Seguro de Autos para deficientes exigem cuidados

Pessoas com deficiência que adquirem veículos com isenção de impostos precisam ter atenção na hora de contratar um seguro de automóveis. Isso porque a maioria das seguradoras – mesmo aquelas que possuem seguros específicos para deficientes – embora façam o seguro baseado na Tabela FIPE, descontam do prêmio devido ao segurado o valor do imposto que você deixou de pagar quando comprou o carro, caso haja sinistro de qualquer natureza que resulte em perca total (PT).

Por isso, na compra de meu último carro, um Honda FIT Twist na concessionária Honda Imperial, em Salvado-Ba, fiquei vislumbrado com a proposta oferecida pela Yasuda Seguros, uma seguradora do Grupo Marítima Seguros que, dentre os diversos benefícios específicos para as pessoas com deficiência, prometia o recolhimento de tais impostos em caso de sinistro, bem como a oferta de carro reserva adaptado por sete dias. Não pensei duas vezes e troquei de seguradora.

Porém, recentemente precisei utilizar este seguro e tenho passado algumas agruras que me obrigam compartilhar com vocês que minha triste experiência. Estou há mais de um mês aguardando o conserto de meu carro, entregue na concessionária da Honda Automóveis em Salvador-BA denominada ?Honda Imperial?, situada no bairro dos Mares. O objetivo do registro de minha reclamação neste site é de não apenas alertar os demais consumidores e órgãos de defesa do consumidor para este flagrante caso de desrespeito, mas também tentar resolver o problema, pois já esgotei todas as tentativas de solucioná-lo amigavelmente.

RESUMO PRELIMINAR – No dia 11/7/2014, bati meu carro (um Honda FIT Twist) e, para não perder a garantia de funilaria de fábrica, decidi consertá-lo pela seguradora na própria concessionária.

Como se não bastasse a demora inicial excessiva da Yasuda Seguros para liberar os serviços, estou tendo problemas com a Honda Imperial, oficina dos Mares, que já adiou a data de entrega quatro vezes e a cada dia me apresenta uma desculpa diferente.
Pelo visto, algo aconteceu e não estão querendo abrir o jogo. Tentei resolver pela via administrativa com diplomacia e paciência, mas ninguém resolveu nada e nem providenciou uma solução alternativa para o caso, ou seja, estão me fazendo de trouxa.

HISTÓRIA – O sinistro da batida junto à Yasuda foi aberto em 13/07/2014 (Protocolo 510312785). A vistoria foi feita dois dias depois e me deram prazo de 2 dias para liberação do conserto e 1 semana para a chegada das peças.

Por se tratar de uma batida simples (troca de para-choque, capô, faróis e reparo em para-lamas dianteiros), o perito da Yasuda Seguros me garantiu que o serviço não levaria mais que uma semana para ficar pronto. Ou seja, se tudo desse certo, eu entregaria meu carro para conserto no dia 18/07/2014 e o teria de volta até o fim de julho.

PRAZOS NÃO CUMPRIDOS – Apesar da previsão super otimista garantida por todos na Honda que me atenderam, em especial por parte da gerente administrativa (Sra. Maria do Socorro Lira, primeira pessoa com quem tive contato), a liberação do serviço atrasou, as peças não chegaram dentro do prazo previsto e reagendaram o início do conserto do carro para o dia 04/08/2014, uma semana depois, com previsão para ficar pronto em 10 dias.

Apesar da nova previsão de que eu teria meu carro pronto no dia 15/08/2014, a gerente administrativa da Imperial, Sra. Maria do Socorro, praticamente me garantiu que o carro ficaria pronto antes.

O SUPLÍCIO DO CARRO RESERVA – O segundo capítulo dessa história começou quando solicitei à minha seguradora (Yasuda Seguros) a liberação do carro reserva. Sou deficiente físico, meu carro é adaptado, e contratei um seguro específico para Pessoas Com Deficiência (PCDs), que prevê, entre outros benefícios, me prometeram a liberação de um carro reserva automático e adaptado por 7 dias em caso de ocorrência de sinistro.

Solicitei o carro reserva no mesmo dia em que deixei meu carro na oficina (04/08/2014) e constatei o que já desconfiava: não existe em Salvador locadoras de veículos que possuam em suas frotas carros adaptados para quem tem deficiência. As locadoras têm, no máximo, carro automáticos, que era o que a seguradora se propunha o oferecer inicialmente.

Como apenas um carro automático não me serve ? precisa ter também a adaptação de um acelerador à esquerda – voltei à seguradora e propus como alternativas: 1) disponibilização de carro com motorista ou 2) desconto na franquia pela não utilização do serviço.

Para minha surpresa, a Yasuda recusou minhas propostas e disse que providenciaria um carro adaptado que me atendesse, o que acabou sendo feito após alguns dias. Agendaram a entrega do carro reserva para o dia 07/08/2014, mas o mesmo só me foi entregue no dia 08/08/2014, sem grandes problemas, pois como o usaria por exatos 7 dias, a locação terminaria justamente na data marcada pela Imperial para entregar meu carro. Tudo daria certo? Ledo engano!

DE VOLTA À HONDA, NOVAS DECEPÇÕES – Na véspera do dia marcado para eu retirar meu carro, tive o cuidado de ligar para a concessionária e o consultor que me atende – Sr. Magno – confirmou a entrega do carro até o fim da tarde do dia 15/08/2014.
Na sexta-feira, dia 15/08/2014, me programei para devolver o carro reserva e ir de táxi para a Honda buscar meu carro. No caminho, recebo uma ligação do próprio Magno alegando que “havia ocorrido uma reação química na pintura de uma das peças do carro, sendo necessária a repintura da área, serviço que levaria mais três dias”.
Fiquei super nervoso com a sacanagem da concessionária ? leia-se ?sacanagem? no sentido literal da palavra ? bradei, soltei os cachorros pelo telefone, mas nada adiantou. A entrega do carro foi novamente reprogramada, então, para o dia 19/08/2014.
Mesmo não tendo acreditado na desculpa esfarrapada dada pelo funcionário – pois pintura nenhuma apresenta reação química em dia marcado para a entregar de um carro – não me restou alternativa a não ser esperar. O que houve, imagino eu, foi atraso na execução do serviço e só deixaram para me avisar no dia da entrega, mesmo eu tendo ligado na véspera para confirmar.

CONTRADIÇÕES, NOVAS DESCULPAS E EMPURRA-EMPURRA ENTRE CONCESSIONÁRIA E SEGURADORA – Na terça-feira (19/8/2014), data re-reagendada para a entrega do veículo, me ligaram novamente para informar novamente que “o carro não seria entregue naquele dia, pois a Seguradora (Yasuda Seguros) precisaria fazer uma “vistoria de qualidade”, procedimento padrão antes da liberação de qualquer carro”, e que tal vistoria havia sido marcada para o dia seguinte – 20/08/2014.

Novamente bradei, solicitei uma solução, liguei para gerente administrativa da Imperial, Sra. Socorro, que nada fez. Eu esperaria que disponibilizassem um carro ou arcassem com minhas despesas durante o período. Sabe o que fizeram? Mandaram que eu “entrasse em contato com minha seguradora para pressionar, pois isso não problema deles não”.

Mesmo revoltado, passei horas tentando atendimento telefônico com a Yasuda que, quando me atendeu, desmentiu as alegações da oficina, afirmou que o carro estava liberado, bastando apenas que eu pagasse a fiança e retirasse o veículo.

No jogo de empurra-empurra entre concessionária e seguradora, voltei à Honda, que me apresentou uma nova desculpa: “uma nova vistoria havia sido solicitada porque, durante a execução do serviço, constaram a necessidade de trocar novas peças – o que gerou um orçamento complementar, que, para ser aprovado, precisaria de nova vistoria pela seguradora”.

No mesmo dia 21/8, voltei à Yasuda (Protocolo 14093070) com as novas informações que, desta vez confirmou a solicitação da segunda vistoria pela Honda, mas que essa só havia sido feita na tarde do dia anterior, com pedido de urgência.

Apesar disso tudo, continuo sem carro, pois a Honda recusa-se a entregá-lo mesmo alegando que o mesmo já estaria pronto. E minha seguradora não faz nada, dizendo que a escolha da oficina fora uma decisão minha.

REVOLTA – Dá pra acreditar? Quem mente e quem fala a verdade diante de tanta confusão, informações desencontradas e ausência de transparência por parte da Honda e da Yasuda Seguros??? Até quando continuarei refém de uma prestação de serviços tão ruim e [editado pelo Reclame Aqui] Custa muito ser transparente com o cliente e dizer a verdade? Por que insistem em apresentar uma desculpa atrás da outra? Quem vai arcar com meus gastos que já superam os R$ 1000 apenas com de táxi esses dias que sigo sem carro??? E quanto aos transtornos, tempo perdido com reclamações e expectativas adiadas?

Já registrei reclamações junto à Yasuda, que insiste em se isentar de tentar mediar qualquer conflito, afirmando apenas que a escolha da oficina fora uma decisão minha, bem como junto à própria Gerência Administrativa da Honda Imperial, Sr.ª Socorro, que, apesar de muito simpática, pouco ou nada fez para resolver minhas reclamações. Atualmente, nem minhas ligações são repassadas para ela.

Quando optei pela Imperial Honda, quis dar preferência à concessionária representante do fabricante do meu carro, na esperança de que isso agilizaria não apenas a aquisição de peças, mas também a execução do serviço no menor tempo possível. Ledo engano!
Sou deficiente físico, meu seguro Yasuda é um produto destinado a pessoas com deficiência, que promete o atendimento preferencial no caso de sinistro, mas vejo agora que isso não passa de propaganda enganosa.

Quanto à Honda, a decepção só aumenta. Não indico e nem recomendo a ninguém, nem mesmo ao pior dos inimigos!

Atenciosamente,

Lázaro Britto
Um cliente muuuito insatisfeito

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“É difícil, precisa ter força de vontade”, diz ciclista durante teste de prótese

David durante treinamento com a prótese. Luz verde acesa (ao lado da prótese) indica que o jovem acionou a mão biônica. Foto: Clínica Conforpés
David durante treinamento com a prótese. Luz verde acesa (ao lado da prótese) indica que o jovem acionou a mão biônica. Foto: Clínica Conforpés

Crime na Av. Paulista ficou conhecido pela frieza. Polícia diz que motorista lançou braço amputado em córrego

Após pouco mais de quatro meses, o ciclista David Santos Sousa, de 21 anos, que teve o braço amputado em um acidente na avenida Paulista , já faz os primeiros movimentos com sua prótese mecânica. “É difícil, precisa ter muita força de vontade”, disse David ao iG, em entrevista exclusiva, nesta terça-feira. A declaração foi dada durante uma das sessões de treinamento em uma clínica especializada de Sorobaba (SP).

Desde o último dia 15, David enfrenta um novo desafio. Já com domínio completo da mão biônica, o jovem treinou pela primeira vez o controle do cotovelo. Ambas as partes são controladas por impulsos cerebrais. “Foi fantástico. Vi que ele ainda vai fazer muita coisa na vida”, disse a mãe Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, que presenciou a cena orgulhosa. Veja o vídeo:

http://tvig.ig.com.br/id/51e56b7132154c22fe000008.html

Apesar da dificuldade relatada por David, o técnico que acompanha os avanços do jovem garante que ele está se adaptando. “É complicado sim. Mas ele nunca desistiu e registrou avanços muito rápidos”, explicou Anderson Tauzino Nolé. Para utilizar com sucesso o braço mecânico, avaliado em R$ 320 mil, David ainda passará uma semana na clínica Conforpés , no interior do Estado.

Segundo Tauzino, a peça é dividida em dois sistemas (mão e o cotovelo). “Como ele teve o braço amputado acima do cotovelo, a movimentação de dois grupos musculares (do bíceps e tríceps) definirão as novas ações”. Para abrir a mão, David precisa simular a extensão do seu cotovelo. Tal ação acionará uma luz verde, indicando que o sistema da mão foi ativado. Para realizar o movimento de punho (também chamado pinça de força), ele deve flexionar o cotovelo. Veja abaixo em vídeo uma das tentativas de David:

Umas das partes mais complicadas, segundo o próprio David, é realizar a troca para o sistema do cotovelo (vídeo) . “Tem que ser muito rápido e preciso, mas vou me adaptar”, garantiu. Para acionar o segundo sistema, o jovem precisa contrair os dois músculos simultaneamente. “Nisso a luz verde se apaga e indica que o sistema foi trocado”, orienta o técnico, enquanto observa David ensaiar novas tentativas. “Ele é um menino muito especial, não merece o que aconteceu com ele, mas merece a prótese que ganhou.”

A pedido do jovem, o braço mecânico ainda será revestido com uma película com desenhos de tatuagem. Para o empresário Nelson Nolé, dono da clínica, a fase de treinamento deve ser encerrada na próxima terça-feira (23). “A fase final será a fabricação do material digitalizado, quando será feito um molde da outra mão de David”. O molde será então enviado para a Inglaterra e deve demorar até 40 dias para ficar pronto.

RETOMANDO A CONFIANÇA – Para a mãe do ciclista, o recebimento da prótese confirmará a retomada da vida de David. Há pouco tempo, o jovem começou a fazer um curso de brigadista de incêndio (com duração de três meses) e teria o sonho de se tornar técnico de segurança do trabalho.

Desde o acidente, que aconteceu na madrugada de um domingo, no dia 10 de março, a rotina da família mudou. Antônia conta que tinha uma rotina pesada de trabalho, mas abandonou tudo após os dois acidentes que atingiram sua família. Treze dias após o atropelamento de David, seu irmão mais velho também se envolveu em um acidente. Ele ainda se recupera e aguarda fisioterapia.

“Sempre trabalhei demais, deixei eles muito sozinhos por isso. Decidi parar tudo e ajudar na recuperação deles”, explicou. Segundo Antônia, ela chega a até ser repreendida por David pelo excesso de atenção já que ela sempre o acompanha durante os compromissos. “Ele me diz: ‘Mãe, está me atrapalhando com as namoradinhas’. Mas sei que ele ama e precisa do meu apoio.”

Fonte: Último Segundo

Passo Firme – 19/07/2013
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Ciclista que teve braço amputado diz que gostaria de perdoar atropelador

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Jovem teve braço decepado em acidente na Av. Paulista, no domingo (10).

A família do jovem David Souza dos Santos (foto), ciclista atropelado em São Paulo e que teve o braço amputado em acidente no domingo (10), gravou um vídeo exclusivo para o SPTV.

Nele, o rapaz faz uma revelação: quer perdoar o atropelador e deseja que outras pessoas não sofram a mesma violência.

O ciclista continua internado no Hospital das Clínicas. Veja o vídeo acima e abaixo a íntegra da declaração:

“Eu gostaria de agradecer ao Tralli por estar divulgando essa minha fase. Graças a Deus eu estou me recuperando bem hoje e com muita fé das pessoas que estão me apoiando do lado de fora, os ciclistas que estão fazendo protesto, passeata, e os meus familiares que estão fazendo um bem tão grande para mim que, estou sentido vibrações tão boas que estão me fazendo me recuperar melhor. O Dr. Ademar, que está cuidando do caso, e muitas pessoas que estão apoiando por mim fora do hospital. Dr. Paulo Ademar Gomes que está me apoiando nessa área de advocacia. O Dr. Paulo e a sua equipe médica que estão me ajudando com os meus problemas por causa do meu braço. Meu físico está todo machucado. E gostaria de perdoar o cara que fez isso comigo, que gostaria que nada disso acontecesse comigo nem com outras pessoas. E um abraço bem forte pra todos.”

Fonte: SPTV

Leia também:

CICLISTA ATROPELADO NA PAULISTA TERÁ PRÓTESE ADAPTADA PARA PODER DESENHAR

Passo Firme – 16/03/2013
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Ciclista atropelado na Paulista terá prótese adaptada para poder desenhar

Nelson-Nolé

Empresário de Sorocaba, SP, irá doar membro adaptado ao jovem. Rapaz de 21 anos perdeu o braço em um atropelamento na Av. Paulista.

“David não vai precisar abandonar a paixão pela arte”. É assim o empresário Nelson Nolé – especialista no ramo de próteses ortopédicas em Sorocaba (SP) – avalia a situação do ciclista que teve um braço amputado depois de ser atropelado na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Nelson informou na última quarta-feira (13) que irá doar a prótese para o jovem.

A delegada Priscila Oliveira Rodrigues se emocionou ao relatar, na terça-feira (12), o depoimento do ciclista David Santos Souza. Durante depoimento, o jovem de 21 anos mostrou desenhos que fazia, e lamentou não poder continuar com o hobbie. Porém, de acordo com o empresário, a amputação não será impedimento para David continuar a desenhar. “Nós já vimos diversos casos de pessoas que continuaram a escrever e desenhar depois de receber uma prótese. Vamos dar todas as condições para que ele prossiga com seus desenhos”, analisa o especialista.

Para Nelson, que atua no ramo há 46 anos, é possível que David recupere a maior parte dos movimentos. “Nós ainda temos pouca informação sobre o nível da amputação. A partir disso, saberemos qual será a melhor prótese para o jovem”, explica Nelson. Entre os sistemas desenvolvidos pela empresa estão o biônico, com comando cerebral e o eletrônico.

A reportagem abaixo é do Jornal da Gazeta:

acidente-ciclista-sp_v3O ACIDENTE – Na descrição da polícia, o motorista Alex Siwek estava dentro de um Honda Fit ao lado de um amigo quando o acidente ocorreu. O braço direito do ciclista foi amputado por estilhaços de vidro do para-brisa e permaneceu preso ao veículo.

O motorista fugiu do local, deixou o amigo em casa e depois foi à Avenida Doutor Ricardo Jafet, de onde lançou o braço em um córrego. Depois, voltou à própria casa, guardou o carro na garagem e dirigiu-se a pé à unidade policial para se entregar.

O exame clínico apontou que o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. A comanda de consumo de Alex Siwek, paga na casa noturna de onde ele saiu antes de atropelar o ciclista, mostra que ele pagou por três doses de vodca e um energético. O horário que a comanda individual de consumo foi fechada, às 6h, porém, é posterior ao horário do acidente, ocorrido às 5h30.

O advogado de Siwek, Pablo Naves Testone, afirma que o estudante de psicologia não tem antecedentes criminais e que reúne os requisitos para responder ao processo em liberdade. Diz ainda que a família do rapaz está muito assustada com a repercussão do caso e que já sofreu ameaças.

“Acharam o número da residência fixa, e ligaram falando bobagens, como a mãe e o pai educaram o menino, falando que iam matá-los.” A ligação foi atendida pela mãe de Alex, que, segundo o advogado, está tomando rémedios por conta dos últimos acontecimentos. “Todos estão comovidos, sabem que foi aterrorizante, e que o menino será julgado pelo que fez, mas algumas pessoas estão exagerando.”

O estudante foi transferido para o Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na terça-feira (12). Ele estava no CDP 2 do Belém, na Zona Leste, desde segunda (11). Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Siwek ficará em regime de observação, sem contato com os outros presidiários, para se adaptar ao regime carcerário. Durante o período, ele só poderá receber visita de seus advogados.

LAUDO – O delegado Martins revelou, na terça-feira, que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou sinais de embriaguez no motorista do veículo, mas concluiu que Alex não estava embriagado. A Polícia Civil disse que irá questionar a conclusão do laudo.

Martins acredita que o resultado pode ter sido prejudicado porque Alex foi submetido ao exame horas depois do acidente. O exame foi realizado às 11h21 e o atropelamento ocorreu por volta das 5h30.

No documento do IML, a médica responde a duas perguntas: “há sinais indicativos que o examinado está sob efeito de álcool etílico? Sim” e “Em consequência disso, ele está embriagado? Não”.

A polícia pretende enviar perguntas à medica do IML que examinou o jovem para entender o resultado. Um exame clínico havia apontado que o jovem tinha bebido antes do acidente.

INVESTIGAÇÕES – Antes de concluir o inquérito, a polícia aguarda os resultados das perícias feitas no local da batida, no carro de Alex e no Córrego Ipiranga, local onde o braço foi jogado na Avenida Doutor Ricardo Jafet. Segundo o delegado Martins, 13 pessoas já foram ouvidas, entre testemunhas e envolvidos no caso.

A polícia também busca imagens de câmeras de segurança do local do acidente e também do ponto onde o braço foi jogado. Até agora, a polícia tem apenas imagens de uma câmera da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que mostram uma viatura de resgate passando às 6h06 de domingo para atender a ocorrência.

Fonte: G1 Sorocaba

Passo Firme – 15/03/2013
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