Vídeo mostra enfaixamento correto do coto de amputação

A Associação Portuguesa de Amputados (Andamus), em parceria com os estudantes do Curso de Som e Imagem da Universidade Católica daquele país, elaboraram um conjunto de videos didáticos acerca de diversas temáticas em redor da amputação. Neste primeiro vídeo, um fisioterapeuta explica como deve ser a “bandagem”, ou enfaixamento, do coto de um amputado em nível transfemural (coxa). Dicas simples, mas ainda desconhecidas por muitos amputados. Recomendo!

Fonte: Andamus

Passo Firme – 25/06/2014
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Sem dinheiro para cirurgia, chinês amputa sozinho a perna direita

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução
Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post” | Foto: Reprodução

Confesso que não acreditei na notícia quando a li pela primeira vez! Lembram da “mão biônica made in China“? Conheçam agora a mais nova técnica ‘chinesa’ para amputação de membros…

Um pequeno agricultor de Boading (China), que sofre de gangrena decorrente de embolia, amputou sozinho a própria perna direita por não ter dinheiro para pagar a cirurgia de remoção do membro recomendada pelos médicos.

Zheng Yanliang, de 47 anos, começou a sentir fortes dores nas pernas em janeiro de 2011, de acordo com reportagem do “Huffington Post”. Os médicos que o chinês consultou lhe receitaram fortes analgésicos, mas os remédios não fizeram qualquer efeito. Com a saúde deteriorada e sem dinheiro para a amputação, Zheng ouviu dos médicos que só tinha três meses de vida.

O agricultor decidiu reagir. Em uma noite de abril de 2012, ele usou uma serra e uma faca para amputar a perna direita, menos de 14 centímetros abaixo do quadril.

“Usei a faca para cortar a pele a ponto de eu poder ver o osso. Então usei a serra para cortar o osso. Eu tinha um cinto apertando a perna para conter o vazamento de sangue”, disse Zheng ao “Huffington Post”, acrescentando que, durante o doloroso processo, a serra chegou a quebrar uma vez.

O drama do chinês não acabou. Ele precisará amputar a outra perna. Mas, segundo o “Daily Star”, um médico de Xangai se ofereceu para fazer a cirurgia gratuitamente.

A pequena propriedade rural, que garante apenas a alimentação diária da família, está sendo cuidada pela esposa de Zheng. A única filha do casal trocou a escola por um emprego a fim de ajudar os pais.

Fonte: O Globo | Via “Huffington Post”

Passo Firme – 19/10/2013
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Jovem de 25 anos na Bahia tem doença rara e sem cura que deforma parte do corpo

 

A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas
A Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas

Deise dos Santos sofre com inchaços nos pés, na perna e no quadril.’As pessoas me olham com outros olhos’, diz sobre o desafio da superação.

Deise dos Santos, de 25 anos, moradora de Lauro de Freitas, tem uma doença rara, que deforma o corpo e não tem cura. O tratamento da Síndrome de Proteus ainda é um desafio para os especialistas. (veja o vídeo)

“A partir do quadril, o lado direito é maior que o esquerdo. E ele começa a inchar, eu sinto dores demais, e um lado dele é bem maior que o outro”, explica a jovem.

Os pés dela também são desproporcionais ao corpo. Os chinelos são os únicos calçados e têm que ser feitos sob encomenda. Um dos primeiros sintomas da síndrome foi notado no dia do nascimento. Em todo mundo, a estimativa é que existam apenas 200 casos da doença.

O médico ortopedista Marcos Lopes diz que o tratamento é feito de modo conjunto. “Felizmente, é uma síndrome extremamente rara. Não existe tratamento para doença genética, é sempre os sintomáticos. Algumas pessoas antigamente preconizavam amputação do membro, porque é um volume muito grande, causa muita dor e desconforto. Isso não se faz mais. Tem uma cadeia de tratamento, com medicamento, com avaliação ortopédica e com cirurgias corretivas”, relata.

Para Deise dos Santos, tarefas domésticas são desafiantes por conta de dores e inchaços na perna. “Para mim, sempre foi difícil conviver com a doença. As pessoas me olham com outros olhos. Eu tenho vontade de lutar, de conseguir, eu sei que eu vou conseguir”, afirma a jovem sobre a necessidade de superação.

Fonte: G1 Bahia

Leia mais sobre a síndrome rara:

SÍNDROME RARA FAZ JOVEM NO PAQUISTÃO TER CABEÇA E PÉS GIGANTES
O CURIOSO CASO DA MULHER DAS PERNAS GIGANTES
DOENÇA RARA DEIXA INGLESA COM PERNAS GIGANTES

Passo Firme – 06/09/2013
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Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 3 – A influência do fator emocional no processo de reabilitação

O apoio emocional por parte da família é essencial para o êxito da recuperação do paciente
O apoio emocional por parte da família é essencial para o êxito da recuperação do paciente

Por Marilda Pires e Simone Bastos (*)

Como dissemos no início (veja a parte 1 do artigo), a dor tem uma memória e sofre grande influência do fator emocional como nos estados de depressão, ansiedade, etc. e pela proximidade das áreas cerebrais. Pesquisadores têm investigado o modo como estes estados alteram ou estimulam o retorno da dor fantasma.

Nesta fase de luto, deve-se dar uma atenção especial ao tratamento
Nesta fase de luto, deve-se dar uma atenção especial ao tratamento

Cabe a observação que ocorre um luto pela perda daquele segmento e nesta fase deve se ter uma atenção especial no tratamento. Tem sido também relacionado que em datas próximas ao evento do acidente ou da doença que levou a amputação com o aparecimento das sensações e de transtornos emocionais, com relatos dos amputados de sentirem novamente dor, câimbras, tristeza, depressão, mal estar e alteração da pressão arterial.

No nosso dia a dia de trabalho como terapeutas ocupacionais, é comum que no momento de receber a prótese, mesmo passando pelas provas na confecção e modelagem para a mesma, ainda não tenha sido superado o conflito da amputação e comumente há a lembrança do trauma novamente, acontecendo um novo luto.

O processo é longo para absorver a tecnologia assistiva, fazer as adaptações pessoais e para o ambiente que ajudarão na realização das atividades de vida diária e Instrumentais, produtivas e de lazer, incorporando a prótese ao seu cotidiano, para que ela faça parte dos seus movimentos e ações de maneira natural.

Para quem se interessou sobre o assunto, segue alguns links de leituras recomendadas:

Amputados de membros superiores e Terapia Ocupacional | por Eliana Queiroz.

A atuação da terapia ocupacional em Traumato-ortopedia, enfatizando as intervenções em casos de amputações e fraturas | por Janne Azevedo.

Membro Fantasma | por Percepto.

Uma Nova Mão para Bruno | por Mariana Fulfaro.

Cérebro “reconhece” nova mão após 35 anos | por Ana Cristina.

Autoconhecimento: Conheça a história de um campeão anônimo | por Mariana Uchôa.

Como dar apoio psicológico a pacientes amputados | por Mariane Boanato.

(*) Autoras:

20130826 - Marilda PiresMarilda Coelho Barçante Pires | Terapeuta Ocupacional do grupo de amputados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), centro de referência no tratamento de doenças e traumas ortopédicos de média e alta complexidades.

20130826 - Simone BastosSimone Maria de Bastos | Terapeuta Ocupacional pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Mottae; coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Funcional da Terapia Ocupacional, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 2); e coordenadora nacional do Grupo de Saúde Funcional da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (Abrato).

Leia também:

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 1 – O que são e como acontecem

Série Especial “Dor fantasma, sensações fantasma e membro fantasma” | Parte 2 – Como a Terapia Ocupacional reconhece e trata estes transtornos comuns a vida da pessoa amputada

Passo Firme – 29/08/2013
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Um resumo breve e sucinto da função da fisioterapia na reabilitação do amputado

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia

A reabilitação do amputado é formada basicamente de quatro etapas fundamentais: pré-amputação, pós-amputação, pré-protetização e pós-protetização. Conheça as principais técnicas de fisioterapia utilizadas em cada uma dessas fases.

Na pré-amputação a reabilitação consiste na mobilidade no leito, no fortalecimento muscular, em manter ou aumentar a ADM (amplitude de movimentos) e, nos treinos de transferências, trabalhar equilíbrio e marcha.

Na pós-amputação a reabilitação consiste em prevenir contraturas articulares, fortalecer o membro amputado, em fortalecer e mobilizar o membro não afetado e o tronco, em controlar o edema do coto, em estimular independência, e na deambulação com auxiliares de marcha.

Na pré-protetização os objetivos de reabilitação são estimular as habilidades para realização de atividades sem uso de prótese, preparar o coto para ser protetizado, desenvolver programa de alongamento, propriocepção, fortalecimento, equilíbrio, coordenação e deambulação.

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, barras paralelas, cinesioterapia.

Para uma melhor cicatrização são utilizadas a massoterapia, eletroterapia e a hidroterapia.

Para redução do edema é importante a orientação postural, a hidroterapia, a massoterapia e a cinesioterapia.

Em relação ao neuroma, a massoterapia, a eletroterapia (Ultrassom e TENS), a hidroterapia, a percussão, a aplicação de materiais de diferentes texturas são utilizados.

O uso do enfaixamento irá evitar o edema, irá modelar o coto, diminuir as sensações fantasmas, e proteger a pele. Ele deve ser utilizado durantes 24 horas por dia até a protetização, porém deve-se ter cuidado com alergias, isquemia, constrição ou ferimentos.

O enfaixamento transtibial deve ser realizado com o paciente sentado com o coto semifletido, já o transfemural deve ser relizado com o paciente em pé.

Para as dores e sensações fantasmas são utilizados o enfaixamento e a eletroterapia (Ultrassom e TENS).

A cinesioterapia consiste em alongamentos, mobilizações das articulações proximais e no fortalecimento das musculaturas. Nos membros superiores ela é importante para a realização das transferências e para o uso de muletas. No tronco ela objetiva evitar desvios posturais e desequilíbrios. No membro inferior não amputado deve-se trabalhar a realização dos decúbitos.

A pós-protetização consiste na avaliação da prótese, na colocação da mesma, na transferência sentado para em pé, equilíbrio e transferência de peso, treino de marcha, marcha em escadas e rampas, atividades esportivas e recreacionais.

Fonte: Blog de Fisio | Com edição do Blog Passo Firme.

Leia também:

OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO NA ÁGUA PARA AMPUTADOS
A REABILITAÇÃO DO AMPUTADO DO PONTO DE VISTA FISIOTERÁPICO

COMO AMPUTADOS PODEM LIDAR COM A DOR E A SENSAÇÃO FANTASMA

Passo Firme – 14/08/2013
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Próteses ortopédicas em promoção no CMW

Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW
Alguns dos joelhos com condições especiais este mês no CMW

INFORME PUBLICITÁRIO – Para os amputados que estão em vias da primeira protetização – e mesmo aqueles que já usam próteses e desejam substituir componentes – o Centro Marian Weis (CMW), em São Paulo, está com promoções em diversas próteses este mês de julho.

Segundo o diretor administrativo do CMW, Ian Guedes, estão sendo oferecidos, por preços extremamente competitivos, kits com os joelhos 3R80, 3R60, 3R106 e C-Leg, para amputados transfemorais, e kits para transtibiais com o novo pé Triton, da Ottobock.

Os kits das próteses transfemorais são compostos de encaixe, tubos e adaptadores em titânio, joelho, pé e cosmética. “Não inclui liner, pois depende de cada paciente a solução que indicaremos”, informa. Os pés dos kits transfemorais variarão entre Axtion, Trias e Triton, dependendo do perfil do paciente, altura do mesmo e grau de mobilidade.

AVALIAÇÃO – Os pacientes interessados deverão entrar em contato com a clínica e agendar uma avaliação médica com o Dr. Marco Guedes, ortopedista fundador do Centro. “Tal avaliação é necessária para indicar os componentes mais adequados para cada paciente”, afirma Ian Guedes.

Segundo o diretor, o valor da consulta (R$600) só será cobrado caso o paciente opte em não fechar nenhum serviço com clínica. Já para quem comprar algum dos kits promocionais, além da consulta médica, ganhará de graça uma avaliação com a fisioterapeuta Mônica Yamaoka, além de cinco sessões de fisioterapia.

Ficou interessado e deseja mais informações? Entre em contato pelo (11) 3034-5110 e agende uma visita ao CMW!

(Com informações do CMW)

Passo Firme – 08/07/2013
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Primeiras impressões do encaixe Siocx

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Como estava meio sem tempo para escrever desde que cheguei à São Paulo para manutenção da prótese, resolvi gravar o vídeo abaixo sobre minhas primeiras impressões do SiOCX, o novo encaixe de ‘silicone’ da Ottobock. Como muitos já leram em posts anteriores sobre o assunto, trata-se de um produto em fase de testes e ainda não comercializado nas demais ortopedias do Brasil.

Uma ressalva é válida no momento: tive meu primeiro contato com o produto na terça-feira (14), de modo que ainda é muito… muito cedo para conclusões precipitadas, principalmente comparações mais agressivas com o liner Seal-In, da Ossur, um dos sistemas de suspensão mais utilizados pelas ortopedias para próteses de membro inferior. Porém, já dá para adiantar que a “sensação” e completamente diferente. Muitos irão gostar, acredito!

Veja o vídeo:

Para outras informações sobre o SiOCX, leia também:

A cada novo encaixe… um recomeço

Passo Firme – 15/05/2013
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‘Ela faz coisas que facilitam sua vida’, diz ex-metalúrgico sobre mão biônica

Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.
Uma das próteses mais avançada do mundo, a Bebionic tem motores individuais para cada dedo.

Lançada em setembro do ano passado, uma das próteses mais modernas do mercado devolve não só os movimentos, mas também a autoestima dos pacientes.

Já imaginou viver sem o movimento de uma das mãos? Para minimizar a perda física, que também afeta a autoestima e a independência, uma empresa de Leeds, na Inglaterra, investe em tecnologia de ponta. A RSL Steeper criou a mão biônica mais moderna do mercado, que está sendo usada por 300 pessoas pelo mundo.

A Bebionic Three, como é chamada, foi lançada em setembro do ano passado. Cada dedo tem um motor individual, o que permite 14 tipos de movimentos, dos mais delicados e precisos, como segurar um cartão, aos mais vigorosos, como levantar peso. Foram precisos quatro anos de pesquisa para que os cientistas chegassem à última versão da prótese.

A mão biônica é controlada pela contração de dois músculos do braço que ficam logo abaixo do cotovelo. “Temos os sensores que ficam na pele, dentro da manopla. Um é responsável por fechar a mão e outro, por abri-la”, explica o gerente de produtos Bruce Rattray.

Uma das principais preocupações da empresa é evitar cópias. Para isso, a prótese está protegida por quatro patentes e tem uma equipe dedicada de cerca de 40 pessoas para melhorar suas funcionalidades. “Estamos sempre tentando produzir algo mais silencioso, mais rápido, mais forte e mais robusto para o paciente”, destaca o engenheiro mecânico sênior Jake Goodwin. A maioria das sugestões de melhoria parte dos próprios clientes.

Junto com engenheiros, uma dupla fica responsável pela parte eletrônica. Na tela do computador, códigos definem os movimentos da mão e são testados na hora. “Podemos ver as bordas em 3D, assim podemos transferir para o pessoal da mecânica verificar se ela se encaixa antes de construí-la”, diz a chefe de design eletrônico Courtney Medynski.

"Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica", diz Bruce Rattray
“Usuário quer poder confiar totalmente na mão biônica”, diz Bruce Rattray

FUNCIONALIDADES – Para segurar uma bola, o trabalho é mais simples, porque os dedos fecham todos juntos. O difícil é programar os movimentos em que cada dedo tem uma função diferente. Como se trata de um quebra-cabeça que não pode ter erros, as equipes lideradas pelo britânico Dean Kevin trabalham juntas e definem limites. “Temos uma colaboração bem próxima para garantir que o processo de desenvolvimento do produto seja o mais eficiente possível”, aponta o chefe de design de produtos.

A empresa promove reuniões frequentes para acompanhar os avanços da tecnologia. Os funcionários checam se existem novos materiais ou jeito de melhorar o encaixe das peças. O próximo passo é criar uma versão menor, para atender as mulheres de baixa estatura.

Não basta desenhar tudo no computador, é preciso ver se as ideias vão funcionar de fato. “A durabilidade é muito importante para nós e para o usuário final. Ele quer poder confiar totalmente na mão biônica que estiver usando”, avalia Rattray, responsável pelos testes para garantir a eficiência do produto.

Com tudo aprovado, é hora de montar a Bebionic Three, um trabalho completamente artesanal que leva aproximadamente quatro horas e meia. São 240 peças, incluindo parafusos, motores que vêm da Alemanha e outras peças que são fabricadas na própria Grã-Bretanha.

Desde o lançamento, já foram vendidas mais de 300 unidades da prótese, a maioria para os Estados Unidos. Antes de criar expectativa, a empresa alerta que é preciso fazer exames e checar se o paciente tem condições físicas de controlar a prótese que, no Brasil, varia entre US$ 25 e US$ 30 mil, sem incluir atendimento médico e treinamento.

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Bebionic Three ajudou o britânico Nigel Ackland a recuperar a autoestima. Com a prótese, o ex-metalúrgico consegue fazer tanto movimentos simples quanto complexos.

O METALÚRGICO QUE SUPEROU A AMPUTAÇÃO – A mão biônica não serve apenas para suprir a falta física. Os amputados perdem muito mais do que uma parte do corpo e alguns não conseguem retomar a confiança que tinham antes. Foi o que aconteceu com o britânico Nigel Ackland. Em 2006, ele se acidentou na metalúrgica onde trabalhava. Durante seis meses, tentou curar o braço que havia ficado preso dentro da máquina.

Os médicos disseram que ele passaria quase dez anos fazendo cirurgias para garantir apenas movimentos restritos. “Então eu pedi para amputarem. Eu sabia que a tecnologia chegaria lá em algum momento, esperava que chegasse lá para me ajudar e, durante um bom tempo, isso não aconteceu”, relembra o ex-metalúrgico.

Segundo Kevin, é possível reproduzir todos os movimentos de uma mão real. “Isso é uma questão de programação, mas acho que devemos continuar concentrados em quais movimentos são mais importantes para cada paciente. Temos que garantir que os principais movimentos funcionais tenham o máximo de eficiência para aquilo que o paciente quer fazer no dia a dia”, afirma.

Logo depois do acidente, Nigel buscou ajuda do sistema público de saúde britânico, mas percebeu que não teria acesso à tecnologia de ponta. A saída foi recorrer ao próprio bolso. Com a indenização que recebeu da metalúrgica, comprou uma Bebionic quando o produto ainda estava em fase de testes. Aos poucos, ajudou o fabricante a modernizar a prótese para que ela ficasse mais rápida e confortável. “Ela faz coisas que facilitam sua vida”, afirma o britânico.

Aos 53 anos, Nigel também usa a mão biônica para fazer exercícios que fortalecem o antebraço. Tudo sem exageros, para não aumentar demais os músculos, o que o obrigaria a trocar a meia da prótese, como é chamada a parte interna que permite o encaixe no corpo.

Assim como a tecnologia, o apoio da família fez toda a diferença. Foi a esposa Vanessa quem ajudou Nigel a combater a depressão. A mão biônica era o que faltava para devolver a alegria ao casal. Depois do acidente, o britânico aprendeu a dar mais valor a tarefas que a maioria das pessoas nem presta atenção no dia a dia. “São essas pequenas coisas que os seres humanos fazem que ela nos devolve, coisas em que você nem pensa, como vestir as calças”, destaca.

O mercado de próteses não para de crescer e, em 2015, deve chegar ao equivalente a R$ 50 bilhões. Entre os motivos estão o aumento da expectativa de vida, uma população cada vez mais idosa que sofre de problemas de articulação e o avanço dos países emergentes, como o Brasil e a Índia, que têm investido cada vez mais na área da saúde. O maior desafio, no entanto, é o acesso a essa tecnologia, cara demais para a maioria dos pacientes.

Assista aqui a reportagem completa da Globo News sobre o assunto.

Fonte: Globo News

Leia também:

MÃO BIÔNICA NÃO É BRINQUEDO NÃO

Passo Firme – 27/03/2013
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A cada novo encaixe… um recomeço

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Passado o afã do evento de premiação do Top Blog, no último dia 26 de janeiro, na semana subsequente (de 28/01 a 1º/02) dei início no Centro Marian Weiss (CMW) ao processo de confecção do SiOCX (foto), um novo tipo de encaixe que começou a ser testado em alguns pacientes da clínica. Foi tirado um novo molde do coto que servirá de base para o interior do encaixe, que dispensa o uso do liner.

Como só poderei voltar a São Paulo em abril, darei o “ok” ao pessoal da clínica – se tudo estiver bem, é claro! – com 30 dias de antecedência, para que eles possam finalizar o encaixe. “Este tempo é necessário porque a fabricação do silicone anatômico da parte interna do SiOCX é feita na fábrica da Ottobock, em Campinas”, informa o ortopretesista do CMW Rodrigo Moura.

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Minha estadia em SP serviu para identificar também que não houve reduções significativas nas proporções do coto. A perna estava soltando devido a entrada de ar pela válvula de expulsão. Substituída a peça por outra de modelo diferente, o problema sanou. Além disso, não preciso mais  usar aquele “cinto de castidade” (risos) cedido pela amiga Valdete para auxiliar na fixação da prótese. Além de desnecessário, apertava demais a barriga – creio que tenha ficado pequeno para os meus 92 cm de circunferência abdominal!.

O SISTEMA – Com relação ao sistema SiOCX, o representante da Ottobock que atende os pacientes no CMW o define como mais uma alternativa em substituição ao liner Seal-In, com a vantagem da confecção personalizada e anatômica do silicone de acordo com o coto do paciente.

“Enquanto o ‘liner’ é fabricado em tamanhos e diâmetros pré-definidos para os quais o paciente precisa se ajustar, o SiOCX oferece a possibilidade de personalização de acordo com a anatomia do coto”, explica, que ressalta ainda a fixação mais eficiente da prótese, por envolver todo o coto, diferente do liner, cuja sucção funciona apenas das membranas (anéis) para baixo.

sacolinhaVANTAGENS/DESANTAGENS – Por um lado, o sistema inova por combinar uma espécie de “duplo encaixe”, no qual a parte interna é toda confecciona a base de uma resina semelhante a silicone, porém, mais resistente, podendo ser flexível nas bordas. A parte externa é feita em fibra de carbono, permitindo abertura de ‘janelas’ no encaixe, criação de áreas flexíveis na parte superior. A proposta é oferecer o máximo de conforto, higiene e funcionalidade para o usuário.

Por ficar preso à parte rígida do encaixe, o sistema SiOCX, por outro lado, traz de volta a necessidade daquelas sacolinhas (foto) para a colocação da prótese. Lembram delas? Este “retrocesso”, por assim dizer, é visto como uma desvantagem em relação ao liner Seal-In, que aboliu o uso do acessório e consagrou-se como um dos sistemas mais usados pelas ortopedias para confecção das próteses de membros inferiores – tanto tibiais quanto transfemurais.

Enfim, a proposta do novo produto é boa. Se vai funcionar… só o tempo dirá.

Leia também:

“A peleja é longa…”

Passo Firme fica com o terceiro lugar no Top Blog 2012

Passo Firme – 15.02.2013
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Ortopedia Técnica no Brasil completa 100 anos

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Apesar do histórico e tradição, profissão ainda não foi reconhecida e regulamentada

Completar 100 é um evento a ser celebrado. É um momento para relembrar com orgulho como tudo começou e, ao mesmo tempo, pensar no futuro. Em 2012, a profissão de ortesista e protesista ortopédico chega à marca centenária no Brasil, e embora tenha muitos motivos para comemorar, entre eles resistir ao tempo, evoluir junto com a humanidade, mostrando a mesma eficiência e importância para o público que atende, no Brasil, nem tudo são flores.

De acordo com dados da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2010, existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência e que precisam de algum tipo de serviço especializado assistivo, o que representa 23,9% da população.

Para atendê-los, há apenas em torno de mil ortesistas e protesistas ortopédicos capacitados, número que se mostra inferior extremamente inferior à demanda. Para fazer com que o número da demanda e de profissionais capacitados estejam em sincronia, faz-se necessária a regulamentação da profissão de ortesista e protesista ortopédico, bandeira que a Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (Abotec) defende desde sua criação há mais de 20 anos e desde 2005, com o Projeto de Lei nº 5.635-A, elaborado com a colaboração do deputado Onix Lorenzoni.

A associação entende como consequência que o trabalho exercido pela categoria é tão importante quanto o de cirurgiões, e que a regularização das atividades de ortesistas e protesistas ortopédicos podem beneficiar diretamente os usuários, trazendo mais qualidade para o atendimento de pessoas em reabilitação e para produção e manutenção de produtos de tecnologia assistiva.

Outro impacto positivo é a melhoria na fiscalização, que atualmente é realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pelas Vigilâncias Sanitárias regionais. Embora esses órgãos se esforcem, o trabalho de fiscalização ainda é insuficiente e não há especialização necessária. Com a regulamentação da profissão, será possível ser um Conselho de Classe que poderá atuar firmemente nesta questão.

A ABOTEC tem realizado diversas ações, como o envio de cartas para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara e petições online para que a aprovação do projeto de lei tenha andamento, mas a caminhada ainda será longa. O PL terá que passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado Federal.

Até agora, todos os processos de tramitação do PL já somam sete anos e tendo em vista que o Brasil será sede dos Jogos Paraolímpicos de 2016, é imprescindível que haja uma mobilização da sociedade e, principalmente, do poder público, para acelerar o processo de aprovação do PL, bem como repensar em ações que beneficiem direta ou indiretamente os usuários de órteses e próteses ortopédicas.

Fonte: ABOTEC

Passo Firme – 15.12.2012
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“A peleja é longa…”

siocxÉ incrível como, mesmo após um ano, as pessoas ainda me cobram notícias de minha adaptação à prótese. Constantemente recebo e-mails, comentários pelo blog ou sou abordado nas redes sociais por pessoas interessadas em saber como lido com os percalços comuns ao processo de reabilitação com prótese. Isso é um sinal de que, de certo modo, virei referência, pois além do interesse por parte de quem acompanha o blog com frequência,  passei a ser constantemente monitorado, sobretudo por amputados em situações semelhantes.

Estive no Centro Marian Weiss (CMW) em agosto, para confecção do terceiro encaixe de prova desde que iniciei o processo, em novembro do ano passado. Na ocasião, em razão da redução de medidas no coto – é bom deixar claro que não houve perda ou ganho de peso, apenas o coto atrofiou um pouco mais – tive que substituir o liner Seal-In tamanho 36 que usava por outro tamanho 28 (veja a matéria).

Mesmo com o liner novo, porém, cerca de três meses depois o coto voltou a soltar do encaixe, principalmente quando ficava muito tempo sentando. Qualquer contração muscular e puff!… o liner se desprendia do encaixe, me obrigando a levantar, descarregar o peso do corpo sobre a prótese para tê-la novamente presa ao coto. Volto a salientar que, neste período, não perdi peso e nem sentia entrada de ar quando caminhava, como das outras vezes.

Cópia de Lázaro 004Será que não me adaptei ao sistema? Não sei. O pessoal da clínica, ao ficar a par da situação, solicitou minha minha presença para reavaliar o que está acontecendo e ajustar o encaixe e/ou o alinhamento da prótese, mas até agora não ajustei minha agenda para esta esta viajem, prevista agora para o final de janeiro, por conta da premiação do blog. Se não resolver, a proposta é a confecção de um novo encaixe, seja no mesmo sistema (Seal-In) ou em um novo sistema que a clínica começou a usar recentemente, desta vez da Ottobock, chamado SiOCX (foto acima), que dispensa o uso do liner.

Para lidar com a situação até encontrar tempo para retornar a São Paulo, estou usando um acessório (foto ao lado) gentilmente cedido por Val, uma amiga biamputada que mora no interior do Espírito Santo. A peça, em neoprene e elastano reforçado, lembra um cinturão, mas comprime demais o abdome – não sei se por razão de tamanho – mas mesmo assim tem se revelado uma verdadeira “mão na roda” no que se refere à auxiliar na fixação da prótese.

É meus amigos, como bem disse o Bial na mensagem “Filtro Solar” (veja o vídeo)…

…“A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.”

O importante é não desistir!

Leia também:

“Uma verdadeira drenagem linfática…”

Passo Firme – 14.12.2012
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Pilates é isso (menos, menos)

A educadora física Gisele Mukai e a fisioterapeuta Amanda Mota no estúdio Physio Pilates, em São Paulo

Tão bom quanto outros, o método dominou o mercado, caiu nas graças dos médicos e ganhou legiões de devotos – apesar de suas limitações e da proliferação de instrutores malformados

Por Iara Biderman

Dor nas costas, barriga, sedentarismo? Seus problemas acabaram: faça pilates!

A propaganda do método desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967) não é tão explícita assim, mas o pacote de benefícios colou no imaginário popular. O sucesso é explicado por uma feliz combinação de fatores, a começar pelas qualidades da técnica. O pilates tem uma gama enorme de exercícios, adaptáveis a diversas condições físicas e objetivos, que organizam a postura e servem tanto para reabilitação quanto para a conquista de boa forma.

As qualidades foram incensadas por bonitos e famosos, atraindo investidores do mercado da malhação. “No início da onda [do pilates], os equipamentos eram muito caros, então as empresas entraram com um marketing pesado para reforçar as vendas. Virou moda e se expandiu numa quantidade absurda”, diz o fisioterapeuta carioca Leonardo Machado.

A moda não passou: iniciada há mais de dez anos, a curva de crescimento continua. Segundo Léo Yamada, sócio do Grupo Metalife, que oferece aparelhos, consultoria e cursos de pilates, o negócio cresce 20% ao ano. “Nosso grupo, que abastece até 30% do mercado, está vendendo 5.000 estúdios por ano.” Há cinco anos, o número de vendas girava em torno de 1.500, segundo ele.

A demanda também cresceu porque ficou fácil montar estúdio de pilates. “Com uma área pequena e investimento a partir de R$ 35 mil, a pessoa consegue começar seu negócio”, afirma Yamada.

O OUTRO LADO DA MOEDA – Com o crescimento rápido, vieram os efeitos colaterais. “Os estabelecimentos precisam de professores para ‘começar ontem’ e os profissionais têm que estar prontos ‘amanhã’ para trabalhar. Aí surge formação por vídeo, curso de final de semana…”, diz Alice Becker, pioneira na formação de instrutores no Brasil e uma das criadoras da Aliança Brasileira de Pilates.

No Brasil, a profissão não é regulamentada, mas há padrões internacionais que servem para checar a qualificação do professor: ele deve ter feito um curso de 400 a 450 horas, incluindo aulas práticas com os aparelhos principais: trapézio, “reformer”, cadeira e barril. Para saber, só perguntando ao professor onde ele se formou e se informando sobre a escola.

PÚBLICO DE RISCO – A formação deficiente é a primeira sombra no cenário maravilhoso atribuído ao método. “Todo mundo quer fazer achando que é indicado para tudo, sem avaliação, sem profissional habilitado. Esse pilates malfeito vai acabar queimando o filme do bom pilates”, teme a fisioterapeuta Janaína Cintas, que tem especialização no método e em outras técnicas.

Por enquanto, o potencial do pilates faz o público apostar em suas vantagens. “O método é tão consistente que até quem não tem boa especialização faz algum sucesso, mantém seus alunos. Mas isso pode causar problemas”, diz Alexandre Ohl, coordenador de pós-graduação em pilates na Unip (Universidade Paulista) e professor da Bodytech de São Paulo.

O risco aumenta porque justamente a população com problemas (dor na coluna, osteoporose, sedentária) é a mais atraída pelo método, que tem sido usado e indicado para tratar a saúde.

A advogada Luciana Serra Azul Guimarães, 38, estava havia cinco anos parada, com dores lombares. “Estava certa de que o pilates era a opção ideal para mim”, conta. No primeiro estúdio em que foi, fez uma aula experimental e só não começou a prática por falta de horários. Sorte dela: uma avaliação com fisioterapeuta identificou que o seu problema seria agravado pelos exercícios de pilates.

“O método é utilizado para tratamentos de coluna, mas há casos em que pode aumentar a dor e agravar a lesão”, diz o ortopedista Bruno de Biase, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Só depois de tratar seu problema com outras técnicas, Luciana foi liberada para fazer pilates.

“A proposta do pilates é interessante, mas começaram a oferecer mais do que podem dar: faça pilates e você não vai ter mais dor nas costas, vai ganhar a flexibilidade de um bailarino e o corpo da Madonna. As coisas não funcionam desse jeito”, diz o fisioterapeuta Leonardo Machado.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Passo Firme – 19.11.2012
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Mão Biônica não é brinquedo não

Nos anos 80 dois dos brinquedos preferidos da molecada eram a Mão Biônica e a Super-Garra (foto). Na prática era muito desajeitado, e você precisava usar a sua mão biológica para acionar a mecânica, então do ponto de vista funcional não fazia muito sentido, mas era legal. Imaginávamos que no futuro aquilo poderia ser usado como base de um braço mecânico para amputados, ou mesmo para robôs.

O que ninguém imaginava era que em uma geração a tecnologia evoluiria nossos devaneios se tornariam realidade. Que o diga esse cidadão aqui, Nigel Ackland (foto). Ele perdeu o braço em um misturador industrial (não deve ter sido bonito) e, se fosse uma pessoa comum (ou um pirata), estaria usando um gancho. Para sorte dele, foi escolhido para testar a Bebionic, uma prótese biônica que usa tecnologia mioelétrica, sendo controlada pelos sinais musculares no membro amputado.

A mão tem movimentos impressionantemente naturais, e é programada para um monte de atividades cotidianas. No vídeo abaixo Nigel faz o tradicional truque de pegar um ovo, depois aparece catamilhografando um texto e até… usando um mouse. Sim, a diaba da mão tem um programa que reconhece o comando para clique e duplo-clique.

Lindo, não? Agora uma melhor ainda: A Bebionic tem representantes no Brasil: a Conforpés e a Orthogen, ambas de Sorocaba (SP),sendo que a Orthogen representa também as empresas “Endolite” e a “RSL Steeper” , além de possuir uma linha própria de produtos ortopédicos. Não é mais um projeto de pesquisa, é uso real. E entre vários usuários, há o Celso Mascarenhas. Ele usa DUAS próteses. Pior, mesmo (ou talvez por causa delas) com duas mãos biônicas esse filho de uma taturana DESENHA, e melhor do que eu.

Meu lado geek se emociona, tecnologia vai muito além do smartphone da semana, e quem ama tecnologia quer vê-la saindo do gueto, quer ver seu uso disseminado, fazendo parte do dia-a-dia de todo mundo.

Não pesquisei o custo da Bebionic, imagino que seja uma fortuna, mas sinceramente preferia ver meus impostos usados para montar uma fábrica desse negócio do que sendo gastos em subsídio pra Foxconn ou construindo estádio de futebol pra FIFA ganhar dinheiro.

Fonte: Site Meio Bit

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Passo Firme – 10.11.2012 (atualizada em 14.11.2012)
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Por fortalecer músculos certos, Pilates é uma boa opção para amputados

Com aparelhos de design diferenciado e exercícios bem diversificados, o método Pilates é uma técnica eficaz para ajudar o corpo em fase de adaptação à nova condição

Após a colocação de prótese, o corpo amputado passa por um período de adaptação. Postura, força, flexibilidade e sensibilidade sofrem modificações, e o corpo precisa de uma reeducação. Nessa fase, a prática de atividade física e hábitos alimentares que favoreçam o fortalecimento dos músculos certos, são fundamentais.

Nesse processo, uma opção que pode ser muito eficaz é a prática do método Pilates. Trata-se de uma técnica de exercícios globais que trabalham o corpo todo. Com apenas cinco treinos, as pessoas já notam mudanças no corpo. Com 30 aulas, o corpo todo já está modificado – para melhor.

As informações são do fisioterapeuta e professor de Pilates Alexandre Moreira Mendonça, proprietário de uma academia especializada no método em Santo Amaro, São Paulo. Os aparelhos são adaptáveis e os exercícios trabalham todos os músculos do corpo.

Ao fortalecer os músculos da coluna, o paciente evita ocorrência de lesões, problemas de coluna e dores. Com o corpo alinhado, o aluno de pilates também ganha alívio das tensões e melhor circulação sanguínea.

Fonte: CMW

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Passo Firme – 02.11.2012
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Como evitar cãibra durante a atividade física

Você que está iniciando na prática de atividades físicas para fortalecer alguns músculos e ganhar mais condicionamento físico, saiba como evitar essa indesejada dor muscular.

O assunto é polêmico, principalmente nas rodas de praticantes de atividade física. Isso porque as câimbras fazem parte do dia a dia dos atletas e estão diretamente ligados aos hábitos de vida. Porém, essas contrações involuntárias e dolorosas podem ser facilmente evitadas com movimentos simples de alongamento.

É o que explica a professora de alongamento Mônica Valladão, da Bio Ritmo Academia. Alongamentos podem contribuir para evitarmos o desconforto das câimbras. Quando a câimbra ocorre, “massagear a área atingida a fim de estimular a circulação, atenua a dor e evita que ela volte”, afirma Mônica.

Os movimentos feitos no alongamento aumentam a circulação de sangue, e por isso, conseguem aliviar a contração súbita do músculo. Assim, com a melhora da circulação, os nutrientes perdidos são repostos, o que diminui a incidência do problema.

A profissional ressalta que reservar alguns minutos do dia para se alongar ajuda, e muito, no resultado do treino. “A prática regular diminui os espasmos e a tensão, alterando a percepção da dor e recuperando os músculos cansados do exercício”, conclui Mônica.

Há uma grande discussão sobre a origem das cãibras. Mas uma coisa é certa: seja por falta de vitaminas, fadiga muscular ou até diabetes, fato é que ninguém gosta de sentir a dor causada pela contração brusca do músculo. Por isso, antes de inciar o treino, é fundamental ter orientação e acompanhamento profissional para o alongamento que deve ser realizado antes e depois da atividade física.

Fonte: CMW

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Passo Firme – 26.10.2012
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