Vídeo mostra enfaixamento correto do coto de amputação

A Associação Portuguesa de Amputados (Andamus), em parceria com os estudantes do Curso de Som e Imagem da Universidade Católica daquele país, elaboraram um conjunto de videos didáticos acerca de diversas temáticas em redor da amputação. Neste primeiro vídeo, um fisioterapeuta explica como deve ser a “bandagem”, ou enfaixamento, do coto de um amputado em nível transfemural (coxa). Dicas simples, mas ainda desconhecidas por muitos amputados. Recomendo!

Fonte: Andamus

Passo Firme – 25/06/2014
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Governo do Piauí anuncia nova oficina ortopédica para Centro de Reabilitação em Teresina

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A autorização foi dada pelo governador do Piauí no último dia 11/9, durante reunião

O governador do Piauí, Wilson Martins, autorizou a construção de uma nova oficina ortopédica para o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). Com isso, o local terá condições de oferecer uma maior variedade de equipamentos e ampliará a capacidade de produção para duas mil peças por mês. A autorização foi dada pelo governador nesta quarta-feira (11), durante reunião no Palácio de Karnak com os gestores da Associação Reabilitar, entidade sem fins lucrativos que administra o Ceir.

O investimento estimado na ampliação da Oficina Ortopédica do Ceir é de R$ 806.7 mil, com recursos oriundos do Tesouro Estadual. A nova fábrica terá dois pavimentos, com área total construída de 979,89 metros quadrados. Atualmente, são produzidos mil equipamentos por mês, entre órteses, próteses e outros meios auxiliares de locomoção. Com o novo prédio, a capacidade de produção duplicará e novos equipamentos, como cadeiras de rodas adaptadas, poderão ser montadas.

“O Ceir presta um serviço que é exemplo para o país, com excelência no atendimento à população. A construção da nova oficina dará condições não apenas para que se produza mais órteses e próteses, como para que sejam oferecidos novos equipamentos”, comentou o governador. “É emocionante ver o sentimento das pessoas ao receberem esses equipamentos porque isso representa para elas maior independência e autonomia”, acrescentou Wilson Martins.

O governador determinou à Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) que realize os procedimentos necessários para a confecção de projetos complementares e a execução da obra.

Segundo o médico Benjanim Pessoa Vale, presidente voluntário da Associação Reabilitar, o novo prédio será instalado no terreno onde se localizava a seda da Associação dos Amigos dos Autistas do Piauí (AMA-PI), vizinho ao Centro. “Fizemos uma parceria com o Ministério da Saúde e nesta sexta-feira (13) enviaremos técnicos à AACD de São Paulo para treinamento onde eles aprenderão a produzir cadeiras de rodas adaptadas e os itens novos da tabela do SUS”, afirmou Benjamim Pessoa Vale.

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OFICINA – Instalada em 2008, a Oficina Ortopédica do Ceir é referência para o país em fabricação de produtos ortopédicos, segundo o Ministério da Saúde. No local, são confeccionados hoje desde palmilhas e sapatos ortopédicos a próteses e órteses sob medida. Utilizando tecnologia de última geração, a Oficina oferece aos pacientes produtos leves e confortáveis, possibilitando melhores condições de uso.

Leia mais sobre o Ceir:

OFICINA ORTOPÉDICA DO CEIR É REFERÊNCIA PARA O BRASIL
ESTADO DO PIAUÍ CONTA COM UNIDADE MÓVEL DE REABILITAÇÃO
OFICINA ORTOPÉDICA NO PIAUÍ SERVIRÁ DE MODELO PARA OUTRO ESTADO NORDESTINO

Fonte: Assessoria

Passo Firme – 15/09/2013
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Um resumo breve e sucinto da função da fisioterapia na reabilitação do amputado

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia
Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hridroterapia, barras paralelas, cinesioterapia

A reabilitação do amputado é formada basicamente de quatro etapas fundamentais: pré-amputação, pós-amputação, pré-protetização e pós-protetização. Conheça as principais técnicas de fisioterapia utilizadas em cada uma dessas fases.

Na pré-amputação a reabilitação consiste na mobilidade no leito, no fortalecimento muscular, em manter ou aumentar a ADM (amplitude de movimentos) e, nos treinos de transferências, trabalhar equilíbrio e marcha.

Na pós-amputação a reabilitação consiste em prevenir contraturas articulares, fortalecer o membro amputado, em fortalecer e mobilizar o membro não afetado e o tronco, em controlar o edema do coto, em estimular independência, e na deambulação com auxiliares de marcha.

Na pré-protetização os objetivos de reabilitação são estimular as habilidades para realização de atividades sem uso de prótese, preparar o coto para ser protetizado, desenvolver programa de alongamento, propriocepção, fortalecimento, equilíbrio, coordenação e deambulação.

Como recursos de reabilitação são utilizados a eletroterapia, termoterapia, hidroterapia, barras paralelas, cinesioterapia.

Para uma melhor cicatrização são utilizadas a massoterapia, eletroterapia e a hidroterapia.

Para redução do edema é importante a orientação postural, a hidroterapia, a massoterapia e a cinesioterapia.

Em relação ao neuroma, a massoterapia, a eletroterapia (Ultrassom e TENS), a hidroterapia, a percussão, a aplicação de materiais de diferentes texturas são utilizados.

O uso do enfaixamento irá evitar o edema, irá modelar o coto, diminuir as sensações fantasmas, e proteger a pele. Ele deve ser utilizado durantes 24 horas por dia até a protetização, porém deve-se ter cuidado com alergias, isquemia, constrição ou ferimentos.

O enfaixamento transtibial deve ser realizado com o paciente sentado com o coto semifletido, já o transfemural deve ser relizado com o paciente em pé.

Para as dores e sensações fantasmas são utilizados o enfaixamento e a eletroterapia (Ultrassom e TENS).

A cinesioterapia consiste em alongamentos, mobilizações das articulações proximais e no fortalecimento das musculaturas. Nos membros superiores ela é importante para a realização das transferências e para o uso de muletas. No tronco ela objetiva evitar desvios posturais e desequilíbrios. No membro inferior não amputado deve-se trabalhar a realização dos decúbitos.

A pós-protetização consiste na avaliação da prótese, na colocação da mesma, na transferência sentado para em pé, equilíbrio e transferência de peso, treino de marcha, marcha em escadas e rampas, atividades esportivas e recreacionais.

Fonte: Blog de Fisio | Com edição do Blog Passo Firme.

Leia também:

OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO NA ÁGUA PARA AMPUTADOS
A REABILITAÇÃO DO AMPUTADO DO PONTO DE VISTA FISIOTERÁPICO

COMO AMPUTADOS PODEM LIDAR COM A DOR E A SENSAÇÃO FANTASMA

Passo Firme – 14/08/2013
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Pato amputado recebe uma perna mecânica impressa em 3D

O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.
O pato, chamado de Buttercup, nasceu em um laboratório de uma escola americana.

Após o nascimento, os veterinários perceberam que ele possuía um defeito grave na perna, por ter nascido voltada para trás. A perna necessitou ser amputada.

Agora, Buttercup recebeu uma nova perna fabricada com a tecnologia de impressões em 3D. A prótese foi produzida por engenheiros da Novacopy. Em ‘apenas’ 13 horas, o processo de impressão, que utiliza polímeros plásticos, foi concluído.

O pé possui silicones flexíveis que permitem um perfeito andar. O vídeo abaixo mostra o comportamento do pato após receber a prótese:

Fonte: Jornal da Ciência | Portal R7

Passo Firme – 05/07/2013
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Primeiro transplantado de duas pernas precisou ser amputado

O cirurgião espanhol Pedro Cavadas, que conduziu a operação de 10 horas do transplante, em uma entrevista coletiva em no Hospital La Fe, em Valência.
O cirurgião espanhol Pedro Cavadas, que conduziu a operação de 10 horas do transplante, em uma entrevista coletiva em no Hospital La Fe, em Valência.

O primeiro homem a ter duas pernas transplantadas precisou ser amputado “devido a complicações de uma doença que não está relacionada com o transplante”, anunciou nesta terça-feira o hospital espanhol onde ele foi submetido a operação em julho de 2011.

“O paciente transplantado no Hospital La Fe em 2011 precisou ser submetido a uma cirurgia para amputar as duas extremidades enxertadas (…), porque sofria de complicações por uma doença que não está relacionada com o transplante”, indicou o hospital público, localizado em Valência, na costa leste da Espanha, em um comunicado.

“Para receber o tratamento adequado para esta doença, ele precisou parar de tomar o tratamento imunossupressor que precisava após o transplante, já que estes medicamentos dificultam o processo de recuperação”, explicou a instituição.

“Nestes casos, o protocolo estabelece que, se o órgão transplantado não é um órgão vital, deve ser removido do paciente, de modo que ele possa receber um tratamento para a doença que parece ser a mais grave e urgente”, afirma o hospital, que explicou não ter sido autorizado pelo paciente a dar mais informações sobre o seu estado de saúde.

O transplante foi realizado em julho de 2011 pelo cirurgião espanhol Pedro Cavadas em um jovem biamputado, que foi condenado a viver numa cadeira de rodas. Este cirurgião realizou em 2008 o primeiro transplante duplo de braço na Espanha, o segundo no mundo, e em 2009 o primeiro transplante de rosto na Espanha. O transplantado, cuja identidade não foi revelada, tinha perdido as duas pernas em um acidente de carro e teve de ser amputado acima do joelho.

A Espanha manteve-se em 2011 como o primeiro país no mundo em transplantes de órgãos, apesar da crise, de acordo com dados da Organização Nacional de Transplantes (ONT), com mais de 4.200 transplantes realizados e uma taxa de 35,3 de doadores por milhão de habitantes, contra 28,1 em Portugal, 26 nos Estados Unidos e 25 na França.

Fonte: Terra Saúde | Via AFP

Relembre o caso:

PRIMEIRO TRANSPLANTE DUPLO DE PERNAS NO MUNDO É REALIZADO NA ESPANHA
PRIMEIRO TRANSPLANTADO BILATERAL DE PERNAS JÁ ANDA
VIDA X TRANSPLANTES – PLACAR 0 X 0

Passo Firme – 12/06/2013
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Especial Dia dos Namorados: ‘Não há limite para o amor’, diz casal que se conheceu durante terapia no Piauí

Casal diz que limitação física não pode ser obstáculo para a felicidade (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Casal diz que limitação física não pode ser
obstáculo para a felicidade
(Foto: Patrícia Andrade/G1)

Vandermauro e Luzinete se conheceram em centro de reabilitação.Casal está sempre junto durante as sessões de fisioterapia.

‘Só existe uma lei no amor; tornar feliz a quem se ama’. A frase do escritor francês Stendhal define o relacionamento de Vandermauro Sousa Costa, 33 anos e Luzinete Sousa, 29 anos. O casal, que se conheceu em um centro de reabilitação de Teresina, no Piauí, durante sessões de terapia, não vê na limitação física um obstáculo para a felicidade. Para os piauienses prestes a completar sete meses de namoro só há uma lei: a de ser feliz.

Vandermauro teve o braço direito e a perna esquerda amputados após sofrer uma descarga elétrica em novembro de 2002. Após algumas cirurgias, ele começou a fazer terapia no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) e hoje usa uma prótese na perna.

A namorada Luzinete, sofre de polineuropatia, um distúrbio simultâneo que atinge nervos periféricos de todo o organismo. A doença foi uma sequela deixada pela hanseníase que a jovem teve ainda na infância. Só em 2011, Luzinete recebeu o diagnóstico e no ano passado deu início a um tratamento que incluiu sessões de hidroterapia e terapia ocupacional.

Foi entre uma sessão e outra no centro de reabilitação que o casal se conheceu e foi começando ali uma história baseada no amor, dedicação e superação. “Deus colocou ele na minha vida. O Vandermauro me ajuda e eu ajudo ele. Acho que uma pessoa que tem uma deficiência não pode deixar de ser feliz por causa disso. Não há limite para o amor”, disse Luzinete.

Namorados estão sempre juntos durante fisioterapia em Centro de Reabilitação (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Namorados estão sempre juntos durante fisioterapia em Centro de Reabilitação (Foto: Patrícia Andrade/G1)

FUTURO – “Os planos que faço para o meu relacionamento com a Luzinete são os melhores. Ainda não estamos pensando em casamento. Vamos curtir cada momento da relação”, disse Vandermauro.

Ambos deixaram suas cidades no interior do estado para se dedicar ao tratamento na capital. Longe da família, Vandermauro e Luzinete encontram um no outro o apoio necessário para enfrentar os problemas e a saudade da família. Caseiros, eles revelam que um dos programas preferidos é ver filmes em casa e namorar.

“Ele não gosta muito de sair e eu também passei a gostar de ficar mais em casa. Temos os nossos momentos e aproveitamos bem o tempo que passamos juntos em casa”, contou Luzinete.

O carinho que um demonstra pelo outro chega a emocionar. Mesmo fazendo terapia uma vez por semana, a namorada não deixa Vandermauro sozinho nunca. A companhia durante as sessões de fisioterapia é constante e para ela não chega a ser nenhum sacrifício. No Dia dos Namorados o casal brinca e diz que a data vai ser “bem celebrada”.

Fonte: G1 Piauí

Passo Firme – 09/06/2013
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Tecnologia aumenta inclusão de portadores de deficiência

Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma
Lokamat: simulador de movimentos que ajuda na reabilitação, reduzindo o esforço do terapeuta (www.arrayamed.com.br/). Foto: Divulgação / Hocoma

Novidades que facilitam a vida e aumentam a independência foram apresentadas na segunda maior feira de acessibilidade do mundo

Cadeira de rodas para terrenos acidentados, aparelho auditivo com bluetooth e um aplicativo que dá voz a quem perdeu essa habilidade por conta de um acidente ou já nasceu sem ela. Estas foram algumas das novidades apresentadas na 12ª edição da Reatech, a segunda maior feira de acessibilidade do mundo, encerrada no último dia 22 de abril, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, o evento mostrou a profissionais e gestores de saúde e ao público em geral, tecnologias e novas propostas para aumentar a inclusão de portadores das mais variadas deficiências.

Um dos principais destaques da feira foi a cadeira de rodas apresentada pela empresa brasileira Vemex. Batizada de Strix, ela foi projetada para diminuir a trepidação em terrenos acidentados – isso inclui as ruas esburacadas e as calçadas irregulares das grandes cidades brasileiras.

João Horta, 29, estudante de engenharia mecânica e um dos idealizadores do projeto, conta que o diferencial está no sistema de amortecimento da cadeira.

“O sistema funciona com um fluido e um software de leitura do terreno, ou seja, quando ele sente uma vibração que não era pra prevista, em milésimos de segundo o software lê o problema e manda um sinal pra bateria, que envia uma carga ao amortecedor aumentando a viscosidade do óleo dentro do sistema de amortecimento”, explica Horta. Isso faz com que o amortecedor se adapte à necessidade apresentada e trabalhe mais lento ou rapidamente, podendo até mesmo travar o amortecimento completamente.

Outra tecnologia que agradou aos visitantes foi um aparelho auditivo com conectividade bluetooth. Com ele, o usuário não precisa mais se preocupar com os ruídos externos ao atender ao celular ou assistir a um filme: ele se conecta diretamente a celular, TV e outros aparelhos e, caso solicitado, isola qualquer outro som ambiente, atendendo justamente a uma das maiores reclamações dos deficientes auditivos.

“Dependendo do tipo do aparelho usado, os pacientes tinham dificuldades para escutar a voz de alguém ao telefone e, muitas vezes, a proximidade do aparelho auditivo com o telefone gerava microfonia, como um apito forte no ouvido”, esclarece a fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, Elisabetta Radini.

Fonte: IG Saúde

Passo Firme – 26/04/2013
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Jovem recupera movimentos do braço com prótese biônica

Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick Foto: Getty Images
Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick
Foto: Getty Images

Braço biônico controlável via iPhone foi patrocinado pela Mercedes

O jovem Patrick Kane apresentou recentemente seu braço biônico, que permite uma variedade de movimentos bastante específicos – como apertar e segurar objetos. O britânico de 16 anos perdeu seu braço esquerdo quando ainda era bebê por causa da meningite. Entre a nova variedade de ações que ele pode realizar está a de apertar as mãos de alguém e cortar a própria comida: ações aparentemente simples, mas antes impossíveis para Patrick.

O braço mecânico pode ser controlado via iPhone ou iPad e possibilita ao jovem a realização de um sonho: participar das aulas de marcenaria na escola. A autonomia da prótese é de um dia, e Patrick precisa retirá-la a cada noite para fazer a recarga. Ele descreve a operação do braço artificial como algo natural, apesar de requerer um longo processo de adaptação.

“Controlar a mão é bastante natural, apesar de levar um tempo um pouco maior para aprender como usar as ‘garras’ automáticas e fazer os gestos”, afirmou Patrick Kane. “São as pequenas coisas que importam, como ser capaz de segurar um copo de vidro ou cortar a comida no meu prato em vez de ter que pedir a alguém para fazer isso por mim.

Patrick perdeu parte de sua perna direita, todos os dedos da mão esquerda e pedaços dos dedos da mão direita após sofrer com uma forma de meningite logo após o nascimento. A prótese, cujo custo é estimado é 30 mil euros, foi desenvolvida pela empresa Touch Bionics e patrocinada pela Mercedes, que optou por não inserir seu logotipo no braço artificial por entender que compartilha o interesse pelo desenvolvimento da tecnologia.

Fonte: Terra / Via Mail Dayli

Leia também: MÃO BIÔNICA I-LIMB JÁ PODE SER CONTROLADA POR IPHONE

Passo Firme – 22/04/2013
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Reatech 2013: tetraplégico escreve com os olhos e deficiente ouve via bluetooth

Homem utiliza aparelho auditivo com conexão via bluetooth a eletrônicos como TV e celular (Foto: Divulgação)
Homem utiliza aparelho auditivo com conexão via bluetooth a eletrônicos como TV e celular (Foto: Divulgação)

Empresas mostram tecnologias para melhorar a vida de deficientes. Evento, que ocorre até o próximo domingo (21),  traz campainha para surdos e dispositivo que ‘traduz’ para o braille. Além de dar voz a multidões, a tecnologia também pode dar a chance de deficientes auditivos ouvirem melhor e tetraplégicos escreverem.

Algumas dessas inovações deram forma a produtos, que mostrados na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), que começou na quinta-feira (18) e termina no domingo (21), em São Paulo. “Em vez de usar a tecnologia para ficar falando mal dos outros no Facebook, a gente faz a vida das pessoas melhor”, disse Daniel Bronzeri, da empresa Métodos Soluções Inteligentes, um dos 300 expositores do evento. “A tecnologia tem esse poder”, afirma.

Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)
Computador desenvolvido para pessoas com deficiências motoras executa tarefas ao rastrear o olhar dos usuários (Foto: Divulgação)

AUDIÇÃO VIA BLUETOOTH – A companhia vai apresentar em primeira mão a campainha para surdos. Chamado de Vibra Bell, o aparelho acopla uma câmera instalada ao botão da campainha, funciona em conjunto com um aplicativo e é conectado à internet. Toda a estrutura foi desenvolvida sobre o sistema operacional Android, do Google.

Quando tocado, o dispositivo dispara uma foto, que é enviada para o app do serviço instalado no smartphone do surdo. Com isso, diz Bronzeri, é possível saber não só que há alguém na porta, mas também identificar o indivíduo. Segundo ele, a empresa trabalha em uma nova função que abrirá a porta à distância. “O aplicativo tem maiores possibilidades, como para pessoas que têm mobilidade reduzida.”

Deficientes auditivos também são o foco da Oto-Sonic. A empresa é distribuidora da fabricante de aparelhos auditivos Bonafon, criadora de um dispositivo que daria inveja aos fãs dos fones mais modernos. É um aparelho auditivo que se conecta por bluetooth a aparelhos eletrônicos, como TVs, telefones fixo e móvel, tablets, computadores e GPS.

Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os caracteres de telas de computador, celula e tablets para o Braille. (Foto: Divulgação)
Aparelho da Linha Braille Brailliant traduz os
caracteres de telas de computador, celula e tablets
para o Braille. (Foto: Divulgação)

Mesmo usando aparelhos, os deficientes auditivos possuem dificuldade para ouvir os sons emitidos pela televisão, computadores e GPS, conta Elizabetta Radini, fonoaudióloga responsável pelo Departamento de Audição da Oto-Sonic. “O som vai se propagando no ar e perdendo energia. Dependendo do tamanho da sala, o som chega baixo ou distorcido”, explica.

Já a complicação com celulares e telefones decorre porque o captador de áudio do aparelho auditivo fica em cima da orelha. “Não dá para ouvir e falar ao mesmo tempo.”

O aparelho funciona assim: um adaptador é ligado aos eletroeletrônicos que não possuem canal direto de bluetooth para conectá-los ao aparelho auditivo –celulares e tablets não precisam de intermediação. Por meio do bluetooth, o som vai direto ao ouvido. Para controlar o som e atender ligações, o usuário carrega uma espécie de controle, que também serve como microfone.

O aparelho começou a ser importado para o Brasil no ano passado e já é utilizado, conta Randini. “Temos um paciente que não atendia ligações. Hoje, ele brinca que é o telefonista da casa.” Outra paciente, uma médica, costumava assistir cirurgias no iPad, mas sem áudio. Agora, ela já pode ouvir os comentários dos cirurgiões durante o procedimento.

OUTRAS TECNOLOGIAS – A feira também apresenta produtos tecnológicos para tetraplégicos. A Civiam leva computadores e tablets para deficientes motores, que permitem digitar com os olhos. O sistema de rastreamento ocular identifica para qual tecla o usuário está olhando e a escreve na tela.

Deficientes visuais não foram esquecidos. Há aparelhos portáteis que leem textos por eles para depois lhes narrar o conteúdo e dispositivos traduzem os caracteres exibidos em telas de computador, celula e tablets para o Braille.

Serviço

O que é: Reatech 2013| XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Quando: 18 e 19 de abril (das 13h às 21h) e 21 e 22 de abril (10h às 19h).

Onde: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5

Entrada: Gratuita

Mais informações: www.reatech.tmp.br

Fonte: G1

Leia também sobre a Reatech:

“BELEZA E DEFICIÊNCIA NÃO SÃO OPOSTOS”, AFIRMA ‘FOTÓGRAFA DA INCLUSÃO’
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Passo Firme – 20/04/2013
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Reatech 2013: confira alguns dos eventos que ocorrerão paralelamente à feira

50 mil visitantes são esperados na Reatech este ano
50 mil visitantes são esperados na Reatech este ano

A próxima edição da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a maior do setor de reabilitação, inclusão social e acessibilidade do país e uma das maiores do segmento no mundo, será realizada de 18 a 21 de abril de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Com o objetivo de disseminar o conceito da inclusão social, a feira apresentará as novas tecnologias e lançamentos do setor, além de oferecer aos visitantes um palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadra esportiva e as seguintes atividades, com a participação de renomados especialistas:

XII Seminário de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão (Reasem);
Simpósio Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho (Simbrafit);
IV Seminário de Tecnologias Avançadas em Fisioterapia (Tecfisio);
Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para Pessoa com Deficiência;
Oficina “Alfabetização no Sistema Braille, uma Iniciativa para Inclusão Social”;
Reashow – Seminário dos Expositores (McDonald’s, Itaú, Senac, Andef e Instituto Mara Gabrilli, entre outros);
Palestras do Comitê Paraolímpico Brasileiro(CPB);
Curso Pet (terapia assistida por animais);
Workshop prático de equoterapia;
Seminário do Terceiro Setor; e
IV Seminário “A Sexualidade na Vida da Pessoa com Deficiência”.
Dentro do Workshop Internacional, no dia 20/4 (sábado), das 9h00 às 17h00, haverá uma palestra de Curt Prewitt, especialista norte-americano de recuperação em equipamentos e sistemas posturais para crianças e adultos.

Além disso, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio do programa “Viver sem Limites”, do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), apresentará o II Fórum Nacional sobre Tecnologia Assistiva.

Com entrada gratuita, a feira é aberta a visitantes e público profissional, tais como assistentes sociais, profissionais de clínicas e hospitais, educadores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, terapeutas, principalmente o terapeuta ocupacional e estudantes.

Segundo José Roberto Sevieri, diretor do Grupo Cipa Fiera Milano, promotor e organizador da Reatech, o objetivo da feira é trazer e despertar um novo olhar sobre a realidade dos mais de 45 milhões de brasileiros (9 milhões somente no Estado de São Paulo) com algum tipo de deficiência que enfrentam dificuldades de acesso à saúde, ao trabalho, a atividades culturais e sociais.

Paralelamente à feira acontecem dois eventos simultâneos: a Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e a Feira Nacional da Pessoa Idosa.

SERVIÇO:

O quê: Reatech 2013 – XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade;
Data: De 18 a 21 de abril de 2013;
Horário: Nos dias 18 e 19, das 13h00 às 21h00; nos dias 20 e 21, das 10h00 às 19h00;
Local: Centro de Exposições Imigrantes;
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo (SP). A feira oferece transporte gratuito (ida e volta), que sairá todos os dias da Estação Jabaquara do Metrô – Rua Nelson Fernandes, 400, ao lado do terminal de ônibus;
Informações e inscrições: Para mais informações, acesse www.reatech.tmp.br. A entrada é gratuita.

Fonte: Instituto ETHOS

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Passo Firme – 10/04/2013
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Reatech 2013: Organização do evento divulga mais detalhes da pprogramação

reatech

Evento com as mais novas tecnologias acessíveis, produtos e serviços para pessoas com deficiência – de 18 a 21 de abril – no Centro de Exposições Imigrantes/SP

A próxima edição da maior feira do setor de reabilitação, inclusão social e acessibilidade do país e uma das maiores do segmento no mundo, a 12ª Reatech | Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, acontecerá de 18 a 21 de abril de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Com o objetivo de disseminar o conceito da inclusão social, a feira apresentará as novas tecnologias e lançamentos do setor, além de oferecer aos visitantes um palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadra esportiva e seminários com a participação de renomados especialistas.

Entre os expositores este ano estão: REASEM | XII Seminário de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão; SIMBRAFIT | Simpósio Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho; TECFISIO | IV Seminário de Tecnologias Avançadas em Fisioterapia; Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para Pessoa com Deficiência; Oficina: Alfabetização no Sistema Braille, uma iniciativa para inclusão social; Seminário do Terceiro Setor; Reashow | Seminário dos Expositores (McDonald’s, Itaú, Senac, ANDEF e Instituto Mara Gabrilli, entre outros); Palestras do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro); Curso Pet (terapia assistida por animais); Workshop prático de equoterapia; Seminário do Terceiro Setor e IV Seminário: A Sexualidade na Vida da Pessoa com deficiência.

Dentro do Workshop Internacional, no dia 20/04 (sábado), das 9h às 17h, palestra com Curt Prewitt – especialista norte-americano de recuperação em equipamentos e sistemas posturais para crianças e adultos, com foco na tecnologia assistiva. Nesta mesma linha, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, através do programa “Viver sem limites” do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), apresentará o II Fórum Nacional sobre Tecnologia Assistiva.

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PÚBLICO – A 12ª Reatech contará com 300 expositores em uma área de 35 mil m2, além de público estimado em 50 mil visitantes. O evento reunirá agências de emprego (com mais de 7.000 vagas voltadas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida), instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

Com entrada gratuita, a feira é aberta a visitantes e público profissional, tais como assistentes sociais, profissionais de clínicas e hospitais, educadores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, terapeutas, principalmente o terapeuta ocupacional e estudantes.

Segundo José Roberto Sevieri, diretor do Grupo Cipa Fiera Milano, promotor e organizador da Reatech, o objetivo da feira é trazer e despertar um novo olhar sobre a realidade dos mais de 45 milhões de brasileiros (9 milhões somente no Estado de São Paulo) com algum tipo de deficiência que enfrentam dificuldades de acesso à saúde, ao trabalho, a atividades culturais e sociais.

Paralelo à feira também acontecem dois eventos simultâneos: Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e Feira Nacional da Pessoa Idosa.

Confira abaixo outros destaques da programação da 12ª Reatech:

Show do artista Geraldo Magela “Ceguinho” – “Só Quero Ver Na Copa”

No dia 20/04 (sábado), às 14h, o Sindicato das Auto Moto Escolas e CFC’s no Estado de São Paulo promovem, em seu estande (Rua 300 nº 323), o show do artista Geraldo Magela “Ceguinho” – “Só Quero Ver Na Copa”.

A Mais Diferenças, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, traz desde shows a rodas de conversa, passando por um cinema feito para todos, um túnel que estimula percepções sensoriais e oficinas com instrumentos musicais inclusivos:

musicaMusicais Diferenças

Um espaço dedicado à inclusão através da música, cujo projeto, fruto de uma parceria firmada no ano passado com o centro tecnológico e musical Drake Music, da Inglaterra, visa mostrar a capacidade desta arte em romper barreiras. Clipes gravados pelos alunos com deficiência da Drake, que fazem música com instrumentos e Tecnologia Assistiva, serão exibidos durante a feira. O rapper Billy Saga, presidente do Movimento Superação, e o músico associado da Drake, Ben Glass, entre outros artistas, irão interagir ao vivo com os vídeos em um show, onde um VJ mixará todos esses registros audiovisuais. O público poderá conhecer instrumentos acessíveis inéditos no Brasil e, através de oficinas, gravar suas produções musicais

cinema-inclusãoCinema Inclusão

Este projeto de cinema abre as portas da linguagem cinematográfica a todas as pessoas, equiparando as oportunidades de acesso à cultura e informação. Para isso lança mão de um conjunto de recursos de acessibilidade: menu acessível, janela de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), subtitulação e audiodescrição. Diversas sessões do Cinema Inclusão serão realizadas no decorrer dos quatro dias de feira.

tunel-sensorialTúnel Sensorial – Experiência com sentido

Uma maneira diferente de sentir o mundo: os visitantes entram em um túnel inflável que dispõe de diversos recursos sensoriais, com venda nos olhos. Descalços, os pés sentem durante a passagem variações no solo e as mãos as mais diversas texturas. Em outro momento, experiências olfativas e por fim, já sem a venda, as pessoas vivenciam o que é ouvir sem ver, o que é enxergar sem que sons lhe acompanhem e o que é olhar para algo mesclado a uma sonoridade que não lhe pertence, onde em poucos minutos, diversas sensações são vividas ao mesmo tempo em que outros sentidos são potencializados.

SERVIÇO     

Reatech 2013| XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

18 a 21 de abril

ENTRADA GRATUITA

Dias: 18 e 19, das 13h às 21h

20 e 21, das 10h às 19h

Local: Centro de Exposições Imigrantes

Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

Eventos Simultâneos: Feira Internacional de Tecnologias em Fisioterapia e Feira Nacional da Pessoa Idosa

Transporte Gratuito – Estação do Metrô Jabaquara – Saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400.

Fonte: Assessoria

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Passo Firme – 02/04/2013

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Soldado amputado recebe duplo transplante de braços nos EUA

Marroco

Marrocco, de 26 anos, foi ferido por uma bomba em uma estrada no Iraque, em 2009.

Brendan Marrocco (foto), um soldado dos Estados Unidos que perdeu os quatro membros na Guerra do Iraque, recebeu um raro duplo transplante de braços. A cirurgia durou 13 horas e foi realizada no Johns Hopkins Hospital, da cidade americana de Baltimore, nos Estados Unidos, em 18 de dezembro do ano passado. Segundo a BBC, os detalhes só vieram à tona na última terça-feira (29), durante uma entrevista coletiva (vídeo abaixo) realizada pela equipe cirúrgica.

Marocco foi o primeiro soldado americano a receber um duplo transplante de membros e a sétima pessoa nos Estados Unidos a ser submetido a este tipo de cirurgia no país. Ao ser operado, o veterano de guerra recebeu também um transplante de medula óssea do mesmo doador dos novos braços.

REJEIÇÃO – O procedimento se deu para auxiliar seu corpo a aceitar os novos membros e diminuir as chances de rejeição, reduzindo também, assim, a necessidade de tomar medicamentos – com fortes efeitos colaterais – para auxiliar na aceitação de órgãos. A complexa operação envolveu mesclar músculos, ossos, vasos sanguíneos, pele e nervos do soldado e do seu doador, por vezes com o auxílio de um microscópio.

Segundo Andrew Lee, o médico que chefiou a equipe cirúrgica, pesquisas sugerem que, a despeito da enorme complexidade desse tipo de cirurgia, transplantes de órgãos tendem a ser mais bem-sucedidas entre pacientes mais jovens, na faixa dos 20 aos 30 anos, do que o implante de sofisticadas próteses – que, em muitos casos, acabam sendo descartadas mais tarde.

O militar foi o primeiro soldado entre os que combateram no Iraque e no Afeganistão a ter sobrevivido após perder quatro membros. As Forças Armadas americanas estão financiando cirurgias como a realizada em Marrocco para auxiliar militares feridos em combate. Cerca de 300 militares americanos perderam braços ou mãos em conflitos recentes.

Em sua página de Facebook, ele se define como um ”guerreiro ferido…muito ferido”, mas o militar comenta que não se arrepende nem um pouco de ter combatido no Iraque.

Em sua conta de Twitter, Marrocco comentou que seus novos braços ”já estão se mexendo um pouquinho”.

Fonte: BBC Brasil

Passo Firme – 31.01.2013

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Paciente recebe prótese biônica ‘inteligente’ no lugar de antebraço

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Avaliado em R$ 150 mil, aparelho é acionado com movimentos do cotovelo

Um paciente de 58 anos no Reino Unido recebeu uma prótese biônica “inteligente”, com eletrodos que captam movimentos dos músculos do cotovelo e acionam os dedos eletronicamente. Chamada de “Michelangelo”, a prótese pioneira na tecnologia mioelétrica é avaliada em 47 mil libras (cerca de R$ 150 mil). Seu formato é similar ao de uma mão humana, com dedos e polegar, e ela permite segurar objetos pesados, amarrar cordas, subir escadas, entre outras atividades, de acordo com o jornal britânico “Daily Mail”.

O engenheiro Chris Taylor (foto), que recebeu o “antebraço biônico” da clínica particular Dorset Ortopédica como teste, perdeu parte do membro direito há quatro anos, em um acidente de moto aquática.

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O objeto foi desenvolvido na Alemanha e nos Estados Unidos e usa um software para controlar a mão e fazê-la abrir, fechar, segurar objetos e outros movimentos, baseando-se na contração dos músculos do cotovelo captados pelos eletrodos. “É uma sensação estranha mover [a prótese] e sentir que eu sou capaz de fazer coisas que eu não podia por muito tempo”, disse Taylor ao jornal britânico. “Obviamente não é tão boa quanto uma mão normal, mas é melhor que outras próteses que eu tive.”

A prótese usa uma bateria que dura 20 horas, e precisa ser recarregada por quatro horas ininterruptamente. Ela é formada com ligas de metal, plástico e outros materiais. “O que diferencia esta prótese de outras é o fato de ela ser ‘inteligente’ e ter um polegar móvel. A mão tem um software que faz o mesmo que uma pessoa comum, como ao pensar ‘feche sua mão’ – ela fecha automaticamente. Há sensores que enviam as mensagens dos músculos do cotovelo para a mão”, afirmou ao “Daily Mail” o diretor da clínica, Bob Watts.

Fonte: Bem Estar / Via  Daily Mail

Passo Firme – 24.01.2013

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Médicos fazem primeiro transplante de mão no Reino Unido

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Paciente consegue fazer movimentos leves

Um homem de 51 anos foi a primeira pessoa a receber um transplante de mão no Reino Unido, após uma operação realizada por médicos do hospital de Leeds (norte da Inglaterra), informam nesta sexta-feira (4) veículos britânicos.

Mark Cahill (no centro da foto), que trabalhava em um pub de West Yorkshire, teve a mão direita paralisada pelos efeitos da gota, doença causada por uma acumulação de cristais de ácido úrico nas articulações. A intervenção cirúrgica, realizada no dia 27 de dezembro no hospital Leeds Geral Infirmary, durou oito horas e foi muito delicada, já que os cirurgiões precisaram conectar nervos do braço de Cahill a sua nova mão.

Veja o vídeo:

Os médicos informaram que ainda é cedo para saber quanto movimento o órgão terá, mas Cahill consegue movimentar levemente os dedos, embora ainda não tenha tato. “Neste momento me sinto bem, sem muita dor”, afirmou Cahill. O professor Simon Kay, cirurgião plástico do hospital de Leeds, disse hoje que esse foi um “grande desafio” para a equipe médica e admitiu que ainda é cedo para saber o sucesso da intervenção, embora “tudo indique que deu certo e o paciente faça progressos”.

A equipe de especialistas esteve em contato com médicos franceses de Lyon, que fizeram o primeiro transplante de mão em 1998.

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Fonte: R7 / Via Maily Dail / EuroNews

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Passo Firme – 05.01.2013
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Oficina ortopédica do Ceir é referência para o Brasil

Situada em Teresina, capital do Piauí, a oficina ortopédica credenciada ao SUS já realizou mais de 16 mil atendimentos apenas este ano

Em funcionamento desde 2008, o parque industrial da oficina ortopédica (foto) do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), hoje, é modelo em fabricação de produtos ortopédicos para todo o país. É de lá que saem aparelhos que devolvem autonomia para muitos piauienses. A oficina confecciona, sob medida, desde palmilhas e sapatos ortopédicos a próteses e órteses, de acordo com a demanda de pacientes internos, particulares e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Recomendado pelo Ministério da Saúde como referência para o resto do país, a estrutura e a qualidade do trabalho desenvolvido na oficina ortopédica do Ceir já despertou o interesse de representantes de vários Estados brasileiros, como Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Em outubro último, uma delegação de médicos da Alemanha, em visita ao local, chegou a afirmar que a infraestrutura oferecida pelo centro atende até mesmo aos padrões internacionais de excelência no que tange a tratamentos de reabilitação.

Além da qualidade dos produtos, o Ceir é destaque em atendimento. Só em 2011, foram mais de 11 mil atendimentos em todo o Estado, na área de oficina ortopédica. Até setembro deste ano, o número aumentou 30% em relação a 2011. Isso significa que em 2012, mais de 16 mil atendimentos foram realizados sob prescrição médica através de solicitação junto à Central do SUS, em Teresina, ou Secretaria de Saúde, nos municípios do interior do Estado.

“O parque industrial da oficina ortopédica conta com equipamentos de alta tecnologia e de última geração, o que permite a produção de órteses e próteses mais leves e confortáveis, possibilitando melhores condições de uso”, explica o coordenador da oficina ortopédica Paulo André Ramos.

HISTÓRIAS DE SUCESSO – Além de produzir órteses e próteses, a oficina ortopédica é responsável pela concessão de cadeira de rodas, muletas, bengalas e andador, que auxiliam na locomoção de pacientes, como o pequeno Eluízio Soares, de oito anos. A mãe, Leandra Soares, conta que há mais de dois anos Eluízio se locomove sob o auxílio da órtese, recebida gratuitamente através do SUS.

“Antes, meu filho caia muito, porque ele tem os pés abertos desde que nasceu, mas com a órtese eu o vejo andar pra lá e pra cá como uma criança sem tantas limitações”, diz a dona de casa Leandra Soares. “Se não fosse o Ceir, eu não teria condições de comprar, porque o aparelho é muito caro”, ressalta.

De acordo com Paulo André Ramos, os produtos são confeccionados sob moldes específicos, conforme a necessidade de cada paciente. “Confeccionamos de forma personalizada, de modo que proporcione maior independência e conforto para o paciente”, explica o coordenador, destacando que o recebimento do equipamento se dá em até oito dias após tirar os moldes.

“Com o uso da prótese melhora 100%, a gente até supera o trauma”, relata Francisco Leonardo Pereira. De paciente a funcionário, Leonardo, de 27 anos, foi beneficiado por uma prótese do Ceir em 2009, quando precisou substituir o pé esquerdo perdido em um acidente de carro. O jovem, hoje, auxilia na produção de equipamentos ortopédicos, que beneficiarão outras pessoas em todo o Estado.

Como é o caso do aposentado Airton José Conde (foto), que já recebeu órteses e cadeira de rodas. “O tratamento do Ceir é essencial para reabilitação. Além de receber os equipamentos para melhorar nosso dia-a-dia, conto com o apoio e preparo de uma equipe médica multiprofissional”, destaca o aposentado portador da Síndrome de Guillain-Barré, que causa dormência em todo o corpo, por isso a necessidade de auxílio para a locomoção.

Fonte: CEIR

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Passo Firme – 16.11.2012
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