Supera dor, o preconceito e dá uma lição!

Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo com todas as dificuldades, a formatura, em dezembro de 2009, marcou mais uma vitória para Valdete Dias | Foto: Arquivo Pessoal

É com imenso prazer e grande admiração que posto aqui no blog uma matéria sobre a história de vida e superação de Valdete Dias (foto), uma guerreira natural de Piúma-ES que, em 1990, teve as duas pernas amputadas em decorrência de um acidente de ônibus quando estava – acreditem – à caminho da Lua de Mel. A matéria, escrita por Luciana Maximo, foi publicada no último dia 30 de outubro no Jornal Espírito Santo Notícias.

Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Val (ao centro) na companhia de outros pacientes do CMW, clínica que a acompanha desde 2011 | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Tive a honra de conhecer a Val (como os amigos costumam chamá-la) em novembro de 2011, quando iniciava – ainda temeroso e apreensivo – o meu processo de reabilitação com prótese no Centro Marian Weiss (CMW), em São Paulo, de onde somos pacientes. Acompanhada de uma amiga de mesmo nome, aquela moça me encantou não apenas pela beleza, mas também pela grande história de superação e pelo belo sorriso, marca registrada de sua fisionomia.

O caso dessa piumense arretada nos ensina que, por mais difícil e intransponível um problema possa parecer, temo um Deus que é superior a todos eles e nos auxilia a superar qualquer adversidade! Confira a matéria e veja como a vida pode nos surpreender…

Lázaro Britto

Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Também no CMW | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

Perde as duas pernas na lua de mel, supera a dor, o preconceito e dá uma lição!

Por Luciana Máximo

Ela tinha apenas 21 anos. Estava a caminho da lua de mel em Cabo Frio/RJ, após dois dias do seu casamento na década de 90. Um acidente de ônibus mutilou a jovem que se preparava para começar uma vida repleta de projetos. 23 anos depois, Valdete Dias conta sua história de vida e deixa uma lição de superação e se recusa a culpar Deus e o destino.

“Estava no ônibus a caminho da lua de mel dois dias após o meu casamento. A viagem até Cabo Frio foi interrompida no trevo de Piúma. O veículo capotou e fiquei presa nas ferragens. Tive uma amputação imediata. Oito dias mais tarde, perdi a outra perna, na altura da coxa, devido a uma infecção hospitalar.

Meus planos nunca mudaram, o que mudou completamente foi a vida. Tive que reaprender a andar, fiquei um ano internada por causa da reabilitação. Após sair do hospital, precisei voltar a viver. Eu precisava viver! E era uma nova vida onde eu tinha que adaptar tudo. Três anos após o casamento, chegou meu filho Felipe. O casamento acabou após alguns anos.

Na prática, minha vida se tornou “normal”. Vivo em função das próteses, me aposentei e nunca mais pude trabalhar.

Tive contato com a arte na terapia ocupacional. Sempre fui professora da rede municipal de Piúma, trabalhando com educação infantil. A nova vida fez com que eu me apaixonasse pela arte. Isso me levou a pintar as telas que hoje são o meu sustento. Especializei-me e dou aulas em meu ateliê, em casa. Durante vários anos ministrei cursos na Associação das Famílias de Pescadores de Piúma e hoje, graças a Deus, levo uma rotina normal e sou muito feliz. Para muitos, a vida acaba quando uma tragédia ocorre na vida delas, para mim, foi um recomeço”.

Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Na companhia do Dr. Marco Guedes, fundador do CMW, em uma confraternização promovida todo fim de ano pela clínica | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

BARREIRAS – Valdete bateu esse papo na praia, tomando água de coco, de bem com a vida. Mas, nem tudo são flores para a artista. O preconceito e a falta de acessibilidade são barreiras que ela precisa transpor diariamente. Segundo ela, não há calçadas adaptadas e os prédios acabam por excluir as pessoas com necessidades especiais, inclusive a Prefeitura e demais órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo.

“Piúma é um problema para quem tem deficiência. Se eu tiver de sair de casa de cadeiras de rodas, não tenho como andar. Os bares não têm rampas, os hotéis não são adaptados. Tenho amigos que gostariam de passar uma temporada aqui, mas não há hotel adaptado. Já fiz uma pesquisa e no momento não tem nada. Para vir à praia é outro problema, não temos um calçadão, rampas. Outro dia uma amiga me perguntou se aqui não tinha a cadeira anfíbia (uma cadeira de rodas para o deficiente entrar na água). Eu disse: ‘aqui não tem nem um calçadão apropriado… quem dirá uma cadeira anfíbia!’”, brincou.

Valdete vai além: “Sem direito de entrar no mar, de curtir um show na orla. Se houver um show não dá para vir, não tem vagas de estacionamentos para pessoas com necessidades especiais, é um problema para estacionar. Eu tenho carro adaptado, posso me locomover para alguns lugares, mas quem não tem, fica impossível. Não tem como andar de cadeira na rua”.

Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme
Desta vez, na companhia de Jenifer Patricia e Mônica Yamaoka, enfermeira e fisioterapeuta do CMW, respectivamente | Foto: Lázaro Britto / Blog Passo Firme

PRECONCEITO É O PIOR – Solteira, a professora afirma que o pior não é conviver com a deficiência e a falta de acessibilidade. Valdete sente na pele o preconceito velado da sociedade. Ela relata uma experiência que mostra o despreparo do ser humano para conviver com as diferenças. Um dia, em um barzinho, um rapaz a paquerava. Ela estava sentada. Quando se levantou e pegou as muletas, ele se transformou, passou a olhá-la de outra forma.

“Sempre tem preconceito. Às vezes as pessoas acham que, por não ter as pernas, sou incapaz de fazer alguma coisa, até mesmo de ter namorados. Outras vezes quando chego a algum lugar as pessoas param, olham, acham que é uma coisa de outro mundo. Quando estou sem as próteses, as pessoas se impressionam mais ainda”, segredou.

A artista deixa uma lição. “Uma coisa eu aprendi: A gente deve sempre olhar para o lado e para trás, porque sempre há alguém em situação pior que a nossa. Muitas das vezes sempre reclamamos que não temos algo. Conheço pessoas que não tem os quatro membros e são felizes. Eu só não tenho dois, eu tenho meus braços, minha cabeça boa. Existem pessoas que não conseguem nem se locomover e também são felizes. Aos acomodados, digo que devem agradecer pelo que tem e não reclamar do que não tem”.

Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal
Val ao lado de algumas das pinturas em tela que ensina em seu ateliê, em Piúma-ES | Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente Valdete ministra aulas de pintura em tela e tecido, três horas diárias, na própria casa. Para os interessados, o ateliê fica na Rua Manoel Português, 950, no Centro de Piúma.

Fonte: Espírito Santo Notícias

Passo Firme – 05/11/2013
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Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

dor fantasma

Entre as pessoas amputadas fala-se muito em “dor fantasma”, “sensação fantasma” e “membro fantasma”. Tratam-se dos mesmos fenômenos ou cada manifestação possui suas especificidades e formas de tratamento? Eles são benéficos ou prejudiciais no processo de reabilitação do amputado? E como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos, interferindo positivamente no processo de reabilitação da pessoa amputada?

Estas perguntam começam a ser respondidas a partir de hoje através da série especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma: o que são, quando acontecem e como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada”, em três partes. Eles foram extraídos de um artigo escrito pelas terapeutas ocupacional Marilda Coelho Pires, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e Simone Bastos, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2), em colaboração ao Blog Passo Firme. Vale a leitura e a reflexão!

20130827 - Dor Fantasma

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

Por Marilda Pires e Simone Bastos (*)

A dor fantasma, as sensações fantasmas e o membro fantasma são sintomas geralmente presentes após a perda parcial ou total de um segmento do corpo.

A dor fantasma pode aparecer no pós-operatório imediato, durante o período da internação, sendo esta referente ao trauma cirúrgico, ocorrendo em 80% dos casos. Também decorre de um processo inflamatório, infeccioso, por gangrena ou alterações circulatória ou venosa, anteriores a amputação, que causaram muita dor ao membro.

A sensação da dor fantasma pode se assemelhar com a dor sentida no membro antes da amputação. Geralmente há um registro da memória da dor e esta pode permanecer por algum tempo ou desaparecer completamente. É comum que reapareça quando existe algum acontecimento que lembre a época do trauma ou da perda física.

20130827 - Sensação Fantasma

O membro fantasma pode ser definido como uma experiência de uma pessoa possuir um membro ausente que se comporta similarmente ao membro real.

Já a sensação do membro fantasma é uma experiência vivida pela maioria dos amputados. Com o tratamento tende a desaparecer, levando em média de três a quatro meses para a remissão (abrandamento ou diminuição) dos sintomas. Em algumas situações, porém, a sensação do membro fantasma pode persistir por longa data.

20130827 - Membro Fantasma

Relacionam-se ao membro ausente vários tipos de sensações (Rohlfs, Zazá, 2000, apud Demidoff et al., 2007) e as principais delas são descritas como: dor fantasma, dormência, queimação, câimbras, pontadas, ilusão vivida do movimento ou a sensação da existência do membro fantasma. (Giraux e Sirigu, 2003 apud Demidoff et al., 2007) Estas sensações fazem parte da fisiologia das células cerebrais que ainda estão se reestruturando nas novas conexões no cérebro.

Amanhã: Como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada

(*) Autoras:

20130826 - Marilda PiresMarilda Coelho Barçante Pires | Terapeuta Ocupacional do grupo de amputados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidades.

20130826 - Simone BastosSimone Maria de Bastos | Terapeuta Ocupacional pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mottae; coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Funcional da Terapia Ocupacional, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2); e coordenadora nacional do Grupo de Saúde Funcional da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (Abrato).

Leia também:

VOCÊ SABIA QUE NÃO-AMPUTADOS TAMBÉM SENTEM MEMBRO FANTASMA?
COMO AMPUTADOS PODEM LIDAR COM A DOR E A SENSAÇÃO FANTASMA

Passo Firme – 27/08/2013
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Um resumo breve e sucinto da função da fisioterapia na reabilitação do amputado

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia

A reabilitação do amputado é formada basicamente de quatro etapas fundamentais: pré-amputação, pós-amputação, pré-protetização e pós-protetização. Conheça as principais técnicas de fisioterapia utilizadas em cada uma dessas fases.

Na pré-amputação a reabilitação consiste na mobilidade no leito, no fortalecimento muscular, em manter ou aumentar a ADM (amplitude de movimentos) e, nos treinos de transferências, trabalhar equilíbrio e marcha.

Na pós-amputação a reabilitação consiste em prevenir contraturas articulares, fortalecer o membro amputado, em fortalecer e mobilizar o membro não afetado e o tronco, em controlar o edema do coto, em estimular independência, e na deambulação com auxiliares de marcha.

Na pré-protetização os objetivos de reabilitação são estimular as habilidades para realização de atividades sem uso de prótese, preparar o coto para ser protetizado, desenvolver programa de alongamento, propriocepção, fortalecimento, equilíbrio, coordenação e deambulação.

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, barras paralelas, cinesioterapia.

Para uma melhor cicatrização são utilizadas a massoterapia, eletroterapia e a hidroterapia.

Para redução do edema é importante a orientação postural, a hidroterapia, a massoterapia e a cinesioterapia.

Em relação ao neuroma, a massoterapia, a eletroterapia (Ultrassom e TENS), a hidroterapia, a percussão, a aplicação de materiais de diferentes texturas são utilizados.

O uso do enfaixamento irá evitar o edema, irá modelar o coto, diminuir as sensações fantasmas, e proteger a pele. Ele deve ser utilizado durantes 24 horas por dia até a protetização, porém deve-se ter cuidado com alergias, isquemia, constrição ou ferimentos.

O enfaixamento transtibial deve ser realizado com o paciente sentado com o coto semifletido, já o transfemural deve ser relizado com o paciente em pé.

Para as dores e sensações fantasmas são utilizados o enfaixamento e a eletroterapia (Ultrassom e TENS).

A cinesioterapia consiste em alongamentos, mobilizações das articulações proximais e no fortalecimento das musculaturas. Nos membros superiores ela é importante para a realização das transferências e para o uso de muletas. No tronco ela objetiva evitar desvios posturais e desequilíbrios. No membro inferior não amputado deve-se trabalhar a realização dos decúbitos.

A pós-protetização consiste na avaliação da prótese, na colocação da mesma, na transferência sentado para em pé, equilíbrio e transferência de peso, treino de marcha, marcha em escadas e rampas, atividades esportivas e recreacionais.

Fonte: Blog de Fisio | Com edição do Blog Passo Firme.

Leia também:

OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO NA ÁGUA PARA AMPUTADOS
A REABILITAÇÃO DO AMPUTADO DO PONTO DE VISTA FISIOTERÁPICO

COMO AMPUTADOS PODEM LIDAR COM A DOR E A SENSAÇÃO FANTASMA

Passo Firme – 14/08/2013
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Próteses ortopédicas em promoção no CMW

Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW
Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW

INFORME PUBLICITÁRIO – Para os amputados que estão em vias da primeira protetização – e mesmo aqueles que já usam próteses e desejam substituir componentes – o Centro Marian Weis (CMW), em São Paulo, está com promoções em diversas próteses este mês de julho.

Segundo o diretor administrativo do CMW, Ian Guedes, estão sendo oferecidos, por preços extremamente competitivos, kits com os joelhos 3R80, 3R60, 3R106 e C-Leg, para amputados transfemorais, e kits para transtibiais com o novo pé Triton, da Ottobock.

Os kits das próteses transfemorais são compostos de encaixe, tubos e adaptadores em titânio, joelho, pé e cosmética. “Não inclui liner, pois depende de cada paciente a solução que indicaremos”, informa. Os pés dos kits transfemorais variarão entre Axtion, Trias e Triton, dependendo do perfil do paciente, altura do mesmo e grau de mobilidade.

AVALIAÇÃO – Os pacientes interessados deverão entrar em contato com a clínica e agendar uma avaliação médica com o Dr. Marco Guedes, ortopedista fundador do Centro. “Tal avaliação é necessária para indicar os componentes mais adequados para cada paciente”, afirma Ian Guedes.

Segundo o diretor, o valor da consulta (R$600) só será cobrado caso o paciente opte em não fechar nenhum serviço com clínica. Já para quem comprar algum dos kits promocionais, além da consulta médica, ganhará de graça uma avaliação com a fisioterapeuta Mônica Yamaoka, além de cinco sessões de fisioterapia.

Ficou interessado e deseja mais informações? Entre em contato pelo (11) 3034-5110 e agende uma visita ao CMW!

(Com informações do CMW)

Passo Firme – 08/07/2013
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Primeiras impressões do encaixe Siocx

siocx

Como estava meio sem tempo para escrever desde que cheguei à São Paulo para manutenção da prótese, resolvi gravar o vídeo abaixo sobre minhas primeiras impressões do SiOCX, o novo encaixe de ‘silicone’ da Ottobock. Como muitos já leram em posts anteriores sobre o assunto, trata-se de um produto em fase de testes e ainda não comercializado nas demais ortopedias do Brasil.

Uma ressalva é válida no momento: tive meu primeiro contato com o produto na terça-feira (14), de modo que ainda é muito… muito cedo para conclusões precipitadas, principalmente comparações mais agressivas com o liner Seal-In, da Ossur, um dos sistemas de suspensão mais utilizados pelas ortopedias para próteses de membro inferior. Porém, já dá para adiantar que a “sensação” e completamente diferente. Muitos irão gostar, acredito!

Veja o vídeo:

Para outras informações sobre o SiOCX, leia também:

A cada novo encaixe… um recomeço

Passo Firme – 15/05/2013
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Você sabia que não-amputados também sentem membro fantasma?

Perna mecânica: a sensação de um "membro fantasma" é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados, e não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.
Perna mecânica: a sensação de um “membro fantasma” é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados, e não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.

Resultados de estudo mostram que o fato do cérebro ter ou não visto uma mão não tem nenhuma importância na criação da sensação física deste membro

Cientistas sabiam que, muitas vezes, pessoas amputadas têm a impressão de sentir um membro fantasma, mas um estudo sueco publicado nesta quinta-feira mostra que pessoas não-amputadas também podem experimentar esta sensação.

“Nossos resultados mostram que o fato do cérebro ter ou não visto uma mão não tem nenhuma importância na criação da sensação física desta mão”, explicou à AFP o principal autor do estudo, Arvid Guterstam, do Instituto Karolinska de Estocolmo.

Sua equipe realizou 11 experimentos diferentes durante os quais, cobaias, que ignoravam a finalidade do estudo, tinham a ilusão de ter um braço a menos. Este membro foi tornado invisível por um painel.

Em um dos experimentos, cada participante permanecia sentado em uma mesa, com o braço direito invisível para eles, escondido atrás de um painel. Suas mãos foram colocadas na mesa, uma escondida pelo painel, a outra em seu campo de visão.

Um pesquisador acariciava simultaneamente com uma escova a mão direita escondida, e o local onde esta mão deveria estar sobre a mesa.

“Nós descobrimos que a maioria dos participantes em menos de um minuto transferiu para o espaço à frente de seus olhos (onde sua mão direita deveria se encontrar) a sensação de toque e tinham a sensação de ter uma mão invisível neste lugar”, explicou Guterstam.

“Pesquisas anteriores mostraram que não podemos identificar como nossa própria mão objetos materiais, como um bloco de madeira, por isso ficamos muito surpresos em perceber que o cérebro pode aceitar uma mão invisível como parte do corpo”, acrescentou.

Dos 234 voluntários, 74% experimentaram sensações fantasmas durante as experiências, indicou o pesquisador.

A sensação de um “membro fantasma” é muitas vezes dolorosa e difícil para os amputados. Ela não pode ser aliviada com medicação porque é uma invenção da imaginação.

A equipe de Guterstam espera que o estudo abra caminho para futuras pesquisas sobre a sensação de dor criada pelos amputados.

Os resultados do estudo foram publicados nesta quinta-feira nos Estados Unidos pelo Journal of Cognitive Neuroscience.

Fonte: Exame \ Via AFP

Leia também:

CÉREBRO HUMANO TRATA MEMBROS AMPUTADOS COMO SE AINDA EXISTISSEM
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Passo Firme – 24/04/2013
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Cérebro humano trata membros amputados como se ainda existissem

Segundo a Universidade de Oxford, a dor fantasma num membro amputado pode estar associada a quão vívido o cérebro ainda representa o membro ausente
Segundo a Universidade de Oxford, a dor fantasma num membro amputado pode estar associada a quão vívido o cérebro ainda representa o membro ausente

Anos após perderem uma perna ou um braço, o cérebro de vítimas de amputação ainda possui a imagem do membro perdido, que pode ser exatamente igual à imagem do membro real, segundo um novo estudo no Reino Unido. Um grupo de 18 amputados colaborou no estudo. Por meio de ressonância magnética, foi comprovado que pessoas com sintomas fortes de dor fantasma são precisamente as pessoas que possuem a imagem cerebral mais realista de seus membros ausentes.

“Quase todas as pessoas que perderam um membro ainda têm alguma sensação de que ele está presente e acredita-se que cerca de 80% dos amputados ainda sofrem de algum grau de dor associado com o membro perdido”, afirmou Tamar Makin, coordenador do estudo da Universidade de Oxford, num comunicado de imprensa.

Os investigadores observaram o que acontecia quando o cérebro dos participantes movimentava seus dedos fantasma. Muitos deles representaram os membros amputados em seus cérebros exatamente como um membro normal. A parte do cérebro que controlava o membro ausente era menor do que o normal em amputados, mas para indivíduos que sofriam de intensa dor fantasma não havia quase diferença, sendo a área representada praticamente da mesma forma.

Ainda não é claro se são alterações no cérebro que provocam a dor fantasma ou vice-versa. Os investigadores esperam que suas descobertas possam contribuir para descobrir um tratamento à dor fantasma, que pode ser debilitante.

“Imagine que você está usando uma luva que se estende desde os dedos até o cotovelo”, explica Lynn Ledger, uma participante do estudo, no comunicado. “Mas em toda a extensão coberta pela luva, a sensação é de que ela está constantemente esmagando seu braço. Existe também dores agudas intensas e forte sensação de queimação que aparece e desaparece, contudo a dor de forte esmagamento é constante.”

No entanto, apesar da estrutura e função na região cerebral do membro amputado permanecer, outras ligações no cérebro parecem ter sido perturbadas. “Esta desconexão entre o mundo físico e o que eles estão experimentando parece estar relacionada a uma desconexão funcional no cérebro”, diz Makin. “Parece haver uma débil conexão entre a área do cérebro associado ao membro ausente e o resto do córtex envolvido no movimento.”

A pesquisa foi publicada no jornal Nature Communications em 5 de março.

Fonte: Epoch Times / Via Nature Communications

Leia também:

Como amputados podem lidar com a dor e a sensação fantasma

Passo Firme – 09/03/2013
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A cada novo encaixe… um recomeço

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Passado o afã do evento de premiação do Top Blog, no último dia 26 de janeiro, na semana subsequente (de 28/01 a 1º/02) dei início no Centro Marian Weiss (CMW) ao processo de confecção do SiOCX (foto), um novo tipo de encaixe que começou a ser testado em alguns pacientes da clínica. Foi tirado um novo molde do coto que servirá de base para o interior do encaixe, que dispensa o uso do liner.

Como só poderei voltar a São Paulo em abril, darei o “ok” ao pessoal da clínica – se tudo estiver bem, é claro! – com 30 dias de antecedência, para que eles possam finalizar o encaixe. “Este tempo é necessário porque a fabricação do silicone anatômico da parte interna do SiOCX é feita na fábrica da Ottobock, em Campinas”, informa o ortopretesista do CMW Rodrigo Moura.

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Minha estadia em SP serviu para identificar também que não houve reduções significativas nas proporções do coto. A perna estava soltando devido a entrada de ar pela válvula de expulsão. Substituída a peça por outra de modelo diferente, o problema sanou. Além disso, não preciso mais  usar aquele “cinto de castidade” (risos) cedido pela amiga Valdete para auxiliar na fixação da prótese. Além de desnecessário, apertava demais a barriga – creio que tenha ficado pequeno para os meus 92 cm de circunferência abdominal!.

O SISTEMA – Com relação ao sistema SiOCX, o representante da Ottobock que atende os pacientes no CMW o define como mais uma alternativa em substituição ao liner Seal-In, com a vantagem da confecção personalizada e anatômica do silicone de acordo com o coto do paciente.

“Enquanto o ‘liner’ é fabricado em tamanhos e diâmetros pré-definidos para os quais o paciente precisa se ajustar, o SiOCX oferece a possibilidade de personalização de acordo com a anatomia do coto”, explica, que ressalta ainda a fixação mais eficiente da prótese, por envolver todo o coto, diferente do liner, cuja sucção funciona apenas das membranas (anéis) para baixo.

sacolinhaVANTAGENS/DESANTAGENS – Por um lado, o sistema inova por combinar uma espécie de “duplo encaixe”, no qual a parte interna é toda confecciona a base de uma resina semelhante a silicone, porém, mais resistente, podendo ser flexível nas bordas. A parte externa é feita em fibra de carbono, permitindo abertura de ‘janelas’ no encaixe, criação de áreas flexíveis na parte superior. A proposta é oferecer o máximo de conforto, higiene e funcionalidade para o usuário.

Por ficar preso à parte rígida do encaixe, o sistema SiOCX, por outro lado, traz de volta a necessidade daquelas sacolinhas (foto) para a colocação da prótese. Lembram delas? Este “retrocesso”, por assim dizer, é visto como uma desvantagem em relação ao liner Seal-In, que aboliu o uso do acessório e consagrou-se como um dos sistemas mais usados pelas ortopedias para confecção das próteses de membros inferiores – tanto tibiais quanto transfemurais.

Enfim, a proposta do novo produto é boa. Se vai funcionar… só o tempo dirá.

Leia também:

“A peleja é longa…”

Passo Firme fica com o terceiro lugar no Top Blog 2012

Passo Firme – 15.02.2013
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“A peleja é longa…”

siocxÉ incrível como, mesmo após um ano, as pessoas ainda me cobram notícias de minha adaptação à prótese. Constantemente recebo e-mails, comentários pelo blog ou sou abordado nas redes sociais por pessoas interessadas em saber como lido com os percalços comuns ao processo de reabilitação com prótese. Isso é um sinal de que, de certo modo, virei referência, pois além do interesse por parte de quem acompanha o blog com frequência,  passei a ser constantemente monitorado, sobretudo por amputados em situações semelhantes.

Estive no Centro Marian Weiss (CMW) em agosto, para confecção do terceiro encaixe de prova desde que iniciei o processo, em novembro do ano passado. Na ocasião, em razão da redução de medidas no coto – é bom deixar claro que não houve perda ou ganho de peso, apenas o coto atrofiou um pouco mais – tive que substituir o liner Seal-In tamanho 36 que usava por outro tamanho 28 (veja a matéria).

Mesmo com o liner novo, porém, cerca de três meses depois o coto voltou a soltar do encaixe, principalmente quando ficava muito tempo sentando. Qualquer contração muscular e puff!… o liner se desprendia do encaixe, me obrigando a levantar, descarregar o peso do corpo sobre a prótese para tê-la novamente presa ao coto. Volto a salientar que, neste período, não perdi peso e nem sentia entrada de ar quando caminhava, como das outras vezes.

Cópia de Lázaro 004Será que não me adaptei ao sistema? Não sei. O pessoal da clínica, ao ficar a par da situação, solicitou minha minha presença para reavaliar o que está acontecendo e ajustar o encaixe e/ou o alinhamento da prótese, mas até agora não ajustei minha agenda para esta esta viajem, prevista agora para o final de janeiro, por conta da premiação do blog. Se não resolver, a proposta é a confecção de um novo encaixe, seja no mesmo sistema (Seal-In) ou em um novo sistema que a clínica começou a usar recentemente, desta vez da Ottobock, chamado SiOCX (foto acima), que dispensa o uso do liner.

Para lidar com a situação até encontrar tempo para retornar a São Paulo, estou usando um acessório (foto ao lado) gentilmente cedido por Val, uma amiga biamputada que mora no interior do Espírito Santo. A peça, em neoprene e elastano reforçado, lembra um cinturão, mas comprime demais o abdome – não sei se por razão de tamanho – mas mesmo assim tem se revelado uma verdadeira “mão na roda” no que se refere à auxiliar na fixação da prótese.

É meus amigos, como bem disse o Bial na mensagem “Filtro Solar” (veja o vídeo)…

…“A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.”

O importante é não desistir!

Leia também:

“Uma verdadeira drenagem linfática…”

Passo Firme – 14.12.2012
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Pilates é isso (menos, menos)

A educadora física Gisele Mukai e a fisioterapeuta Amanda Mota no estúdio Physio Pilates, em São Paulo

Tão bom quanto outros, o método dominou o mercado, caiu nas graças dos médicos e ganhou legiões de devotos – apesar de suas limitações e da proliferação de instrutores malformados

Por Iara Biderman

Dor nas costas, barriga, sedentarismo? Seus problemas acabaram: faça pilates!

A propaganda do método desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967) não é tão explícita assim, mas o pacote de benefícios colou no imaginário popular. O sucesso é explicado por uma feliz combinação de fatores, a começar pelas qualidades da técnica. O pilates tem uma gama enorme de exercícios, adaptáveis a diversas condições físicas e objetivos, que organizam a postura e servem tanto para reabilitação quanto para a conquista de boa forma.

As qualidades foram incensadas por bonitos e famosos, atraindo investidores do mercado da malhação. “No início da onda [do pilates], os equipamentos eram muito caros, então as empresas entraram com um marketing pesado para reforçar as vendas. Virou moda e se expandiu numa quantidade absurda”, diz o fisioterapeuta carioca Leonardo Machado.

A moda não passou: iniciada há mais de dez anos, a curva de crescimento continua. Segundo Léo Yamada, sócio do Grupo Metalife, que oferece aparelhos, consultoria e cursos de pilates, o negócio cresce 20% ao ano. “Nosso grupo, que abastece até 30% do mercado, está vendendo 5.000 estúdios por ano.” Há cinco anos, o número de vendas girava em torno de 1.500, segundo ele.

A demanda também cresceu porque ficou fácil montar estúdio de pilates. “Com uma área pequena e investimento a partir de R$ 35 mil, a pessoa consegue começar seu negócio”, afirma Yamada.

O OUTRO LADO DA MOEDA – Com o crescimento rápido, vieram os efeitos colaterais. “Os estabelecimentos precisam de professores para ‘começar ontem’ e os profissionais têm que estar prontos ‘amanhã’ para trabalhar. Aí surge formação por vídeo, curso de final de semana…”, diz Alice Becker, pioneira na formação de instrutores no Brasil e uma das criadoras da Aliança Brasileira de Pilates.

No Brasil, a profissão não é regulamentada, mas há padrões internacionais que servem para checar a qualificação do professor: ele deve ter feito um curso de 400 a 450 horas, incluindo aulas práticas com os aparelhos principais: trapézio, “reformer”, cadeira e barril. Para saber, só perguntando ao professor onde ele se formou e se informando sobre a escola.

PÚBLICO DE RISCO – A formação deficiente é a primeira sombra no cenário maravilhoso atribuído ao método. “Todo mundo quer fazer achando que é indicado para tudo, sem avaliação, sem profissional habilitado. Esse pilates malfeito vai acabar queimando o filme do bom pilates”, teme a fisioterapeuta Janaína Cintas, que tem especialização no método e em outras técnicas.

Por enquanto, o potencial do pilates faz o público apostar em suas vantagens. “O método é tão consistente que até quem não tem boa especialização faz algum sucesso, mantém seus alunos. Mas isso pode causar problemas”, diz Alexandre Ohl, coordenador de pós-graduação em pilates na Unip (Universidade Paulista) e professor da Bodytech de São Paulo.

O risco aumenta porque justamente a população com problemas (dor na coluna, osteoporose, sedentária) é a mais atraída pelo método, que tem sido usado e indicado para tratar a saúde.

A advogada Luciana Serra Azul Guimarães, 38, estava havia cinco anos parada, com dores lombares. “Estava certa de que o pilates era a opção ideal para mim”, conta. No primeiro estúdio em que foi, fez uma aula experimental e só não começou a prática por falta de horários. Sorte dela: uma avaliação com fisioterapeuta identificou que o seu problema seria agravado pelos exercícios de pilates.

“O método é utilizado para tratamentos de coluna, mas há casos em que pode aumentar a dor e agravar a lesão”, diz o ortopedista Bruno de Biase, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Só depois de tratar seu problema com outras técnicas, Luciana foi liberada para fazer pilates.

“A proposta do pilates é interessante, mas começaram a oferecer mais do que podem dar: faça pilates e você não vai ter mais dor nas costas, vai ganhar a flexibilidade de um bailarino e o corpo da Madonna. As coisas não funcionam desse jeito”, diz o fisioterapeuta Leonardo Machado.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Passo Firme – 19.11.2012
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Por fortalecer músculos certos, Pilates é uma boa opção para amputados

Com aparelhos de design diferenciado e exercícios bem diversificados, o método Pilates é uma técnica eficaz para ajudar o corpo em fase de adaptação à nova condição

Após a colocação de prótese, o corpo amputado passa por um período de adaptação. Postura, força, flexibilidade e sensibilidade sofrem modificações, e o corpo precisa de uma reeducação. Nessa fase, a prática de atividade física e hábitos alimentares que favoreçam o fortalecimento dos músculos certos, são fundamentais.

Nesse processo, uma opção que pode ser muito eficaz é a prática do método Pilates. Trata-se de uma técnica de exercícios globais que trabalham o corpo todo. Com apenas cinco treinos, as pessoas já notam mudanças no corpo. Com 30 aulas, o corpo todo já está modificado – para melhor.

As informações são do fisioterapeuta e professor de Pilates Alexandre Moreira Mendonça, proprietário de uma academia especializada no método em Santo Amaro, São Paulo. Os aparelhos são adaptáveis e os exercícios trabalham todos os músculos do corpo.

Ao fortalecer os músculos da coluna, o paciente evita ocorrência de lesões, problemas de coluna e dores. Com o corpo alinhado, o aluno de pilates também ganha alívio das tensões e melhor circulação sanguínea.

Fonte: CMW

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Passo Firme – 02.11.2012
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Como evitar cãibra durante a atividade física

Você que está iniciando na prática de atividades físicas para fortalecer alguns músculos e ganhar mais condicionamento físico, saiba como evitar essa indesejada dor muscular.

O assunto é polêmico, principalmente nas rodas de praticantes de atividade física. Isso porque as câimbras fazem parte do dia a dia dos atletas e estão diretamente ligados aos hábitos de vida. Porém, essas contrações involuntárias e dolorosas podem ser facilmente evitadas com movimentos simples de alongamento.

É o que explica a professora de alongamento Mônica Valladão, da Bio Ritmo Academia. Alongamentos podem contribuir para evitarmos o desconforto das câimbras. Quando a câimbra ocorre, “massagear a área atingida a fim de estimular a circulação, atenua a dor e evita que ela volte”, afirma Mônica.

Os movimentos feitos no alongamento aumentam a circulação de sangue, e por isso, conseguem aliviar a contração súbita do músculo. Assim, com a melhora da circulação, os nutrientes perdidos são repostos, o que diminui a incidência do problema.

A profissional ressalta que reservar alguns minutos do dia para se alongar ajuda, e muito, no resultado do treino. “A prática regular diminui os espasmos e a tensão, alterando a percepção da dor e recuperando os músculos cansados do exercício”, conclui Mônica.

Há uma grande discussão sobre a origem das cãibras. Mas uma coisa é certa: seja por falta de vitaminas, fadiga muscular ou até diabetes, fato é que ninguém gosta de sentir a dor causada pela contração brusca do músculo. Por isso, antes de inciar o treino, é fundamental ter orientação e acompanhamento profissional para o alongamento que deve ser realizado antes e depois da atividade física.

Fonte: CMW

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Passo Firme – 26.10.2012
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Entrevista: como tornar-se um paratleta

O coordenador de esportes da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) fala sobre o que é necessário para ingressar no mundo dos esportes

Depois do excelente resultado do Brasil nas Paralimpíadas 2012, em Londres, o espírito de competição para a superação contagiou o país. Muitos que, talvez, ainda não haviam se imaginado atletas, viram-se com vontade de experimentar e, quem sabe, até mesmo integrar a equipe de atletas brasileiros nas Paralimpíadas 2016.

Para falar do assunto, conversamos com um especialista em esporte adaptado para pessoas com deficiência. Trata-se do professor Sileno Santos, coordenador de esportes da Associação Desportiva para Deficientes (ADD). Sileno é profissional de Educação Física e atua na área de Esporte Adaptado desde 2003.

CMW: Como você avalia o desempenho dos atletas brasileiros desta edição das Paralimpíadas?
Sileno: Dentro das expectativas propostas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) de configurar entre os 7 melhores países do mundo.

CMW: Qual é o processo burocrático, ou etapas, que alguém precisa seguir para chegar a competir em uma Paralimpíada?
Sileno: Não existe um processo burocrático, basta ter potencial atlético compatível com a modalidade. Não adianta somente querer, tem que ser bom e ter aptidões para o esporte em nível competitivo.

CMW: Quem quiser participar da próxima edição das Paralimpíadas, e ainda não é atleta oficialmente, tem como? O que precisa fazer?
Sileno: Procurar uma orientação especializada com profissionais ou instituições que desenvolvem o paradesportivo para o desenvolvimento das técnicas do esporte.

CMW: Em São Paulo, que instituições as pessoas deficientes que queiram praticar esportes devem procurar?
Sileno: ADD – Associação Desportiva para Deficientes, telefone (11) 5011-6133.

Sileno Santos (foto) é técnico da atual melhor equipe de Basquetebol em Cadeira de Rodas do Brasil, campeão Brasileiro e Paulista com a equipe ADD/Magic Hands. Foi integrante da comissão técnica da Seleção Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas durante as Paraolimpíadas de Pequim em 2008, e é presidente da Federação Paulista de Basquete Sobre Rodas desde 2008.

Na ADD, atua como coordenador de esportes, orientando projetos para o desenvolvimento do esporte Paralímpico. Atualmente, também desenvolve trabalho de mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, estudando a classificação funcional de atletas praticantes de basquetebol em cadeira de rodas.

Fonte: CWM

Passo Firme – 13.10.2012
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Óleo de Girassol: todo amputado deve ter em casa

O produto é usado para o tratamento de escaras, mas tem se revelado um grande amigo para amputados protetizados

Lázaro Britto

Muito amputados, quando estão em fase de protetização, sofrem com a famosa “dermatite de contato”, uma irritação de pele causada pelo contato direto com o encaixe da prótese ou mesmo com o liner usado para revestir o coto. As reações variam a depender do indivíduo e geralmente desaparecem com o tempo, mas o que se sabe é que pessoas com histórico de alergias têm mais predisposição para desenvolver dermatites na região do membro residual.

Mesmo após dez meses de protetizado, ainda lido com as irritações, que no meu caso manifestam-se como coceiras intensas e calombos nas marcas do liner sobre a pele, principalmente quando retiro a prótese no fim do dia. Por isso, não abro mão do Dersani (foto), um óleo de girassol que tem como principal função ajudar a regenerar a pele irritada. Conheci o produto no Centro Marian Weiss (CMW), através da fisioterapeuta Mônica Yamaoka, e desde então faço uso frequente.

De acordo com o laboratório fabricante, o óleo é à base de AGE (ácidos graxos essenciais) e TCM (triglicerídeos de cadeia média), contém vitaminas A, C, D e é a loção vegetal com maior quantidade de vitamina E. Essas vitaminas têm propriedades cicatrizantes (regeneram a pele), antioxidantes (retardam o envelhecimento) e, além disso, atuam na imunidade, evitando infecções. Por criar uma barreira protetora, é indicado para recém-nascidos prematuros, no tratamento de escaras em pacientes acamados e também no curativo de queimados.

Para o amputado em fase de protetização, o produto auxilia na prevenção, evitando o aparecimento de bolhas, estrias, feridas e úlceras na pele do coto. De acordo com a fisioterapeuta, principalmente as mulheres devem fazer uso do produto, já que o “tônus muscular da pele feminina” é diferente do masculino (possui menos colágenos), favorecendo a flacidez. Por isso, o óleo de girassol pode deixá-la mais hidratada e “reforçada”.

COMO USAR – o óleo de girassol pode ser usado em qualquer hora do dia, em forma de massagem sobre a região irritada, mas é importante lembrar que antes do procedimento a pele deve estar bem limpa e seca. Eu particularmente uso à noite e pela manhã, antes da colocação da prótese, na região da virilha, períneo e glúteo, porém, em menor quantidade,

No entanto, vale ressaltar que o Dersani é um produto caro. A embalagem de 200 ml atualmente custa entre R$ 50 e R$ 70 nas farmácias e nas casas de produtos hospitalares de Salvador. Existem alternativas – como Pielsana, Lin-Óleo, Moph Derme, entre outros – mas nunca experimentei para comparar preço e eficácia. O importante é o óleo seja de girassol e que contenta o tal do “AGE” e do “TCM”.

Com informações: Site Clínica Geral e Blog Tetraplégicos

Passo Firme – 29.09.2012
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“Uma verdadeira drenagem linfática…”

Creio que posso definir desta forma o que aconteceu com o meu coto após nove meses de protetização. Em consequência da redução de medidas, entre os últimos dias 22 e 24 deste mês estive novamente no Centro Marian Weiss (CMW), em São Paulo, para confecção de outro encaixe de prova, o terceiro desde que iniciei o processo de reabilitação com prótese, em novembro do ano passado. O último encaixe foi feito em fevereiro, quando se mexeu no alinhamento e eixo de gravidade da prótese.

Desta vez a principal surpresa foi a substituição do liner Seal-In (foto) – um revestimento em polímero/silicone utilizado no coto sob o encaixe – por outro três números menor: usava um liner tipo cônico tamanho 36 e, após medidas feitas pelo ortoprotesista do CMW, Rodrigo Moura, chegou-se à conclusão de que o mais indicado seria a troca do liner por outro tamanho 28. As principais reduções ocorreram na ponta e no meio do coto, o que inviabilizou a substituição por liners em tamanho 32 ou 30, conforme inicialmente previsto.

Minhas principais queixas em relação à protetização ainda referem-se à insistente atrofia do coto, chegando a ficar flácido devido à perda de massa muscular, e à antiga sensação de instabilidade quanto à fixação da prótese. Apesar de não ter folgado a ponto de soltar do coto, o encaixe voltou a rodar para trás quando caminhava, chegando a marcar sob a roupa, ficando visivelmente perceptível. Além disso, assim como aconteceu com o primeiro soquete, o segundo também passou a abrir na região do fêmur, me jogando para fora. O eixo do joelho foi novamente perdido. Sequelas normais de toda folga de encaixe, acredito.

No decorrer de todo o processo de protetização reconheço minha parcela de culpa em algumas das dificuldades enfrentadas. Na medida em que o tempo foi passando, deixei de praticar diversos exercícios e atividades recomendados pela fisioterapeuta Mônica Yamaoka para o fortalecimento muscular do coto, abdome e o condicionamento físico de forma geral. O pilates e o treino funcional sequer foram iniciados, confesso. A única atividade que conseguir manter foi a musculação, porém com raros exercícios voltados especificamente para o coto. Tudo isso, aliado à falta de pressão por conta da folga no liner e no encaixe, colaborou para a perda de musculatura.

Além da confecção do novo encaixe, o alinhamento foi novamente ajustado a fim de corrigir o eixo de gravidade da prótese. Agora é hora de testar as mudanças efetuadas e reaprender a andar, pois pelo menos para mim cada alteração feita equivale a um recomeço. É desafiador, mas faz parte do processo.

Veja abaixo dois vídeos que mostram os testes iniciais e finais de deambulação com o terceiro encaixe de prova:

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Passo Firme – 27.08.2012
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