíbrios. No membro inferior não amputado deve-se trabalhar a realização dos decúbitos.

A pós-protetização consiste na avaliação da prótese, na colocação da mesma, na transferência sentado para em pé, equilíbrio e transferência de peso, treino de marcha, marcha em escadas e rampas, atividades esportivas e recreacionais.

Fonte: Blog de Fisio | Com edição do Blog Passo Firme.

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A REABILITAÇÃO DO AMPUTADO DO PONTO DE VISTA FISIOTERÁPICO

COMO AMPUTADOS PODEM LIDAR COM A DOR E A SENSAÇÃO FANTASMA

Passo Firme – 14/08/2013
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Próteses ortopédicas em promoção no CMW

Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW
Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW

INFORME PUBLICITÁRIO – Para os amputados que estão em vias da primeira protetização – e mesmo aqueles que já usam próteses e desejam substituir componentes – o Centro Marian Weis (CMW), em São Paulo, está com promoções em diversas próteses este mês de julho.

Segundo o diretor administrativo do CMW, Ian Guedes, estão sendo oferecidos, por preços extremamente competitivos, kits com os joelhos 3R80, 3R60, 3R106 e C-Leg, para amputados transfemorais, e kits para transtibiais com o novo pé Triton, da Ottobock.

Os kits das próteses transfemorais são compostos de encaixe, tubos e adaptadores em titânio, joelho, pé e cosmética. “Não inclui liner, pois depende de cada paciente a solução que indicaremos”, informa. Os pés dos kits transfemorais variarão entre Axtion, Trias e Triton, dependendo do perfil do paciente, altura do mesmo e grau de mobilidade.

AVALIAÇÃO – Os pacientes interessados deverão entrar em contato com a clínica e agendar uma avaliação médica com o Dr. Marco Guedes, ortopedista fundador do Centro. “Tal avaliação é necessária para indicar os componentes mais adequados para cada paciente”, afirma Ian Guedes.

Segundo o diretor, o valor da consulta (R$600) só será cobrado caso o paciente opte em não fechar nenhum serviço com clínica. Já para quem comprar algum dos kits promocionais, além da consulta médica, ganhará de graça uma avaliação com a fisioterapeuta Mônica Yamaoka, além de cinco sessões de fisioterapia.

Ficou interessado e deseja mais informações? Entre em contato pelo (11) 3034-5110 e agende uma visita ao CMW!

(Com informações do CMW)

Passo Firme – 08/07/2013
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Cientistas criam orelha biônica com impressora 3D

A orelha é criada por células, polímero e nanopartículas de prata |  Foto: Mel Evan | AP
A orelha é criada por células, polímero e nanopartículas de prata | Foto: Mel Evan | AP

Órgão é capaz de captar frequências mais amplas que ouvido humano. Técnica une células, polímero e nanopartículas de prata.

Cientistas da Universidade de Princeton, nos EUA, usaram a técnica de impressão em 3D para criar uma orelha composta de células de cartilagem, um tipo de polímero e nanopartículas eletrônicas capaz de captar frequências num espectro mais amplo que o ouvido humano.

Com uma impressora 3D comum, capaz de criar objetos tridimensionais por meio da aplicação de finas lâminas de matéria-prima, os estudiosos depositaram células de bezerro sobre uma base de material polimérico. As células viraram cartilagem. Simultaneamente, a impressora inseriu partículas de prata na estrutura, formando uma antena capaz de “ouvir” variadas frequências.

Os pesquisadores, liderados por Michael McAlpine, iniciaram a pesquisa porque a orelha é uma das estruturas mais difíceis de recriar por meios cirúrgicos. O modelo criado na universidade americana ainda precisa de mais testes para poder ser de fato usado.

Mas, na opinião dos autores da pesquisa, publicada na revista “Nano Letters”, a técnica é promissora para a substituição de órgãos humanos com problemas ou mesmo para a criação de partes corporais artificiais com capacidades que excedem as naturalmente e encontradas.

Fonte: G1

Leia também:

HOMEM RECEBE PRÓTESE DE ORELHA ULTRARREALISTA NA INGLATERRA
OUVIDO BIÔNICO DISPONÍVEL PELO SUS

Passo Firme – 05/07/2013
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Primeiras impressões do encaixe Siocx

siocx

Como estava meio sem tempo para escrever desde que cheguei à São Paulo para manutenção da prótese, resolvi gravar o vídeo abaixo sobre minhas primeiras impressões do SiOCX, o novo encaixe de ‘silicone’ da Ottobock. Como muitos já leram em posts anteriores sobre o assunto, trata-se de um produto em fase de testes e ainda não comercializado nas demais ortopedias do Brasil.

Uma ressalva é válida no momento: tive meu primeiro contato com o produto na terça-feira (14), de modo que ainda é muito… muito cedo para conclusões precipitadas, principalmente comparações mais agressivas com o liner Seal-In, da Ossur, um dos sistemas de suspensão mais utilizados pelas ortopedias para próteses de membro inferior. Porém, já dá para adiantar que a “sensação” e completamente diferente. Muitos irão gostar, acredito!

Veja o vídeo:

Para outras informações sobre o SiOCX, leia também:

A cada novo encaixe… um recomeço

Passo Firme – 15/05/2013
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Alan Fonteles supera americano em Copa e brinca: ‘Bolt que me espere’

Fonteles chega bem à frente do americano na prova dos 150m
Fonteles chega bem à frente do americano na prova dos 150m

Brasileiro, medalha de ouro nos 200m em Londres, vence Jerome Singleton no duelo paralímpico dos 150m; Franciela das Graças triunfa no feminino

Nos Jogos de Londres 2012, Alan Fonteles surpreendeu o mundo e derrotou o sul-africano, e favorito, Oscar Pistorius para ser campeão paralímpico dos 200m (veja o vídeo). Na manhã deste domingo (31), o brasileiro não teve problemas para superar o americano Jerome Singleton no primeiro desafio do evento “Bolt Contra o Tempo”, na Praia de Copacabana (foto). Com o tempo de 15s68, Fonteles venceu a corrida mano a mano de 150m com sobras e brincou desafiando Usain Bolt, bicampeão olímpico dos 100m, 200m e 4x100m.

“Fiz 15s68. Bolt que me espere”, brincou Fonteles. O recorde mundial dos 150m pertence ao jamaicano, que tenta batê-la no Rio. A marca é de 14s35.

Sob sol forte e com uma boa presença de público na Praia de Copacabana, Fonteles não teve um bom início. O americano campeão mundial dos 100m, em 2011, largou melhor. Mas, com o incentivo da torcida, o brasileiro se recuperou, assumiu a ponta no meio da prova e abriu vantagem para vencer com quase um segundo de diferença (15s68 x 16s45).

“Minha largada não costuma ser muito boa, mas cresci ali pelo meio e consegui colocar uma velocidade boa, como foi em Londres. Queria agradecer a presença de todos. Isso aqui é uma prévia do que vai acontecer em 2016. Tenho certeza que vão estar todos nos estádios torcendo para os brasileiros. Nós vamos fazer bonito”, avisou o brasileiro, já de olho nos Jogos Olimpícos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

francielaDESAFIO FEMININO – Em seguida, foi a vez do desafio feminino. Com tempo de 16s75, Franciela das Graças foi a vencedora, à frente de Rosângela dos Santos e Vanda Gomes, que chegaram juntas com 17s12, e Evelyn Santos, a quarta, com 17s75.

“Foi muito bom competir perto desse pessoal, do calor do brasileiros. Foi uma prova diferente, a gente não está acostumado a correr 150m em linha reta, senti um puco de dificuldade no fim, mas foi muito bom”, comentou Franciela.

A brasileira também mostrou satisfação de participar do mesmo evento que o maior nome do atletismo mundial. “É um privilégio correr antes do Bolt, que é um ídolo de todos nós. Entre nós, ele é exatamente do jeito que é na pista, extrovertido, brincalhão. O que se vê na TV ele é pessoalmente”, disse.

EVENTO PRINCIPAL – No desafio principal do evento “Bolt Contra o Tempo”, o astro jamaicano terá de enfrentar o antiguano Daniel Bailey, o equatoriano Alex Quiñones e o brasileiro Bruno Lins. Bolt tentará superar o melhor tempo do mundo na prova de 150m (14s35), que é dele mesmo. O GLOBOESPORTE.COM transmite o desafio ao vivo.

Fonte: Globo Esportes

Passo Firme – 1º/4/2013
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“Daniel Dias entra para a história como os maiores esportistas”

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O brilhante jovem nadador Daniel Dias (foto) é o vencedor do Laureus World Sportsperson of the Year with a Disability Award depois de ganhar seis medalhas de ouro individuais nos Jogos Paralímpicos de Londres, tudo em tempos de recorde mundial. É a segunda vez que Daniel ganha o prêmio. O último que recebeu foi há quatro anos, depois de um desempenho igualmente impressionante nas Paralimpíadas de Pequim, quando conquistou quatro medalhas de ouro, quatro de prata e um bronze.

Com apenas 24 anos, Daniel incendiou a piscina de Londres e é um dos favoritos para os próximos Jogos Paralímpicos 2016 no Rio de Janeiro. Daniel recebeu o mais prestigiado prêmio do mundo esportivo das mãos do Embaixador da Laureus, Ruud Gullit, na cerimônia de premiação transmitida mundialmente do Rio de Janeiro.

“Ganhar seis medalhas de ouro e quebrar recorde mundial em todas essas provas, nos Jogos Paralímpicos de Londres, é simplesmente do outro mundo. Isso coloca Daniel lá em cima com os maiores esportistas da história,” disse Ruud Gullit, um dos principais jogadores holandês de todos os tempos.

Acompanhado pelo diretor do Instituto de Órteses e Próteses (IPO), Dr. José André Carvalho, Daniel  tem recebido todo apoio referente as  protetizações e reabilitação física, desde 2006.
Acompanhado pelo diretor do Instituto de Próteses é Órteses (IPO), Dr. José André Carvalho, Daniel tem recebido todo apoio referente as protetizações e reabilitação física, desde 2006.

“Em primeiro lugar agradeço a você, Ruud Gullit, pelas amáveis palavras. Quero agradecer a Deus, e quero agradecer aos meus pais, que sempre me deram apoio e incentivo. E agradecer a minha esposa e meus patrocinadores. É difícil para mim expressar minhas emoções, mas posso dizer que ainda tenho muito mais para dar.”, disse Daniel Dias depois de receber a estatueta do Laureus.

“Ofereço ao Daniel minhas mais sinceras felicitações pelo segundo prêmio Laureus. Seu recorde é absolutamente fenomenal. O sucesso em Pequim foi excepcional e, quatro anos depois, Daniel fez o mesmo em Londres. É incrível pensar o que ele ainda pode conquistar no futuro. Todo o Brasil deve estar orgulhoso desse jovem notável. Também gostaria de parabenizá-lo pelo grande trabalho que faz no Brasil para promover o esporte com deficiência.”, disse Edwin Moses, presidente da Laureus e um dos velocistas mais famosos do mundo.

Membro do Laureus e lenda da natação olímpica Mark Spitz afirmou: “O Daniel é uma grande inspiração para os Jogos Paralímpicos e para a natação também”.

O Laureus World Sports Awards é o principal prêmio do calendário esportivo internacional. Os vencedores são votados pela Academia Laureus, o máximo júri esportivo, composta por 46 dos maiores esportistas de todos os tempos. A cerimônia de premiação Laureus foi realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentada pelas estrelas de Hollywood, Morgan Freeman e Eva Longoria.

Os prêmios foram anunciados em sete categorias. É a lista completa dos vencedores:

Laureus World Sportsman of the Year: Usain Bolt
Laureus World Sportswoman of the Year: Jessica Ennis
Laureus World Team of the Year: European Ry der Cup Team
Laureus World Breakthrough of the Year: Andy Murray
Laureus World Comeback of the Year: Felix Sanchez
Laureus World Sportsperson of the Year with a Disability: Daniel Dias
Laureus World Action Sportsperson of the Year: Felix Baumgartner

Fonte: Laureus / Via CPB

Passo Firme – 12/03/2013
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A cada novo encaixe… um recomeço

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Passado o afã do evento de premiação do Top Blog, no último dia 26 de janeiro, na semana subsequente (de 28/01 a 1º/02) dei início no Centro Marian Weiss (CMW) ao processo de confecção do SiOCX (foto), um novo tipo de encaixe que começou a ser testado em alguns pacientes da clínica. Foi tirado um novo molde do coto que servirá de base para o interior do encaixe, que dispensa o uso do liner.

Como só poderei voltar a São Paulo em abril, darei o “ok” ao pessoal da clínica – se tudo estiver bem, é claro! – com 30 dias de antecedência, para que eles possam finalizar o encaixe. “Este tempo é necessário porque a fabricação do silicone anatômico da parte interna do SiOCX é feita na fábrica da Ottobock, em Campinas”, informa o ortopretesista do CMW Rodrigo Moura.

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Minha estadia em SP serviu para identificar também que não houve reduções significativas nas proporções do coto. A perna estava soltando devido a entrada de ar pela válvula de expulsão. Substituída a peça por outra de modelo diferente, o problema sanou. Além disso, não preciso mais  usar aquele “cinto de castidade” (risos) cedido pela amiga Valdete para auxiliar na fixação da prótese. Além de desnecessário, apertava demais a barriga – creio que tenha ficado pequeno para os meus 92 cm de circunferência abdominal!.

O SISTEMA – Com relação ao sistema SiOCX, o representante da Ottobock que atende os pacientes no CMW o define como mais uma alternativa em substituição ao liner Seal-In, com a vantagem da confecção personalizada e anatômica do silicone de acordo com o coto do paciente.

“Enquanto o ‘liner’ é fabricado em tamanhos e diâmetros pré-definidos para os quais o paciente precisa se ajustar, o SiOCX oferece a possibilidade de personalização de acordo com a anatomia do coto”, explica, que ressalta ainda a fixação mais eficiente da prótese, por envolver todo o coto, diferente do liner, cuja sucção funciona apenas das membranas (anéis) para baixo.

sacolinhaVANTAGENS/DESANTAGENS – Por um lado, o sistema inova por combinar uma espécie de “duplo encaixe”, no qual a parte interna é toda confecciona a base de uma resina semelhante a silicone, porém, mais resistente, podendo ser flexível nas bordas. A parte externa é feita em fibra de carbono, permitindo abertura de ‘janelas’ no encaixe, criação de áreas flexíveis na parte superior. A proposta é oferecer o máximo de conforto, higiene e funcionalidade para o usuário.

Por ficar preso à parte rígida do encaixe, o sistema SiOCX, por outro lado, traz de volta a necessidade daquelas sacolinhas (foto) para a colocação da prótese. Lembram delas? Este “retrocesso”, por assim dizer, é visto como uma desvantagem em relação ao liner Seal-In, que aboliu o uso do acessório e consagrou-se como um dos sistemas mais usados pelas ortopedias para confecção das próteses de membros inferiores – tanto tibiais quanto transfemurais.

Enfim, a proposta do novo produto é boa. Se vai funcionar… só o tempo dirá.

Leia também:

“A peleja é longa…”

Passo Firme fica com o terceiro lugar no Top Blog 2012

Passo Firme – 15.02.2013
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Prêmio Top Blog 2012: está chegando a hora…

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Às 17 horas deste sábado (26) ocorrerá a cerimônia de premiação do Top Blog 2012 no teatro da Universidade Paulista – Campus Vergueiro. Como todos já sabem, Passo Firme concorre como um dos finalistas na categoria saúde. Isso significa que daqui a menos de 24 horas saberemos o resultado. Amanhã pela manhã, se Deus permitir, estarei embarcando para a terra da garoa para representar o blog do amputado brasileiro.

Inicialmente, antes de relembrar um pouco a história do blog, devo desculpas porque prometi, no final do ano passado, um vídeo institucional para exibição aqui no blog. Devo confessar que o roteiro chegou a ser produzido, gravado e previamente editado, mas por problemas técnicos, eu e meus colaboradores não conseguimos fanalizá-lo a tempo. Mas tudo bem… não importa!

Em março de 2011, eu dava início a um projeto para realizar o sonho de ter uma perna mecânica. Perdi uma das pernas aos 19 anos devido a um osteossarcoma, um câncer ósseo, e queria usar esta história para orientar pessoas na mesma situação Eu percebia que, embora existissem na internet sites dedicados às pessoas com deficiência, faltava um voltado às necessidades das pessoas com algum tipo de amputação.

Assim nascia o Blog Passo Firme. Em cerca de três meses no ar, o Passo Firme já era conhecido e já concorria ao primeiro “Top Blog”, ficando em 2011 entre os 100 blogs mais votados. Hoje, com quase dois anos no ar, posso considerá-lo como uma das referências na divulgação de notícias relacionadas ao universo das pessoas com deficiência.

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O BLOG – Ao entrar em  www.passofirme.wordpress.com, o internauta tem acesso a informações sobre políticas públicas, tecnologia, dicas de saúde, bem estar, histórias de superação e as novidades da área de próteses e reabilitação. Além disso, escrevo ainda sobre minhas experiências no Centro Marian Weiss (CMW), a clínica onde faço o tratamento, após uma parceria para a confecção da prótese.

Hoje posso afirmar que a parceria com o CMW foi exitosa porque possibilitou que eu dividisse com os leitores minhas experiências durante o processo de reabilitação de forma transparente. A partir daí, a rede de pessoas trocando experiências só cresceu, não apenas através do blog, mas também das mídias sócias, principalmente o Facebook. Hoje eu posso garantir que, além de hobby, o desejo de registrar tudo que acontece comigo se tornou uma necessidade não só para mim, mas também os leitores.

Com 358 artigos publicados apenas em 2012, o blog fechou o ano com nada menos que 121 mil visualizações! Isso corresponde a uma média de 10 mil acessos por mês, sem falar nos mais de 1.400 comentários já registrados. O resultado não poderia ser outro. O Passo Firme foi escolhido pelo júri acadêmico do “Portal Top Blog” como um dos finalistas na categoria Saúde, uma prova não apenas de que o “blog do amputado brasileiro” está no caminho certo, mas também de que, sem vocês, leitores, nada disso seria possível!

Muito obrigado! E vamos que vamos!!!

Passo Firme – 25.01.2013
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