Vídeo mostra enfaixamento correto do coto de amputação

A Associação Portuguesa de Amputados (Andamus), em parceria com os estudantes do Curso de Som e Imagem da Universidade Católica daquele país, elaboraram um conjunto de videos didáticos acerca de diversas temáticas em redor da amputação. Neste primeiro vídeo, um fisioterapeuta explica como deve ser a “bandagem”, ou enfaixamento, do coto de um amputado em nível transfemural (coxa). Dicas simples, mas ainda desconhecidas por muitos amputados. Recomendo!

Fonte: Andamus

Passo Firme – 25/06/2014
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Sem dinheiro para cirurgia, chinês amputa sozinho a perna direita

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução

Confesso que não acreditei na notícia quando a li pela primeira vez! Lembram da “mão biônica made in China“? Conheçam agora a mais nova técnica ‘chinesa’ para amputação de membros…

Um pequeno agricultor de Boading (China), que sofre de gangrena decorrente de embolia, amputou sozinho a própria perna direita por não ter dinheiro para pagar a cirurgia de remoção do membro recomendada pelos médicos.

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post”. Os médicos que o chinês consultou lhe receitaram fortes analgésicos, mas os remédios não fizeram qualquer efeito. Com a saúde deteriorada e sem dinheiro para a amputação, Zheng ouviu dos médicos que só tinha três meses de vida.

O agricultor decidiu reagir. Em uma noite de abril de 2012, ele usou uma serra e uma faca para amputar a perna direita, menos de 14 centímetros abaixo do quadril.

“Usei a faca para cortar a pele a ponto de eu poder ver o osso. Então usei a serra para cortar o osso. Eu tinha um cinto apertando a perna para conter o vazamento de sangue”, disse Zheng ao “Huffington Post”, acrescentando que, durante o doloroso processo, a serra chegou a quebrar uma vez.

O drama do chinês não acabou. Ele precisará amputar a outra perna. Mas, segundo o “Daily Star”, um médico de Xangai se ofereceu para fazer a cirurgia gratuitamente.

A pequena propriedade rural, que garante apenas a alimentação diária da família, está sendo cuidada pela esposa de Zheng. A única filha do casal trocou a escola por um emprego a fim de ajudar os pais.

Fonte: O Globo | Via “Huffington Post”

Passo Firme – 19/10/2013
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Pé Diabético provoca 60 mil amputações no Brasil

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação
Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações | Foto: Divulgação

O diabetes mal controlado responde por 70% das cirurgias de amputação de membros inferiores no Brasil, chegando a quase 60 mil amputações anuais, segundo o Ministério da Saúde.

As lesões que se apresentam nas extremidades inferiores dos doentes diabéticos dão origem a uma entidade clínica chamada “pé diabético”. “Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns”, explicou o angiologista e cirurgião vascular da Santa Casa de Maceió, Jubrant Petruceli (foto abaixo).

“Tais alterações podem causar destruição dos nervos, obstrução das artérias, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer após alguns anos de diabetes mal controlado”, acrescentou Petruceli.

"A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação", alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição
“A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alerta Jubrant | Foto: Primeira Edição

Manter as taxas de glicose controladas e consultar regularmente o médico é de fundamental importância para prevenir tais complicações. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos, perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. A questão é que tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar.

“O problema é que muitas vezes o paciente com diabetes só procura o atendimento em estágio avançado, com a doença já instalada, tornando o tratamento mais difícil. Por isso a prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação”, alertou Jubrant.

PREVENÇÃO – Para prevenir o pé diabético a principal medida é manter os níveis da glicemia controlados, realizar avaliação médica periódica e fazer o exame visual diário dos pés. Neste quesito, o paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. “Se não tiver condições de fazê-lo, diz o angiologista Jubrant Petruceli, será necessário pedir a ajuda a alguém.” Deve-se verificar a existência de frieiras, calos, rachaduras, feridas ou alterações de cor. “Em resumo: é preciso manter os pés sempre limpos. Secar bem, principalmente entre os dedos, com toalha macia e não esfregar a pele”, completou.

Outra dica do especialista é manter a pele hidratada ou passar óleo vegetal, mas não se deve passar entre os dedos ou ao redor das unhas. As unhas, inclusive, merecem um capítulo a parte. Antes de cortá-las, o paciente deve lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser informado sobre a doença. Para finalizar, não se devem cortar os calos e nem usar abrasivos.

FALTA DE SENSIBILIDADE – O grande problema do pé diabético é a redução na sensibilidade dos pés, o que leva ao surgimento de ferimentos sem que o paciente perceba, daí a importância de se manter os pés protegidos, não andar descalço de forma a evitar queimaduras na areia da praia, asfalto ou calçada, que podem estar quentes.

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos.

“Além disso, recomenda-se a evitar o uso de calçados novos por mais de uma hora por dia, pelo menos até que estejam macios. Há, no mercado, calçados apropriados que, no momento, certo devem ser prescritos pelo seu médico”, finalizou Jubrant Petruceli.

Fonte: Primeira Edição

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Passo Firme – 1º/9/2013
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Um resumo breve e sucinto da função da fisioterapia na reabilitação do amputado

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia

A reabilitação do amputado é formada basicamente de quatro etapas fundamentais: pré-amputação, pós-amputação, pré-protetização e pós-protetização. Conheça as principais técnicas de fisioterapia utilizadas em cada uma dessas fases.

Na pré-amputação a reabilitação consiste na mobilidade no leito, no fortalecimento muscular, em manter ou aumentar a ADM (amplitude de movimentos) e, nos treinos de transferências, trabalhar equilíbrio e marcha.

Na pós-amputação a reabilitação consiste em prevenir contraturas articulares, fortalecer o membro amputado, em fortalecer e mobilizar o membro não afetado e o tronco, em controlar o edema do coto, em estimular independência, e na deambulação com auxiliares de marcha.

Na pré-protetização os objetivos de reabilitação são estimular as habilidades para realização de atividades sem uso de prótese, preparar o coto para ser protetizado, desenvolver programa de alongamento, propriocepção, fortalecimento, equilíbrio, coordenação e deambulação.

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, barras paralelas, cinesioterapia.

Para uma melhor cicatrização são utilizadas a massoterapia, eletroterapia e a hidroterapia.

Para redução do edema é importante a orientação postural, a hidroterapia, a massoterapia e a cinesioterapia.

Em relação ao neuroma, a massoterapia, a eletroterapia (Ultrassom e TENS), a hidroterapia, a percussão, a aplicação de materiais de diferentes texturas são utilizados.

O uso do enfaixamento irá evitar o edema, irá modelar o coto, diminuir as sensações fantasmas, e proteger a pele. Ele deve ser utilizado durantes 24 horas por dia até a protetização, porém deve-se ter cuidado com alergias, isquemia, constrição ou ferimentos.

O enfaixamento transtibial deve ser realizado com o paciente sentado com o coto semifletido, já o transfemural deve ser relizado com o paciente em pé.

Para as dores e sensações fantasmas são utilizados o enfaixamento e a eletroterapia (Ultrassom e TENS).

A cinesioterapia consiste em alongamentos, mobilizações das articulações proximais e no fortalecimento das musculaturas. Nos membros superiores ela é importante para a realização das transferências e para o uso de muletas. No tronco ela objetiva evitar desvios posturais e desequilíbrios. No membro inferior não amputado deve-se trabalhar a realização dos decúbitos.

A pós-protetização consiste na avaliação da prótese, na colocação da mesma, na transferência sentado para em pé, equilíbrio e transferência de peso, treino de marcha, marcha em escadas e rampas, atividades esportivas e recreacionais.

Fonte: Blog de Fisio | Com edição do Blog Passo Firme.

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Passo Firme – 14/08/2013
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Próteses personalizadas podem aumentar a autoestima de amputados

Personalização de próteses pode melhorar auto-estima de amputados Fotos: divulgação
Personalização de próteses pode melhorar auto-estima de amputados
Fotos: divulgação

Um projeto do Reino Unido intitulado “Alternative Limb” quer ajudar amputados a se adaptarem com as próteses, e até mesmo, se sentirem elegantes com elas, por meio da personalização.

Perder um membro do corpo pode ser um evento angustiante para os pacientes, o que afeta a imagem corporal e, portanto, a autoestima. Um projeto do Reino Unido intitulado Alternative Limb quer ajudar amputados a se adaptarem com as próteses, e até mesmo, se sentirem elegantes com elas, por meio da personalização.

20130822 - Alternative Limb 2

O projeto fundado por Sophie de Oliveira Barata, graduada da Universidade de Artes de Londres, especializada em efeitos especiais para cinema e televisão, permite que os pacientes de amputação personalizem as próteses convencionais de forma criativa. Eles podem criar seus próprios membros sob medida, transmitindo aspectos de sua personalidade e, ao mesmo tempo, ajudando-os a permanecer na moda.

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Peças criativas já foram confeccionadas como, por exemplo, uma “perna stereo” que possui alto-falantes embutidos, uma opção legal para quem gosta de música. Já para um ex-soldado a escolha foi de um design anatômico modular, e para uma jovem mãe, uma prótese cheia de flores.

20130822 - Alternative Limb 4

O estúdio também produz membros de aparência realista para aqueles que querem reconstruir sua aparência anterior.

Os interessados podem acessar o site do projeto e preencher um formulário, onde pode encontrar a média de valores que deseja investir. Eles variam de 3 mil a 15 mil libras, o equivalente a 9 mil e 40 mil reais, um preço não muito acessível.

Veja o vídeo:

Fonte: Ibahia

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Passo Firme – 22/05/2013
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Tecnologia aumenta inclusão de portadores de deficiência

Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma
Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma

Novidades que facilitam a vida e aumentam a independência foram apresentadas na segunda maior feira de acessibilidade do mundo

Cadeira de rodas para terrenos acidentados, aparelho auditivo com bluetooth e um aplicativo que dá voz a quem perdeu essa habilidade por conta de um acidente ou já nasceu sem ela. Estas foram algumas das novidades apresentadas na 12ª edição da Reatech, a segunda maior feira de acessibilidade do mundo, encerrada no último dia 22 de abril, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, o evento mostrou a profissionais e gestores de saúde e ao público em geral, tecnologias e novas propostas para aumentar a inclusão de portadores das mais variadas deficiências.

Um dos principais destaques da feira foi a cadeira de rodas apresentada pela empresa brasileira Vemex. Batizada de Strix, ela foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados – isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras.

João Horta, 29, estudante de engenharia mecânica e um dos idealizadores do projeto, conta que o diferencial está no sistema de amortecimento da cadeira.

“O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era pra prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento”, explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

Outra tecnologia que agradou aos visitantes foi um aparelho auditivo com conectividade bluetooth. Com ele, o usuário não precisa mais se preocupar com os ruídos externos ao atender ao celular ou assistir a um filme: ele se conecta diretamente a celular, TV e outros aparelhos e, caso solicitado, isola qualquer outro som ambiente, atendendo justamente a uma das maiores reclamações dos deficientes auditivos.

“Dependendo do tipo do aparelho usado, os pacientes tinham dificuldades para escutar a voz de alguém ao telefone e, muitas vezes, a proximidade do aparelho auditivo com o telefone gerava microfonia, como um apito forte no ouvido”, esclarece a fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, Elisabetta Radini.

Fonte: IG Saúde

Passo Firme – 26/04/2013
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Falsa imagem do cantor Roberto Carlos com perna mecânica se espalha pelo Facebook

roberto-carlos-com-protese-na-perna

Internautas se mostram assustados com desconhecimento da deficiência física do artista.

Uma foto do cantor Roberto Carlos com uma prótese na perna direita tem repercutido nas redes sociais. Esta apresenta o artista de bermuda enquanto acena para fotógrafos e fãs. A imagem traz a frase “Disseram que esta cena jamais seria vista… Erraram”. O conteúdo já recebeu mais de 1200 curtidas e 13 mil compartilhamentos no Facebook.

Na verdade, tudo não passa de uma montagem. A fotografia original exibe o cantor vestindo calças claras, e foi retratada na saída do Theatro Municipal do Rio, em 2008. Vale ressaltar que de fato o artista sofreu um acidente ainda quando criança, sendo atropelado por uma locomotiva e tendo que amputar a perna. Porém ele prefere evitar comentar sobre o assunto, o que evidencia que também não apareceria em público exibindo a prótese.

Fonte: Techmestre.com

Passo Firme – 25/04/2013
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Reatech 2013: tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth

Homem utiliza aparelho auditivo com conexão via bluetooth a eletrônicos como TV e celular (Foto: Divulgação)
Homem utiliza aparelho auditivo com conexão via bluetooth a eletrônicos como TV e celular (Foto: Divulgação)

Empresas mostram tecnologias para melhorar a vida de deficientes. Evento, que ocorre até o próximo domingo (21),  traz campainha para surdos e dispositivo que ‘traduz’ para o braille. Além de dar voz a multidões, a tecnologia também pode dar a chance de deficientes auditivos ouvirem melhor e tetraplégicos escreverem.

Algumas dessas inovações deram forma a produtos, que mostrados na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que começou na quinta-feira (18) e termina no domingo (21), em São Paulo. “Em vez de usar a tecnologia para ficar falando mal dos outros no Facebook, a gente faz a vida das pessoas melhor”, disse Daniel Bronzeri, da empresa Métodos Soluções Inteligentes, um dos 300 expositores do evento. “A tecnologia tem esse poder”, afirma.

Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)
Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)

AUDIÇÃO VIA BLUETOOTH – A companhia vai apresentar em primeira mão a campainha para surdos. Chamado de Vibra Bell, o aparelho acopla uma câmera instalada ao botão da campainha, funciona em conjunto com um aplicativo e é conectado à internet. Toda a estrutura foi desenvolvida sobre o sistema operacional Android, do Google.

Quando tocado, o dispositivo dispara uma foto, que é enviada para o app do serviço instalado no smartphone do surdo. Com isso, diz Bronzeri, é possível saber não só que há alguém na porta, mas também identificar o indivíduo. Segundo ele, a empresa trabalha em uma nova função que abrirá a porta à distância. “O aplicativo tem maiores possibilidades, como para pessoas que têm mobilidade reduzida.”

Deficientes auditivos também são o foco da Oto-Sonic. A empresa é distribuidora da fabricante de aparelhos auditivos Bonafon, criadora de um dispositivo que daria inveja aos fãs dos fones mais modernos. É um aparelho auditivo que se conecta por bluetooth a aparelhos eletrônicos, como TVs, telefones fixo e móvel, tablets, computadores e GPS.

Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os caracteres de telas de computador, celula e tablets para o Braille. (Foto: Divulgação)
Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os
caracteres de telas de computador, celula e tablets
para o Braille. (Foto: Divulgação)

Mesmo usando aparelhos, os deficientes auditivos possuem dificuldade para ouvir os sons emitidos pela televisão, computadores e GPS, conta Elizabetta Radini, fonoaudióloga responsável pelo Departamento de Audição da Oto-Sonic. “O som vai se propagando no ar e perdendo energia. Dependendo do tamanho da sala, o som chega baixo ou distorcido”, explica.

Já a complicação com celulares e telefones decorre porque o captador de áudio do aparelho auditivo fica em cima da orelha. “Não dá para ouvir e falar ao mesmo tempo.”

O aparelho funciona assim: um adaptador é ligado aos eletroeletrônicos que não possuem canal direto de bluetooth para conectá-los ao aparelho auditivo –celulares e tablets não precisam de intermediação. Por meio do bluetooth, o som vai direto ao ouvido. Para controlar o som e atender ligações, o usuário carrega uma espécie de controle, que também serve como microfone.

O aparelho começou a ser importado para o Brasil no ano passado e já é utilizado, conta Randini. “Temos um paciente que não atendia ligações. Hoje, ele brinca que é o telefonista da casa.” Outra paciente, uma médica, costumava assistir cirurgias no iPad, mas sem áudio. Agora, ela já pode ouvir os comentários dos cirurgiões durante o procedimento.

OUTRAS TECNOLOGIAS – A feira também apresenta produtos tecnológicos para tetraplégicos. A Civiam leva computadores e tablets para deficientes motores, que permitem digitar com os olhos. O sistema de rastreamento ocular identifica para qual tecla o usuário está olhando e a escreve na tela.

Deficientes visuais não foram esquecidos. Há aparelhos portáteis que leem textos por eles para depois lhes narrar o conteúdo e dispositivos traduzem os caracteres exibidos em telas de computador, celula e tablets para o Braille.

Serviço

O que é: Reatech 2013| XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Quando: 18 e 19 de abril (das 13h às 21h) e 21 e 22 de abril (10h às 19h).

Onde: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5

Entrada: Gratuita

Mais informações: www.reatech.tmp.br

Fonte: G1

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Passo Firme – 20/04/2013
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Reatech 2013: confira alguns dos eventos que ocorrerão paralelamente à feira

50 mil visitantes são esperados na Reatech este ano
50 mil visitantes são esperados na Reatech este ano

A próxima edição da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a maior do setor de reabilitação, inclusão social e acessibilidade do país e uma das maiores do segmento no mundo, será realizada de 18 a 21 de abril de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Com o objetivo de disseminar o conceito da inclusão social, a feira apresentará as novas tecnologias e lançamentos do setor, além de oferecer aos visitantes um palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadra esportiva e as seguintes atividades, com a participação de renomados especialistas:

XII Seminário de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão (Reasem);
Simpósio Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho (Simbrafit);
IV Seminário de Tecnologias Avançadas em Fisioterapia (Tecfisio);
Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para Pessoa com Deficiência;
Oficina “Alfabetização no Sistema Braille, uma Iniciativa para Inclusão Social”;
Reashow – Seminário dos Expositores (McDonald’s, Itaú, Senac, Andef e Instituto Mara Gabrilli, entre outros);
Palestras do Comitê Paraolímpico Brasileiro(CPB);
Curso Pet (terapia assistida por animais);
Workshop prático de equoterapia;
Seminário do Terceiro Setor; e
IV Seminário “A Sexualidade na Vida da Pessoa com Deficiência”.
Dentro do Workshop Internacional, no dia 20/4 (sábado), das 9h00 às 17h00, haverá uma palestra de Curt Prewitt, especialista norte-americano de recuperação em equipamentos e sistemas posturais para crianças e adultos.

Além disso, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio do programa “Viver sem Limites”, do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), apresentará o II Fórum Nacional sobre Tecnologia Assistiva.

Com entrada gratuita, a feira é aberta a visitantes e público profissional, tais como assistentes sociais, profissionais de clínicas e hospitais, educadores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, terapeutas, principalmente o terapeuta ocupacional e estudantes.

Segundo José Roberto Sevieri, diretor do Grupo Cipa Fiera Milano, promotor e organizador da Reatech, o objetivo da feira é trazer e despertar um novo olhar sobre a realidade dos mais de 45 milhões de brasileiros (9 milhões somente no Estado de São Paulo) com algum tipo de deficiência que enfrentam dificuldades de acesso à saúde, ao trabalho, a atividades culturais e sociais.

Paralelamente à feira acontecem dois eventos simultâneos: a Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e a Feira Nacional da Pessoa Idosa.

SERVIÇO:

O quê: Reatech 2013 – XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade;
Data: De 18 a 21 de abril de 2013;
Horário: Nos dias 18 e 19, das 13h00 às 21h00; nos dias 20 e 21, das 10h00 às 19h00;
Local: Centro de Exposições Imigrantes;
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo (SP). A feira oferece transporte gratuito (ida e volta), que sairá todos os dias da Estação Jabaquara do Metrô – Rua Nelson Fernandes, 400, ao lado do terminal de ônibus;
Informações e inscrições: Para mais informações, acesse www.reatech.tmp.br. A entrada é gratuita.

Fonte: Instituto ETHOS

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Reatech 2013: Organização do evento divulga mais detalhes da pprogramação

reatech

Evento com as mais novas tecnologias acessíveis, produtos e serviços para pessoas com deficiência – de 18 a 21 de abril – no Centro de Exposições Imigrantes/SP

A próxima edição da maior feira do setor de reabilitação, inclusão social e acessibilidade do país e uma das maiores do segmento no mundo, a 12ª Reatech | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, acontecerá de 18 a 21 de abril de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Com o objetivo de disseminar o conceito da inclusão social, a feira apresentará as novas tecnologias e lançamentos do setor, além de oferecer aos visitantes um palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadra esportiva e seminários com a participação de renomados especialistas.

Entre os expositores este ano estão: REASEM | XII Seminário de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão; SIMBRAFIT | Simpósio Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho; TECFISIO | IV Seminário de Tecnologias Avançadas em Fisioterapia; Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para Pessoa com Deficiência; Oficina: Alfabetização no Sistema Braille, uma iniciativa para inclusão social; Seminário do Terceiro Setor; Reashow | Seminário dos Expositores (McDonald’s, Itaú, Senac, ANDEF e Instituto Mara Gabrilli, entre outros); Palestras do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro); Curso Pet (terapia assistida por animais); Workshop prático de equoterapia; Seminário do Terceiro Setor e IV Seminário: A Sexualidade na Vida da Pessoa com deficiência.

Dentro do Workshop Internacional, no dia 20/04 (sábado), das 9h às 17h, palestra com Curt Prewitt – especialista norte-americano de recuperação em equipamentos e sistemas posturais para crianças e adultos, com foco na tecnologia assistiva. Nesta mesma linha, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, através do programa “Viver sem limites” do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), apresentará o II Fórum Nacional sobre Tecnologia Assistiva.

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PÚBLICO – A 12ª Reatech contará com 300 expositores em uma área de 35 mil m2, além de público estimado em 50 mil visitantes. O evento reunirá agências de emprego (com mais de 7.000 vagas voltadas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida), instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

Com entrada gratuita, a feira é aberta a visitantes e público profissional, tais como assistentes sociais, profissionais de clínicas e hospitais, educadores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, terapeutas, principalmente o terapeuta ocupacional e estudantes.

Segundo José Roberto Sevieri, diretor do Grupo Cipa Fiera Milano, promotor e organizador da Reatech, o objetivo da feira é trazer e despertar um novo olhar sobre a realidade dos mais de 45 milhões de brasileiros (9 milhões somente no Estado de São Paulo) com algum tipo de deficiência que enfrentam dificuldades de acesso à saúde, ao trabalho, a atividades culturais e sociais.

Paralelo à feira também acontecem dois eventos simultâneos: Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e Feira Nacional da Pessoa Idosa.

Confira abaixo outros destaques da programação da 12ª Reatech:

Show do artista Geraldo Magela “Ceguinho” – “Só Quero Ver Na Copa”

No dia 20/04 (sábado), às 14h, o Sindicato das Auto Moto Escolas e CFC’s no Estado de São Paulo promovem, em seu estande (Rua 300 nº 323), o show do artista Geraldo Magela “Ceguinho” – “Só Quero Ver Na Copa”.

A Mais Diferenças, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, traz desde shows a rodas de conversa, passando por um cinema feito para todos, um túnel que estimula percepções sensoriais e oficinas com instrumentos musicais inclusivos:

musicaMusicais Diferenças

Um espaço dedicado à inclusão através da música, cujo projeto, fruto de uma parceria firmada no ano passado com o centro tecnológico e musical Drake Music, da Inglaterra, visa mostrar a capacidade desta arte em romper barreiras. Clipes gravados pelos alunos com deficiência da Drake, que fazem música com instrumentos e Tecnologia Assistiva, serão exibidos durante a feira. O rapper Billy Saga, presidente do Movimento Superação, e o músico associado da Drake, Ben Glass, entre outros artistas, irão interagir ao vivo com os vídeos em um show, onde um VJ mixará todos esses registros audiovisuais. O público poderá conhecer instrumentos acessíveis inéditos no Brasil e, através de oficinas, gravar suas produções musicais

cinema-inclusãoCinema Inclusão

Este projeto de cinema abre as portas da linguagem cinematográfica a todas as pessoas, equiparando as oportunidades de acesso à cultura e informação. Para isso lança mão de um conjunto de recursos de acessibilidade: menu acessível, janela de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), subtitulação e audiodescrição. Diversas sessões do Cinema Inclusão serão realizadas no decorrer dos quatro dias de feira.

tunel-sensorialTúnel Sensorial – Experiência com sentido

Uma maneira diferente de sentir o mundo: os visitantes entram em um túnel inflável que dispõe de diversos recursos sensoriais, com venda nos olhos. Descalços, os pés sentem durante a passagem variações no solo e as mãos as mais diversas texturas. Em outro momento, experiências olfativas e por fim, já sem a venda, as pessoas vivenciam o que é ouvir sem ver, o que é enxergar sem que sons lhe acompanhem e o que é olhar para algo mesclado a uma sonoridade que não lhe pertence, onde em poucos minutos, diversas sensações são vividas ao mesmo tempo em que outros sentidos são potencializados.

SERVIÇO     

Reatech 2013| XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

18 a 21 de abril

ENTRADA GRATUITA

Dias: 18 e 19, das 13h às 21h

20 e 21, das 10h às 19h

Local: Centro de Exposições Imigrantes

Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

Eventos Simultâneos: Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e Feira Nacional da Pessoa Idosa

Transporte Gratuito – Estação do Metrô Jabaquara – Saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400.

Fonte: Assessoria

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Passo Firme – 02/04/2013

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‘Ela faz coisas que facilitam sua vida’, diz ex-metalúrgico sobre mão biônica

Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.
Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.

Lançada em setembro do ano passado, uma das próteses mais modernas do mercado devolve não só os movimentos, mas também a autoestima dos pacientes.

Já imaginou viver sem o movimento de uma das mãos? Para minimizar a perda física, que também afeta a autoestima e a independência, uma empresa de Leeds, na Inglaterra, investe em tecnologia de ponta. A RSL Steeper criou a mão biônica mais moderna do mercado, que está sendo usada por 300 pessoas pelo mundo.

A Bebionic Three, como é chamada, foi lançada em setembro do ano passado. Cada dedo tem um motor individual, o que permite 14 tipos de movimentos, dos mais delicados e precisos, como segurar um cartão, aos mais vigorosos, como levantar peso. Foram precisos quatro anos de pesquisa para que os cientistas chegassem à última versão da prótese.

A mão biônica é controlada pela contração de dois músculos do braço que ficam logo abaixo do cotovelo. “Temos os sensores que ficam na pele, dentro da manopla. Um é responsável por fechar a mão e outro, por abri-la”, explica o gerente de produtos Bruce Rattray.

Uma das principais preocupações da empresa é evitar cópias. Para isso, a prótese está protegida por quatro patentes e tem uma equipe dedicada de cerca de 40 pessoas para melhorar suas funcionalidades. “Estamos sempre tentando produzir algo mais silencioso, mais rápido, mais forte e mais robusto para o paciente”, destaca o engenheiro mecânico sênior Jake Goodwin. A maioria das sugestões de melhoria parte dos próprios clientes.

Junto com engenheiros, uma dupla fica responsável pela parte eletrônica. Na tela do computador, códigos definem os movimentos da mão e são testados na hora. “Podemos ver as bordas em 3D, assim podemos transferir para o pessoal da mecânica verificar se ela se encaixa antes de construí-la”, diz a chefe de design eletrônico Courtney Medynski.

"Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica", diz Bruce Rattray
“Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica”, diz Bruce Rattray

FUNCIONALIDADES – Para segurar uma bola, o trabalho é mais simples, porque os dedos fecham todos juntos. O difícil é programar os movimentos em que cada dedo tem uma função diferente. Como se trata de um quebra-cabeça que não pode ter erros, as equipes lideradas pelo britânico Dean Kevin trabalham juntas e definem limites. “Temos uma colaboração bem próxima para garantir que o processo de desenvolvimento do produto seja o mais eficiente possível”, aponta o chefe de design de produtos.

A empresa promove reuniões frequentes para acompanhar os avanços da tecnologia. Os funcionários checam se existem novos materiais ou jeito de melhorar o encaixe das peças. O próximo passo é criar uma versão menor, para atender as mulheres de baixa estatura.

Não basta desenhar tudo no computador, é preciso ver se as ideias vão funcionar de fato. “A durabilidade é muito importante para nós e para o usuário final. Ele quer poder confiar totalmente na mão biônica que estiver usando”, avalia Rattray, responsável pelos testes para garantir a eficiência do produto.

Com tudo aprovado, é hora de montar a Bebionic Three, um trabalho completamente artesanal que leva aproximadamente quatro horas e meia. São 240 peças, incluindo parafusos, motores que vêm da Alemanha e outras peças que são fabricadas na própria Grã-Bretanha.

Desde o lançamento, já foram vendidas mais de 300 unidades da prótese, a maioria para os Estados Unidos. Antes de criar expectativa, a empresa alerta que é preciso fazer exames e checar se o paciente tem condições físicas de controlar a prótese que, no Brasil, varia entre US$ 25 e US$ 30 mil, sem incluir atendimento médico e treinamento.

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Bebionic Three ajudou o britânico Nigel Ackland a recuperar a autoestima. Com a prótese, o ex-metalúrgico consegue fazer tanto movimentos simples quanto complexos.

O METALÚRGICO QUE SUPEROU A AMPUTAÇÃO – A mão biônica não serve apenas para suprir a falta física. Os amputados perdem muito mais do que uma parte do corpo e alguns não conseguem retomar a confiança que tinham antes. Foi o que aconteceu com o britânico Nigel Ackland. Em 2006, ele se acidentou na metalúrgica onde trabalhava. Durante seis meses, tentou curar o braço que havia ficado preso dentro da máquina.

Os médicos disseram que ele passaria quase dez anos fazendo cirurgias para garantir apenas movimentos restritos. “Então eu pedi para amputarem. Eu sabia que a tecnologia chegaria lá em algum momento, esperava que chegasse lá para me ajudar e, durante um bom tempo, isso não aconteceu”, relembra o ex-metalúrgico.

Segundo Kevin, é possível reproduzir todos os movimentos de uma mão real. “Isso é uma questão de programação, mas acho que devemos continuar concentrados em quais movimentos são mais importantes para cada paciente. Temos que garantir que os principais movimentos funcionais tenham o máximo de eficiência para aquilo que o paciente quer fazer no dia a dia”, afirma.

Logo depois do acidente, Nigel buscou ajuda do sistema público de saúde britânico, mas percebeu que não teria acesso à tecnologia de ponta. A saída foi recorrer ao próprio bolso. Com a indenização que recebeu da metalúrgica, comprou uma Bebionic quando o produto ainda estava em fase de testes. Aos poucos, ajudou o fabricante a modernizar a prótese para que ela ficasse mais rápida e confortável. “Ela faz coisas que facilitam sua vida”, afirma o britânico.

Aos 53 anos, Nigel também usa a mão biônica para fazer exercícios que fortalecem o antebraço. Tudo sem exageros, para não aumentar demais os músculos, o que o obrigaria a trocar a meia da prótese, como é chamada a parte interna que permite o encaixe no corpo.

Assim como a tecnologia, o apoio da família fez toda a diferença. Foi a esposa Vanessa quem ajudou Nigel a combater a depressão. A mão biônica era o que faltava para devolver a alegria ao casal. Depois do acidente, o britânico aprendeu a dar mais valor a tarefas que a maioria das pessoas nem presta atenção no dia a dia. “São essas pequenas coisas que os seres humanos fazem que ela nos devolve, coisas em que você nem pensa, como vestir as calças”, destaca.

O mercado de próteses não para de crescer e, em 2015, deve chegar ao equivalente a R$ 50 bilhões. Entre os motivos estão o aumento da expectativa de vida, uma população cada vez mais idosa que sofre de problemas de articulação e o avanço dos países emergentes, como o Brasil e a Índia, que têm investido cada vez mais na área da saúde. O maior desafio, no entanto, é o acesso a essa tecnologia, cara demais para a maioria dos pacientes.

Assista aqui a reportagem completa da Globo News sobre o assunto.

Fonte: Globo News

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Passo Firme – 27/03/2013
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Paciente recebe prótese biônica ‘inteligente’ no lugar de antebraço

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Avaliado em R$ 150 mil, aparelho é acionado com movimentos do cotovelo

Um paciente de 58 anos no Reino Unido recebeu uma prótese biônica “inteligente”, com eletrodos que captam movimentos dos músculos do cotovelo e acionam os dedos eletronicamente. Chamada de “Michelangelo”, a prótese pioneira na tecnologia mioelétrica é avaliada em 47 mil libras (cerca de R$ 150 mil). Seu formato é similar ao de uma mão humana, com dedos e polegar, e ela permite segurar objetos pesados, amarrar cordas, subir escadas, entre outras atividades, de acordo com o jornal britânico “Daily Mail”.

O engenheiro Chris Taylor (foto), que recebeu o “antebraço biônico” da clínica particular Dorset Ortopédica como teste, perdeu parte do membro direito há quatro anos, em um acidente de moto aquática.

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O objeto foi desenvolvido na Alemanha e nos Estados Unidos e usa um software para controlar a mão e fazê-la abrir, fechar, segurar objetos e outros movimentos, baseando-se na contração dos músculos do cotovelo captados pelos eletrodos. “É uma sensação estranha mover [a prótese] e sentir que eu sou capaz de fazer coisas que eu não podia por muito tempo”, disse Taylor ao jornal britânico. “Obviamente não é tão boa quanto uma mão normal, mas é melhor que outras próteses que eu tive.”

A prótese usa uma bateria que dura 20 horas, e precisa ser recarregada por quatro horas ininterruptamente. Ela é formada com ligas de metal, plástico e outros materiais. “O que diferencia esta prótese de outras é o fato de ela ser ‘inteligente’ e ter um polegar móvel. A mão tem um software que faz o mesmo que uma pessoa comum, como ao pensar ‘feche sua mão’ – ela fecha automaticamente. Há sensores que enviam as mensagens dos músculos do cotovelo para a mão”, afirmou ao “Daily Mail” o diretor da clínica, Bob Watts.

Fonte: Bem Estar / Via  Daily Mail

Passo Firme – 24.01.2013

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Maioria de pacientes com pé diabético atendidos no RJ acaba amputada

Mais da metade das pessoas que procuram a emergência hospitalar no estado do Rio de Janeiro com problema de pé diabético acabam sofrendo amputação. A constatação está em um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional Rio de Janeiro (SBCV-RJ), entre 6 de agosto e 14 de setembro deste ano, com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 30 hospitais do estado. Eles foram acompanhados durante todo o tempo de permanência no hospital. De acordo com o presidente da SBCV, Carlos Eduardo Virgini, o número de amputações é preocupante.

“O pé diabético é uma complicação muito grave, muito comum, em qualquer emergência hospitalar você encontra vários pacientes internados, e o que é mais grave é que eles acabam sendo amputados”, afirma Virgini, que conta que, de cada dez pacientes que se internam nas emergências, seis amputam, um índice considerado altíssimo pela SBCV. “É uma coisa muito grave, que precisa ser discutida com a sociedade. A gente precisa procurar formas de amenizar essa questão”, desabafa.

No período da pesquisa, foram 193 casos de pacientes diabéticos com lesão no pé. 59% eram homens, com mais de 62 anos de idade e mais de 11 anos de diabetes. De acordo com Virgini, o principal motivo que leva à amputação em diabéticos é a falta de cuidados preventivos.

“Tem a ver com o fato do paciente não ter conhecimento da doença, não cuidar bem da lesão, que pode começar com um arranhão que não é bem tratado. Mas, sem dúvida, a falta de acesso ao atendimento básico é uma questão essencial. Ou o paciente vai ao posto de saúde tratar da ferida ou ele vai ao final da linha, chega à emergência com uma lesão muito avançada, com infecção, com infecção do osso, aí não tem muito que fazer e acaba sendo amputado por causa disso. Falta o atendimento no meio do caminho, intermediário”, avalia.

De acordo com o médico, para prevenir essas amputações é fundamental a educação sistemática do paciente, da família e das equipes de atenção básica, além de organizar o atendimento das equipes multidisciplinares e em nível secundário.

O assunto foi debatido em audiência pública no último dia 8 na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dentro das atividades da 8ª Semana Estadual de Saúde Vascular. A médica endocrinologista Solange Travassos, integrante da União de Associações de Diabéticos do Estado do Rio de Janeiro (Uaderj), declarou que a diabetes foi a causa de 4,6 milhões de mortes no mundo em 2011. A cada cinco segundos uma pessoa fica diabética e uma morre a cada dez segundos por causa da doença.

De acordo com Solange, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 80% dos diabéticos vivem em países pobres e que 183 milhões de pessoas não sabem que têm a doença e, portanto, não se cuidam. Consequentemente, quando ocorre o diagnóstico, metade dos pacientes já desenvolveu complicações crônicas como alterações na retina, nos rins e o pé diabético, um problema vascular e neurológico que normalmente começa com a perda de sensibilidade nas extremidades do corpo.

DADOS – Sobre as amputações, a endocrinologista disse que o problema é antigo e mundial, sendo o diabetes a maior causa de amputação não traumática em todo o mundo, por falta de prevenção. “Quando você tem uma política de prevenção eficaz, quando o paciente é bem tratado, quando ele tem o pé examinado em toda consulta, quando ele tem acesso aos medicamentos que ele precisa para atingir a meta de tratamento, isso não acontece. Então é muito triste você ver uma pessoa perder algum dedo, um pé, uma perna, o que seja, sabendo que se fossem tomadas algumas medidas um pouco antes, isso poderia ter sido completamente evitado”, ressaltou.

A gerente do programa de diabético da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudia Ramos, disse que, desde 2009, o governo passou a ter como foco melhorar a atenção primaria à saúde, o que demora um pouco a refletir nos números e estatísticas. De acordo com ela, o Rio de Janeiro estava muito atrasado na área de atendimento, mas agora conta com 191 unidades de atenção primária, para acompanhar as doenças crônicas não transmissíveis diretamente nas comunidades. “Hoje nós temos mais de 70 clínicas da família e 800 equipes completas. A Rocinha, por exemplo, que era uma prioridade, está com 100% de cobertura”, declarou.

Segundo a gerente, o Rio de Janeiro tem cerca de 300 mil diabéticos, que contam com atendimento específico pelas equipes da Saúde da Família. A insulina também está disponível em todos os pontos de atendimento da secretaria, com um médico capacitado para receitá-la ao paciente.

Fonte: Agência Brasil

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Passo Firme – 11.11.2012
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Mão Biônica não é brinquedo não

Nos anos 80 dois dos brinquedos preferidos da molecada eram a Mão Biônica e a Super-Garra (foto). Na prática era muito desajeitado, e você precisava usar a sua mão biológica para acionar a mecânica, então do ponto de vista funcional não fazia muito sentido, mas era legal. Imaginávamos que no futuro aquilo poderia ser usado como base de um braço mecânico para amputados, ou mesmo para robôs.

O que ninguém imaginava era que em uma geração a tecnologia evoluiria nossos devaneios se tornariam realidade. Que o diga esse cidadão aqui, Nigel Ackland (foto). Ele perdeu o braço em um misturador industrial (não deve ter sido bonito) e, se fosse uma pessoa comum (ou um pirata), estaria usando um gancho. Para sorte dele, foi escolhido para testar a Bebionic, uma prótese biônica que usa tecnologia mioelétrica, sendo controlada pelos sinais musculares no membro amputado.

A mão tem movimentos impressionantemente naturais, e é programada para um monte de atividades cotidianas. No vídeo abaixo Nigel faz o tradicional truque de pegar um ovo, depois aparece catamilhografando um texto e até… usando um mouse. Sim, a diaba da mão tem um programa que reconhece o comando para clique e duplo-clique.

Lindo, não? Agora uma melhor ainda: A Bebionic tem representantes no Brasil: a Conforpés e a Orthogen, ambas de Sorocaba (SP),sendo que a Orthogen representa também as empresas “Endolite” e a “RSL Steeper” , além de possuir uma linha própria de produtos ortopédicos. Não é mais um projeto de pesquisa, é uso real. E entre vários usuários, há o Celso Mascarenhas. Ele usa DUAS próteses. Pior, mesmo (ou talvez por causa delas) com duas mãos biônicas esse filho de uma taturana DESENHA, e melhor do que eu.

Meu lado geek se emociona, tecnologia vai muito além do smartphone da semana, e quem ama tecnologia quer vê-la saindo do gueto, quer ver seu uso disseminado, fazendo parte do dia-a-dia de todo mundo.

Não pesquisei o custo da Bebionic, imagino que seja uma fortuna, mas sinceramente preferia ver meus impostos usados para montar uma fábrica desse negócio do que sendo gastos em subsídio pra Foxconn ou construindo estádio de futebol pra FIFA ganhar dinheiro.

Fonte: Site Meio Bit

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Passo Firme – 10.11.2012 (atualizada em 14.11.2012)
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Como evitar cãibra durante a atividade física

Você que está iniciando na prática de atividades físicas para fortalecer alguns músculos e ganhar mais condicionamento físico, saiba como evitar essa indesejada dor muscular.

O assunto é polêmico, principalmente nas rodas de praticantes de atividade física. Isso porque as câimbras fazem parte do dia a dia dos atletas e estão diretamente ligados aos hábitos de vida. Porém, essas contrações involuntárias e dolorosas podem ser facilmente evitadas com movimentos simples de alongamento.

É o que explica a professora de alongamento Mônica Valladão, da Bio Ritmo Academia. Alongamentos podem contribuir para evitarmos o desconforto das câimbras. Quando a câimbra ocorre, “massagear a área atingida a fim de estimular a circulação, atenua a dor e evita que ela volte”, afirma Mônica.

Os movimentos feitos no alongamento aumentam a circulação de sangue, e por isso, conseguem aliviar a contração súbita do músculo. Assim, com a melhora da circulação, os nutrientes perdidos são repostos, o que diminui a incidência do problema.

A profissional ressalta que reservar alguns minutos do dia para se alongar ajuda, e muito, no resultado do treino. “A prática regular diminui os espasmos e a tensão, alterando a percepção da dor e recuperando os músculos cansados do exercício”, conclui Mônica.

Há uma grande discussão sobre a origem das cãibras. Mas uma coisa é certa: seja por falta de vitaminas, fadiga muscular ou até diabetes, fato é que ninguém gosta de sentir a dor causada pela contração brusca do músculo. Por isso, antes de inciar o treino, é fundamental ter orientação e acompanhamento profissional para o alongamento que deve ser realizado antes e depois da atividade física.

Fonte: CMW

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Passo Firme – 26.10.2012
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